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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Sem Terrinhas ocupam nesse momento 16 Núcleos de Educação e a SEED no Paraná

 Copiei de Nádia Brixner
MST mostra mais uma vez seu poder de mobilização!!!
Aproximadamente 3 mil crianças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupam nesse momento 16 Núcleos Regionais de Educação (NRE), além da Secretaria Estadual de Educação do Estado do Paraná (SEED).
A mobilização dos Sem Terrinhas que iniciou nessa terça-feira (30/10) nos assentamentos e acampamentos, faz parte da Jornada Nacional de Luta dos Sem Terrinha e tem por objetivo denunciar a ausência do governo municipal e estadual no atendimento as demandas da educação no campo e também pressioná-lo à atender a pauta de reivindicações do movimento.
Entre as reivindicações principais estão:
Construção, reforma e ampliação de Colégios Estaduais em Assentamentos, que ofereçam educação profissionalizante e técnico, garantindo toda estrutura necessária para dar qualidade ao ensino.
Atendimento apropriado às crianças com necessidades especiais nas Escolas Itinerantes.
Garantia de transporte escolar seguro e suficiente para os estudantes.
Melhores condições de trabalho aos professores, garantindo o deslocamento dos mesmos até as escolas.
Melhoria da merenda escolar, sendo no mínimo 30% da agricultura familiar.
A mobilização busca também, denunciar o fechamento de escolas no campo. Nos últimos anos, foram fechadas mais de 24 mil escolas rurais em todo o Brasil, sendo que só no Paraná na década de 2000, foram fechadas 44% das escolas da zona rural.
Segundo informações da coordenação do setor de educação do MST, a ocupação dos NRE e da SEED só vai encerrar quando a pauta for atendida.

Mais informações: Riquieli (41)98078324/ 33247000
Sem Terrinhas ocupam nesse momento 16 Núcleos de Educação e a SEED no Paraná

    MST mostra mais uma vez seu poder de mobilização!!!
Aproximadamente 3 mil crianças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupam nesse momento 16 Núcleos Regionais de Educação (NRE), além da Secretaria Estadual de Educação do Estado do Paraná (SEED).
    A mobilização dos Sem Terrinhas que iniciou nessa terça-feira (30/10) nos assentamentos e acampamentos,  faz parte da Jornada Nacional de Luta dos Sem Terrinha e tem por objetivo denunciar a ausência do governo municipal e estadual no atendimento as demandas da educação no campo e também pressioná-lo à atender a pauta de reivindicações do movimento. 
    Entre as reivindicações principais estão:
Construção, reforma e ampliação de Colégios Estaduais em Assentamentos, que ofereçam educação profissionalizante e técnico, garantindo toda estrutura necessária para dar qualidade ao ensino.
Atendimento apropriado às crianças com necessidades especiais nas Escolas Itinerantes.
Garantia de transporte escolar seguro e suficiente para os estudantes.
Melhores condições de trabalho aos professores, garantindo o deslocamento dos mesmos até as escolas.
Melhoria da merenda escolar, sendo no mínimo 30% da agricultura familiar.

    A mobilização busca também, denunciar o fechamento de escolas no campo. Nos últimos anos, foram fechadas mais de 24 mil escolas rurais em todo o Brasil, sendo que só no Paraná na década de 2000, foram fechadas 44% das escolas da zona rural.
    Segundo informações da coordenação do setor de educação do MST, a ocupação dos NRE e da SEED só vai encerrar quando a pauta for atendida.
    
Mais informações: Riquieli (41)98078324/ 33247000

domingo, 9 de janeiro de 2011

MST: balanço 2010 e lutas 2011


Eu visito a página do MST todos os dias
Este post é dedicado ao meu Tutucaninho favorito

Gilmar Mauro é, em minha modesta opinião, uma das vozes e cabeças mais importantes e lúcidas da esquerda hoje, e o vídeo que posto é um bom exemplo disso. Sempre que esse menino fala eu, que reconheço ter cara e jeitão de bobo, trato de prestar atenção para aprender mais umas coisinhas com este lutador do povo e dele eu aceito críticas ao PT e ao governo Lula, e tendo mesmo a concordar com a maioria delas.


Enfatizo, por importante, que Gilmar tece críticas duras mas jamais fala em engodo, ou fraude, e nem coloca o governo do PT na condição de inimigo - até por que não somos - e estas são algumas das razões pelas quais  não aceito, e não há jeito de mudar, o oportunismo rasteiro da direita, que reverbera as críticas não porque apoie a reforma agrária e as lutas dos trabalhadores, mas apenas porque é mais uma oportunidade de bater e demonstrar ódio contra o PT, faina preferencial de Celso Tutucaninho Wistuba.

Viva a luta pela Reforma Agrária!
Viva a luta do povo brasileiro!
Viva o MST!

sábado, 25 de dezembro de 2010

MST

Em dias de comilança e de melosa e limitada solidariedade, o MST está aí para nos lembrar - ainda bem - que há muito ainda para ser feito.

