Páginas

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Uma canção para o poema

Pense no poema, este, como uma canção qualquer
Uma de sapateados por exemplo flamenco
Ou da canção que você escolher qualquer uma
Uma de muito antes de hoje
Uma que você pare para ouvir
Pense no poema, este, só de palavras
Feche os olhos agora
Escolha sua música
Uma daquelas as favoritas
E ponha o poema, este, na sua música
Pense o poema no meio das cordas
Do baixo, dos metais, das guitarras
Da porrada das baterias
Dos batuques nascidos
Na áfrica na sudamérica na ásia
E nas vozes absolutas
Voz só de um ou voz de muitos
E da tiorba alaúde banjo
Bandolim balalaica
Pipa koto rebab sitar

Erhu yueqin cavaquinho ukulele charango
Não pense mais no poema dispensável
Feche os olhos e dance
E o poema estará afinal perfeito


domingo, 19 de novembro de 2017

Enfie o dedão no cu e rasgue, Ives Gandra!

Ives Gandra, o velho, pungente, me faz chorar: ‘Não sou nem negro, nem homossexual, nem índio, nem assaltante, nem guerrilheiro, nem invasor de terras. Como faço para viver no Brasil nos dias atuais?’
Respondo ao jaguara, se me permitem: 'Faça bem assim, seu merda. Unte seu dedão na gosma fedorenta da sua fé obtusa, introduza-o no rabão do seu filho ministro do TST e, de inopino, faça decidido movimento que resulte na completa e total rasgadura do cuzão golpista do seu rebento cagado e, sendo o bom pai que é, repita todos os movimentos em seu próprio e fedido orifício anal.'