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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Xoque de jestão no “Novo Paraná”: Superlotação nas escolas causa revolta e professores falam em greve contra Richa

Eu visito o Blog do Esmael todos os dias
Governador Beto Richa, via blog do Tarso. Como se vê, o Piá de Condomínio, assim que teve que enfrentar a vida, de verdade, voltou pra casa de mamâe bem sujinho. Está de castigo e não poderá tomar todinho nem jogar videogame durante uma semana. Mas que piá de bosta!
A Secretaria de Estado da Educação (Seed) do Paraná determinou nesta semana que todas as escolas da rede pública fechem turmas que tenham menos que 39 alunos. A medida, que já está sendo cumprida, desencadeou uma revolta na comunidade escolar (professores, pedagogos, funcionários, pais, alunos e diretores).
A nova determinação do governo tucano exige que as turmas tenham “no mínimo” 39 alunos. Ou seja, não há um teto máximo. As salas de aulas estão ficando superlotadas. Algumas poderão abrigar até mais de 56 alunos. É o caso de uma escola no bairro Campo Comprido, em Curitiba.
O limite máximo estabelecido pela Lei 9.394/96, a Lei de Diretrizes de Base da Educação Nacional (LDB), é de 25 alunos por professor, durante os cinco primeiros anos do ensino fundamental; e de 35, nos quatro anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.
A revolta dos educadores com o fechamento de turmas faz sentido. Com menos professores e mais alunos, as salas de aula ficarão superlotadas; os professores se desgastarão mais e casos de afastamentos e readaptação serão mais frequentes; a qualidade do ensino cairá ao chão.
“Não concordamos, em hipótese nenhuma, que sejam unidas turmas e criada superlotação, enquanto lutamos pela diminuição no número de alunos por sala de aula”, disse a presidente da APP-Sindicato, Marlei Fernandes.
O fechamento de turmas pelo governo de Beto Richa visa maquiar a situação da educação, que enfrenta falta de educadores e salários baixos. O aumento de 26% prometido pelo tucano durante a campanha poderá até ser cumprida a custa do adoecimento dos educadores, da diminuição de trabalhadores e da queda na qualidade do ensino.
Professores de escolas em Curitiba ameaçam não entrar em sala de aula enquanto a Seed não rever essa determinação. A categoria também fala em realizar uma greve contra a superlotação nas salas de aula.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O Nordeste não trocou o voto pelo miolo do pão

Visite Conversa Afiada diariamente

É com esta frase que Mauricio Dias, na coluna “Rosa dos Ventos”, da Carta Capital desta semana, conclui o artigo “Desconstrução do preconceito – não resulta do Bolsa Família o voto nordestino pró-Dilma, ainda maior no segundo turno.

Trata-se de observação exata, para este momento de mistificação generalizada, quando, segundo Boff, finalmente, a verdade vencerá a mentira.

Foi a Folha (*), sempre a Folha, de apropriadas ambiguidades, que, outro dia, ao dedicar 158 páginas a um resultado do Datafalha – nenhum país do mundo leva pesquisa eleitoral tão a sério quanto o Brasil do PiG (**) – , denunciou que a Dilma só existe por causa do Nordeste.

É o que, uma vez ouvi do Caio T. (de “Tartufo”) Costa, ao analisar a vitória do Lula (por 61% a 39%) contra o Alckmin: Lula não ganhou no Brasil, mas no Nordeste.

É assim a elite branca e separatista, no caso da elite paulista – e seus fâmulos – , uma espécie de Liga Norte do Berlusconi.

A doutrina da Revolução de 1932 voltará no dia 1º. de Novembro, quando a Folha “analisar” o resultado.

Cabe, então, preventivamente, ler o que o Mauricio Dias escreveu, a partir de considerações da respeitada professora Tânia Bacelar, da Universidade Federal de Pernambuco.

Os beneficiários do Bolsa Família – que mereceu tantos elogios de Mônica Serra – não são suficientes para explicar a votação da Dilma.

Há outros produtos da administração Lula para explicar o fenômeno da adesão do Nordeste a Lula e a Dilma, lembra a professora Bacelar.

O comércio varejista cresceu no Nordeste mais do que no Brasil inteiro.

A Petrobrás investiu maciçamente na região, a começar pela refinaria Abreu e Lima, em Suape.

Clique aqui para ler “Suape – Pernambuco faz uma revolução”.

Os investimentos do PAC.

A Transnordestina.

Pecem.

Os estaleiros.

Lula, segundo a professora Bacelar, quebrou o mito de que a “a agricultura familiar era inviável”.

Ela é responsável por três de quatro empregos gerados no meio rural de todo o Brasil.

“O Nordeste liderou  o crescimento do emprego formal no País, com 5,9% ao ano, entre 2003 e 2009, taxa superior à de 5,4% do Brasil como um todo e do Sudeste, que foi de 5,2%.”

A elite branca (e separatista, no caso de São Paulo), como diz outro pernambucano sábio, Fernando Lyra, “não pensa o Brasil”.

Basta ver o Serra na televisão.

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.


O ORNITORRINCO pede a palavra para dizer que quando perguntam eu respondo e, para que tal mister seja alcançado, penso dolorosamente com meu intestino, tanto o grosso quanto o delgado. Permanecem falando mal de Lula e de Dilma, não conseguem defender o patife indefensável do serra e eu, ó, só cortando desajeitado as bolas levantadas, sempre com a indispensável ajuda de gente muito mais gabaritada que eu. Cansa um pouco, mas é minha sina, triste sina.