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sexta-feira, 24 de maio de 2013

O estalinismo neo-pentecostal não sai nem esfregando com caco de telha

Leio no formidável livro "Marighella, o querrilheiro que incendiou o mundo" (Mário Magalhães, Companhia de Letras), página 229, uma declaração do nosso valoroso PCB, de julho de 1954, que proclamava que "o governo Vargas é um governo de traição nacional" e que "cresce a impopularidade de Vargas e de toda sua camarilha" e, mais ainda, que "durante o governo Vargas tudo piorou para o povo".
Ocorre que em agosto de 1954, depois do suicídio de Vargas, o povo andou quebrando sedes do velho PCB.
Pois muito bem e cousa e lousa.
Para mim uma das mais luminosas "qualidades" do PCB foi a de não conseguir jamais entender o Brasil e o povo brasileiro e, agora em 2013, julgo que o partido permanece enredado em sua miopia conservadora.

Com palavreado um pouco mais moderno o partidão repete a mesma avaliação a respeito dos governos petistas, que merecem e precisam ser duramente criticados e questionados, é óbvio, mas o glorioso partidão, a meu juízo, obra o mesmo erro de avaliação que produziu em 1954.
Não é nenhuma novidade. O PCB permanece escolhendo aliados e adversários de modo equivocado, tanto que tem o PT na sua alça de mira, o que é mais uma das suas cagadas históricas.
Tem coisas que não saem nem esfregando com caco de telha. O estalinismo neo-pentecostal é uma delas.

Um comentário:

  1. Vide coisas como Ferreira Gullar ... Como diz o Jequinel.. "Crendiospai". Aquilo não muda de jeito nenhum...e o duro e que fica posando de intelectual indignado e alimentando a ultra direita furiosa...eh uma merda mesmo.. lais Sao Paulo Capital

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