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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Te entrego a Deus, Curitiba

Estava ali, na Beira do Caminho, e eu colhi


Te entrego a Deus Curitiba

Cidade que sempre nos pariu

Pra dentro

Que sempre fez vista grossa

E um olhar sonolento

De todos tão iguais e todos

Separados cruelmente

Do olhar longe de

E a resposta gemendo em silêncio

Não fale com estranhos

Mas por favor

não se assuste no espelho

Acho que já faz tempo que o outro

Não te consegue mostrar você mesmo

Aqui aprendo a morrer e peço

Não me mostre vida em polvorosa

Porque eu verso sobre ficar na minha

Só pra não sair de moda.


Julio Urrutiaga Almada In De Olho: Embriagado

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