SOBRE O BLOGUEIRO

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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Hino do MST , por Julie Philippe

Fodam-se os comedidos, os pragmáticos, os realistas, os emprenhados pelo bom senso e os que não têm nenhuma pressa ou urgência.

Bem, posso e vou seguir respirando, vivendo e fazendo versos e canções pequenas, que não passo fome, tenho teto e meus filhos e netos não estão debaixo de lonas à beira de estradas e da vida. 

Mas preciso admitir que devo a todos os outros filhos e netos de outros pais e avós a obrigação de ser intransigente, de ser claro e honesto, de ser um permanente combatente do povo e, do meu limitado jeito, é o que posso fazer. 

Hoje, milhões de crianças em todos os cantos do mundo, inclusive no Brasil, não terão uma cama e dormirão na rua.   

Menos em Cuba.