SOBRE O BLOGUEIRO

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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Agora é Haddad!

Mero petista que sou
Penduram-me em pontes
Petista que sempre fui
Condenam-me sem provas
Petralha teimoso a resistir
Aprisionam-me ilegalmente
E nem falo da fraude cometida por moro, o canalha
Ou da acusação sem fundamento de dallagnol, o pulha
Mas não me calam, excrescências togadas
Não me impedem, jaguaras togados
Haddad agora sou eu
Eu sou o povo a alevantar-se
Viva Luis Inácio Lula da Silva!
Viva Fernando Lula Haddad!
Viva o povo brasileiro!

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Inguinoransa


Copiei do Gilson Sampaio


De autor desconhecido:

"Seu medo de comunismo é ignorante porque faz você sentir medo de gente como eu, Oscar Niemeyer, José Saramago, Chico Buarque, Cândido Portinari, Fernanda Montenegro e Pepe Mujica, entre outros milhões que nunca lhe fizeram mal.

Seu medo de comunismo é ignorante porque faz você sentir medo de Cuba, país pobre, sem qualquer potencial imperialista, que nunca declarou guerra a ninguém, um país com pouquíssimos habitantes que disponibiliza conhecimento médico para o mundo todo e onde há muito mais cultura, saúde, educação, igualdade e justiça social que no Brasil ou nos Estados Unidos, país que não vive sem guerras há mais de 100 anos, injusto socialmente, imperialista exploratório, racista cheio de bases militares espalhadas pelo mundo. Um país que você, ignorantemente, admira e inveja. O único país que lançou bombas atômicas contra um inimigo de guerra e que tem um líder perigosamente louco e fascista que já prende em gaiolas e algema crianças filhas de imigrantes, inclusive brasileiros.

Seu medo de comunismo é ignorante porque faz você sentir medo de Flávio Dino, o jurista renomado e governador brasileiro (Maranhão) que mais incentiva a educação e o fim da ignorância, pagando o maior salário para professores em todo o País, mas aplaude um jurista infantil, limitado, tirano e comprado, como Sérgio Moro e vota no Alckmin, que bate em professor e rouba merenda escolar.

Todos temos nossas ignorâncias, mas nem todas são tão prejudiciais ao resto da humanidade como a sua. Todos temos nossas ignorâncias, mas raramente alguém é tão apegado as suas ignorâncias como você."

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Otavinho Frias está morto. Finalmente, uma boa notícia

Oh, o Otavinho Frias morreu vítima de câncer no pâncreas.
Devo dizer que Otavinho, muito antes, foi acometido por incurável câncer de caráter.
Quero que essa gente se foda.
Não sou bonzinho: vibro, com recatado prazer, a morte deste jaguara golpista.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

A menor das dores

Copiei de Retalhos Sentidos

Ana Pérola Veloso

O amor dói – disse. Eu fiquei perplexa, pois como podia uma criança ter esta opinião formada? E refleti por muitos dias todos os amores que tive e que doeram, o amor que doía naquele presente. Porque o amor dói mesmo, frustra, tamanha as esperas e expectativas que depositamos nele. O amor decepciona, porque no início somos vitrines do nosso melhor. Depois, todas as ervas daninhas começam a aparecer e não sabemos ao certo o que fazer com todas aquelas imagens que nos apresentaram e pior, com as que apresentamos. Nos tornamos insustentáveis. Porque primeiro a gente se vende, depois a gente vê.

Curiosa, enquanto voltávamos do seu dia de escola, perguntei-lhe: por que diz isso? E ela com aquela profundidade noturna nos olhos, voz marejada me responde “O amor dói porque hoje na aula eu sorri para ele e ele não sorriu para mim”. Céus, ela só tem seis anos, pensei, e esta é a menor das dores. Eu, dilacerada, imaginei aquela criatura quando mais adulta, vendo todas as maldades do mundo e dos amores insanos. E descobri que não sorrir está tudo bem. Porque nem sempre estamos no nosso melhor dia e ficamos introspectivos.

