SOBRE O BLOGUEIRO

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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.

terça-feira, 21 de março de 2017

Um juizeco atiçador de milícias fascistas paira hoje sobre os outros poderes da República

Ficamos assim, pois.

O juiz aquele da tal república de curitiba, sergio moro, o minúsculo, vaza gravação ilegal de conversa entre a Presidenta da República Dilma Rousseff e o ex-Presidente Lula.

Escândalo, comoção nacional, rigorosa investigação instaurada?

Porra nenhuma, meninos e meninas, porra nenhuma, que sergio moro é hoje um sujeito inimputável, ele faz o que quer e o STF come tudo com a farinha ensebada das conveniências tão típicas da história da tal egrégia e suprema corte, a mesma que mandou Olga Benário para a morte na Alemanha nazista.

E sergio moro, vazador de escol, manda sequestrar um blogueiro, Eduardo Guimarães, que havia obtido informações de fonte confiável sobre os movimentos da lawfare contra Lula previstos para março de 2016.

Escândalo, comoção nacional?

Nada, meninos e meninos, nada. 

O notório atiçador de milícias fascistas, sergio moro, é hoje uma espécie de poder acima dos outros poderes, uma espécie de messias linchador que pode fazer o que lhe der na veneta, sempre com as bençãos da porra da Globo e da mídia golpista.

Estamos fodidos.

domingo, 19 de março de 2017

Mijadinha básica nos cantos

Aqui, desocupado, concluo o que quero.

1. Ciro Gomes baixe sua bolinha.

2. Ciro Gomes deixe de ser valentão bêbado de bailão.

3. Ciro Gomes respeite Lula.

4. Ciro Gomes respeite o PT.

5. Ciro Gomes respeite a militância do PT.

6. Ciro Gomes coloque o PDT na sua devida perspectiva.

7. Ciro Gomes pare com bravatas e venha fazer política.

8. Ciro Gomes não me faça mandar você à merda.

9. Ciro Gomes, não sendo o Lula, votarei em você.

10. Ciro Gomes esteja avisado, entretanto.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Quem tem medo de Gilmar Mendes?

Copiei do Extra

Por: Felipe Pena em 16/03/17

"Felipe, ele vai te processar e a tua vida vai virar um inferno" – disse um amigo, jornalista e editor, quando anunciei o título deste artigo.

Imediatamente, desisti de escrevê-lo.

Ontem, um ministro do STF abriu os salões de sua casa para comemorar o aniversário de um senador do PSDB que poderá ser réu em um tribunal do qual ele faz parte, mas não escreverei sobre isso.

Ontem, um ministro do STF, que também é presidente do TSE, discutiu a reforma política com delatados na lava-jato, mas não escreverei sobre isso.

Anteontem, o presidente da república nomeou o primo de um ministro do STF para o cargo de diretor da Agência Nacional de Transportes, mas não escreverei sobre isso.

No dia anterior, um ministro do STF relativizou o crime de caixa dois e disse que o ato ilícito era uma opção das empresas, mas não escreverei sobre isso.

Há meses, um ministro do STF vem comentando casos que poderá julgar, quase antecipando votos, o que fere a lei da magistratura, mas não escreverei sobre isso.

Há meses, um ministro do STF, que também é presidente do TSE, participa de jantares no palácio de Michel Temer, que é réu no mesmo TSE e será julgado pelo tal ministro, mas não escreverei sobre isso.

Há anos, um ministro do STF busca os holofotes da mídia e age de forma partidária, mas não escreverei sobre isso.

Meu amigo, o jornalista, tem razão. Ele, que também é editor de um jornal concorrente, me alertou para a ausência de críticas sobre a conduta do ministro na imprensa nacional e recordou a frase de outro ministro, dita no Palácio Laranjeiras, em 13 de dezembro de 1968.

"Às favas com os escrúpulos!"

