SOBRE O BLOGUEIRO

Minha foto
Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
Mostrando postagens com marcador anencefalia e religiosidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador anencefalia e religiosidade. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Momento Reader's Digest: rir é o melhor remédio

Eu visito o Diário Ateísta todos os dias

O Ornitorrinco Metido pede a palavra para lembrar que estas histórias todas estão na bíblia, livrão hilário e decididamente inútil, mas costumeiramente letal. Lembrem-se, meninos e meninas, que é a bíblia e suas asneiras incomensuráveis o instrumento que fundamenta a fé obtusa de padrecos, pastores, e da imundície chamada frente parlamentar evangélica. Cuidado, pois.

----------xxxxxxxxxx----------

Abrão ou Abraão

por Leopoldo Pereira

O Profeta merece a nossa atenção, pois é venerado pelas três grandes religiões monoteístas, a saber: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo, também designadas por Abraâmicas. No Judaísmo é considerado o 1.º Patriarca e grande pioneiro da fé de Israel.
A Bíblia está pejada de estórias ridículas e de asneiras incomensuráveis, que nos levam a um passado por vezes ambíguo e, em muitos casos, improvável.
Há quem afirme que é preciso saber lê-la; há quem afirme que está escrita em código; há quem afirme que só os verdadeiros crentes podem percebê-la. Alinho inteiramente com o grande humorista, meu conterrâneo, José Vilhena, que fez rir meio mundo com as suas publicações e dizia que a Bíblia era o melhor livro de anedotas. Por isso o não dispenso.
Também sei que imensa gente compra a Bíblia e não se dá ao trabalho de a ler, porque se a lessem deparariam logo no começo com a descrição que segue, resumida segundo o meu próprio humor.
Do Pentateuco constam 5 livros (tira-se à letra), sendo o Génesis e o Êxodo os que considero mais interessantes. No 1.º podem ler-se as estórias de Adão e Eva, Noé e o Dilúvio, Caim e Abel, Abrão e Sara, José e os irmãos, etc. No 2.º é de realçar Moisés e os 10 Mandamentos.
Então vamos lá: Deus criou as plantas, depois os animais e por fim Adão. Como este andasse triste e a roer as unhas (às escondidas), Deus percebeu que tinha de intervir e decidiu arranjar-lhe companhia. Adão deixou de roer as unhas mas, levado pela companheira (esta enganada pela serpente), comeram da árvore do conhecimento, manjar que não constava da Ementa Divina e lixaram-se. Deus não perdoou e expulsou-os do Éden.
O Supremo aproveitou a deixa, pensando logo no povoamento da Terra; para o efeito o casal teve três filhos varões: Caim, Abel e Set. Diz-se que Abel era do tipo florzinha e Caim não apreciava nada as suas maneiras esquisitas; um dia em que estavam sós no campo, ao que consta, Abel apanhava trevos de 4 folhas. Caim (irritado) deu-lhe um pontapé. Por infelicidade atingiu o que não devia e foi a tragédia que se sabe. De qualquer modo ainda restaram dois homens para o tal povoamento. Como se desenrascaram não sei, já que o Livro Sagrado é omisso quanto à proveniência das suas mulheres…
O certo é que o Planeta se foi povoando, lá para os lados do médio oriente, região sob alçada Divina. A certa altura as coisas começaram a descambar e Deus decidiu castigar tudo quanto mexesse. Foi ter com Noé (filho de Lamec e neto de Matusalém), propondo-lhe a construção de uma barca (arca), com as dimensões: 150 m de comprimento, 25 m de largura e 15 m de altura; devia ter três andares sobrepostos e uma clarabóia de meio metro; nela havia de meter a família e um casal de animais de todas as espécies, com alimentos que chegassem para 40 dias. Noé aceitou o desafio; construiu a arca e, certamente com alguma dificuldade, meteu nela tudo o que havia a meter. Terminado o dilúvio, tudo abandonou a arca.
Abrão, filho de Taré, já pertence à nova geração, iniciada pela família Noé; terá nascido na Mesopotâmia (o local de nascimento levanta muitas dúvidas), cerca de 2000 anos (AC). Judeus, cristãos e muçulmanos, consideram-no (como se disse) seu antepassado de eleição.
