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domingo, 5 de abril de 2015

Poema entalado

Tem um poema entalado na garganta

Atravessado feito espinha de peixe

Parado no aqui no sufoco do peito

O que faço com ele

Dou nele umas porradas

Exijo que se mostre

Pego ele pelos cabelos

E o exponho inteiro

Trago ele a lume

Ele e sua cicatriz

Berro com ele seu poema de merda

Coloco ele nos fedores do mundo

No seu devido lugar

Poemas são difíceis

Merecem apanhar na bunda

Os meus merecem

Poemas descabelados

Poemas entalados

Na garganta e na vida

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