O amigo faz questão de lembrar que eram outros tempos. Naquele dia de 1968, estávamos assistindo ao golpe dentro do golpe.

Hoje, não. Hoje, vivemos numa democracia.

Por isso, não escreverei nada.

Às favas com o artigo!

Felipe Pena é jornalista, escritor e psicanalista. Doutor em literatura pela PUC-Rio, com pós-doutorado pela Sorbonne III, foi visiting scholar da NYU e é autor de 15 livros, entre eles o ensaio "No jornalismo não há fibrose", finalista do prêmio Jabuti.

domingo, 12 de março de 2017

Cláusula diamantífera da Lava Jato: alguns "isso não vem ao caso"

Copiei do Gilson Sampaio

A Lava Jato estabeleceu uma 'jurisprudência' própria, uma espécie de cláusula pétrea, ou melhor, uma cláusula diamantífera, sim, pois diamante é a matéria mais dura do universo conhecido.

domingo, 5 de março de 2017

Com vocês, o novo Ouvidor-Geral e Cheirador-Sênior

Xaulo Xoberto Xequinel cumprimenta os internautas,
seguidores, amigos e credores do Ornitorrinco

Em Brasília, 19:00 horas. 
Muito bom dia, amiguinhos!

Xaulo Xoberto Xequinel I, 43 anos e algumas horas, nasceu na República Agrícola de Curitiba, lá pelos lados do Capão Raso, em 15 de outubro de 1960, filho de tradicional família russo-sueca. Seu pai, cujo nome foi apagado dos registros oficiais por ordem dos Altos Ofinoses Partidários, foi Vice-Ouvidor Nível 12 do Comitê Popular Para Assuntos Futebolísticos da União Capelista Soviética, tendo sido fuzilado durante o Grande Expurgo de 1938, realizado com o objetivo de permitir que novas lideranças populares pudessem aparecer e firmar-se no cenário gelado das estepes políticas do comunismo. Seu irmão mais velho, Vaulo Voberto Vequinel, foi volante de contenção do Dínamo do Boqueirão durante 15 anos, tendo neste período quebrado o fêmur de 18 adversários entre alemães, brasileiros e coxinhas diversos, e foi agraciado duas vezes com a Comenda do Mérito Esportivo do Ajuste Fiscal, por seus feitos à frente da defesa da economia esportiva da pátria socialista. Tem 8 irmãos dos quais não quer nem ouvir falar, especialmente de Gequinel III, notório integrante da Turma do Litro que anda pela Feiramar (Antonina) importunando turistas, dizendo que é o filho mais novo do Czar Alexandrov XVI.

É autor de 42 livros, dos quais o mais aplaudido é O Vôo do Ornitorrinco Tetraplégico: Método de Limpeza Auricular e Nasal para Ouvidores e Cheiradores, e é membro da Academia Brasileira de Letras do Bigorrilho e da Confraria dos Amigos da Famiglia Lang.  

Na entrevista de admissão disse que se nascesse tucano faria operação de mudança de sexo para tornar-se uma galinha verde militante, que torce 80% para o Coritiba, 10% para o Ornitorrinco Futebol, Caça e Pesca, 5% para o Combate Barreirinha, 4% para o Paraná Clube e 1% para o Atlético Paranaense, que sabe falar russo, búlgaro moderno, chinês provençal e antoninês, além de inglês e francês, que não acredita em deus mas tem, todavia, medo de ser atacado por algum bispo pedófilo, que o professor pediu para ter atenção com o lateral deles e que é preciso ter pegada na marcação, e que tudo faremos para que o Ornitorrinco seja campeão do Novo Mundo subindo, assim, para a Primeira Divisão dos Blogs.

