Hoje, cinco e meia, apanho German, meu neto inoxidável e invencível na escola. No trajeto o gurizote me pergunta, súbito, se, ao invés de "Vô Paulo" ou de "Seu Paulo", ele poderia me chamar, vejam que chique, de "São Paulo".
Tentei explicar que não sou lá muito milagroso, que mal consigo manter meu cheque especial sem grandes rombos, que gostaria de tomar uns vinhotes mais, digamos, consistentes, mas o guri parece decidido a me chamar de "São Paulo".
Espero que passe logo, acho mesmo que em um ou dois dias isso termina, mas quero que fique aqui registrado: meu neto, hoje, me acha meio "santo".
Bem, não tivesse eu feito coisa alguma e se mais nada a vida tivesse me oferecido, ser chamado de "São Paulo" por German me permite ficar tranquilo, porque, se amanhã acordar mortinho da silva, confiram o baita e irremovível sorriso na minha cara de "São Paulo".
Eu sou phoda. Boa noite.
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