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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Tempestades de sal: Sés con Uxía Senlle, Xoan Porto e Sergio Tannus

Perceberam a semelhança com nossa música regional, 
ou eu é que estou viajando?
De todo modo, valeu minha viagem. Em galego.
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Copiei de bem invitados

«Tempestades de sal»
de Sés

Nesta terra que fai testamento,
que acolle os lamentos e anima a olvidar,
infectada de sangue usureiro,
caciques modernos, mecenas do mal.

Vivo dentro dun monte de area
tinguido de brea que non limpa o mar,
coa esperanza de tomar alento
para ver o momento de nos libertar.

Mais aínda seguimos aquí
a aturar tempestades de sal,
resistindo a violencia de mans
desas serpes e cans que nos queren calar.

Compañeiras nos soños do Edén,
unha illa no medio do mar,
que iluminan o loito máis negro,
que esquece o desterro e o medo a loitar.

Cando as marcas se gravan a ferro
e a dor e a xenreira non deixan sorrir,
as penurias van alén da fame
falta a identidade que axuda a vivir.

Só se calma o ruído da raiba
coa forza que queima na gorxa ao berrar:
queremos curar a fendedura,
olvidar a tristura e voltar comezar.

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