SOBRE O BLOGUEIRO

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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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domingo, 1 de janeiro de 2017

E por falar em golpe, meninos e meninas, vale a pena repetir alguns números

Copiei do blog do bourdoukan
O golpe foi por conta dessa imagem e dos números abaixo


2002 X 2013

1. Produto Interno Bruto
2002: R$ 1,48 trilhões
2013: R$ 4,84 trilhões

2. PIB per capita
2002: R$ 7,6 mil
2013: R$ 24,1 mil

3. Dívida líquida do setor público
2002: 60% do PIB
2013: 34% do PIB

4. Lucro do BNDES
2002: R$ 550 milhões
2013: R$ 8,15 bilhões

5. Lucro do Banco do Brasil
2002: R$ 2 bilhões
2013: R$ 15,8 bilhões

6. Lucro da Caixa Econômica Federal
2002: R$ 1,1 bilhões
2013: R$ 6,7 bilhões

7. Produção de veículos
2002: 1,8 milhões
2013: 3,7 milhões

8. Safra Agrícola
2002: 97 milhões de toneladas
2013: 188 milhões de toneladas

9. Investimento Estrangeiro Direto
2002: 16,6 bilhões de dólares
2013: 64 bilhões de dólares

10. Reservas Internacionais
2002: 37 bilhões de dólares
2013: 375,8 bilhões de dólares

11. Índice Bovespa
2002: 11.268 pontos
2013: 51.507 pontos

12. Empregos Gerados
Governo FHC: 627 mil/ano
Governos Lula e Dilma: 1,79 milhões/ano

13. Taxa de Desemprego
2002: 12,2%
2013: 5,4%

14. Valor de Mercado da Petrobras
2002: R$ 15,5 bilhões
2014: R$ 104,9 bilhões

15. Lucro médio da Petrobras
Governo FHC: R$ 4,2 bilhões/ano
Governos Lula e Dilma: R$ 25,6 bilhões/ano

16. Falências Requeridas em Média/ano
Governo FHC: 25.587
Governos Lula e Dilma: 5.795

17. Salário Mínimo
2002: R$ 200 (1,42 cestas básicas)
2014: R$ 724 (2,24 cestas básicas)

18. Dívida Externa em Relação às Reservas
2002: 557%
2014: 81%

19. Posição entre as Economias do Mundo
2002: 13ª
2014: 7ª

20. PROUNI: 1,2 milhões de bolsas

21. Salário Mínimo em dólares
2002: 86,21
2014: 305,00

22. Passagens Aéreas Vendidas
2002: 33 milhões
2013: 100 milhões

23. Exportações
2002: 60,3 bilhões de dólares
2013: 242 bilhões de dólares

24. Inflação Anual Média
Governo FHC: 9,1%
Governos Lula e Dilma: 5,8%

25. PRONATEC: 6 Milhões de pessoas

26. Taxa Selic:
2002: 18,9%
2012: 8,5%

27. FIES: 1,3 milhões de pessoas com financiamento universitário

28. Minha Casa Minha Vida: 1,5 milhões de famílias beneficiadas

29. Luz Para Todos: 9,5 milhões de pessoas beneficiadas

30. Capacidade Energética
2001: 74.800 MW
2013: 122.900 MW

31. Criação de 6.427 creches

32. Ciência Sem Fronteiras: 100 mil beneficiados

33. Mais Médicos (Aproximadamente 14 mil novos profissionais): 50 milhões de beneficiados

34. Brasil Sem Miséria: Retirou 22 milhões da extrema pobreza

35. Criação de Universidades Federais
Governos Lula e Dilma: 18
Governo FHC: zero

36. Criação de Escolas Técnicas
Governos Lula e Dilma: 214
Governo FHC: 0
De 1500 até 1994: 140

37. Desigualdade Social
Governo FHC: Queda de 2,2%
Governo PT: Queda de 11,4%

38. Produtividade
Governo FHC: Aumento de 0,3%
Governos Lula e Dilma: Aumento de 13,2%

39. Taxa de Pobreza
2002: 34%
2012: 15%

40. Taxa de Extrema Pobreza
2003: 15%
2012: 5,2%

41. Índice de Desenvolvimento Humano
2000: 0,669
2005: 0,699
2012: 0,730

42. Mortalidade Infantil
2002: 25,3 em 1000 nascidos vivos
2012: 12,9 em 1000 nascidos vivos

43. Gastos Públicos em Saúde
2002: R$ 28 bilhões
