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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Anotações sobre a chegada dos haitianos em São Paulo

Para paulistas indignados com a chegada de haitianos em seu território quatrocentão devo dizer que mãe de muitos filhos, as vezes, não dá bem conta de todos, mas não renega a chegada de mais um. 

O meu Brasil é um dos poucos países deste mundo xenófobo, racista, excludente, filho da puta e cruel que ainda é capaz de acolher, de receber, de dar de comer, de oferecer um cobertor meio roto e comida para pessoas que não têm mais nada. 

O Brasil não me tira nada quando dá um pouco - muito pouco, quase nada - para meus irmãos do Haiti.

By the way, meu nome é Paolo Shung Morales Schneider Oliveira Knundssen Akira Cequinel do Cacete a Quatro.

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