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domingo, 15 de janeiro de 2017

POEMA DAS CABEÇAS SEM NOME

Mais cabeças foram decepadas
No presídio de não sei onde
Separadas de corpos cujos nomes desconheço
Mais cabeças foram decepadas
De corpos mortos muito tempo antes
Porque invisíveis
Não quero saber dessas cabeças decepadas
Não quero que encontrem o corpo de onde vieram
Quero morte e sangue
Não quero que saibam da mãe pai irmão filho neto
Não quero que a cabeça decepada pense
Não quero que o corpo apartado seja humano
Quero a cabeça e o corpo no lixo
No lixo da minha cabeça e do meu corpo

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Este blogueiro é um gato e, à maneira dos grandes felinos, mija nos limites para demarcar seu território. Pois saibam que O Ornitorrinco veio ao mundo para cumprir sua triste sina de blog sujo, meus amigos, pero, por supuesto y sin embargo, como nossa produção própria será volumosa, vá fazer sujeira em outra freguesia, raivoso comentarista: preconceitos de qualquer tipo, calúnias e postagens anônimas serão descartados no mesmo lixão usado pela Veja e pelo PIG. Se beber, não comente. Se comentar, não vomite.