2013: R$ 106 bilhões

44. Gastos Públicos em Educação
2002: R$ 17 bilhões
2013: R$ 94 bilhões

45. Estudantes no Ensino Superior
2003: 583.800
2012: 1.087.400

46. Risco Brasil (IPEA)
2002: 1.446
2013: 224

47. Operações da Polícia Federal
Governo FHC: 48
Governo PT: 1.273 (15 mil presos)

48. Varas da Justiça Federal
2003: 100
2010: 513

49. 38 milhões de pessoas ascenderam à Nova Classe Média (Classe C)

50. 42 milhões de pessoas saíram da miséria

FONTES:
47/48 - http://www.dpf.gov.br/agencia/estatisticas
39/40 - http://www.washingtonpost.com
42 – OMS, Unicef, Banco Mundial e ONU
37 – índice de GINI: www.ipeadata.gov.br
45 – Ministério da Educação
13 – IBGE
26 – Banco Mundial

Você ainda tem dúvidas das razões dos golpistas?
Não se tratou de afastar a Dilma, ou por conta da corrupção, mas, simples assim, para acabar com as conquistas sociais. 

         E essa é a imagem do Brasil que eles querem deixar


sábado, 3 de dezembro de 2016

Curitiba em transe

Copiei de Debate Progressista

por Fuad Farad
2 de dezembro de 2016

Os pretensos boys magia da Car Wash, na República de Curitiba, foram tragados por alguma espécie de histerismo paranoico diante de uma decisão tomada pela Câmara dos Deputados, em Brasília, que soterrou as desmedidas criadas e capitaneadas pelos magnânimos Redentoristas da Procuradoria da República. Travestido de projeto de iniciativa popular, as desmedidas apresentadas foram gestadas por longos meses no ventre de todos os Ministérios Públicos do Brasil, com utilização de expressivos recursos públicos. Não me surpreenderia se tivéssemos a notícia de que palestras e assinaturas ao projeto fossem critérios de avaliação do estágio probatório dos que recém ingressaram na carreira. 

Não se aventa, portanto, iniciativa popular nas medidas que propalavam necessárias para o combate eficiente à corrupção. Tudo foi um sortilégio. A iniciativa do projeto de lei é de um ente estatal chamado Ministério Público, o qual usou toda a sua estrutura e poder de fogo para buscar assinaturas de cidadãos induzidos a erro pelo título do projeto. O título do projeto de lei vendia combate à corrupção, mas o conteúdo dava ao cidadão também opressão e violação de direitos fundamentais. 

De cunho autoritário, algumas delas buscavam solapar em suas bases o estado democrático de direito para que se erigisse, em seu lugar, um estado policialesco gerido por integrantes de um ministério cada vezes menos público e cada vez mais corporativo, unido na sanha persecutória inspirada no segregacionismo, na parcialidade seletiva e no sectarismo social, ideológico e político.

O Projeto aprovado, e talvez deva ser essa a razão do ódio profundo que suas Excelências devotam ao parlamento integrado por deputados eleitos pelo voto popular, inclui responsabilização criminal para promotores e juízes, entre outros atos, por atos ilícitos por eles praticados, antes “punidos” apenas na seara disciplinar. Com arroubos próprios de primas-donas descompensadas, sem qualquer razoabilidade, “ameaçaram” renunciar caso o projeto legislativo seja sancionado pelo Presidente. Um motim praticado por altos servidores públicos, integrantes de uma Carreira de Estado, que estão no topo da pirâmide da remuneração estatal. Este disparate dos Procuradores da República, junto com todo conjunto da obra, é algo inominável.

