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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

EUA: nação terrorista e criminosa, a começar por seu presidente Barack Obama

Este texto remeteu-me a discussão que travei no face com militantes que estavam em êxtase gozoso por conta do discurso de posse de Barack Obama, que fez clara defesa dos direitos do povo LGBTT.
Para estes honestos companheiros de caminhada e de luta que, a meu juízo, estão completamente equivocados, agora é deus no céu e santo obama na terra.
Eu, por conta da minha cacholinha de poucas e bruxuleantes luzes, ao tempo em que enfatizo que o autor deste texto é ninguém menos que um ex-presidente norte-americano, prefiro dizer, por mais real, que as coisas permanecem assim: nos céus do mundo, meninos e meninas, temos hoje aquele inútil patifão esfumaçado que vive nas nuvens e mais de 7.000 aeronaves não tripuladas matando civis inocentes, inclusive em países com os quais o santo barack rainbow obama não está (oficialmente) em guerra.
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Copiei do Blog do Bourdoukan
EUA: Um registro raro e cruel
JIMMY CARTER*

Revelações de que altos funcionários do governo dos Estados Unidos decidem quem será assassinado em países distantes, inclusive cidadãos norte-americanos, são a prova apenas mais recente, e muito perturbadora, de como se ampliou a lista das violações de direitos humanos cometidas pelos EUA.

Esse desenvolvimento começou depois dos ataques terroristas de 11/9/2001; e tem sido autorizado, em escala crescente, por atos do executivo e do legislativo norte-americanos, dos dois partidos, sem que se ouça protesto popular. Resultado disso, os EUA já não podem falar, com autoridade moral, sobre esses temas cruciais.

Por mais que os EUA tenham cometido erros no passado, o crescente abuso contra direitos humanos na última década é dramaticamente diferente de tudo que algum dia se viu. Sob liderança dos EUA, a Declaração Universal dos Direitos do Homem foi adotada em 1948, como “fundamento da liberdade, justiça e paz no mundo”. Foi compromisso claro e firme, com a ideia de que o poder não mais serviria para acobertar a opressão ou a agressão a seres humanos. Aquele compromisso fixava direitos iguais para todos, à vida, à liberdade, à segurança pessoal, igual proteção legal e liberdade para todos, com o fim da tortura, da detenção arbitrária e do exílio forçado.

Aquela Declaração tem sido invocada por ativistas dos direitos humanos e da comunidade internacional, para trocar, em todo o mundo, ditaduras por governos democráticos, e para promover o império da lei nos assuntos domésticos e globais. É gravemente preocupante que, em vez de fortalecer esses princípios, as políticas de contraterrorismo dos EUA vivam hoje de claramente violar, pelo menos, 10 dos 30 artigos daquela Declaração, inclusive a proibição de qualquer prática de “castigo cruel, desumano ou tratamento degradante.”

Legislação recente legalizou o direito do presidente dos EUA, para manter pessoas sob detenção sem fim, no caso de haver suspeita de ligação com organizações terroristas ou “forças associadas” fora do território dos EUA – um poder mal delimitado que pode facilmente ser usado para finalidades autoritárias, sem qualquer possibilidade de fiscalização pelas cortes de justiça ou pelo Congresso (a aplicação da lei está hoje bloqueada, suspensa por sentença de um(a) juiz(a) federal). Essa lei agride o direito à livre manifestação e o direito à presunção de inocência, sempre que não houver crime e criminoso determinados por sentença judicial – mais dois direitos protegidos pela Declaração Universal dos Direitos do Homem, aí pisoteados pelos EUA.

Além de cidadãos dos EUA assassinados em terra estrangeira ou tornados alvos de detenção sem prazo e sem acusação clara, leis mais recentes suspenderam as restrições da Foreign Intelligence Surveillance Act, de 1978, para admitir violação sem precedentes de direitos de privacidade, legalizando a prática de gravações clandestinas e de invasão das comunicações eletrônicas dos cidadãos, sem mandato. Outras leis autorizam a prender indivíduos pela aparência, modo de trajar, locais de culto e grupos de convivência social.

Além da regra arbitrária e criminosa, segundo a qual qualquer pessoa assassinada por aviões-robôs comandados à distância (drones) por pilotos do exército dos EUA é automaticamente declarada inimigo terrorista, os EUA já consideram normais e inevitáveis também as mortes que ocorram ‘em torno’ do ‘alvo’, mulheres e crianças inocentes, em muitos casos. Depois de mais de 30 ataques aéreos contra residências de civis, esse ano, no Afeganistão, o presidente Hamid Karzai exigiu o fim desse tipo de ataque. Mas os ataques prosseguem em áreas do Paquistão, da Somália e do Iêmen, que sequer são zonas oficiais de guerra. Os EUA nem sabem dizer quantas centenas de civis inocentes foram assassinados nesses ataques – todos eles aprovados e autorizados pelas mais altas autoridades do governo federal em Washington. Todos esses crimes seriam impensáveis há apenas alguns anos.

