Tem um poema entalado na garganta
Atravessado feito espinha de peixe
Parado no aqui no sufoco do peito
O que faço com ele
Dou nele umas porradas
Exijo que se mostre
Pego ele pelos cabelos
E o exponho inteiro
Trago ele a lume
Ele e sua cicatriz
Berro com ele seu poema de merda
Coloco ele nos fedores do mundo
No seu devido lugar
Poemas são difíceis
Merecem apanhar na bunda
Os meus merecem
Poemas descabelados
Poemas entalados
Na garganta e na vida
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Este blogueiro é um gato e, à maneira dos grandes felinos, mija nos limites para demarcar seu território. Pois saibam que O Ornitorrinco veio ao mundo para cumprir sua triste sina de blog sujo, meus amigos, pero, por supuesto y sin embargo, como nossa produção própria será volumosa, vá fazer sujeira em outra freguesia, raivoso comentarista: preconceitos de qualquer tipo, calúnias e postagens anônimas serão descartados no mesmo lixão usado pela Veja e pelo PIG. Se beber, não comente. Se comentar, não vomite.