Copiei do indispensável Urublues
Marielle era mulher e negra e vereadora. Foi eleita com 65.000 votos. Marielle não era só uma mulher negra: era uma delegada do povo. Ela representava milhares de pessoas, muitas pessoas mais que as que votaram nela. Marielle era um símbolo.
Marielle era negra e pobre. No entanto, venceu essas dificuldades, tornou-se socióloga, tornou-se militante. Em sua militância, conseguiu apoios e foi eleita vereadora. Uma vereadora dos pobres. Marielle era uma lutadora.
Mariele era vereadora e negra. Lutava pelos seus, os da Maré, da Rocinha, de Acari. Denunciava a morte de negros pela polícia. Denunciava a morte de policiais pelas milícias. Ajudava as famílias dos atingidos pela violência, sem distinção. Lutava contra a invasão das casas das pessoas sem mandado, contra a intervenção de Temer. Marielle era um alvo.
Marielle era vereadora e negra e mulher. Foi executada depois de denunciar as mortes que estavam ocorrendo sob a intervenção. Dois homens, cinco tiros, queima roupa. Coisa de gente que sabe do assunto. Marielle não é mais.
Marielle é uma, Marielle é muitas. Marielle é milhões. Juntas as Marielles, de um lado e de outro da vida. A Marielle vereadora, a Marielle militante, a Marielle mulher, a Marielle lutadora. Marielle é mais.
Juntas as Marielles. Gritam seus gritos de dor e esperança. A Maré vai mudar. Marielle é um simbolo, um alvo. Marielle é mais.
Gritem todos que os direitos humanos só servem pra bandido. Quando a policia invadir sua casa, lembrem-se de Marielle.
(Jeff Picanço)
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