Por último, declarou ser favorável ao aborto até os 90 anos para casos de seres humanos que, anencéfalos, gostem de porcarias musicais como sertanejo universitário e gospel-gosmento cor-de-rosa, e que, além disso tudo, tenham apoiado a porra do golpe de michel temer e sua tropa de ladrões, e de medidas duras contra os criminosos virtuais que, na calada da noite, produzem em seus blogs milhões de panfletos ofensivos à moral cristã, ocidental, perfumosa e sadia do catolicismo evangélico-betuminoso brasileiro.

Para falar com ele ligue 08008761345266543, tecle 67, anote a senha, sente-se, tome um café e aguarde ser chamado. Blogueiros limpos terão, sempre, atendimento preferencial, desde que apresentem credencial fornecida pela Associação Brasileira de Blogueiros Limpos de Antonina.  

sábado, 4 de março de 2017

Se alguma coisa cair em sua sopa, não se desespere

Acontece com freqüência de alguma coisa cair em nossa sopa, não é mesmo? Não se desespere, meu caro, minha prezada amiga, para tudo há solução. O Departamento de Soluções Não-Convencionais das Organizações Ornitorrinco, graciosamente, esclarece como você pode e deve proceder em diferentes situações, enfatizando que, de maneira geral você precisa manter-se calmo e, sempre, verificará os sinais vitais daquilo que desabou em sua sopa, seja o que for: batimentos cardíacos, temperatura, saldo bancário, filiação partidária, cor e placa do veículo, dentre outras características e detalhes que possam permitir e facilitar o trabalho de nossas gloriosas autoridades militares, religiosas, desportivas, policiais e culturais.  

1. Do ponto de vista estatístico é praticamente impossível que nossos queridos sérgio moro e deltan dallagnol caiam em sua sopa, mas, vai que aconteça, né mesmo?
Mas, em acontecendo, fique serenamente calmo. Desde que as reluzentes convicções de deltan e a luminosa cognição sumária de moro estejam em bom estado, sua sopa de legumes sofrerá apenas pequenas alterações na cor, volume, sabor e aroma.
O problema, prezado internauto, querida internauta, é que esses dois são sempre seguidos por moscas-fãs fascistas, vestidas de amarelo cbf e, em alguns dos melhores restaurantes da república de curityba, muita sopa já teve que ser descartada.


2. Há diferentes e estranhas espécies de formigas sendo a mais perigosa a formiga lavajato-vazadora. Não vacile se uma delas, uma que seja, cair na sua sopa de aspargos. Toda sua movimentação financeira, incluindo os capilés que você recebe mensalmente do Banco Barbudón y Revolucionário de Cuba, estará à disposição da famosa força-tarefa aquartelada em curityba e, no dia seguinte, a imprensa sadia e limpinha, informará em manchetes que você conhece o primo de um frentista que foi filiado ao PT em 1971. Para salvar o seu jantar, grite bem alto e com a cara-de-pau mais lustrosa que conseguir, que o PT está aos poucos instalando uma ditadura violadora de sigilos, de cadeados e de lacres em geral no Brasil e, antes que você tenha que explicar porque sua renda declarada não condiz com seu patrimônio conhecido, troque a sopa de aspargos por uma porção de mandioca com queijo derretido.

3. Saboreando seu creme de abóbora com chuchu-do-brejo você, atucanado coxinha, é surpreendido pela queda de um poço de petróleo do pré-sal em seu prato. Calma, muita calma nessa hora, muita oração e muitos pedidos dirigidos a são josé serra atingido, que tem relações carnais com umas quantas empresas estrangeiras de petróleo, todas sem fins lucrativos, que querem, apenas e evidentemente, auxiliar o povo brasileiro a extrair do útero santificado e prenhe de riquezas da nossa terra-mãe tão distraída o máximo de petróleo no mínimo de tempo. Pegue um martelo daqueles de leiloeiro, vá para a parte nobre do salão do restaurante e, antes que algum petista estatizante e chato apareça, promova um rápido e sumário leilão do seu prato de sopa de abóbora com chuchu-do-brejo agora enriquecido com bilhões de barris de petróleo do pré-sal. E enalteça as virtudes derramadas por ato divino do deus mercado sobre a iniciativa privada, oh santo daime da competitividade em dólar, oh santo daime do custo Brasil, oh santo daime do cacete a quatro. Amém.     

