Sábado é dia de poemar
Aberto o vinhote revelador
Os vapores alumiam-me
Ou embaralham minha cacholinha
O que é mais provável
Poemar pode ser
Caminhar sobre pedras quentes
Brasas, ou brrazzas,
Que são brasas bem mais quentes
Poemar pode ser
Largar-se do trapézio
Sem a rede lá embaixo
Poemar deve ser
Eu penso
Meter o pé na realidade
E dela sair sujo e fedido
E ter tirado o Brasil do mapa da fome
Poemar deveria ser
Comemorar as improváveis conquistas
Mesmo as pequenas vitórias
Que alcançaram as pessoas sem nome
Que nós da esquerda decidimos
Que somos os condutores, a vanguarda
Mas quando olhamos sobre os ombros
As vezes vemos pouca gente
Poemar poderia ser
Juro mesmo que não sei se é
Nós todos da esquerda
Nos ajuntarmos
Eu gostaria muito juro
Mas não pretendo ajuntar-me
Aliar-me aliançar-me coligar-me
Ou andar junto
Ou mesmo trotar no parque barigui
Com quem trata-me como seu inimigo
Com quem pretende-se puro
Revolucionário limpinho superior
E que sendo meramente humano
Arrota fedida e inexistente superioridade
Poemarei entretanto
Poemarei de teimoso aos sábados
Para justificar meu vinhote
Que meu cardiologista desconhecido
Quer proibir
(Mas nem fudendo!)
Aberto o vinhote revelador
Os vapores alumiam-me
Ou embaralham minha cacholinha
O que é mais provável
Poemar pode ser
Caminhar sobre pedras quentes
Brasas, ou brrazzas,
Que são brasas bem mais quentes
Poemar pode ser
Largar-se do trapézio
Sem a rede lá embaixo
Poemar deve ser
Eu penso
Meter o pé na realidade
E dela sair sujo e fedido
E ter tirado o Brasil do mapa da fome
Poemar deveria ser
Comemorar as improváveis conquistas
Mesmo as pequenas vitórias
Que alcançaram as pessoas sem nome
Que nós da esquerda decidimos
Que somos os condutores, a vanguarda
Mas quando olhamos sobre os ombros
As vezes vemos pouca gente
Poemar poderia ser
Juro mesmo que não sei se é
Nós todos da esquerda
Nos ajuntarmos
Eu gostaria muito juro
Mas não pretendo ajuntar-me
Aliar-me aliançar-me coligar-me
Ou andar junto
Ou mesmo trotar no parque barigui
Com quem trata-me como seu inimigo
Com quem pretende-se puro
Revolucionário limpinho superior
E que sendo meramente humano
Arrota fedida e inexistente superioridade
Poemarei entretanto
Poemarei de teimoso aos sábados
Para justificar meu vinhote
Que meu cardiologista desconhecido
Quer proibir
(Mas nem fudendo!)
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Este blogueiro é um gato e, à maneira dos grandes felinos, mija nos limites para demarcar seu território. Pois saibam que O Ornitorrinco veio ao mundo para cumprir sua triste sina de blog sujo, meus amigos, pero, por supuesto y sin embargo, como nossa produção própria será volumosa, vá fazer sujeira em outra freguesia, raivoso comentarista: preconceitos de qualquer tipo, calúnias e postagens anônimas serão descartados no mesmo lixão usado pela Veja e pelo PIG. Se beber, não comente. Se comentar, não vomite.