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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Diálogos impertinentes


Acabo de travar o seguinte diálogo com German, o meu formidável e inoxidável neto:

- Você não acredita e falou minha mãe de deus, vovô!
- É só um jeito de falar, German. Mas deus realmente não existe.
- Então os dinossauros também não existiram!
- É claro que existiram, há provas disso.
- Ah, os ossos, é verdade! Sim, os dinossauros existiram. Mas eles nunca mostraram o corpo de deus!

Antes que alguma viatura da Polícia Religiosa Federal venha averiguar a ação de tão perigosos elementos, que serão acusados de ocultação de cadáver, retiro-me estampando incontido sorriso, se me permitem. Meu neto está, creio, bem encaminhado: haverá de manter seu cérebro, sempre, no modo LIGADO. Búúúúúú´, cagões em cristo!

Dinossauros deixaram como evidências ossos, fezes, pegadas inscritas no chão e meu neto entende isso perfeitamente.
Os deuses são conhecidos por nunca terem produzido qualquer tipo de evidência das suas existências, o que é, em se tratando de um bando de phodões, um troço espantoso, meus amigos. Thor, por exemplo, poderia descer aqui em minha modesta casa e dar uma martelada no meu notebook e o deus phodão dos cristãos poderia depositar uns 10 milhões na minha conta corrente, mas os seus intermediários dizem que isso será alcançado se eu, quiospariu!, depositar, ANTES, pelo menos uns 8 milhões na sacolinha ungida e comprar um glorioso par de meias ungido no monte. Juro que eu me esforço para acreditar nessa pataquada toda, meus amigos: vai que morro amanhã e descubro que a porra do inferno existe mesmo ou, pior ainda, que no céu eu terei que viver eternamente ao lado do malafaia, do padreco da paróquia, do beatão joão paulo II, o popular polacão voador e, ai minha santa protetora dos meus bagos, dos cantores de gospel-gosmento!

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