Não obstante os desmandos anteriores, perpetrados pelos humanos, o que levou Deus a afogá-los, os da nova geração estavam saindo pior que a encomenda, dedicando-se à adoração de ídolos e sobretudo de astros (Sol e Lua). Abrão achou que a malta ia no mau caminho e tentou alertá-la, aconselhando a troca das várias crenças por uma só: o Deus único. A forte convicção na fé que abraçava levava-o a erigir altares por tudo quanto era sítio e a imolar neles várias espécies de animais, sacrificados em louvor do Senhor. A populaça achou que o tipo estava tolo e quis matá-lo.
Então o grande Profeta optou por dar à sola, emigrando para o Egipto. Antes de entrar naquele país convenceu a bela esposa a mentir acerca da sua condição de casados, devendo assumir-se como irmãos. Depressa chegou aos ouvidos do Faraó que entrara no território uma linda mulher e como não estava comprometida… o Soberano (considerado de origem Divina) aproveitou! Para que o mano não ficasse melindrado, o Faraó ofereceu-lhe vacas, ovelhas, escravos, ouro, etc., de modo que Abrão e até o sobrinho Lot, que emigrara com o tio, a breve trecho já estavam ricos. Entretanto um qualquer “bufo” fez saber ao Faraó que afinal Sara era esposa de Arão e não irmã. Neste ponto fui ao dicionário, para não me acusarem de má-língua e li o seguinte: “Corno – Marido a quem a mulher atraiçoou”. Penso que estarão em sintonia comigo, não é o caso. Dificilmente se pode culpabilizar, donde aquele vocábulo não deve figurar na sua forma simples; a expressão apropriada será: “Corno manso”.
Pelos vistos o Faraó antipatizava com tipos desses e ordenou que o pusessem fora das fronteiras, permitindo no entanto (é de aplaudir) que levasse a mulher e os haveres. Lá voltou para junto dos seus, prosseguindo com aquela tara dos altares, mas agora a fortuna evitava que tais desvarios lhe provocassem incómodos de maior.
Tudo parecia correr às mil maravilhas, só que Sara (não há bela sem senão) era estéril. Então Deus permitiu e Sara não se opôs, que Abrão se servisse de uma escrava, donde resultou um filho: Ismael. Pelo meio ficam umas intrigazitas entre Agar (mãe de Ismael) e Sara, também alguma relutância do papá em aceitar a paternidade, mas Deus lá foi equilibrando as coisas. Anos mais tarde e para que acontecesse um milagre digno de registo, Deus permitiu que os já velhos Abrão e Sara também tivessem um filho: Isaac. (Abrão teria cem anos). Algumas primaveras volvidas, Deus quis testar a fé de Abrão, propondo-lhe a matança do próprio filho. Abrão nem pestanejou; levou o filho para um sítio ermo, munido de lenha, faca e corda, como fazia com os outros animais, mas na hora H ouve-se uma voz do Alto, que se expressou mais ou menos deste modo: “Abrão, Abrão, já não tenho dúvidas que és um fanático irrepreensível, escusas de matar o menino”.
O rapaz, que há muito duvidava que o papá regulasse bem da bola, agora tinha a certeza e, mal se libertou, pôs-se a milhas. Abrão bem chamou por ele, em vão. Há teólogos que dizem ter o menino respondido de longe, em termos tais que sugerem uma passagem da criança pelo Porto, talvez num daqueles intercâmbios escolares, que ao tempo estavam tão em voga. Porém, Abrão não perderia a característica de corno manso e, usando a mesma estratégia que usara no Egipto, fez com que Sara dormisse com o rei Amibelec. Também aqui o monarca retribuiu com vacas, ovelhas, etc. A rentável Sara acabou por falecer e Abrão, que durou 175 anos, voltou a casar e a ter mais filhos!
Antes de terminar e porque se falou de Lot, convém referir que teve duas filhas, ao que consta malucas até dizer basta. As pequenas resolveram embriagar o pai, durante duas noites seguidas, para com ele terem relações sexuais. Ambas engravidaram dele.
A Bíblia começa assim, mas esta parte está longe de ser a minha preferida. Volto a recomendar a sua leitura e juro que não aufiro um cêntimo pela publicidade.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Se o casamento gay for aprovado, bem, estamos todos cagados em cristo, meus amigos

