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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Anotações sobre calhordas e patifes. Logo, considerações sobre José Serra

Lambido de Conversa Afiada, que comenta o vídeo da vereadora Josete, do PT de Curitiba (ver meu post anterior) 

"É uma posição a favor da vida.  Mas vida para todas e todos, sem hipocrisia nem preconceito.

O aborto auto-provocado, desassistido ou clandestino é a terceira maior causa de mortes entre mulheres pobres entre 16 e 18 anos.

Usar eleitoralmente essa questão, tão séria, é repugnante.

É uma baixaria que mostra até que ponto algumas pessoas chegam,  para tentar ganhar o poder.

Colocar a questão da forma primária, baixa, dantesca como se está fazendo é voltar à Idade Média."

O Ornitorrinco pede e palavra e diz: digamos que seja possível entender os pronunciamentos de alguns patifes travestidos de padres e de pastores evangélicos. Afinal, no mais das vezes, essa gente nasceu e viveu em ambientes de escuridão de idéias, de medo, de intolerância, de fé doentia. Assim, até posso entende-los, ainda que os tenha como patifes, o que mantenho.

Agora, quando um sujeito que pretende ser presidente da República contamina o debate político com a escuridão, com o preconceito, com o atraso e com o fogaréu que queima quem pensa diferente, aí não tem jeito, meus caros. José Serra torna-se pulha e patife em níveis insuperáveis, por estar perfeitamente consciente da opção imunda que faz ao usar isso com propósitos eleitorais. Serra passa a ser parte inseparável da própria imundície que sua campanha produz.   

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