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SOBRE O BLOGUEIRO
- PAULO R. CEQUINEL
- Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
- Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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quinta-feira, 28 de julho de 2011
sábado, 11 de junho de 2011
Carta aberta a Walter Pinheiro, senador petista homofóbico do PT-BA
Fiquei completamente puto dentro das calças quando li que você,
um dos nossos melhores e mais formidáveis quadros, participou da imundície
chamada Marcha da Família, que teve como um dos organizadores o pulha direitista
e notório pastor homofóbico Silas Malafaia porque, que isso fique bem claramente
assentado, organizadores e participantes da tal marcha não estavam ali para
defender a família porra nenhuma: vocês todos reuniram-se para proclamar a mais
abjeta e completa homofobia decorrente da religiosidade obtusa que vocês
professam.
Não, prezado companheiro Walter, não perca seu precioso tempo
com este velho militante sem importância tentando mostrar-me que você não é
homofóbico porque, no máximo, e lamba os beiços, posso considerá-lo um
homofóbico discreto, um homofóbico de baixos teores ou meio desnatado, que não é
virulento como o patife do Silas Malafaia e outros sinistros deputadões e
senadores que formam na definitivamente lamentável tropa do atraso que se reúne
na chamada Frente Parlamentar Evangélica.
Tenho três filhos e o mais novo deles é gay, e eu o amo
incondicionalmente. Ele tem 17 anos, é amoroso e inteligente, ótimo aluno
(acabou de passar no vestibular da UFPR, sem ter concluído ainda o segundo
grau), tem um talento especial para trabalhar coletivamente, escreve peças e é
ator de teatro e, na recente tragédia que se abateu sobre nossa cidade, fez
trabalho voluntário com crianças de famílias que estavam em abrigos públicos
(meu menino saia de casa antes das oito da manhã e só retornava depois das oito
da noite, e organizava e participava de brincadeiras e atividades com a piazada).
Significa dizer, senador petista homofóbico, que meu filho não ameaça
a nenhuma família como você afirma quando resolve participar da imundície organizada,
dentre outros patifões religiosos, pelo notório patifão do malafaia.
Quando meu menino resolveu viver integral e publicamente sua
sexualidade eu, pai imperfeito que sou, decidi que faria tudo para proteger sua
vida, sua integridade e seus valores, de modo que homofobia como a sua será por
mim tratada, do pescoço pra baixo, a pontapés, até porque a cada 36 horas um
integrante da banda LGTB é assassinado no Brasil. A sua homofobia mesmo quando desnatada,
Walter, mata.
Sua fé, mesmo que evidentemente obtusa, merece meu respeito e se
algum dia a liberdade religiosa estiver sob ameaça, quero ser convocado para
defende-la irrestritamente mas, como é próprio, cada vez que vocês acenderem as
fogueiras da inquisição eu, nos meus limites e forças, farei o que for possível
para apagá-las.
Estou aqui para defender meu filho, e o farei, bando de
homofóbicos religiosos filhos-da-puta!
Paulo Roberto Cequinel
(Mensagem enviada às 19:48)
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