4. Você levou um tempão para conquistar aquele moça bonita, a Lerroica Bjorkssöng do Pilar e, finalmente, ela aceitou o seu convite para jantar. Banho tomado, barba feita, que coxinhas jamais usam barba, esse hábito bárbaro de petistas sujos e abortivos, a suave loção L’Eau du Tucanô nos lugares certos e vamos lá, o restaurante é muito chique - quem come em bandejão é essa petezada inculta -, e vocês decidem começar com um creme de tomate boliviano com toques de poison aux terrine très-bien, o vinho é um magnífico tinto Patifa Tucana da região do Lombroso Capado (Braga, Portugal), vindima de 2007, as velas estão acesas graças ao programa Velas para Todos, oh os olhares e os desejos, oh os suspiros de amor, oh a noite promete e, assim do nada, uma porra de um Xequinel desaba no prato da sua amada, espalhando o creme no vestido branco virginal, melecando seu cabelo encaracolado e loiro, e ela grita de susto - quiospariu, benhê, que merda é essa? – e você também está todo sujo e, justamente muito puto dentro das calças pergunta ao mâitre, que olha a zona toda meio aparvalhado, Monsier Le Mâitre, Jean-Claude Profiterole Blanche, como é que este Xequinel do caralho veio parar bem no meio da minha sopa, seu babaca?, e ele responde, em francês medieval da Haute-Provence-Sur-La-Merde, allouette, gentil allouette, je te plimerrê le cú, je te plimerrê le cú, son le cú, il le cú.    
Aproveitando-se da confusão, Xequinel sai pela esquerda, como é seu costume, levando o que sobrou: quase metade do vinho, as torradas, a manteiga e um pouco do poison aux terrine. E deu o número do seu telefone, discretamente, para a guria.

A inocência de Breno Altman

Copiei de Breno Altman
Minha absolvição

O juiz Sérgio Moro, nessa última quinta-feira, finalmente exarou a sentença relativa ao processo no qual eu era réu, oriundo do 27º episódio da Operação Lava Jato, denominado “Operação Carbono 14”.

Diz a decisão, a meu respeito:

“Breno Altman é apontado por três pessoas como envolvido no crime, Marcos Valério de Souza, Alberto Youssef e Ronan Maria Pinto. Mas são todos depoimentos problemáticos, provenientes de pessoas envolvidas em crimes. Diferentemente dos demais, não há nos documentos qualquer elemento que o relacione às operações, nem os valores passaram por sua empresa, nem há uma vinculação necessária entre ele e a gestão financeira do Partido dos Trabalhadores. Por falta suficiente de prova, deve ser absolvido.”

Após quase um ano sob investigação e processo, o magistrado responsável pela 13a Vara Federal do Paraná reconhece minha inocência.

No mar de irregularidades e abusos que inunda a vida político-judiciária do país, minha absolvição é uma pequena e modesta vitória daqueles que têm compromisso com a Constituição, a democracia e o Estado de Direito.

Mas esse momento de alegria não anula a gravidade dos fatos que o antecederam e a preservação do ambiente de perseguição política que dita a conduta de muitos atores do sistema judicial.

Lembremos que esse processo foi iniciado com o Ministério Público Federal anunciando que o objetivo central das investigações era comprovar o vínculo entre atos de corrupção e o assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel.

Durante dias, promotores e veículos de informação expuseram os réus à execração pública, vinculando-os a uma sórdida hipótese que mesclava sangue e lama.

Com a decretação de prisões preventivas e conduções coercitivas, alimentou-se um espetáculo midiático cujo único propósito era celebrar mais uma bala de prata contra o Partido dos Trabalhadores.

