Eu vejo Jesus Bêbado todos os dias
SOBRE O BLOGUEIRO
- PAULO R. CEQUINEL
- Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
- Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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quarta-feira, 19 de outubro de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Com deus me deito, com deus me levanto
Eu visito o Diário Ateísta todos os dias
Orar é pedir uma benesse ao seu deus, é pedir um favor, é pedir algo feliz, que contrarie uma infelicidade vigente.
Mas, então, o tal deus não sabe o que se passa, não vê a desventura,
não difunde a ventura?! Pelos vistos, tem que se pedir. É como um médico
ou outra qualquer pessoa ver um acidentado, em premência de socorro, e
esperar que a vítima peça ajuda.
Enfim, quem vira as costas a uma vítima cai na alçada do código civil
de qualquer país. Mas tem que se impetrar a deus por ajuda. As secas, as
chuvas torrenciais, os acidentes de viação e aviação, os terramotos e
maremotos são consequência da estrutura da matéria biológica, geológica e
climatológica, matérias essas criadas por deus, segundo os crédulos.
Logicamente, é deus o responsável por tudo, pois tudo antevê há
biliões de séculos. Pelo que, pedir a deus qualquer coisa é sumamente
ridículo e estúpido! Imaginemos a cena burlesca do pedido: – Meus Deus,
estamos a passar uma seca enorme, já chega, manda-nos uma chuva! Ou, Meu
Deus, manda-nos uma seca, porque já estamos há muito tempo com
chuva! Ou, Deus meu, rei dos reis, salvador da Humanidade, faz-me
regenerar a minha perna (ou o meu braço), que foi amputada! Ora, será
que deus não sabe o que a pessoa precisa?! Então, para que é preciso
pedir?! Pedir a deus é a mesma coisa que lhe pedir que modifique as
condições que ele criou. Mas, então, se ele é deus, faz algum sentido
pedir-lhe que modifique coisas?! É a mesma coisa que esperar de deus uma
resposta do género: – Ah, está bem, eu não tinha reparado. Já vos mando
uma chuvada (ou uma seca). Ou, - Ah, certo, não tinha reparado, já te vou
regenerar a perna (ou o braço) amputada. Donde se infere que a oração
não serve para nada e é tratar deus como um ignorante, que não sabe o
que faz e precisa de pedidos para conhecer o que se passa e que
contrariem o que ele provocou. Bem digo eu, que a religião é a coisa
mais estúpida do mundo e arredores!
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Mais uma obrada de bosvöl, o deus das línguas estranhas ao vinagrete
Recomendamos que você, antes de ler este post, providencie uns três ou quatro rolos de papel higiênico. Vamos lá?
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Primeiro, a obrada divina,
a oração revelada em língua estranha.
a oração revelada em língua estranha.
Depois, a tradução da obrada.
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Ptovb brtgou bbbhygsf mki qet vprzads. Cogobautyrre frt blogodsrt
byu oghybn. Nt, nit, nut, mjws cpores ul bolka ça ghtrqhb. Sd hürgws ij nit
cogo nag. Cogo naga, lugswt ündver fruv orbitronin. Yut, yut, yut! Trsdfw
prcz bratgbeilu duÿ voguyta di biïllmr nt plwqturo tyrnom. Cjungelç abotga 245
frqueugühju polyt votrge bïïllmr nhg ytrgwust torny’g. Kiutgbhsyeminhg 178
jutehg, jutgsfs blogstpytsrrtrssty glof nyt niets niets niets onfrhat çossëeeuk!Cozeht
tucano-esverdeado, bozetra du y bosreba!
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O senhor, ó, o senhor bosvöl está a comunicar-me claramente para que ordene a vocês que integram o rebanho
obediente que pastoreio que paguem o dízimo, ó aleluia, e paguem sem tugir, mugir ou balir, ó graças! O espírito santo, o amapá e alagoas estão presentes e nos
indicam o caminho da tesouraria ungida e da sacolinha sagrada, ó glória, ó menezes,
aleluia! A obra de bosvöl não será impedida pelas forças do mal, ó senhor
bosvöl, abençoa os carnês da multiplicação e dá em dobro o que cada fiel aqui
entregar, desde que deixe no mínimo uns cinquentão, ó graças! Garante, ó bosvöl
da luz impossível e das privatizações dos tucanos, garante em nome de teu filho bosvöl júnior, que anda a balançar o rabo para os verdes do serra atingido, ó abençoado,
garante, ó bosvöl, a prosperidade e a cura das doenças todas, mesmo das unhas encravadas, e anuncia que marina esverdeada irá nos redimir com os perfumes da natura, e anula as dívidas bancárias tramadas nas trevas criminosas das agências
bancárias do sistema financeiro comandado por satanás e seus gerentes de novos produtos. Bosvöl, bosvöl, ó bosvöl,
envia novamente teu filho júnior bosvöl para que uma fogueira ungida o asse
crocantemente, ó crocante bosvöl, ó graças, ó aleluia, crunchy bosvöl! Manda teu filho júnior
bosvöl para lutar contra a torpeza dos gays, ó bosvöl, incinera as abominações!
Sim, ó bosvöl, nós somos da paz, nós amamos, nós não somos senão, ó bosvöl pai, teu
povo tangido em teu glorioso nome e adoramos teu filho júnior, o assado para nos redimir. Amém.
(Quanto rendeu a sacolinha, obreiro?)
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