SOBRE O BLOGUEIRO

Minha foto
Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Para Francisco e Miguel

Estive hoje com os dois meninos
Miguel e Francisco
Levei frutas e biscoitos
E um chiclete de melancia
(escondido do pai, é claro)
Tão bom ver os dois alegres comigo
(de longe, que sabem sobre distanciamento)
Chico lavou a louça do almoço, por sua conta
E vai ganhar um avental personalizado
Miguel declarou: eu amo damasco!

quarta-feira, 7 de abril de 2021

Em tempos de pandemia fora de controle o lixo cristão, o chorume evangélico e a escória religiosa de qualquer origem precisam ser combatidos: essa laia não tem nenhum limite!

Permitam-me a dura e necessária franqueza: o lixo católico, o chorume evangélico e a escória religiosa de qualquer origem precisam ser combatidos: essa laia não tem nenhum limite!


O discurso do Advogado Geral da União, de hoje, no STF, é uma afronta aos direitos de todos nós, de homens e mulheres, cristãos, muçulmanos e ateus, é um ataque traiçoeiro ao estado laico, é uma praga bíblica em tempos de pandemia fora de controle, é uma agressiva ode à morte.


Essa laia hoje aliada ao bolsonaro genocida precisa ser contida e afrontada, essa gente movida a ódio precisa ser parada.

Não, seus merdas, não me peçam respeito porra nenhuma: vocês querem mesmo é nosso silêncio.

Tenho nojo definitivo e derramado das religiões, de todas elas.

O mundo seria muito melhor sem padres, pastores, aiatolás, gurus picaretas, e agentes de deuses inexistentes.
 

 
 

domingo, 14 de março de 2021

Marielle Franco: 3 anos hoje

publicado em 15 de março de 2018


Poema para Marielle Franco

(mais um poema inútil)


Marielle Franco

Vereadora do PSOL

Está morta

Anderson Gomes

Seu motorista

Está morto

Executados a tiros

Nem sabia de você Marielle

Soube hoje agora

Poderia dizer que a metralha 

Me atingiu

Metáfora confortável

Mas estou vivo

E é tão sem conforto

Essa minha vida

Que me resta apenas

Esta merda de poema inútil 

Recebam meu abraço

Apertado fraterno e inútil

domingo, 28 de fevereiro de 2021

Dos meus poemas sempre inúteis

 Nem posso mais levantar-me

Nem consigo mais stand up

Nem ouso mais erguer-me

Mesmo que seja necessário

Entrego-me

Desculpem-me, se possível

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Poeminha para Miguel

Aos quatro anos
Feitos ontem 17/02
Você já é um piazão
Mesmo que muito piazinho
O menor dos netos
Tão grandão
Fortão Invencível
Amo você miguel piazão
Que ainda posso carregar no colo
Gostaria de viver forever
Para proteger você
Neste mundo de merda
Amo você, meu menininho

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Carta aberta a Deltan Dalagnol, pulha absoluto, e Sergio Moro, canalha inconteste

Tenho pena dos seus filhos e filhas, deltan e sergio.

Explico, sem trololós, seus jaguaras togados.

Vocês dois são completos a absolutos pulhas e canalhas, e, como é próprio, educarão seus filhos e filhas para serem pulhas e canalhas.

Se não for assim, um dia, descobrirão que seus pais não valem nada.

Resulta que, desde o berço, serão treinados para serem canalhas.

Exatamente como os pais são.

Tenho nojo incontido de vocês todos, e ânsias recorrentes de vômito.

Vão para o pato amarelo, ianque e golpista, que os cagou no mundo.

Desatenciosamente, seus lazarentos.

Paulo Roberto Cequinel
(69 anos, 6 filhos, 8 netos confirmados e mais 2 a caminho)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Jair de Souza: Brasil sofre mais um golpe na soberania popular com a autonomia do Banco Central

O Ornitorrinco Premonitório, em 4 de setembro de 2014, publicou postagem sobre esta patifaria de independência do Banco Central, trambique defendido pela então candidata Marina Esverdeada Silva, sob o título "Neca Setúbal examina prédios em Nova Iorque para o futuro Banco Central Independente". 

Vejam e tirem suas conclusões.

Neca Setúbal, educadora que reforça seu orçamento sendo uma das donas do Itaú, recebeu propostas de investidores americanos que oferecem uma sede, nas proximidades de Wall Street, para o Banco Central Independente de Marina Alaranjada Silva.

Neca procura imóvel em razoáveis condições, sem elevador e porteiro para que a privacidade dos agiotas, digo, banqueiros seja sempre preservada. Afinal, "BC independente quer dizer que o que o ele faz não é da conta do populacho".