Queriam acaso poder violar, sem punição alguma, a Constituição e todas as leis do país? Acaso fazem parte de uma classe de superdotados infalíveis que deve ser colocada acima de todos os demais cidadãos para poder prejudicar com seus atos, impunemente, o cidadão, a nação e o país? A bem pouco tempo, a lembrança me é vaga, os ilustrados integrantes da Car Wash diziam que a lei deve valer pra todos. Para todos, menos para eles.

A julgar pelo que falaram, vê-se que são muito ciosos de si e os únicos que podem fazer alguma coisa para salvar o Brasil. Passam a impressão, por este discurso mendaz e bravateiro, que a Procuradoria da República são eles e o resto dos seus pares constitui o rebotalho sem cérebro e sem estampa daquela instituição. Os demais membros do Ministério Público Federal não devem valer nem mesmo o auxílio-moradia que recebem, quanto mais o subsídio integral. É sério isso, preclaros jurisconsultos?  

Vê-se que os bem dotados juristas desta novel república nos ensinam sempre uma nuance jurídica que escapa aos simples mortais como nós. Assim como, para dar um único exemplo, aprendemos com eles regras nunca antes vistas no cenário jurídico nacional ou mundial, do tipo que estabelecem conduções coercitivas sem lastro em Lei e na Constituição, aprendemos agora que a um membro do Ministério Público se concede a prerrogativa de dar às costas ao seu trabalho e ir voltar ao dolce far niente de seu gabinete ou o que quer que possa ser entendido como “voltar às nossas atividades”.

Pelo nível do discurso, deve-se entender que são uns incendiários da República que propalam proteger. Seu discurso toca as almas daqueles embebidos de ódio e rancor, em busca da destruição de um inimigo, qualquer inimigo, que possa dar vazão, como num transe, aos seus sentimentos mais violentos e lhes sirva de catarse.

Nos passam a impressão, falsa espera-se, que não tiveram outro interesse além de levantar, através do uso absoluto dos meios de comunicação, uma massa de cidadãos com os quais se alinharam, desde a primeira hora, na ação e na ideologia, no ódio e no rancor, para concretizar uma ruptura institucional de consequências nefastas para o nosso Brasil. Neste domingo, 4 de dezembro, todo planeta saberá, mais uma vez, que tipo de manifestações de massa eles tiveram a capacidade de invocar, provocar e estimular sem se importar com quaisquer consequências.

É sintomático perceber, e também é um traço revelador do que se trata, que olhando para o passado vemos uma sincronia temporal mágica entre as ações destes paladinos da justiça, do Juiz Supremo, dos vazamentos, das grandes manchetes, dos eventos políticos e das manifestações de rua. Nós, comuns mortais, sequer conseguimos planejar com tal acurácia e eficiência um almoço em família num domingo. Estes caras respeitáveis, notáveis juristas e comportados piás de prédio, fizeram uma “revolução”, alinhando-se, desavisadamente espera-se, ao que tinha de mais retrógrado no esquema de poder que submete este país debaixo de uma canga desde 1500. A história não os absolverá.

Graças a esses gênios, pioneiros da jurisdição-espetáculo, teremos, ano que vem, eleição indireta para eleger o Presidente da República pela primeira vez desde o fim do regime instaurado pela Redentora Revolução de 64. Graças a esses notáveis de vanguarda, temos uma ÚNICA operação policial comandando os destinos de um país inteiro, gestada à forma de um seriado de televisão para durar anos, indo para a 4ª temporada, enquanto o nosso país definha econômica, social e politicamente. Cansados da “brincadeira”, esses luminares agora ameaçam “renunciar”.  

Transformaram nossa terra numa Bananalândia. Nosso País, com o recrudescimento das divisões internas que vão se tornando a cada dia mais inconciliáveis está deixando de ser uma Nação. Aos poucos, também, o Brasil vai deixando de ser uma País soberano.

Não, a história nunca os absolverá.

Fuad Farad é Promotor de Justiça do Ministério Público do Estado do Paraná.