SOBRE O BLOGUEIRO

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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Que deus coisa nenhuma!!!

Aqui perto de casa tem um templo de uma igreja quadrangular e, para minha completa surpresa, na parede frontal e nos portões tem placas de uma empresa de segurança, Oliveira Martins - Proteção 24 horas.

E eu, inocente puro e besta, sempre considerei que o inexistente patifão esfumaçado que vive nas nuvens, onisciente e onipresente, é que cuidava da segurança dos templos e igrejas, além da fazer um suflê chuchu matador, dizem. 

Assim sendo, proclamo mais uma vez minha fé incondicional em Tlazolteotl, a formidável Deusa Asteca Comedora de Imundícies.  

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

O saco do Papai Noel virou, ele mesmo, um presente

 


Copiei do indispensável Viomundo

O SACO DO PAPAI NOEL

Por Lelê Teles, especial para o Viomundo


Solstício de inverno.

Do céu, gotejam levíssimos flocos de neve, encanecendo a copa dos pinheiros; um esquilo, esquálido, rouba uma noz da natureza e emburaca-se numa frincha de árvore, sorrateiro.

No dia mais curto do ano, o sol se encolhe e se esconde como se fosse a piroquinha de uma criança em manhãs muito frias.

Nessa mesmíssima data, os barbas ruivas da Europa do norte celebram, desde tempos remotos, seguindo uma tradição pagã, os dias vindouros que serão mais longos naquelas gélidas paragens.

Mas essa não era uma manhã como todas as nórdicas manhãs manhosas e friorentas.

Em algum lugar, alguém acendeu uma lareira para manter o coração aquecido.

Como se enxergasse e interpretasse o sinal de fumaça, lá na Lapônia, Papai Noel, triplamente vacinado, deu um suspiro de alegria, beijou um envelope de cartas, de olhos fechados, calçou as luvas, ajeitou o gorro, checou a mecânica do trenó, botou o saco no porta-sacos, meteu a cangalha nas renas e zarpou, veloz, em uma intrigante euforia.

Ho, ho, ho… cantava o bom velhinho, sob um céu colorido pela aurora boreal.

Lépidos e fagueiros, os veadinhos voavam, deixando atrás de si um rastro cintilante.

Na Noruega, depois de um longo dia de trabalho por toda a Escandinávia, Noel tirou a farda, assobiando.

Meteu um baraço na carruagem sem rodas e a amarrou num pinheiro, encheu um cocho com feno para alimentar os galhadinhos, passou uma loção na barba e borrifou perfume amadeirado no cangote, ajeitando a gola da camisa de flanela.

“Esperem um pouquinho que o vovô já volta”.

Rudolph, veado livre e vagalúmico, acendeu o narizinho vermelho e piscou para o patrão que, bochechas enrubescidas, sacou que o amiguinho havia sacado.

Findo o expediente e vestido à paisana, Noel dirigiu-se à casa de um homem de meia idade que havia lhe escrito umas cartas cheias de paixão e encharcadas de lágrimas quentes.

Noel chegou de surpresa ao endereço do infeliz solitário e, como se tivesse saído de dentro de um saco vermelho era, ele próprio, Noel, o presente com o qual o cabra esperava ser presenteado.

Duas taças rubras os aguardavam; brindaram, brincaram, trocaram olhares e mudas insinuações.

Até que uma flecha invisível atravessou seus corpos, desencadeando processos químicos que provocavam euforia, sudorese e um prazeroso estado de inebriamento felicitivo.

Deram-se as mãos e dançaram, crianças felizes, um gangar, uma polca, uma valsa e um slaater.

Amor à primeira vista, os dois se congelaram, frente a frente, saco com saco, e se deram um longo, quente e prazeroso beijo.

Ah, quem diria que aquele velho rechonchudo, encanecido, chamuscado e cansado de entrar e sair de lareiras, um dia encontraria o amor de sua vida…

Finalmente ele encontrou um pé que cabia naquela meia que deixam nas janelas.

Um romantismo capaz de fazer suspirar qualquer velhinha viúva e de lubrificar as mais assanhadas tias solteironas.

Indiferentes ao frio que faz lá fora, corpos em brasa, o casal segue o ritual do pré-acasalamento, frenéticos tateares, línguas nervosas, trocas de salivas…

A câmera lhes permite a privacidade, se afasta, saindo pela janela, trenóicamente.

Entra a assinatura de uma empresa de serviços postais que, com esse filme, celebrava meio século de efetiva liberdade afetiva naquele país, onde o velho Santa pode beijar quem ele bem entender.

Por muito tempo, confesso, fiz mau juízo de Noel, julguei que esse velhote fosse um pedófilo embusteiro; nunca engoli aquele lance de ficar botando crianças sentadas em seu colo.

E pensava assim porque sei que, geralmente, o bom velhinho nem é bom e nem é velhinho.

