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quarta-feira, 11 de maio de 2011

O beato assustador

Eu visito o Dário Gauche todos os dias





Enfim, o canalha fundamental, o pai de todos os canalhas de nosso tempo: o beato-canalha 

A Igreja cria, por um artifício de marketing santeiro, um ícone para representá-la na sua opção preferencial pelos ricos. O papa Woitila, o mais novo beato em trânsito para a santificação, é o estandarte-conceito da direção terrena da Igreja romana. Rumo acelerado à defesa do atraso e do regressismo. O beato Woitila é uma tentativa de paralisação do processo de decadência da evangelização urbi et orbi, representa uma guinada à direita, uma aposta no obscurantismo, e na manutenção do mandonismo dos mais ricos sobre os pobres - pela eternidade.

Os dirigentes hegemônicos da Igreja católica chapinham numa contradição antagônica insustentável, qual seja, continuam sendo o esteio de um mundo decaído através de dogmas e certezas risíveis em oposição aguda a uma realidade repleta de incertezas e prenhe de possibilidades criativas. 

O circo místico acabou e se esqueceu de tombar.

Cristo – uma histórica formulação ético-moral edificante ou a sua representação religioso-cultural (como vocês quiserem) – deve estar ofendido nesta hora. 

Não é para menos.
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P.S.: O que pensar dos que abandonam o Cristo fundador em nome da cobiça pelas moedas seculares de César?


O Ornitorrinco registra e enfatiza que o Diário Gauche não está a falar do nosso querido Naulo Foberto Dequinel, o Beato Rosnento, mero canalha municipal, quase sempre inofensivo e, às vezes, até levemente simpático.  

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