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terça-feira, 19 de abril de 2016

Miriam, as sementes do teu ódio brotaram. E a colheita maldita é Bolsonaro

Copiei do Tijolaço
cuervos

POR FERNANDO BRITO 

Muitas vezes critiquei aqui Miriam Leitão.

Como quase todos que transitam da esquerda para a direita, ela tornou-se não apenas uma propagandista feroz do neoliberalismo como a mais simbólica ave de agouro de toda alternativa a ele.

Hoje, porém, não posso senão ter piedade da pessoa e da profissional.

É que Míriam “caiu na besteira” de escrever, ontem à tarde, um post criticando Jair Bolsonaro e sua defesa da ditadura e da tortura.

Miriam, melhor que nós, como uma mulher que foi torturada, sabe o que é isso.

Então, imagino como deva se sentir ao ler as dezenas de comentários de seus leitores.

Xingam-na, acusam-na, defendem o apologista da ditadura e dos torturadores.

Sinto muito, Miriam, mas é isso o que brotou de tua semeadura de ódio.

É este país da intolerância que você ajudou a produzir.

Não importa que você chamasse Reinaldo Azevedo de pitbull: até os lulus da Pomerânia, atiçados e diante da presa ferida, exibem as presas tingidas de sangue.

É a gente como eles que você se uniu, na prática: aos Bolsonaro, aos Azevedos, aos Felicianos, aos Cunha.

Politicamente – os que te ofendem, agridem, xingam – são tua prole.

Se você aceitou dividir tantas causas com esta gente, como há de espantar-se agora?

Nenhum castigo é maior que olhar em torno de si e ver que reuniu um mundo de monstros.

Porque o que reunimos, Miriam, acaba sendo espelho daquilo que nos tornamos.

PS. Aos comentaristas, recordem-se disso e não cedam ao ódio. Ninguém, muito menos uma mulher, merece ser desrespeitado. Se nos igualamos no ódio e na agressão, seremos iguais como eles ficaram iguais.

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