Um dos erros fundamentais que pessoas razoavelmente felizes - e, portanto, razoavelmente infelizes - cometem é decidir fazer sessões de tratamento ou de terapia, ou coisa assim assemelhada. Simples assim: se você ainda não tem, converse com seu psicólogo, psicoterapeuta ou psiquiatra e terá um trauma aterrorizante, novinho em folha, meu caro. Dependendo das quase 347 facções (até ontem) nas quais esse povo se divide, você pode ter traumas sexuais, traumas existenciais, traumas vegetais, traumas minerais, traumas mistos, traumas cavernosos, traumas subalternos, traumas políticos ou ideológicos, traumas vegetarianos sem alho, a lista é interminável: você sairá do consultório odiando seu pai, sua mãe, seu suposto pai, sua suposta mãe e aquele guri de merda que dizia que você era gordinho, por exemplo. De minha parte, prefiro convocar um amigo e tomar umas e outras, e rir, e jogar conversa fora a submeter-me às teorias desse povo. Custa muito menos e ainda por cima, divirto-me bastante. No dia seguinte, se necessário, tomo um analgésico.
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Este blogueiro é um gato e, à maneira dos grandes felinos, mija nos limites para demarcar seu território. Pois saibam que O Ornitorrinco veio ao mundo para cumprir sua triste sina de blog sujo, meus amigos, pero, por supuesto y sin embargo, como nossa produção própria será volumosa, vá fazer sujeira em outra freguesia, raivoso comentarista: preconceitos de qualquer tipo, calúnias e postagens anônimas serão descartados no mesmo lixão usado pela Veja e pelo PIG. Se beber, não comente. Se comentar, não vomite.