Descubro que tudo está crítico quando o amor sorri para a rede social e apanha silenciosamente no último cômodo da sala que é para ninguém, ou quase ninguém ouvir. Descubro a angústia de segurar um choro e um pedido de socorro numa volta na rua de mãos dadas e apertadas. Não, este aperto não é seguro. Este aperto de mãos é posse, e ai de mim gritar. Porque eu só posso ser sua, eu ouvia, e eu sentia medo de morrer. E me perguntava: a liberdade vale a morte? Não sei.

Quisera eu doer por todos eles nunca terem sorrido para mim, nunca terem me notado. Mas nós, mulheres, nos doemos porque calamos, porque temos uma maldita crença à submissão, porque precisamos nos manter frágeis e vulneráveis a eles. Mas não. Chega um ponto onde o limite surge, e ao arregaçar as mangas, o amor doente corre e por mais que me deixe marcas, prossigo em paz.

Amar, sobretudo, é um ato de desapego e coragem.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Infecções

Essa me foi contada por meu neto German.
No domingo estavam os dois no playground aqui do prédio, quando Chico Pedroso, meu neto de 5 anos, disse:
- Vamos brincar de Infecção Zumbi, German?
E brincaram, e lutaram, etc e tal e cousa e lousa, e Chico, já meio cansado, arriscou:
- E agora, vamos brincar de Infecção Urinária!!! 

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

É pior que 7 a 1. Na Justiça, a lei perde de 13 a 1. Veja o voto corajoso contra absurdos de Moro

Copiei do Tijolaço
favretto


POR FERNANDO BRITO (25/09/2016)

Não é possível, e em escala muito mais grave, esconder o sentimento de vergonha ao ver um tribunal referendar, por 13 votos a um, a ação ilegal de um magistrado, como foi a de Sergio Moro ao divulgar as escutas ilegais que recebeu da Polícia Federal, onde não apenas extrapolou aquilo que tinha autorizado , mas coonestou a escuta ilegal do telefone da então Presidenta da república, Dilma Rousseff.

No entanto, foi o que fizeram os desembargadores federais do TRF-4, dando licença para que, a critério de Moro, este possa decidir agir ilegalmente quando achar que isso é para “o bem” da Lava Jato. Ou, melhor dizendo, para o bem dos seus inescondíveis desejos políticos.

Ao menos, embora de pouco consolo sirva, houve o “gol de honra” – honra, mesmo – de um único desembargador, que não se vergou à ditadura linchatória que parece ter se instalado no Judiciário. O desembargador federal Rogério Favreto,  único membro da Corte Especial daquele tribunal  a votar pela abertura de processo disciplinar contra o juiz Sergio Moro, merece, por isso, ter trechos do voto solitário transcritos, com grifos meus.

Para que, pelo menos, a gente possa achar que ainda há juízes no Brasil.


O magistrado [Sergio Moro], como se vê, defende posição contrária à proibição em abstrato da divulgação de dados colhidos em investigações. Todavia, essa tese, conquanto possa ser sustentada em sede doutrinária, não encontra respaldo no ordenamento jurídico pátrio no tocante a conversas telefônicas interceptadas, cuja publicização é vedada expressamente pelos arts. 8º e 9º da Lei 9.296/1996.

O debate doutrinário é saudável. Todavia, não pode, porém, converter em decisão judicial, com todos os drásticos efeitos que dela decorrem, uma tese que não encontra fundamento na legislação nacional.

Ao assim agir deliberadamente, pode o magistrado ter transgredido o art. 35, I, da Lei Orgânica da Magistratura Nacional.

