Em 2004, exatamente no dia 28 de outubro, Jean nasceu em nossas vidas.
Nossos filhos e filhas, todos e todas, tiveram gravidez regulamentar, nove meses e coisa tal.
Jean, só pra contrariar, demorou 10 anos para nascer.
Amamos e nos orgulhamos de você.
Mas você é meio maluco, né não?
Com tantos pais e mães melhores, foi logo escolher-nos com pai e mãe!
SOBRE O BLOGUEIRO
- PAULO R. CEQUINEL
- Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
- Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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quinta-feira, 28 de outubro de 2021
28 de outubro de 2004: o nascimento de Jean
terça-feira, 12 de agosto de 2014
E o pior é que meu pai também é!
Foi há quatro anos, lembro bem.
- Ele é, Paulo.
- Você tem certeza, Sonia?
- Ele admitiu pra mim. É mesmo, não tenho nenhuma dúvida.
Choque, espanto.
- Eu errei, nós erramos. Não o educamos direito, não mostramos as diferenças.
- Que nada, é só uma fase. Passa em um ou dois anos.
- Ele já está andando com aqueles amigos estranhos dele?
- Não larga aquela turma esquisita, Paulo.
- O que nossos amigos irão pensar, o que meu pai irá dizer, Soninha?
- Os amigos que falem o que quiserem. Mas seu pai vai apoiar o menino, tenho certeza.
- Porra, é mesmo, meu pai também é! Muito discreto, é verdade, reservado, pouca gente sabe que ele também é.
- Olha, Paulo, melhor a gente aceitar as coisas, relaxar e gozar, né não?
E foi assim, meninos e meninas, que eu soube que meu filho Jean era ... torcedor do Atlético Paranaense!
- Ele é, Paulo.
- Você tem certeza, Sonia?
- Ele admitiu pra mim. É mesmo, não tenho nenhuma dúvida.
Choque, espanto.
- Eu errei, nós erramos. Não o educamos direito, não mostramos as diferenças.
- Que nada, é só uma fase. Passa em um ou dois anos.
- Ele já está andando com aqueles amigos estranhos dele?
- Não larga aquela turma esquisita, Paulo.
- O que nossos amigos irão pensar, o que meu pai irá dizer, Soninha?
- Os amigos que falem o que quiserem. Mas seu pai vai apoiar o menino, tenho certeza.
- Porra, é mesmo, meu pai também é! Muito discreto, é verdade, reservado, pouca gente sabe que ele também é.
- Olha, Paulo, melhor a gente aceitar as coisas, relaxar e gozar, né não?
E foi assim, meninos e meninas, que eu soube que meu filho Jean era ... torcedor do Atlético Paranaense!
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Ameaças
Como vomitam todos os dias os patifes religiosos de diferentes
extrações o povo LGBT é séria ameaça às famílias, ao cristianismo, aos valores
ocidentais e ao diabo a quatro.
Preocupado, resolvi monitorar as perigosas atividades que Jean,
meu filho de 17 anos, anda a desenvolver e, com efeito, constatei que meu
menino é mesmo muito ameaçador.
Nos últimos dias o piá, pela manhã, participou de um projeto de
recuperação de áreas ambientalmente degradadas, atividade que é parte do seu
estágio no curso de Técnico Ambiental; à tarde, como voluntário, foi monitor de
atividades para crianças, numa praça aqui da cidade (evento da UFPR e do seu
Festival de Inverno); não satisfeito, à noite o monstrinho inventou de
trabalhar como garçom na Cantina Casa Verde, para ganhar uma graninha e,
incansável em sua faina anticristã, ameaçou até mesmo a UFPR-Litoral, pois
passou no vestibular, mesmo sem ter concluído o ensino médio, ó que horror.
Tratem de pensar duas, dez, cem, mil vezes antes de ofender, ameaçar ou tentar
acuar meu filho, religiosos obtusos que formam nas fileiras abjetas das tropas da
LGTB-fobia.
Amo meu menino incondicionalmente e estou bem aqui, seus bostas.
Fiquem expressamente avisados: de vocês todos tenho completo e definitivo nojo e comigo do pescoço pra baixo é canela.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção emoção
Não há neste mundo nenhum metro que possa
medir ou dar pálida idéia do tamanho oceânico da emoção que senti ao ver,
agorinha, no Theatro Municipal de Antonina, meu filho Jean Carlos Fernandes do
Nascimento Cequinel atuando no papel central de uma peça que ele mesmo
escreveu. Meu filho é mesmo muito, mas
muito lindo.
Tenho definitivo orgulho deste meu menino.
Amo você incondicionalmente, Jean Carlos
Fernandes do Nascimento Cequinel.
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