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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Marina Alaranjada, revisão da CLT e a Bíblia


Marina Alaranjada disse que toma decisões abrindo aleatoriamente a bíblia.

De outra banda, afirmou que "Vamos fazer uma atualização das leis trabalhistas - ainda não temos essa resposta, esse assunto é muito complexo". 


Ela não será eleita, mas imaginemos que tamanho desastre aconteça.


Marina acorda, faz três horas de orações e de gritarias com seu ministério de homens bons, e ela e Neca, a professorinha, retiram-se para decidir sobre a "atualização da CLT", um "assunto muito complexo".


Então abre aleatoriamente o livrão e encontra as respostas todas. 


São muito claras as determinações de Levítico 25, 44-46: quanto aos escravos que tiverdes, virão das nações ao vosso derredor, delas comprareis escravos e escravas. 


Também os comprareis dos filhos dos forasteiros que peregrinam entre vós, deles e das suas famílias que estiverem convosco, que nasceram na vossa terra, e vos serão por possessão. 

Deixá-lo-eis por herança para vossos filhos depois de vós, para os haverem como possessão e perpetuamente os fareis servir, mas sobre vossos irmãos, os filhos de Israel, não vos assenhoreareis com tirania, um sobre os outros.

Mas a nova CLT Alaranjada de Marina terá claras medidas de proteção, conforme se vê em Êxodo 21, 26-27, que determina aos patrões que estes não deverão bater em seus escravos tão severamente a ponto de ferir seus olhos ou seus dentes, desde que, é claro, o servos obedeçam a seus senhores segundo a carne com temor e tremor, na sinceridade do vosso coração, como a Cristo, servindo de boa vontade, como ao Senhor, e não como a homens, (Efésios 6, 5-7).


De modo que, meninos e meninas, fico com Dilma Rousseff que disse que não muda a CLT nem que a vaca tussa.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

“Está em gestação processo para flexibilizar CLT”, alerta Paim

O Serviço de Alto Falantes Ornitorrinco cumprimenta os petistas presentes nesta grandiosa quermesse em louvor de Santa Dilma  do Petismo Gosmentamente Pragmático e, não querendo ser (muito) inconveniente, ousa perguntar: e então, meninos e meninas da outrora brilhante estrelinha - que ostentei com muito orgulho - vocês sairão assoviando e olhando pro teto diante desta abjeta proposta do governo? 
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 Copiei de Gilson Sampaio


Há pouco tempo, o senador Paulo Paim (PT-RS), na tribuna da casa legislativa de que faz parte, alertou: "Estou sabendo que o Poder Executivo pretende enviar ao Congresso Nacional proposta para mudar a legislação trabalhista e criar duas novas formas de contratação, a eventual e por hora trabalhada. Na prática, nós sabemos muito bem o que isso representa: a perda de direitos sociais para os trabalhadores".
O alerta do senador Paim não é um delírio, pelo contrário. No início deste mês, o jornal Valor Econômico veiculou notícia que a "presidente Dilma Rousseff prepara para depois das eleições municipais a negociação com o Congresso de duas reformas: a da previdência, em troca do fim do fator previdenciário, e a que flexibiliza a legislação trabalhista, cujo anteprojeto está na Casa Civil e que deverá dar primazia ao que for negociado entre as partes sobre o legislado, ampliando a autonomia de empresas e sindicatos."
"Tenho o dever e a obrigação de, a partir desta tribuna e utilizando os meios de comunicação desta Casa, fazer um alerta ao nosso País e a nossa gente. Está em plena gestação um processo para flexibilizar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a maior conquista social dos trabalhadores brasileiros. Da nossa parte, não aceitaremos em hipótese alguma, a retirada ou a redução de direitos e de conquistas da classe trabalhadora, forjados na luta cotidiana!, disse o senador em discurso.
E anunciou que fará mobilização “a fim de chamar a atenção de todos para o perigo que se avizinha. Não somos profetas do pessimismo e nem temos bola de cristal para prevê o futuro. Porém, a história tem nos mostrado que devemos sempre vigiar”.
“O Ano da CLT”
O senador encerrou sua fala anunciando que apresentará proposta para que 2013 seja considerado "O Ano da CLT". Paim afirmou que “não podemos fechar os olhos para a ideia que estão tentando vender para a sociedade e que eu considero um engodo. As possíveis mudanças na CLT não representam modernidade. Pelo contrário, elas pretendem desmontar a CLT e acabar com diretos e conquistas dos trabalhadores".
A CLT foi criada em 1º de maio de 1943, pelo então presidente Getúlio Vargas e, em novembro, começou a vigorar. Em 2013, completará 70 anos. Ela surgiu de novas demandas do País, que a partir de 1930 deixava de ter uma economia exclusivamente agrícola e passava a se tornar cada vez mais industrial.
“A mobilização popular e a contribuição de vários intelectuais brasileiros foram fundamentais em todo este processo de progresso social e de proteção ao trabalhador", destacou Paim.
Tentativas anteriores
Na época em que o governo de Fernando Henrique Cardoso pressionava o Congresso para modificar o artigo 618 da CLT, o advogado Benedito Calheiros Bomfim, escreveu um artigo sobre o assunto. Na ocasião, ele disse que, em poucas palavras, a proposta era transformar a lei em letra morta, permitindo que uma falsa "livre negociação" fosse superior a ela - o que é totalmente inconstitucional, por razões óbvias.
“De que vale uma lei que, além de permitir transgressões a si mesma (não como exceção, mas como regra), também permite transgressões ao artigo 7º da própria Constituição? Imaginemos se a Lei Áurea "permitisse" aos escravos "negociar" sua continuação como escravos.
O ex-presidente Lula, logo após assumir a Presidência da República, em 2003, mandou retirar do Congresso o projeto de Fernando Henrique.
Da Redação em Brasília
Com informações do Diap