No Brasil, por baixo daquela fantasia de Papai Noel de shopping, geralmente tem um PM fazendo bico, um desempregado desesperado ou um ex-empreendedor uberizado que faliu por conta do aumento dos combustíveis.

Como disse o sábio Augustinho Carrara, se eu sou meu próprio patrão, eu também sou meu empregado, sendo assim, posso demitir-me quando a coisa apertar, fica bom pros dois.

Como se vê, são muitas as razões que levam um homem empobrecido a papainoar.

A sacanagem pode ser uma delas.

Note que esses noéis de shopping raramente são velhinhos, a barriga é postiça, a barba é postiça, o saco fica nas costas…

Uma fraude, em suma.

Há também quem considere que o Papai Noel é, em verdade, um papa anjo, porque as Mamães Noéis são sempre jovens e sempre surgem metidas em vestidos curtos, com as canelas de fora, as botas longas, como se fossem uma daquelas funkeiras que não sentem frio.

Mas esse é o Papai Noel brazuca.

O Noel que o noruego encontrou era um autêntico lapão; barbudo, velho e gordo, mesmo sem a farda.

E o comercial é bom porque também fala sobre afeto e carinho entre pessoas idosas.

O diabo é que a coisa não caiu bem em terras tupiniquins, temem, os fiscais do saco alheio, que Noel, além de encantar crianças ingênuas e senhoras assanhadas, agora revelado homoerótico, possa se converter em um fetiche para os homens de meia idade.

Vovôs, temem os temerosos, passarão a levar seus netinhos para o shopping numa ardilosa armação para flertar com o sacudo.

Rui Costa Pimenta e Aldo Rebelo também não enxergaram nenhuma poesia na cena. Não confundam renas com veados, ensinou Pimenta.

Acreditam, Rebelo e Pimenta, que o Papai Noel gay dos noruegos é um cavalo de troia.

Para eles, os serviços postais noruegueses usam essa peça de propaganda para entreter e alienar a juventude que, uma vez imbuída em defender o inusitado casal, esquece-se da luta de classes, embarcando nas malditas causas identitárias.

O povo deve seguir um único barbudo, Marx, parece dizer a dupla cringe.

O Governo Federal (do Brasil!), também se manifestou.

O secretário de fomento à cultura, senhor André Porciuncula, ameaçou:

“Estou verificando cada veículo de mídia que divulgou a cena do São Nicolau (Papai Noel). O santo é parte integrante da fé cristã, e, até onde eu sei, desrespeitar a fé alheia ainda é crime. Farei uma notícia-crime contra os envolvidos”, afirmou.

Ainda de acordo com o secretário, a mídia tem que respeitar a fé cristã.

O bu(r)rocrata só não soube dizer o que o Santa Clauss tem a ver com a fé cristã.

Imagina você, um santo tomando Coca-Cola, ao lado de um urso polar, fazendo propaganda de preservativos, lanchas, energéticos e vaporizadores.

“Pare de fumar fumando; ho ho ho”, e dá uma baforada no vape.

Santa nunca foi santo, é um personagem criado por um artista estadunidense que o vendeu à Coca-Cola.

Nada tem a ver com o arcebispo turco de nome Nicolau.

Tanto é que o velho Santa não frequenta igrejas, só é visto em shoppings e em festinhas de crianças ricas, “presenteia os ricos e cospe nos pobres”, como disseram os Garotos Podres.

Sim, é preciso focar as atenções na fome, no desemprego, nas barcaças que inundam o Rio Madeira de bandidos inescrupulosos que estão dispostos a tudo para poderem escarafuncharem o leito do rio, em busca de ouro.

No entanto, paralelo a isso, é preciso também tratar de outras fomes, igualmente urgentes, como o genocídio dos jovens negros, o feminicídio, o ecocído e o etnocídio, a brutalidade contra travestis e transexuais…

Quando se afirma que as causas identitárias são estruturais, está se contestando a estrutura; o sistema, portanto.

Elementar, diria o Sherlock.

Hoje mesmo, quando aqueles piscantes caminhões da Coca-Cola passarem na minha rua, com Noel, renas e um urso polar gigante tomando um refri, eu mandarei um beijo ao Santa, seguido de uma maliciosa piscadela.

De agora em diante, o saco do Papai Noel virou, ele mesmo, um presente.

Palavra da salvação.

*Lelê Teles é jornalista, publicitário e roteirista.

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Sérgio Moro, juiz declarado ladrão pelo STF, sempre foi um jaguara togado, e daqueles bem sarnentos

Copiei do indispensável DCM 

(o título desta postagem é meu)


CARTA ABERTA AO SR. SERGIO MORO


(Des)prezado Sr. Moro,


Fiquei sabendo que o senhor vai se filiar ao partido Podemos, aquele mesmo, cheio de processos por corrupção, para se candidatar ao Senado Federal ou à presidência da República, prometendo combater, o quê? A corrupção! 