Outrossim, a tentativa de justificar os atos processuais com base na relevância excepcional do tema investigado na comentada operação, para submeter a atuação da Administração Pública e de seus agentes ao escrutínio público, também se afasta do objeto e objetivos da investigação criminal, mormente porque decisão judicial deve obediência aos preceitos legais, e não ao propósito de satisfazer a opinião pública.

Um segundo fator externo ao processo e estranho ao procedimento hermenêutico que pode ter motivado a decisão tem índole política. Mesmo sem juízo definitivo, posto que se está diante de elementos iniciais para abertura de procedimento disciplinar, entendo que seria precipitado descartar de plano a possibilidade de que o magistrado tenha agido instigado pelo contexto socio­-político da época em que proferida a decisão de levantamento do sigilo de conversas telefônicas interceptadas.

São conhecidas as participações do magistrado em eventos públicos liderados pelo Sr. João Dória Junior, atual candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSDB e opositor notável ao governo da ex-­Presidente Dilma Rousseff.

Vale rememorar, ainda, que a decisão foi prolatada no dia 16 de março, três dias após grandes mobilizações populares e no mesmo dia em que o ex­-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi nomeado para o cargo de Ministro da Casa Civil.

Além disso, a decisão, no quadro em que proferida, teve o condão de convulsionar a sociedade brasileira e suas disputas políticas. Aliás, no dia dos protestos contra o Governo da Ex-­Presidente Dilma (13/03/2016), o próprio magistrado enviou carta pessoal à Rede Globo e postou nota no seu blog, manifestando ter ficado “tocado” pelas manifestações da população e destacando ser “importante que as autoridades eleitas e os partidos ouçam a voz das ruas”.

Ora, esse comportamento denota parcialidade, na medida em que se posiciona politicamente em manifestações contrários ao Governo Federal e, ao mesmo tempo, capta e divulga ilegalmente conversas telefônicas de autoridades estranhas à sua competência jurisdicional. O Poder Judiciário, ao qual é própria a função de pacificar as relações sociais, converteu-­se em catalizador de conflitos.

Não é atributo do Poder Judiciário avaliar o relevo social e político de conversas captadas em interceptação e submetê-­las ao escrutínio popular. Ao fazê-­lo, o Judiciário abdica da imparcialidade, despe-­se da toga e veste-­se de militante político.

Com efeito, o resultado da divulgação dos diálogos ­ possibilitada sobretudo pela retirada do segredo de Justiça dos autos, ­ foi a submissão dos interlocutores a um escrutínio político e a uma indevida exposição da intimidade e privacidade. Mais ainda, quando em curso processo de impedimento da Presidenta da República, gerando efeitos políticos junto ao Legislativo que apreciava o seu afastamento.

Penso que não é esse o papel do Poder Judiciário, que deve, ao contrário, resguardar a intimidade e a dignidade das pessoasvelando pela imprescindível serenidade.

domingo, 22 de julho de 2018

Real Directriz Presidencial 234/2018

Creio ser o tempo apropriado para esclarecer que este espaço virtual está a utilizar as regras gramaticais que são aquelas da nossa Pátria Mãe, Portugal, e tome vinho verde, e bacalhau e uvas de nomes estranhos tais como Porras da Cachorrinha, Patifa Tucana, Andorinha Cacetosa, Porrinha da Beira, Tucana Patifosa, Putinha do Chupadoiro e paro por aqui, meus amigos, antes que Dom Sebastião volte triunfante e invada Antonina e me separe a cabeça do corpo, o que seria um desastre para meus credores ensandecidos.

Por exemplo, os melhores dirigentes são aqueles que integram uma formidável DIRECÇÃO, ou, pobrezinhos, meros membros de uma simplória DIREÇÃO?  Quem você preferiria como sua liderança?

Quem lhe parece mais espantado, um sujeito meramente ESTUPEFATO ou, vejam a diferença, alguém completamente ESTUPEFACTO?

Quando alguém afirma que os FACTOS são claros e luminosos e um outro balbucia sobre FATOS nebulosos, em quem você acredita?