Viva a luta dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil!
Viva o MST!
Reforma Agrária Já!


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Hino do MST , por Julie Philippe

Fodam-se os comedidos, os pragmáticos, os realistas, os emprenhados pelo bom senso e os que não têm nenhuma pressa ou urgência.

Bem, posso e vou seguir respirando, vivendo e fazendo versos e canções pequenas, que não passo fome, tenho teto e meus filhos e netos não estão debaixo de lonas à beira de estradas e da vida. 

Mas preciso admitir que devo a todos os outros filhos e netos de outros pais e avós a obrigação de ser intransigente, de ser claro e honesto, de ser um permanente combatente do povo e, do meu limitado jeito, é o que posso fazer. 

Hoje, milhões de crianças em todos os cantos do mundo, inclusive no Brasil, não terão uma cama e dormirão na rua.   

Menos em Cuba.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Todos os dias o povo come veneno

Eu visito o Altamiro Borges todos os dias

Reproduzo artigo de João Pedro Stedile, integrante da coordenação nacional do MST, publicado no sítio da Adital:

O Brasil se transformou desde 2007, no maior consumidor mundial de venenos agrícolas. E na ultima safra as empresas produtoras venderam nada menos do que um bilhão de litros de venenos agrícolas. Isso representa uma media anual de 6 litros por pessoa ou 150 litros por hectare cultivado. Uma vergonha. Um indicador incomparável com a situação de nenhum outro país ou agricultura.

Há um oligopólio de produção por parte de algumas empresas transnacionais que controlam toda a produção e estimulam seu uso, como a Bayer, a Basf, Syngenta, Monsanto, Du Pont, Shell química etc.

O Brasil possui a terceira maior frota mundial de aviões de pulverização agrícola. Somente esse ano foram treinados 716 novos pilotos. E a pulverização aérea é a mais contaminadora e comprometedora para toda a população.

Há diversos produtos sendo usados no Brasil que já estão proibidos nos países de suas matrizes. A ANVISA conseguiu proibir o uso de um determinado veneno agrícola. Mas as empresas ganharam uma liminar no "neutral poder judiciário" brasileiro, que autorizou a retirada durante o prazo de três anos... e quem será o responsável pelas conseqüências do uso durante esses três anos? Na minha opinião é esse Juiz irresponsável que autorizou na verdade as empresas desovarem seus estoques.

Os fazendeiros do agronegócio usam e abusam dos venenos, como única forma que tem de manter sua matriz na base do monocultivo e sem usar mão-de-obra. Um dos venenos mais usados é o secante, que é aplicado no final da safra para matar as próprias plantas e assim eles podem colher com as maquinas num mesmo período. Pois bem esse veneno secante vai para atmosfera e depois retorna com a chuva, democraticamente atingindo toda população inclusive das cidades vizinhas.

O Dr. Vanderley Pignati da Universidade Federal do Mato Grosso tem várias pesquisas comprovando o aumento de aborto e outras conseqüências na população que vive no ambiente dominado pelos venenos da soja.

Diversos pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer e da Universidade federal do Ceara já comprovaram o aumento do câncer, na população brasileira, conseqüência do aumento do uso de agrotóxicos.

A ANVISA - responsável pela vigilância sanitária de nosso país -, detectou e destruiu mais de 500 mil litros de venenos adulterados, somente esse ano, produzido por grandes empresas transnacionais. Ou seja, alem de aumentar o uso do veneno, eles falsificavam a fórmula autorizada, para deixar o veneno mais potente, e assim o agricultor se iludir ainda mais.

O Dr. Nascimento Sakano, consultor de saúde, da insuspeita revista Caras, escreveu em sua coluna que ocorrem anualmente ao redor de 20 mil casos de câncer de estomago no Brasil, a maioria conseqüente dos alimentos contaminados, e destes 12 mil vão a óbito.

Tudo isso vem acontecendo todos os dias. E ninguém diz nada. Talvez pelo conluio que existe das grandes empresas com o monopólio dos meios de comunicação. Ao contrário, a propaganda sistemática das empresas fabricantes que tem lucros astronômicos é de que, é impossível produzir sem venenos. Uma grande mentira.

A humanidade se reproduziu ao longo de 10 milhões de anos sem usar venenos. Estamos usando veneno, apenas depois da segunda guerra mundial para cá, como uma adequação das fabricas de bombas químicas agora, para matar os vegetais e animais. Assim, o poder da Monsanto começou fabricando o Napalm e o agente laranja, usado largamente no Vietnam. E agora suas fabricas produzem o glifosato, que mata ervas, pequenos animais, contamina as águas e vai parar no seu estômago.

Esperamos que na próxima legislatura, com parlamentares mais progressistas e com novo governo, nos estados e a nível federal, consigamos pressão social suficiente, para proibir certos venenos, proibir o uso de aviação agrícola, proibir qualquer propaganda de veneno e responsabilizar as empresas por todas as conseqüências no meio ambiente e na saúde da população.