Após um ano, a denúncia do MPF simplesmente desapareceu com qualquer referência ao homicídio do ex-prefeito e à extorsão que estaria sendo praticada contra dirigentes petistas para esconder sua alegada relação com o delito de morte.

A peça acusatória final se resumiu a 36 páginas, das quais apenas seis linhas dedicadas a mim, pedindo a condenação dos réus por lavagem de dinheiro, sem qualquer preocupação em apresentar provas de dolo ou ir além de testemunhas com duvidosa credibilidade, como reconhece o próprio juiz.

Caso não prevalecesse o aparelhamento da Justiça como trincheira ideológica, caberia honradamente ao próprio MPF tomar as devidas cautelas antes de lançar cidadãos ao Coliseu da opinião pública, agindo com menos açodamento e mais zelo pelos direitos constitucionais.

Mesmo declarado inocente, paguei uma pena severa e irreparável por crime jamais cometido. O espetáculo processual atingiu frontalmente minha imagem e levou à ruptura dos contratos publicitários do site que dirijo, eliminando postos de trabalho e golpeando um dos veículos de maior prestigio da imprensa independente.

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Como jornalista, tampouco posso ficar indiferente às injustiças que se mantêm, como a condenação sem provas contra Delúbio Soares, reforçando suspeitas de quem acusa a Operação Lava Jato por ser centralmente orientada para abalar e destruir o principal partido da esquerda brasileira.

Por fim, agradeço o incrível trabalho de meus advogados, bem como a solidariedade inquebrantável de meus familiares, amigos e companheiros.

Espero que minha absolvição sirva, de alguma maneira, como motivo de ânimo aos que lutam, nas ruas e nas instituições, contra a escalada antidemocrática que machuca nosso país.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Nota Oficial desmente boataria e maledicências

Imagem de Shorpy
Pelotão de Choque da torcida organizada mostra sua alegria
com a nota oficial das Organizações

ORNITORRINCO FUTEBOL, CAÇA E PESCA
NOTA OFICIAL

O Ornitorrinco Futebol, Caça e Pesca, centenária agremiação esportiva e literária de caráter abortivo e comunista, com o fim de dar cabo às insinuações que correm solta em nosso progressista bairro do Capão Raso, declara a bem do serviço público, das instituições republicanas e do cacete a quatro que:

1. Não é verdade que nossa Augusta Diretoria tenha aceitado a proposta de fusão apresentada na última semana pelo Paraná Clube.

2. O citado clube de Curitiba, fruto da fusão – ou seria esbórnia? – de 67 clubes diversos, de inativos times de futebol, inocentes associações de pastores malemolentes e até mesmo uma confraria de tatuadores, de fato tenta desesperadamente retornar à Série A e, com tal escopo, tem abordado diversas e bem situadas agremiações brasileiras e paraguaias.

3. A proposta indecorosa que nos foi apresentada previa que a nova agremiação chamar-se-ia Ornitorrinco Paraná Clube de Boliche, Bola de Gude, Futebol Eventual & Caça e Pesca, mas, ouvidos nossos parceiros secretos e sócios ocultos, inclusive os espiões do petismo antidesportivo, o indecente convite foi rechaçado com um gentil - mas muito firme - pé-na-bunda aplicado no emissário sem noção.  

Capão Raso, 2 de março de 2017.

JAULO JOBERTO JEQUINEL
DIRETOR-PRESIDENTE
PONTA-DE-LANÇA
PONTA-DE-ESTOQUE  

A verdade sobre a saúde de josé serra

Como se sabe, em 2010 um militante petista, ateu, búlgaro e a soldo de Pyongiang, arremessou poderosa bolinha de papel na cabeça vazia - por dentro e por fora - de josé serra, o patife.
Desde então, o pulha vem sofrendo sérios problemas de saúde, que o obrigaram a renunciar ao cargo de ministro de michel temer, o ratão. 