Os Deuses Astronautas são foda:
desembarcam, fazem o maior furdunço, e se mandam.

O Ornitorrinco traduz, meus caros amigos cagões em cristo, não fiquem muito ansiosos.
Ó que horror em cristo, o que acontecerá se o casamento gay for legalizado?

1. Os gays que assim decidirem,
porra, casarão. Que horror!
2. Começará a 3ª Guerra Mundial.

3. Surgirão pragas terríveis, tais como sapos voadores, derossos saltitantes, vereadores inúteis, prefeitos de merda, padrecos e pastores apatifados, aécios empoeirados, betos engomadinhos e etc. e tal e cousa e lousa, e o Atlético Paranaense cairá para a segunda divisão em cristo!

4. Todas as escolas ensinarão as crianças a fazer, crendiospai!, sexo gay!

5. Os terroristas cubanos, iranianos, venezuelanos, bolivianos e os petistas abortivos e búlgaros vencerão e nos destruirão!

----------xxxxxxxxxx----------
O Ornitorrinco Ateuzão e Fiadaputa recomenda aos católicos e evangélicos todos, sabidamente uma tropa de cagões em cristo que, em face da ameaça da ditadura gay, você todos durmam, a partir de hoje, com coturnos, cinto de segurança, máscara anti-gases, cuecas para fiofós protegidos em cristo, calçinhas vencedoras do apóstolo, toalhinhas vencedoras do pecado e merdas assemelhadas, incluindo no criado mudo um belo exemplar do mais inútil e letal dos livros, a bíblia. Isso, borrem-se de medo, bando de atrasados.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Carta aberta para Myrian “Anencéfala” Rios, deputada LGTB-fóbica do PDT-RJ

DE prcequinel@yahoo.com.br
PARA myrianrios@alerj.rj.gov.br


1. O seu espantoso pronunciamento na sessão da Alerj que discutiu e votou a PEC 23 merece minha mais dura e franca resposta, deputada religiosamente obtusa. Não vou aqui esgrimir argumentos porque, descerebrada como é, certamente não entenderá coisa alguma, será perda de tempo.

2. Além de nos informar que existe mais um Malafaia, o Samuel, e de nos apresentar o impagável deputado Xandrinho, sua falação, deputada obtusamente LGTB-fóbica, lembra um deslizamento descontrolado: conceitos equivocados, lixo moralista e imundícies religiosas descem do deserto da sua cabeça e soterram o bom senso, a razão, a inteligência.

3. Você ofendeu meu filho, deputada estúpida. Ele tem 17 anos e decidiu viver sua sexualidade de forma aberta e tem meu amor incondicional e, enquanto eu estiver por aqui vou defendê-lo, e nos meus termos, contra qualquer pessoa que ouse ofender sua moral, seus valores, seus sentimentos, sua imagem, sua honra. E você fez isso, deputada obtusa quando, por exemplo, afirmou que homossexuais são pedófilos. Aliás, quem entende de pedofilia é a santa madre, hipócrita, genocida, misógina e LGTB-fóbica igreja à qual você bovinamente serve como missionária. Simples assim: ofendeu meu menino, seja quem for, haverá resposta e nas fuças, deputada de abundosa ignorância.

4. Meu filho é gay e não ameaça a sua ou qualquer outra família. É amoroso, carinhoso, excelente aluno, vai começar a trabalhar e, embora não seja melhor que ninguém, tem lá os seus defeitos, dele tenho completo e irrestrito orgulho, até porque ousa viver sem anular-se, sem esconder-se, sem negar-se, e vou proclamar esse orgulho e vou defendê-lo enquanto eu puder, deputada obtusa e LGTB-fóbica. Não será ele que ficará acuado, ao contrário: no que depender deste velho turrão, serão vocês, tropa de atrasados doentios, intolerantes, preconceituosos e promotores da violência que haverão de sentir-se constrangidos e acuados. Vocês é que devem envergonhar-se, não o meu menino.

5. Permita-me sugerir, deputada anencéfala, verifique com o presidente que preside a Alerj (como diria o seu impagável colega, o deputado Xandrinho Seje-Sim, Seje-Não) se, além da imunidade parlamentar você não pode ser declarada inimputável por conta da evidente ausência de cérebro que a caracteriza. Além disso, envie o vídeo com o seu acachapante pronunciamento ao STF para que os ministros vejam o milagre que você representa: nasceu descerebrada e hoje é missionária católica e deputada. Quem sabe assim a Alta Corte acabe proibindo o aborto quando ocorre anencefalia, não é mesmo?

6. Ao encerrar, ao tempo em sugiro que pense mesmo na possibilidade de um implante cerebral, devo dizer que se você não entendeu esta carta aberta, o que me parece inevitável, experimente pedir a seu assessor lhe explique ou, veja como estou hoje bem humorado, mande-me um e-mail que faço outra utilizando o método Ivo Viu a Uva para LGTB-fóbicos de origem religiosa.

7. Você entendeu, Myrian “Anencéfala” Rios, ou quer que meu inoxidável neto de 7 anos, o German, faça um desenhozinho?            

8. Gente como você me provoca ânsias de vômito, recorrentemente. Tenho nojo de vocês todos, tropa de atrasados LGTB-fóbicos doentios!

Antes que meus dois outros filhos, ambos heteros, reclamem que eu só falo de Jean, aí vai: Paulo Jr. e Luciano, esse pai turrão ama e tem orgulho de vocês dois também, incondicionalmente, viu meninos?

Meu nome é Paulo Roberto Cequinel, brasileiro, aposentado, residente em Antonina/PR, à Rua João Leão, 324.

(Mensagem enviada em 27 de julho, 11:10 horas)

Se você não sabe direito o que está acontecendo assista o vídeo com o espantoso pronunciamento da anencéfala e LGTB-fóbica deputada. Você verá que não estou exagerando. 
Atualização 16:57: agorinha, encontrei na página do Bule Voador (que merece uma visita diária), o mesmo vídeo, mas com observações, considerações e informações pra lá de pertinentes.