Essas políticas têm efeito evidente e grave sobre a política exterior dos EUA. Altos funcionários da inteligência e oficiais militares, além de defensores dos direitos das vítimas nas áreas alvos, afirmam que a violenta escalada no uso dos drones como armas de guerra está empurrando famílias inteiras na direção das organizações terroristas; enfurece a população civil contra os EUA e os norte-americanos; e autoriza governos antidemocráticos, em todo o mundo, a usar os EUA como exemplo de nação violenta e agressora.

Simultaneamente, vivem hoje 169 prisioneiros na prisão norte-americana de Guantánamo, em Cuba. Metade desses prisioneiros já foram considerados livres de qualquer suspeita e poderiam deixar a prisão. Mas nada autoriza a esperar que consigam sair vivos de lá. Autoridades do governo dos EUA revelaram que, para arrancar confissões de suspeitos, vários prisioneiros foram torturados por torturadores a serviço do governo dos EUA, submetidos a simulação de afogamento mais de 100 vezes; ou intimidados sob a mira de armas semiautomáticas, furadeiras elétricas e ameaças (quando não muito mais do que apenas ameaças) de violação sexual de esposas, mães e filhas. Espantosamente, nenhuma dessas violências podem ser usadas pela defesa dos acusados, porque o governo dos EUA alega que são práticas autorizadas por alguma espécie de ‘lei secreta’ indispensável para preservar alguma “segurança nacional”.

Muitos desses prisioneiros – mantidos em Guantánamo como, noutros tempos, outros inocentes também foram mantidos em campos de concentração de prisioneiros na Europa – não têm qualquer esperança de algum dia receberem julgamento justo nem, sequer, de virem a saber de que crimes são acusados.

Em tempos nos quais o mundo é varrido por revoluções e levantes populares, os EUA deveriam estar lutando para fortalecer, não para enfraquecer cada dia mais, os direitos que a lei existe para garantir a homens e mulheres e todos os princípios da justiça listados na Declaração Universal dos Direitos do Homem. Em vez de garantir um mundo mais seguro, a repetida violação de direitos humanos, pelo governo dos EUA e seus agentes em todo o mundo, só faz afastar dos EUA seus aliados tradicionais; e une, contra os EUA, inimigos históricos.

Como cidadãos norte-americanos preocupados, temos de convencer Washington a mudar de curso, para recuperar a liderança moral que nos orgulhamos de ter, no campo dos direitos humanos. Os EUA não foram o que foram por terem ajudado a apagar as leis que preservam direitos humanos essenciais. Fomos o que fomos, porque, então, andávamos na direção exatamente oposta à que hoje trilhamos.

*Jimmy Carter é Prêmio Nobel e ex-presidente dos EUA. Matéria publicada no New York Times

sábado, 14 de julho de 2012

Santa Candidata do Photoshop Milagroso

O Serviço de Alto Falantes Ornitorrinco, ao cumprimentar os presentes nesta grandiosa quermesse em louvor de Santa Candidata do Photoshop Milagrento (vocês viram no facebook?), informa que Antonio, internauta desabrido, publicou nesta postagem dos Amigos do Jekiti este comentário assustador, eu diria. Borrem-se, pois, estimados amigos e amigas, e saibam que em 2016 serei candidato, a decisão já está tomada: eu quero ser rejuvenescido uns 20 anos, pelo menos, nas fotos da minha campanha. Sonia, não desista de mim, pelo menos por enquanto: nas próximas eleições eu terei algo como 44 ou 39,99 anos, no máximo.

"Antonio disse...

ARAPUCA PARA PEGAR BAGRINHO

Fichas Sujas’ e inelegíveis vão usar “candidatos laranjas” para enganar eleitor.

Os "fichas sujas" e os "inelegíveis" devam usar todos os prazos e recursos até às 24 horas antes do pleito. Com o advento da Lei da Ficha Suja e diante do imenso universo de políticos inelegíveis no Brasil, políticos procuram saídas nada republicanas para tentar enganar a população, burlar a lei eleitoral e agredir a Constituição Federal.