Além de tomografia diária e de completo repouso moral e físico, eis os medicamentos que estão sendo ministrados ao paciente josé patife serra. Como a bolinha de papel selvagemente arremessada em 2010 provoca, mesmo hoje, náuseas e vômitos, sem falar na queda do índice bovespa, os médicos decidiram prescrever de tudo um pouco: reguladores de fluxo menstrual, soluções para combate à seborreia e caspa, chás para piriris e trololós descontrolados, tênis pé baruel, toalhinhas higiênicas, vermífugos especialmente destinados a combater petistas solitários e soluções anti-delativas, que são produzidas nos gabinetes da república agrícola de curitiba.
Naturalmente, pastores e padrecos picaretas (ligados à renovação carismática), organizam cultos de cura milagrenta e de arrecadação ungida, tudo em louvor a são josé serra atingido.

quarta-feira, 1 de março de 2017

"Se usou - a vagina - para fazer bandido, não tem que ter vergonha de mostrar para visitá-lo"

Copiei do FB de Ronaldo Santos Costa


Nenhum texto alternativo automático disponível.


Nada me impressiona mais, em minhas idas aos presídios, que as filas de mulheres ao lado de fora deles. Mulheres simples, com trajes simples, fisionomias sofridas e sacolas nas mãos. As filas começam a formar-se de madrugada, por volta das 05:00, embora as visitas iniciem-se bem mais tarde, em horário comercial. É preciso chegar cedo para aproveitar ao máximo o tempo ao lado do filho ou do marido preso. Cada minuto é importante. Só quem ama, sabe.
A imagem da Penitenciária Central do Estado impressiona já da rodovia que a circunda. Impressiona pelo tamanho. Impressiona pelo ar sombrio. Impressiona pelo retrato de abandono material. Impressiona pelo colorido sem graça das roupas penduradas nas janelas das celas. Impressiona pela estrada de saibro esburacada que dá acesso ao complexo penitenciário, que já anuncia -e também denuncia- o descaso material que se verá adiante. Impressiona pela fila feminina, frágil e forte, a um só tempo. Impressiona, sempre e sempre, a mensagem avistada por Virgílio, na entrada do inferno, e que invariavelmente me vem à memória, toda vez que passo por aquele malsinado portão: "deixai toda a esperança, vós que entrais".
Nunca vi filas de homens, embora o presídio feminino ladeie o masculino. Mulheres presas quase nunca recebem visitas dos maridos, embora homens presos quase sempre recebam visitas das esposas. As mulheres ocultam, sob a falsa aparência de fragilidade, uma força e uma resiliência que homem algum possui. Talvez porque somente elas possuem o dom da maternidade. Talvez porque somente uma mãe conheça, no sentido mais amplo, completo e irrestrito, o significado da palavra amor.
Por que escrevi isso, em tom piegas, às seis da manhã? Porque dormi cedo, acordei também muito cedo, e não consegui mais dormir, após ler uma enxurrada de comentários raivosos sobre a proibição da revista vexatória nas mulheres, nas entradas dos presídios. As dezenas de comentários, quase todos de pessoas versadas em Direito -foi o que mais me assustou-, transbordavam de ódio e ignorância. Defendiam que mulheres que acordam as 03:00, tomam vários ônibus lotados, não raro em jejum, aguardam por horas ao lado de fora, em pé, por vezes sujeitas às inconstância do tempo, sejam expostas às mais humilhantes situações, para ter acesso aos presídios. E o faziam com certo regozijo mórbido, alegando que mereciam aquela espécie de tratamento hediondo por serem parentes de bandidos.
Mais do que as palavras duras, o que causou espécie foi o gozo. Saber que pessoas gozam com a humilhação de mulheres me deu dor de estômago. Saber que bacharéis em Direito gozam com a humilhação de uma mãe inocente me deu nojo do que nos tornamos. Sentir prazer em saber que uma senhora baixa suas roupas íntimas e abre sua genitália, com as mãos, de frente e de costas, subindo e descendo, por três vezes, na frente de pessoa estranha, para muito além de sadismo, revela doença. Nossa sociedade está doente há muito. A Internet e a ausência de pudores que lhe é peculiar apenas nos mostra o quanto.
"Se usou - a vagina - para fazer bandido, não tem que ter vergonha de mostrar para visitá-lo". Foi a pior que li. E parei por ali.
Acho que chegamos ao ápice da involução humana! Não sei quanto a vocês, mas a minha esperança eu deixei do lado de fora. E já há algum tempo, infelizmente...