O último parece ser o favorito de Santa Marina Esverdeada, que adora essas coisas de passarinhos pipilantes, sinos bimbalhantes, pastores tonitroantes e deixou claro que "BC será com a Neca e controle do uso cristão do fiofó será com Feliciano e Malafaia".

XXX---XXX

Copiei do Viomundo

A autonomia do Banco Central é um golpe muito forte contra a soberania popular

Por Jair de Souza*

A Câmara dos Deputados está por aprovar a autonomia do Banco Central. O que significa isto e quais são suas consequências?

Bem, a partir de sua entrada em vigor, o Presidente da República não poderá mais interferir na direção do Banco Central e nem nas políticas por ela adotadas dentro de suas atribuições.

Ou seja, as determinações da diretoria do BC vão prevalecer sobre as do presidente da República.

Exemplificando, mesmo que o Presidente da República considere importante a adoção de medidas que visem a redução da taxa de juros e que facilitem a ampliação das linhas de créditos para apoiar o crescimento da economia, nada disso será implementado se a posição da direção do BC for diferente.

Em outras palavras, as decisões do presidente do BC valem mais do que as do presidente da República.

É certo que, não é de hoje, a condução do BC tem estado sob a tutela dos agentes do mercado (entenda-se, das grandes corporações bancárias), que mandam e desmandam em nossa política financeira a seu bel prazer.

Por isso, a aprovação pelo Congresso desta medida significaria nada mais do que a formalização de algo que, na prática, já estava em vigor.

Sendo assim, nem o governo Bolsonaro conseguiria nada de significativo com sua aprovação, nem a sociedade perderia nada que já não estivesse perdido.

Em outras palavras, seria como “deixar tudo como está para ver como é que fica”.

No entanto, do ponto de vista da soberania popular e das perspectivas de alteração de rumos, este golpe tem muito mais importância do que está sendo propalado.

Tudo bem, com Bolsonaro e Guedes no comando do Brasil, que medidas o governo poderia tomar que se chocassem com os interesses da banca?

Certamente, não podemos vislumbrar nenhuma de alguma relevância.

Então, não haveria razões para estar preocupados se nossa expectativa fosse no sentido da permanência deste governo, ou de outro de orientação política similar.

Mas, o que têm a dizer aqueles que lutam para que o Brasil volte (ou venha) a ter um governo identificado com as aspirações das maiorias, com os interesses do conjunto da nação?

Com aprovação desta disposição que formaliza o controle pelos banqueiros da política monetária do país, nem mesmo um novo presidente, ainda que muito bem eleito com base num programa centrado nos interesses populares, será capaz de implementar as medidas necessárias para reorientar as prioridades das instituições financeiras e viabilizar suas propostas políticas.

A direção do Banco Central poderá ser mais um entrave para dificultar o avanço de uma política econômica favorável ao povo. Sim, o peso dos representantes dos banqueiros (que não foram eleitos pelo povo) será superior ao do presidente da República eleito por sufrágio universal.

Para deixar tudo ainda mais claro: a formalização da autonomia do Banco Central é um dos golpes mais fortes que as maiorias populares da sociedade brasileira já receberam.

Não vai ser fácil se recompor dos efeitos devastadores que essa medida vai causar.

*Economista formado pela UFRJ; mestre em linguística também pela UFRJ.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

As ilicitudes da operação “Lava Jato” e o estupro pela continuidade da humanidade

Publicado por Diário do Centro do Mundo - 29 de janeiro de 2021

José Cruz/Agência Brasil

Publicado originalmente no site Consultor Jurídico (Conjur)

POR LENIO LUIZ STRECK, MARCO AURÉLIO DE CARVALHO E FABIANO SILVA DOS SANTOS

Há muitos aforismos que ajudam a entender determinadas coisas desse mundo. Um deles é o que diz mais ou menos o seguinte: matar pela paz é como estuprar em nome da continuidade da raça.

É um aforismo que trata do problema das autocontradições performativas. Por exemplo, “os fins justificam os meios”; no combate ao crime, não há que respeitar direitos; direitos humanos são só para “humanos direitos”. No direito, seria como dizer: o processo é só pró forma; vale mesmo é punir; ou “direito é uma questão de fim e não de meios”.

Tudo para dizer que a “lava jato” chegou ao limite. Tudo sobre ela está no limite. A “lava jato” é auto implosiva. Moro e a força-tarefa implodiram a “lava jato” e o processo penal. Desdenharam da Constituição.

