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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Comprovado: bolinha de papel provocou trauma moral no patifão do serra

Eu visito o Conversa Afiada todos os dias

Mauricio Dias, na seção “Rosa dos Ventos”, na Carta Capital desta semana, na pág. 14 descreve “um blefe tucano – a oposição quer ignorar que com Lula o mínimo teve ganho real de 53%.”

Mauricio descreve com gilete afiada o blefe da proposta do Cerra de  um salário mínimo de R$ 6.000 – fragorosamente derrotada no Senado, por 55 a 17.

O blefe se apoiava na decisão do governador tucano de São Paulo, Geraldo Alckmin, de pagar um salário básico de R$ 600.

Aí é que a gilete do Mauricio começa a cortar.

O “salário básico” dos tucanos de São Paulo não tem impacto sobre a Previdência estadual.

Os R$ 6.000 do Cerra arrebentariam a Previdência do Brasil.

O “salário básico” do Alckmin se aplica a trabalhadores da iniciativa privada que não têm piso definido por uma lei federal.

Ou seja, reles demagogia.

Ou estelionato eleitoral, como aquele que o Cerra aplicou em entrevista ao Globo.

Porém, o Mauricio revela uma certa crueldade.

O amigo navegante que perder o seu tempo a curtir o twitter do Cerra – um conjunto vazio – poderá ter percebido que, para detonar o Lula – é uma ideia fixa – ele chama o Ghadaffi (é a grafia da Folha (*) …  PHA) de terrorista internacional.

Sem dúvida.

E como chamar o Vice-Primeiro Ministro da Líbia, senhor Imbarek Ashamikh que o Governador Cerra recebeu no Palácio e a quem deu um mimo?

Como diz o Mauricio, com aquela gilete que traz no bolso:

“Esta é apenas uma prova de que Serra se desnorteou desde que, em campanha eleitoral, no Rio, recebeu uma pancada na cabeça proveniente do impacto de uma bolinha de papel. A consequência percebe-se agora: a vítima sofreu traumatismo moral.”

Paulo Henrique Amorim

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