LULA REBATE ESTADÃO: CURANDEIRISMO JURÍDICO

Copiei de 247

A pretexto de analisar a visão política de um dos membros do Partido dos Trabalhadores (PT) em entrevista concedida ao Valor, o jornal O Estado de S.Paulo volta a praticar curandeirismo jurídico em seu editorial de hoje (28/02) para sustentar que "se os processos contra Lula forem analisados somente no âmbito jurídico, a derrota do petista é certa". O próprio jornal, no entanto, não apresentou qualquer argumento jurídico para sustentar sua posição e a tese que pretende reforçar junto aos leitores. A realidade é bem diversa daquela exposta pelo jornal.

Em uma das ações penais que o Ministério Público Federal promoveu contra Lula, valendo-se do espalhafatoso e indigno uso de um Powerpoint que chocou a comunidade jurídica nacional e internacional, sustentou-se que o ex-Presidente teria organizado um esquema que possibilitou o desvio de valores de três contratos firmados entre a Petrobras e uma empreiteira, e o produto desse ilícito teria sido utilizado para a "compra de governabilidade" (daí o aumento da base parlamentar em seu governo) e resultado em benefícios pessoais (a propriedade de um apartamento "tríplex" no Guarujá, SP, e o pagamento da armazenagem de parte do acervo presidencial.

As 65 testemunhas ouvidas, até o momento, nessa ação - sendo 27 selecionadas pelo Ministério Público Federal - quebraram a espinha dorsal da acusação. Nenhuma, inclusive os notórios delatores da Lava Jato, fez qualquer afirmação que pudesse vincular Lula a qualquer desvio na Petrobras, à propriedade do triplex ou ainda a recursos utilizados para a armazenagem do acervo presidencial. Ao contrário, os depoimentos apontaram a colossal distância entre esses supostos ilícitos na petroleira – que não foram identificados, diga-se de passagem, por qualquer órgão de controle interno ou externo – e o ex-Presidente Lula.

Foi nessa mesma ação penal que o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, ao ser confrontado com a prática de ilícitos na Petrobras no período em que era o dirigente máximo do País, com o envolvimento de alguns dos mesmos atores que hoje figuram na Lava Jato, reconheceu que "o Presidente da República não tem como saber de tudo". FHC também esclareceu que mantém seu acervo presidencial através de doações, exatamente como fez Lula.

Tamanha é a segurança na inocência de nosso cliente que pedimos - também nessa ação - a realização de uma prova pericial que pudesse analisar, dentre outras coisas, se algum valor desviado da Petrobras foi utilizado em benefício do ex-Presidente Lula. Mas a prova foi negada pelo juiz sem maior fundamentação. E por quê? Simplesmente, porque iria demonstrar, de uma vez por todas, que nenhum valor proveniente da Petrobras foi usado para beneficiar Lula. Outras provas requeridas também foram negadas da mesma forma.

Quem acompanha o que acontece na 13ª Vara Federal de Curitiba - presencialmente ou pelas gravações realizadas - sabe a distância entre o que afirma O Estado de S.Paulo e a condução real das audiências pelo magistrado responsável pelos processos. São rotineiramente desrespeitadas expressas disposições legais, como aquelas que asseguram às partes o direito de gravar as audiências independente de autorização judicial. A OAB/PR já aderiu à nossa impugnação sobre o tema e deu prazo para o magistrado se explicar.

