Poema para Hiago
Tão danado o Hiago lá no alto,
tão Hiago o alto lá danado,
tão alto o danado lá Hiago,
tão meu neto o Tiê lá na nuvem.
O meu menino andaluz
sobre as pedras e voa,
e toma a idéia de ir fiando o pano,
nele lançando o que há-de vir.
O pano tecido de idéias,
de não-limites, de sem-bordas.
Quando der por realidade,
já terá arribado em asas que,
agora, de-voar tem.
Pousa o meu menino,
é firme o chão daqui,
lugar de ir-se,
e desata risos.
É que Hiago pode o de voar
e são suas as asas de arribar o sonho.
(Curitiba, 18 de março de 2011)