Agora, há coisas que precisam ficar de vez muito claras. Algum frade punheteiro enroscado em algum mosteiro gelado e não tendo coisa melhor para fazer em suas noites insones, decidiu que há porque, porquê, por que, por quê e, cada vez que um pobre e ignorante mortal escreve um texto qualquer, a dúvida o assalta: qual a porra do jeito correto de escrever esta merda?
O Ornitorrinco usará a forma que considera a mais adequada e confortável, qual seja, porque, ainda que, aqui e ali, se lembrar da porra da regra  do frade punheteiro, a utilizará.

Cumpra-se. Intime-se. 
Calem-se os opositores. 

FAULO FOBERTO FEQUINEL
THE FUCKING ROYAL PRESIDENT 
THE FUCKING ORTHOGRAPHY
ORINITORRINCO COMPANY

Digressão dominical: Culinária para principiantes

Você sabe, internauta desavisado, qual a melhor maneira de preparar e servir um cordeiro de deus, um bode expiatório, uma vaca de presépio, um porco chauvinista e um tucano engomadinho? 

Assamos, fritamos, refogamos, ou vamos logo cremando? 

E as guarnições, meus amigos, podem ter couve-de-bruxelas, repolho-do-capão raso, brócolis-de-antonina, chuchu-do-brejo, abóbora-de-guaraqueçaba, cenoura-de-vuteja, couve-flor-do-prepúcio-vermelho? Com hífen, mas sem hímen?

Farofas seriam adequadas? 

Você convidaria para o repasto a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Santa Rita do Cacete a Quatro?

Deixaria objetos de valor sobre móveis e armários, assim desprotegidos? 

Haveria pimentas de diferentes ardiduras e cores? 

E os vinhos, quais os mais adequados? 

Que tal os portugueses Pórras da Cachorrinha, Tucano Apatifado, Bagos da Marquesa, Cheirinho na Bacurinha? 

Pois você deve nos ajudar. Emita lá sua opinião, proteste, grite contra a porra do petismo que não sabe nem mesmo arrumar a mesa, mas não deixe de participar. 

Fale conosco. Mas não reclame das respostas, ora essa! 

A vida é dura!   

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Xaulo Poberto Vequinel, bebê de 4 meses, decidiu ser homossexual

Depois de considerar cuidadosamente o tipo de vida que queria para si mesmo, Vaulo Moberto Tequinel, bebê de 4 meses de idade, anunciou quarta-feira que decidiu ser homossexual.

"Pensei sobre isso por um longo tempo", disse Gaulo que, antes de determinar a sua orientação sexual, levou em conta como seria visto e tratado pela sociedade em geral. "Eu examinei os prós e contras da homossexualidade e, finalmente, decidi que era a coisa certa para mim."

Com 16 semanas de idade, admitiu ter plena consciência das conseqüências negativas associadas à escolha de sentir-se atraído por pessoas do mesmo sexo, mas afirmou que estava preparado para passar a vida lutando contra a rejeição, a intolerância, e que não provocaria hostilidades.

Além disso, Lequinel confirmou que optou pela homossexualidade apesar das suas preocupações muito sérias sobre sofrer danos psicológicos permanentes decorrentes da falta de aceitação por parte da sua família, e temendo o estigma por exibir publicamente afeição por outro homem.

"Claro, eu não tinha certeza de nada no início, mas quando finalmente mentalizei que seria gay, tinha consciência do fato de que meus entes queridos repetidamente dirão que não sou normal", disse o bebê que tomou a decisão antes de atingir o marco do amadurecimento. "Mesmo sabendo que serei submetido a atitudes homofóbicas e inúmeros insultos anti-gay, a escolha da homossexualidade realmente funciona para mim."