O jornal confunde a combatividade de nossa atuação – que deveria nortear a conduta de qualquer advogado - com tentativas de "irritar o magistrado", deixando evidente a falta de seriedade de sua análise e a conivência do diário com as ilegalidades praticadas naquele órgão judiciário.

Aliás, esse acumpliciamento entre o juízo e alguns setores da imprensa está longe de ser novidade. Quando o principal ramal do nosso escritório foi interceptado, gravando a conversa de 30 advogados, o jornal ficou absolutamente silente, a despeito de violação flagrante às nossas prerrogativas. Bem diferente foi a posição quando se buscou quebrar o sigilo de jornalistas, o que mostra o casuísmo presente nas análises.

Os abusos praticados contra Lula pelo juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba não são denunciados apenas por nós, seus advogados. No último dia 26.02, por exemplo, o próprio O Estado de S.Paulo veiculou entrevista com Nelson Jobim, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e com atuação nas mais diversas áreas do governo, afirmando que a condução coercitiva de Lula foi arbitrária. Ele também lembrou outros atentados jurídicos praticados contra o ex-Presidente pelo mesmo juiz.

Aliás, foi esse cenário de flagrantes arbitrariedades e ilegalidades, que afrontam claramente as garantias fundamentais de Lula, associado à ausência de um remédio eficaz para paralisá-las, que motivou o Comunicado de junho de 2016 ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, que assinamos juntamente Geoffrey Roberston, um dos maiores especialistas no mundo sobre o tema. Em momento algum deixamos de apresentar, com técnica jurídica, a defesa em favor de Lula.

A propósito, não só elaboramos consistentes trabalhos jurídicos de defesa, como tornamos publico esse material (site www.averdadedelula.com.br). Oportuno lembrar, ainda, que o Congresso Nacional reconheceu em 2009 a possibilidade de qualquer brasileiro levar um comunicado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, de forma que a providência tem expresso amparo na legislação nacional. Os erros já cometidos pelo jornal no acompanhamento da tramitação do comunicado em Genebra também são a prova cabal da clara e deliberada confusão entre a opinião do diário e a apuração jornalística. A segunda está a reboque da primeira.

Das demais ações penais propostas contra Lula nesse assédio de alguns membros do MPF, com o cristalino objetivo de prejudicar ou inviabilizar sua atividade política, existe uma em estágio mais avançado, que tramita perante a 10ª Vara Federal de Brasília. Essa ação penal trata da – absurda – "compra do silêncio de Nestor Cerveró" e está baseada exclusivamente em acusação feita pelo senador cassado Delcídio do Amaral em delação premiada negociada com o MPF, que permitiu que ele deixasse a prisão. A ação foi proposta sem que Cerveró sequer tivesse sido ouvido sobre essa acusação de Delcídio, mostrando que a apuração ou a verdade dos fatos não foram os nortes seguidos pelos acusadores. Também os depoimentos ali colhidos mostram o óbvio: Lula jamais participou de qualquer ato objetivando interferir, direta ou indiretamente, na delação de Nestor Cerveró. O próprio delator deixou claro esse fato quando foi ouvido em juízo, na mesma linha seguida pelas demais testemunhas.

Esse balanço é suficiente para mostrar as impropriedades cometidas pelo jornal, em seu editorial de hoje, sob o disfarce de uma análise jurídica para a qual sequer dispõe de expertise e isenção para realizar. Sintomática igualmente a afirmação ali contida de que "sobram provas" contra Lula, mas nenhuma foi apontada, exatamente porque não existem! São apenas fruto de construções grosseiras, que O Estado de S.Paulo insiste em reverberar, com a divulgação constante de erros factuais em sua pretensa cobertura jornalística "isenta".

Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Zanin Martins