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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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sábado, 26 de abril de 2014

João Paulo II, o Polacão Voador, que já os protegia quando muito vivo, é agora o Santo Protetor dos Pedófilos da Santa Madre e Hipócrita Igreja Católica

Copiei do ComTextoLivre
(O título é de minha integral responsabilidade) 

João Paulo II: acobertamento e canonização

Os elementos disponíveis mostram o pontífice polonês tinha informações suficientes para conhecer os crimes de pedofilia de Marcial Maciel.

Slawomir Oder, o sacerdote polonês que lidera o processo de canonização de João Paulo II, afirmou na terça-feira (22) que não há sinais de participação pessoal do falecido pontífice no escândalo de pedofilia que envolveu a Congregação dos Legionários de Cristo e seu fundador, Marcial Maciel.

Se for considerado o contexto de críticas em que a canonização do polonês surgiu — tanto em setores progressistas da opinião pública como em grupos católicos ultraortodoxos —, a declaração de Oder representa uma medida de controle de estragos compreensível e até mesmo óbvia, cuja finalidade seria atenuar as denúncias: no mesmo sentido, parece considerar, conforme afirmaram alguns vaticanistas nas últimas semanas, a decisão adotada pelo papa Francisco de canonizar em uma mesma cerimônia João Paulo II e João XXIII — principal idealizador do Concílio Vaticano II — como uma forma de tirar protagonismo da figura de Karol Wojtyla e atenuar as acusações.

Contudo, os elementos disponíveis mostram que tanto o pontífice polonês como seu sucessor, Joseph Ratzinger, tiveram informações suficientes para conhecer os crimes de Marcial Maciel. Vale lembrar que, em 2004, o próprio Ratzinger teve a oportunidade de reabrir, quando ainda presidia a Congregação para a Doutrina da Fé, o expediente do fundador dos Legionários; a autoridade católica, entretanto, recusou submeter Maciel a um processo canônico e, com isso, selou a impressão de que o Vaticano preferia preservar a impunidade do religioso do que desatar um escândalo e uma confrontação com essa ordem, que possui grande parte de poder político e econômico. Com isso, o Vaticano não apenas acentuou os danos às vítimas de Maciel, como deu margem para a omissão de outros abusos sexuais contra menores no seio da Igreja e exibiu uma pauta de encobrimento de casos de pedofilia clerical nas esferas mais altas da hierarquia católica.

A insistência dos que impulsionaram a canonização de Wojtyla sob o pressuposto de que ele não tinha conhecimento dos crimes de Maciel é, ao contrário, anticlimática no contexto de um pontificado — liderado por Jorge Mario Bergoglio — que começou, pelo menos no discurso, com um claro espírito de renovação da Igreja católica e com uma nítida atitude de denúncia de alguns dos lastros e vícios mais palpáveis da hierarquia do Vaticano. Um dos principais elementos simbólicos dessa virada aconteceu há apenas algumas semanas, quando o papa Francisco pediu desculpas pelos casos de abuso sexual cometidos por sacerdotes.

A demarcação que a Igreja católica pode estabelecer em relação aos pontos obscuros do pontificado de João Paulo II talvez seja conveniente neste momento, quando a instituição parece estar mais preocupada em consumar a elevação do pontífice polonês à santidade do que em esclarecer as denúncias. Mas dificilmente ajudará a Igreja a recuperar sua credibilidade e seu prestígio: para isso é necessário que a hierarquia do Vaticano mostre a sensibilidade e o apego irrestrito à legalidade e um sentido elementar de justiça que até agora faltaram no que diz respeito aos episódios de pedofilia que envolvem integrantes do clero católico.

Editorial do La Jornada
No Carta Maior

Anotações desimportantes sobre algumas notícias de ontem

1. A Globo, completamente filha da puta, tenta tirar o cuzão sujo da reta e fala do Movimento da Diretas quase como se fosse uma iniciativa sua. Só faltou o calhorda do Pedro Bial fazendo loas e lambendo o saco do Roberto Marinho.

2. Paulo Manhães, coronel completamente filho da puta que reconheceu ter torturado, assassinado e sumido corpos de militantes de esquerda, foi assassinado por asfixia. Trata-se de evidente queima de arquivo. As Forças Armadas - que ainda não foram devidamente submetidas ao poder civil - ainda têm gente em sinistros porões implantados desde a criminosa ditadura cívico-militar.

3. Na TV Cultura, um economista careca de belos óculos vermelhos - a direita é tão fashion! -, acho que um tal de Swartschmann (vejam aí a grafia correta do jaguara descolado), alerta-nos sobre a inflação na Venezuela, no Uruguai, na Argentina e no Brasil. Peroração da direita, óbvia, contra governos progressistas de nuestra Latino América.

4. Na Itália, quando a santa madre e hipócrita igreja católica vai tornar santo João Paulo II, um dos mais conservadores papas de todos os tempos, uma cruz - justamente em homenagem ao polacão voador - desaba e mata um jovem católico desavisado. Alguém precisa falar com Deus, o Supremo Patifão Esfumaçado Que Vive Nas Nuvens, para que cuide melhor do seu rebanho, né não?



segunda-feira, 18 de abril de 2011

João Paulo II impediu investigação de pedofilia, diz cardeal. Mas vai virar santo, até milagre já arranjaram


Navegando distraído deparo-me no Com Texto Livre, cuja visitação diária deveria ser obrigatória, com postagem de 30/03/2010, pra lá de bacana, e descubro, segundo o cardeal arcebispo de Viena, Christoph Schönborn, “que o papa Bento XVI não investigou um caso grave de pedofilia na igreja austríaca, quando ainda era responsável pela Congregação da Doutrina da Fé, porque teria sido impedido pelo então papa João Paulo II.”

Vejam que o acusador não é um dos colaboradores das Organizações Ornitorrinco, ou um dos integrantes das hostes demoníacas do petismo ateu, abortivo e gay: quem diz que o Polacão Voador brecou a investigação é o cardealzão arcebispão de Viena, e em 2010, carajo!
  
No que me diz respeito vou logo ao cerne da questão: estamos diante de dois papas simplesmente lamentáveis, um de bunda-remelenta e outro de fiofó-sujo, a ordem não importa, mas importa dizer que o Polacão Voador está para transformar-se em santo, quiospariu! Em santo da porra da santa madre igreja, quiospariu!

Esses papas, bispos, arcebispos, cardeais e padres são, prestem atenção, iguais aos pastores apatifados que mostrei aos montes aqui no blog. Sem tirar nem por, eventualmente um pouco mais discretos, mas, além de qualquer dúvida, bullshit fedorenta, enganação, porcaria paramentada.

A sorte deles todos é que deus não existe.