O senhor não deve ser bom de debates, porque em sua vida pública nunca nos pareceu que desse ouvidos para as duas partes ou mesmo para o contraditório, como se espera de um juiz (eu ia dizer “de um juiz imparcial”, mas “juiz” e “imparcial” é, ou deveria ser, pleonasmo).

Desfaçatez não lhe falta, sabemos todos, mas ver o senhor cara a cara com o ex-presidente Lula, que o senhor tirou do páreo para se tornar ministro do seu principal oponente, seria sonhar alto demais.

Então, como cidadã comum e eleitora, venho lhe fazer um convite: me chame para um debate; uma conversa, que seja! Sou professora de Economia e gostaria de saber quais são seus planos nessa área.

Porque quebrar a Petrobras e as empreiteiras e jogar mais de 15 milhões de brasileiros na vala do desemprego, o senhor soube fazer. Quero ver, caso eleito, como o senhor procederia para conseguir o efeito contrário.

Ah, escrevi vários livros didáticos de Economia, ensinando desde o bê-á-bá até os modelos econômicos mais complexos, mas sei que o senhor não gosta de ler… Mesmo porque, se gostasse, lhe enviaria o meu mais recente livro, “Era só para envolver o Lula na Zelotes”, para podermos discutir o lawfare praticado e disseminado pelo senhor e pela Lava Jato, em pé de igualdade.

Fica então o convite.

Aguardo o retorno.

Sem mais,


Maura Montella 

(Professora de Economia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e autoria do livro Operação Zelotes)

xxx---xxx

O Ornitorrinco Bocudo pede a palavra para dizer que sempre considerou esse patife do sergio moro um completo e acabado jaguara togado, muito antes de o STF declará-lo juiz ladrão.
Vejam aqui, aqui, aqui,aqui,e chega, que tem muito mais.     

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

28 de outubro de 2004: o nascimento de Jean

Em 2004, exatamente no dia 28 de outubro, Jean nasceu em nossas vidas. 
Nossos filhos e filhas, todos e todas, tiveram gravidez regulamentar, nove meses e coisa tal.
Jean, só pra contrariar, demorou 10 anos para nascer.
Amamos e nos orgulhamos de você.
Mas você é meio maluco, né não? 
Com tantos pais e mães melhores, foi logo escolher-nos com pai e mãe!

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Joyce Hasselman

1. Resta evidente que joyce hasselmann foi vítima de brutal agressão.
2. Manifesto aqui minha integral solidariedade a ela.
3. Ocorre que de joyce eu não compro um carro usado, por óbvio.
4. E mais ainda, dela não compro um sabonete, uma canetinha, um shampoo, um pacote de batatas fritas, meninos e meninas.
5. E tenho dito.

quarta-feira, 14 de julho de 2021

Bolsonaro produz tanta merda que as tripas travaram

Bolsonaro, o genocida escroto, está com obstrução intestinal, o que é facilmente explicável: o canalha que nos desgoverna é um emérito e copioso produtor de merda, de modo que, periodicamente, o intestino não dá conta de processar e trava.

Desta vez, com as descobertas cabeludas da CPI, ocorreu um prosaico "tchuk na zorbinha" presidencial, bloqueando tudo, meninos e meninas.

terça-feira, 6 de julho de 2021

Babacas bombados sempre apoiam bolsonaro, é inescapável

Notaram, meninos e meninas, que quase todos os apoiadores de bolsonaro, o genocida escroto, são bombados?
Não escapa quase nenhum, e tenho para mim que, enquanto os músculos crescem, o cérebro escorre pelas orelhas desses babacas inflados.

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Não me elejam, estejam todos avisados!!!

Então tem um monte de bolsonaristas babacas que decidiram escolher a vacina, de modo que, meninos e meninas, não me elejam, vez que, no meu governo, qualquer imbecil que se recuse a tomar a vacina disponível no local será imobilizado pela guarda civil metropolitana e receberá a dose  mesmo que estrebuchando e babando pelos cantos da boca.
Não tenho paciência com essa escória. 

Não me elejam, pois, e tenho dito!!!

segunda-feira, 28 de junho de 2021

A execução de Lázaro

Não importa o que Lázaro tenha feito.
O que sei, sem nenhuma dúvida, é que ele foi executado, e o fuzilamento afinal consumado hoje, estava previsto: a meganha foi solta, salivando pelos cantos da boca, para caçar o sujeito, atiçados por programas de ódio comandados por jornalistas linchadores e por autoridades venais de segurança, estavam os meganhas, eu dizia, desde sempre autorizados a liquidá-lo de modo sumário.
Tenho nojo derramado e definitivo de quem celebra a morte e de quem acha que matança é justiça.
Fodam-se todos.