SOBRE O BLOGUEIRO

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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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sábado, 14 de maio de 2011

Churrasquinho de mãe

Como diria German, é só uma fogueirinha de papel, vovô.
Quem desabridamente acompanha estas mal traçadas linhas sabe que German, que fará 7 anos no dia 20, véspera do fim do mundo, é meu inoxidável e invencível neto, e que eu o amo incondicionalmente. 

Ontem o piazote e sua mãe, Nayre, travaram o seguinte diálogo:

- Não se preocupe mãe, quando você morrer eu vou fazer o que você pediu, vou queimar você e jogar no mato. 

- Mas como você vai fazer isso, menino?

- Ora, se alguém perguntar eu digo que estou queimando papel.

Especulação do avô Ornitorrinco: imagino que se eu visse o fogaréu e perguntasse o que estava fazendo, o guri, na bucha, apresentaria esta bela e genial desculpa e o avô iria ocupar-se lá das suas goiabinhas vermelhas regulamentares enquanto ele cumpriria o trato com sua mãe. Meu neto é phoda!

Aos internautas mais, digamos, sensíveis, informo que Nayre,  depois, explicou as coisas todas da cremação, o forno, a cerimônia, as cinzas e cousa e lousa.