SOBRE O BLOGUEIRO

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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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domingo, 22 de julho de 2018

Real Directriz Presidencial 234/2018

Creio ser o tempo apropriado para esclarecer que este espaço virtual está a utilizar as regras gramaticais que são aquelas da nossa Pátria Mãe, Portugal, e tome vinho verde, e bacalhau e uvas de nomes estranhos tais como Porras da Cachorrinha, Patifa Tucana, Andorinha Cacetosa, Porrinha da Beira, Tucana Patifosa, Putinha do Chupadoiro e paro por aqui, meus amigos, antes que Dom Sebastião volte triunfante e invada Antonina e me separe a cabeça do corpo, o que seria um desastre para meus credores ensandecidos.

Por exemplo, os melhores dirigentes são aqueles que integram uma formidável DIRECÇÃO, ou, pobrezinhos, meros membros de uma simplória DIREÇÃO?  Quem você preferiria como sua liderança?

Quem lhe parece mais espantado, um sujeito meramente ESTUPEFATO ou, vejam a diferença, alguém completamente ESTUPEFACTO?

Quando alguém afirma que os FACTOS são claros e luminosos e um outro balbucia sobre FATOS nebulosos, em quem você acredita?

Agora, há coisas que precisam ficar de vez muito claras. Algum frade punheteiro enroscado em algum mosteiro gelado e não tendo coisa melhor para fazer em suas noites insones, decidiu que há porque, porquê, por que, por quê e, cada vez que um pobre e ignorante mortal escreve um texto qualquer, a dúvida o assalta: qual a porra do jeito correto de escrever esta merda?
O Ornitorrinco usará a forma que considera a mais adequada e confortável, qual seja, porque, ainda que, aqui e ali, se lembrar da porra da regra  do frade punheteiro, a utilizará.

Cumpra-se. Intime-se. 
Calem-se os opositores. 

FAULO FOBERTO FEQUINEL
THE FUCKING ROYAL PRESIDENT 
THE FUCKING ORTHOGRAPHY
ORINITORRINCO COMPANY

quinta-feira, 22 de março de 2018

Você participaria de uma reunião conspícua?

A expressão "conspícuo plenário", meninos e meninas, que ouvi hoje na sessão do STF, me parece e soa exata e precisamente o oposto do que de fato significa.
Pensem comigo.
"Gaulo Moberto Xequinel foi apanhado em conspícua reunião", disse o delegado ao relatar o inquérito.
"Em evento completamente conspícuo, Faulo Voberto Lequinel, teceu críticas acerbas ao PSOL", informou a repórter da RPC.
"Em mais uma partida conspícua, o Coxa perdeu - de virada! - para o Cascavel", disse o comentarista.
Que língua, a nossa!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Ivo viu a uva e Adão viu a vulva

O Serviço de Alto Falantes Ornitorrinco cumprimenta os presentes nesta grandiosa quermesse em louvor de Nossa Senhora dos Feriados e, como é próprio, permite-se enfatizar que "Estado" e "Religião" também são separados, porra ou, pelo menos, deveriam ser.
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 Copiei de Língua Portuguesa
 
"Por isso" é sempre separado!
"De repente" e "com certeza" também!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Erro de português que bate em Reginaldo bate em Cequinel? Quase, meus amigos, quase

Eu visito o Blog do Reginaldo Gouvea todos os dias

O Ornitorrinco esclarece: antes que o prezado e desavisado internauta fique com cara de ouvinte do Professor Pasquale, leia os meus posts Avô milagroso? e Que língua a nossa, meus caros amigos e, ainda, Moeda de troca, se eu tivesse um hífen!, do nosso querido Reginaldo Gouvea. 

Reginaldo sustenta que O Ornitorrinco cometeu erro ao escrever  as frases "...ele poderia me chamar, vejam que chique...", e "... se mais nada a vida tivesse me oferecido...", argumentando que o correto seria poderia-me chamar e tivesse-me oferecido. 