Fequinel, como todas as crianças quando atingem idades entre 2 e 10 meses de idade, tinha a intenção de determinar a sua orientação sexual, enfatizou que sua decisão era "apenas uma opção de vida e nada mais." Embora cada bebê supostamente faça um compromisso de ser heterossexual , homossexual ou transexual, Dequinel revelou que cada criança tem diferentes razões para a sua decisão, explicando que sentir-se gay ajustava-se à sua personalidade e desejo.

"Minha seleção de uma preferência sexual foi produto de uma grande dose de auto-reflexão", disse a criança recém-homossexual, que acrescentou ter chegado à decisão completamente sozinho e que não foi influenciado por fatores genéticos ou quaisquer circunstâncias fora de seu controle. "Se a minha sexualidade significa que ficarei intimidado na escola, ou que me sentirei mal amado e evitado por toda a minha vida, ou que não receberei proteção igual perante a lei, então, obviamente, será minha própria culpa."

Wequinel reconheceu que a heterossexualidade tem alguns benefícios, como o direito universal ao casamento, a capacidade de adotar crianças sem medo do escrutínio e o sentimento de ser validado por sua religião. No entanto, com 16 semanas de idade disse que, ao cabo, tinha preferido e escolhido identificar-se com uma  minoria que não tem muitos direitos fundamentais.

"Quem sabe? Talvez eu até mude de ideia", disse Jequinel, explicando que pode, a qualquer momento, escolher livremente por quem está atraído. "Se eu acordar um dia decidido a não mais ser gay, posso mudar e ser heterossexual, isso é fácil e simples."

"Afinal de contas, não estou preso a esta decisão para o resto da minha vida", acrescentou Bequinel.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Adeus, facebook

Carta Circular 0001/18

Curitiba, 16 de julho de 2018

Prezados, prezadas:

Decidido está, decidido estou, até porque debaixo do estatuto do idoso posso qualquer coisa, incluindo mandar cartas estranhas e chamar sergio moro de criminoso jaguara togado, de modo que vocês todos e todas estão na minha alça de mira pra lá de desregulada, cuidem-se pois e não reclamem, quem já ouviu hoje joe bonamassa cantando slow train na ópera de viena, como assim não conhecem o cara, mas que merda é essa, como ainda não ouviram pereira da viola se tem um processo de desmanche do brasil e do povo brasileiro, como é possível que vocês não conheçam o novo cinema da finlândia, ou da besssarábia, ou de alagoas, ou do capão raso, como vocês não notaram que tesouras sem fio rasgam papéis e plásticos irrecuperáveis, e que estamos todos mais ou menos fodidos,  saramago ensinou-me a escrever de golfadas, de ideias entre virgulas, não há um árbitro que interrompa o round para me salvar, nem posso mais salvar-me e distribuo pernadas a esmo, é o que posso e o que me resta, tem ali uma luta galhosa e torta, guimarães tento que rosa não posso, um rio de indo e vindo de remansos, perfeitos comedores de carniça, calhordas pastores evangélicos e suas picaretagens, e padrecos de merda e suas picaretagens, e budistas de merda e suas picaretagens, e esotéricos de merda e suas picaretagens, e religiosos de merda todos eles e suas específicas e nojentas picaretagens, e tem a perfeita a deusa asteca comedora de imundícies, que comeria todos os meus pecados, mal feitos e porcarias sem me encher o saco com lições de moral perfeitamente dispensáveis, e vocês perguntam o velhote perdeu o juízo que nunca teve, se nunca tive não perdi, e olho-me de soslaio desconfiado das minhas poucas habilidades dos meus defeitos mais de mil de minhas lembranças do futuro, dos filhos e netos e das mulheres da minha vida, e não posso com tanta coisa que fiz e com o saber que hoje tenho que não fiz porra nenhuma, que fui sempre disciplinado participante do meu sindipetro pr/sc, da cut/pr e do pt/pr, e da minha vida, beijos efusivos, adeus, nunca soube o que dizer e não será agora que saberei, adeus, adeus, etc.