Tudo é velho e tudo é novo. Novas-velhas revelações. Que mostram o mesmo, isto é, o que todo mundo já sabia: Moro e MPF fizeram lawfare. Tornaram o direito autocontraditório. Usaram o direito contra os seus inimigos. Direito contra Direito. A questão agora é enfrentar o “drama do juiz de Coetzee” (do Livro A Espera dos Bárbaros): o que fazer quando se sabe que sabe! O Livro das Suspeições do Grupo Prerrogativas (leia clicando aqui) mostra tudo isso. Sabemos que sabemos que sabemos!

Uma coisa é certa: as mensagens reveladas por estes dias (ver aqui) depois de autorização do STF mostram que houve uma estratégia combinada entre Moro e a força-tarefa da “lava jato”. Agora estão sob sigilo. Existe uma ação judicial manejada pelos procuradores da força-tarefa da “lava jato” para impedir a divulgação (ver aqui). Interessante: Dallagnol e Moro disseram, quando da revelação das conversas de Lula e Dilma, que o que valia era o interesse público. Ótimo. Agora parte dos Procuradores entra em juízo dizendo que “não é bem assim”. Eis aí um comportamento venire contra factum proprium de Dallagnol e seus amigos. Vulgarmente se diz: ninguém pode se beneficiar de sua própria torpeza. Começou no caso Riggs v. Palmer, em 1895. Nos Eua, direito que Moro e Dallagnol adoram tanto.

Vejamos alguns elementos jurídicos-objetivos (e não meramente subjetivos) que atestam o que já todos sabiam:

1. O juiz orienta a atuação do MP – e alma de Alfredo Valadão dá o último suspiro

Em um dos trechos das mensagens, Moro orienta (sim, orienta) Deltan sobre sistemas da Odebrecht. Só um chefe diz isso a um subordinado. Lendo as mensagens fica a nítida impressão de que Deltan seguia ordens de Moro. Moro diz: tem de fazer perícia disso e produzir “laudos específicos”, caso contrário “vai ser difícil usar” (sic). Ou seja, o juiz diz ao MP o que fazer e como fazer. O “vai ser difícil usar” significa: capricha para eu poder usar. Para registro: Valadão foi uma espécie de “patrono do MP”!

2. Moro cobra denúncia (como é que é: sai ou não sai denúncia aí?)

Em 16 de fevereiro de 2016, Moro pergunta se os procuradores têm uma denúncia sólida suficiente. Na sequência, Dallagnol diz o que já tem contra Lula. Fecha a cortina!

Caro leitor: Precisa dizer alguma coisa sobre isso? Imagine o cotidiano, se fosse assim. Juiz cobrando do Promotor: “— Como é que é? Tem denúncia robusta aí?” E logo o Promotor, obediente, explica… Nas Faculdades, ensina-se (ainda) que isso torna o juiz suspeito!

3. Moro e Deltan tratam de reunião sigilosa com suíços — violaram, assim, flagrantemente, toda a legislação sobre acordos internacionais firmados pelo Brasil

Sim, isso aconteceu. E Moro pergunta: Evoluiu aquilo das contas do Estados Unidos? Dallagnol responde. E Moro “determina”: “Mantenha-me informado…”. Quarenta minutos depois, o obediente Dallagnol presta constas a Moro: “acabamos de ver” (e conta o que acharam).

4. Deltan pede a Moro cautela no depoimento de Leo Pinheiro

Em 12 de setembro de 2016, DD pede a Moro certa estratégia no depoimento do réu Leo Pinheiro. E Moro responde: “Ah, sim!” Resposta lacônica! Do tipo “ah, sim, não esquecerei”! Ou “Deixa comigo”. Nas Faculdades, já no primeiro ano, ensina-se (ainda) que isso tem nome: parcialidade; suspeição.

5. O juiz Moro cobra manifestação do MPF em ação da “lava jato”

14 de setembro de 2016. Moro necessita de manifestação do MPF. “Bem simples”, ele diz. E Dallagnol, como sempre, prestativo, diz: “Providenciaremos”. Em 35 minutos, DD diz ao “chefe”: “Pronto, protocolado”! DD, the jus flash!

6. A questão dos celulares suíços e americanos: o “rollo off law

De violação em violação, a operação andava. Em 18 de outubro de 2016, um dia antes da prisão de Lula, DD queria falar com Moro para falar da apreensão de celulares (estrangeiros e no estrangeiro). Mas o mais interessante é a citação das reuniões com suíços (que, segundo DD, pediram extremo sigilo — sic) e americanos para negociar “percentuais da divisão do dinheiro” apreendido. E falam sobre reunião entre Moro, MPF e polícia. Sobre celulares e quejandos. E sobre prisão. Tudo junto, como se não houvesse lei, CPP, Constituição. Pior: tudo em nome do que Moro dizia, em entrevistas, “rule of law“.

