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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Dor infinita: Hiago, que me inaugurou como avô, foi morto ontem à noite, aos 26 anos

 Poema para Hiago


Tão danado o Hiago lá no alto,

tão Hiago o alto lá danado,

tão alto o danado lá Hiago,

tão meu neto o Tiê lá na nuvem.

O meu menino andaluz

sobre as pedras e voa,

e toma a idéia de ir fiando o pano,

nele lançando o que há-de vir.

O pano tecido de idéias,

de não-limites, de sem-bordas.

Quando der por realidade,

já terá arribado em asas que,

agora, de-voar tem.

Pousa o meu menino,

é firme o chão daqui,

lugar de ir-se,

e desata risos.

É que Hiago pode o de voar

e são suas as asas de arribar o sonho.

(Curitiba, 18 de março de 2011)

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