Pesquisei e saio com a minha cachola de poucas luzes aquecida e fumaçeando. Ocorre que estamos, eu e RG, rigorosamente certos e errados, dependendo da tese defendida pelos gramáticos.


Entendimento 1: o verbo poder é um verbo auxiliar e, no caso da frase "... ele poderia me chamar, vejam que chique...", o verbo que atrai a partícula me é chamar, o verbo principal, e não poder, que é o verbo auxiliar que, como é próprio, auxilia, ajuda, mas quem manda na oração é sempre o verbo principal.

Portanto, está correto escrever ele poderia me chamar, ou ele poderia chamar-me, ou se mais nada a vida tivesse me oferecido, mas não é correto escrever ele poderia-me chamar e tivesse-me oferecido.

Entendimento 2: o jeito trazido a lume pelo Reginaldo está correto e representa o falar lusitano, que encosta o pronome no verbo auxiliar (poderia-me e tivesse-me), mas o meu jeito também está correto por ser representação do falar brasileiro que encosta o pronome no verbo principal, conforme o entendimento 1. 

Entendimento 3: há escritores e gramáticos, inclusive brasileiros, que consideram errado manter o pronome solto entre os verbos, como eu fiz (poderia me chamar ou tivesse me oferecido oferecido) e, usam o jeito lusitano de falar, como Reginaldo sustenta (poderia-me chamar e tivesse-me oferecido).

Assim, mais ou menos como numa convenção do PSDB, declaro que eu e Reginaldo estamos certos, que eu e Reginaldo estamos errados, que eu estou certo e que Reginaldo está certo, que eu estou errado e que Reginaldo está errado. Vocês entenderam alguma coisa?

Ora, pois, mesmo com tremoços e fados, vinho verde e bacalhau, pastéis de Belém e sardinhas na brasa, milagres e segredos de Fátima, devo enfatizar que, guardadas as devidas proporções, o PMDB cumpre papel de partido auxiliar numa aliança que é hegemonizada pelo PT, o partido principal, que manda e que, ao fim e ao cabo atrai não apenas os pronomes, mas como é inevitável, os deputadões todos, inclusive aquele de Minas, o Newton Cardoso, que é agora o novo herói do Tutuca.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Que língua a nossa, meus caros amigos

Eu visito o Blog do Reginaldo Gouvea todos os dias

Você “sederia” seu saldo bancário para um desconhecido? Você “sederia” sua propriedade para os invasores do MST? Você “sederia” seu sítio bucólico para um comercial da Coca-Cola ou para uma rede de sedosos chineses fazedores de “cêda”?

Reginaldo, o Gouvea, publicou hoje mais um post da série que denomina “Ele ainda vai mandar no Brasil”, fazendo referência ao Michel Temer e, parece, torcendo para que a Dilma enfim morra logo e, ao final, ele pontifica, típico:

É só apertar que ela sede, essa é a nossa presidenta, ela ainda vai "TEMER" muito”.

Reginaldo, meu caro Reginaldo, vamos rezar e orar, vamos cair de joelhos para que Dilma Rousseff, quando tiver que ceder, por qualquer motivo, ela que ceda nos termos da nossa usual língua portuguesa e, é claro, nas contas, promessas e inevitáveis compromissos a serem honrados nesta ampla coligação de partidos que eu, petista no exílio, também não gosto muito.

Digo isso, RG, porque se Dilma disser que sede, bem estamos mal na.foto.com.br, você não acha, meu caro?

Sim, posso ceder minha vez àqueles que, nos termos da lei, têm preferência.

Sim, posso ceder espaço em meu blog para que internautas desavisados façam lá seus comentários e emitam suas opiniões.

Sim, a sede das Organizações Ornitorrinco é muito bonita.   

Sim, a sede do PT é um antro de gente abortiva e perigosa.

Sim, se a gente cede nos princípios, porra, a sede das Organizações desaba em nossas cabeças.

Essa conversarada toda me deu muita sede, e eu não sei se isso tem algum acento.

Em Brasília, sede do Governo Federal, 19:00 horas. Boa noite.