Na realidade, com tudo o que já se viu, estava mais para “rollo of law”. Sim, rolos jurídicos fora da lei. E fora da Constituição. Os diálogos estão na mídia. É de arrepiar. Ou não, já que estamos acostumados com “rollos off law” (percebem o “f” a mais?). Como um professor vai justificar esse comportamento aos seus alunos? Até na Faculdade do Balão Mágico isso é visto como “ilegal”; “írrito”!

7. Os diálogos envolvendo Tacla Duran em 29 de agosto de 2017: Moro chama jornalista da Folha de “picareta”

Esses diálogos são do arco da velha. Remetemos o leitor a eles. Moro inclusive adianta que vai indeferir um pedido da defesa de Lula. Isso é o que se chama de conjuminação e informação privilegiada! Na Faculdade (inclusive na UniZero), isso tem nome!

8. Moro que saber “não vão vir [sic] mais contas da Suíça” e DD dá um “corte” em Moro

Tirante o problema do vernáculo, vale registrar o ocorrido em 18 de outubro de 2016, quando Moro pergunta sobre mais contas da Suíça. O interessante é que, pela primeira vez, DD dá uma “cortada” no juiz. Ele diz: “Um assunto mais urgente é sobre a prisão. Falaremos disso mais tarde”. Toma, Moro. Pelo menos em uma vez DD deu nos dedos de Moro…, se nos permitem uma jus-ironia ou uma dose de jus-sarcasmo!

Curioso é que o pessoal parece ter gostado dos descaminhos utilizados e já pensava, inclusive, em se retirar do Ministério Público, para umas “consultorias”… Isso se infere da carta enviada pelo preclaro (o preclaro é por nossa conta em mais uma jus ironia) procurador suíço (acham que é só aqui?) Stephen Lenz ao procurador Leandro Martelo, verbis:

Com o profundo conhecimento do assunto e especial nas investigações em curso, eu poderia liderar o lado brasileiro por meio dos procedimentos dos quais já tenho familiaridade”.1

Bingo! Qualquer semelhança com casos brasileiros não é mera coincidência. Aliás, não seria (ou era) esse o projeto? Montar ou trabalhar em uma consultoria internacional que prestasse serviços àqueles que ajudou nas condenações? Com efeito, para Moro isso já deu certo!

Considerações finais: Basta de violações ao rule of law! Basta de Off Law!

A grande pergunta continua sendo: persistem dúvidas de que Moro e o MPF agiram de forma absolutamente parcial, praticando um “agir estratégico”? Quebraram leis, Constituição e acordos internacionais. E quebraram a confiança no futuro do Direito. A ação de Moro e Dallagnol (& Cia) transcende. Os estragos são transcendentes.

Como temos escrito desde há muito, isto é, desde que surgiram os primeiros indícios desse “agir estratégico”, fruto de conjuminação entre Moro e o MPF, se o judiciário (leia-se agora o STF) passar “panos quentes” mantendo essa escandalosa modalidade de “fazer justiça”, então já não poderemos falar de devido processo legal no país. Se nada acontecer em relação a essas ilegalidades (e tem muito mais do que isso), então já não poderemos falar em imparcialidade e due process of law nas salas de aulas. E devemos triturar os livros de processo penal.

Moro sempre falava que fazia a coisa certa, dentro do rule of law, conceito sobre o qual ele parece nada saber. Havia de tudo, menos processo como meio. Processo foi o fim. Que justificou o meio. A palavra está com o Supremo Tribunal Federal. Moro foi ou não foi parcial? Moro foi ou não foi suspeito? Foi correto o agir estratégico do Ministério Público? São estas perguntas que o Rule of Law (que é mais do mero Estado de Direito) quer que sejam respondidas!

Portanto, não adianta alguém tentar justificar os meios utilizados pela “lava jato” e pela força-tarefa. Como diz o adágio ou aforismo, não vale estuprar em nome da continuidade da humanidade.

1 https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2021/01/29/cerebro-da-lava-jato-na-suica-sugeriu-que-petrobras-o-contratasse.htm

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

a meganha me dá medo



não existem balas perdidas
a meganha não comete excessos
as balas sempre encontram os alvos
pobres pretos negros
a meganha não comete excessos
são treinados condicionados 
para a morte de pobres pretos negros
a meganha é pra lá de eficiente
e entrega o que dela se espera
a meganha me dá medo


terça-feira, 17 de novembro de 2020

Poema de estatelar-se

nem voar mais posso
embora arriscar
nem sonhar mais ouso
embora estatelar-me
nem mais cantar
mesmo que gritar
nem mais chorar devo
lágrimas escorrem fluem
nem mais viver eu penso
mesmo que quase morto
nem mais desistir
nem menos retornar
mesmo antes mais