No interior, especulam-se registros de candidatos considerados inelegíveis e, em certos casos, apenados pela Lei da Ficha Suja. Depois de registrados e impugnados, serão substituídos no “apagar das luzes”, faltando apenas 24 horas da eleição do dia 1º de outubro próximo.
Como o Registro de Candidatura é um fato jurídico e com este o cidadão adquire legitimidade para concorrer a um cargo político eletivo, alcançando a condição de candidato, qualquer impugnação será objeto de julgamento pela Justiça Eleitoral. Como se tratam de eleições municipais, a impugnação de qualquer candidatura terá no mínimo um prazo de 4 meses para transitar em julgado, ou seja, somente surtindo efeitos legais tal decisão após acórdão proferido pelos tribunais superiores (TRE ou TSE, conforme o caso), após percorrer uma “via crucis”, um trâmite que se inicia no juízo da jurisdição do impugnado.
Apegando-se a essa morosidade da Justiça, no interior a estratégia é de que os "fichas sujas" e os "inelegíveis" - mesmo impugnados - devam usar todos os prazos e recursos possíveis até às 24 horas antes do pleito, quando deverão ser substituídos por "candidatos laranjas", que ficarão aguardando as "últimas ordens" para integrar compor a chapa do impugnado, que fez a campanha e adquiriu a simpatia popular para o partido ou coligação.
A "jogada" é simples. Invariavelmente, o impugnado tem grande prestígio eleitoral e aceitação popular. Com isso, vai carregar seu “conceito” (entre aspas) até as últimas consequências. Na "hora H", será substituído por outro nome menos expressivo eleitoralmente. E sai até como vítima dos adversários! No dia da eleição, não haverá mais tempo sequer para alterar a foto do impugnado na urna eletrônica e o eleitor é passado para trás votando em outra pessoa, mas que já teve o nome registrado no Cartório Eleitoral como candidato substituto.
9 de julho de 2012 21:24

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Atropelado é atendido num pronto socorro homeopático

Eu sempre desconfiei da conversarada sobre homeopatia. Não sei, não sei, permaneço desconfiado, falta alguma coisa naquilo tudo. Bem, gostei deste vídeo e reparto com vocês.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Tutucaninho, pare de tentar gozar com o pau dos outros, meu rapaz, que isso já está dando na vista!

Eu leio o Blog do Tutuca todos os dias
(a direita não ficará sem resposta)

Quando li Celso Tutuca Wistuba afirmar que a reforma agrária no governo Lula foi um engodo pensei com meus botões, zíperes e presilhas que, enfim, o Tutucaninho direitoso, sorridente e simpático havia descambado para a extrema-esquerda e que fundaria por aqui um comissão provisória do PSOL, ou do PSTU, ou do PCO, ou dos três partidos logo de uma vez, e passaria a defender a imediata realização da reforma agrária, a estatização do sistema financeiro  e dos carrinhos de cachorro-quente, além do fuzilamento profilático de padres e pastores eletrônicos, fogueirosos e inquisitoriais, e dos reformistas petistas e comunistas que não passam de um bando de  reformistas degenerados, asqueirosos que vagam por este mundo enganando a classe trabalhadora.

Preocupado com meu inevitável fuzilamento na Feiramar, tentei mesmo obter um passaporte diplomático acionando antigos contatos, mas ao fim e ao cabo, vendo as coisas com mais vagar e cuidado, descubro aliviado, meus amigos internautas, que o Tutucaninho Wistuba permanece agasalhado sob os edredons coloridos da direita raivosa, preconceituosa e oportunista, até porque bobo ele não é, embora eu ache que ele nos vê como uma tropa de asnos com cérebros de galinha.

Tutucaninho Wistuba não tem e nunca teve nenhum interesse pela reforma agrária, e considera o MST muito mais perigoso que o PT e o PCdoB, mas como o nosso formidável MST está a cobrar – aliás, com inteira razão – que o governo de Lula fez menos do que nossa expectativa, bem, e esfrega as mãozinhas ansiosas, Tutuca aproveita para mais uma vez gozar com o pau dos outros: não importa quem critique o PT e o governo Lula, se critica ele reproduz para mostrar o quanto odeia o PT.

Conheço teu joguinho direitoso, simpático e educado, rapazote, e tenho absoluta e completa certeza: você nunca apoiou a luta admirável pela reforma agrária e é capaz de mijar nas calças de tanto medo que tem do MST.

Saia daqui, Tutucaninho, seu negócio é orar para são josé serra atingido porque, e é bom que fique claro, o MST está mesmo muito à nossa frente, e muito mais à nossa esquerda. Ainda bem.