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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Santa Filomena da Governabilidade, não deixai faltar gel lubrificante!

O Serviço de Alto Falantes Ornitorrinco, ao cumprimentar os presentes nesta patética quermesse em louvor de Santa Filomena da Governabilidade, informa ter descoberto que os fabricantes de gel lubrificante doaram muitos milhões para nossos candidatos.
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Copiei da Andrea Caldas

A CULPA É DA ESQUERDA!


Tenho ouvido insistentes argumentos em favor dos recuos na pauta governamental, sufragada nas ultimas eleições, mais uma vez, com o apelo ao eterno mantra da governabilidade, adicionado de um novo elemento: a meritocracia eleitoral.


Segundo esta lógica, a culpa da nomeação da miss do trabalho escravo, Katia Abreu e do discípulo de Arminio Fraga, Joaquim Levy é da esquerda que não "conseguiu" eleger uma bancada expressiva no Congresso.


Curiosamente, esta cobrança é feita depois da campanha eleitoral mais cara da história brasileira, manietada pelos interesses do agronegócio, dos Bancos e empreiteiras.

Sim, parte expressiva da esquerda foi "incompetente" para jogar segundo as regras do jogo, captar milionários patrocinadores, haja visto a diminuição considerável da bancada de esquerda, na área de educação, por exemplo.

A circularidade argumentativa da "realpolitik" só não responde qual o caminho de saída do labirinto que alimentamos, nestes últimos anos.


Pois se a Reforma Política - tida como panaceia - só pode ser realizada com o apoio do congresso conservador, esta não é uma opção.


A segunda porta mágica, a realização de uma constituinte exclusiva e mesmo o Plebiscito, carece de razoabilidade, de vez que é justo imaginar que sem o fim do financiamento privado, teremos uma nova eleição com "mais do mesmo".


Se não temos correlação de forças para enfrentar o Congresso, o STF e a Mídia (também sustentada com verbas públicas), que esperanças podemos legar aos que votaram numa plataforma que prometia o aprofundamento das mudanças?


Alias, diga-se de passagem, esta propaganda foi intensificada pela candidatura de Dilma, no segundo turno, quando já se conhecia o perfil conservador do Congresso.


O que fazemos agora? Publicamos uma errata, no programa eleitoral? Pedimos mais 12 anos de paciência? Rezamos para que a conjuntura política e econômica altere-se, metafisicamente?


E enquanto isto, continuamos a alimentar adversários e aliados de ocasião, até o ponto em que eles nos sufoquem, de vez?


O decréscimo eleitoral das candidaturas presidenciais do PT sinalizam o resultado desta politica da governabilidade sem enfrentamentos e do recuo de parte da esquerda.


E ainda assim há aqueles que desaconselham a crítica, desautorizam os movimentos nas ruas, pelo medo de "provocar a reação da direita" e o "golpismo".


Ora, a direita nunca deixou de agir - mais silenciosa ou ruidosamente - jamais suportou políticas para além do melhorismo e da democracia de vitrine (e as vezes, nem estas).


Mudanças estruturais, neste país, a favor dos trabalhadores/as, nunca foram conquistadas em silêncio e sem muita mobilização social.

Não será diferente, desta vez.

Os que pedem a calmaria, devem saber que estão escancarando as portas para os setores dominantes, hábeis em operar, sinuosamente, nos bastidores.


Que não arrependam-se, portanto, do script que desenham, por omissão ou opção.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

O golpe eleitoral midiático destinado a interferir na eleição presidencial completa uma semana hoje e cabe perguntar: vai ficar tudo por isso mesmo?


veja13 

O golpe eleitoral midiático destinado a interferir na eleição presidencial completa uma semana hoje e cabe perguntar: vai ficar tudo por isso mesmo?

É curioso registrar que estamos diante de um caso que a Polícia Federal e o Ministério Público têm todos os meios de apurar e chegar aos responsáveis sem muita dificuldade, até porque muitos  nomes são de conhecimento público. Não é diz-que-diz. Nem simples cortina de fumaça.

Os indícios criminais estão aí, à vista de 140 milhões de eleitores.

Até o momento, temos uma discussão de mercado. Jornalistas debatem o que aconteceu, analistas dão seus palpites, políticos de um lado de outro têm sua opinião. Não basta.

Está na hora daquelas autoridades que falam em nome do Estado brasileiro cumprirem o dever legal de garantir os direitos dos cidadãos de escolher os governantes através de  eleições livres e limpas, sem  golpes sujos.

O golpe midiático não foi um ato delinquente sem maiores consequências. Trouxe prejuízos inegáveis  a candidatura de Dilma Rousseff e poderia, mesmo, ter alterado o resultado da eleição presidencial — a partir de uma denúncia falsa. Mesmo eleita, é inegável que Dilma saiu do pleito com um desfalque de milhões de votos potenciais,  subtraídos nas últimas 48 horas. “Se a eleição não fosse no domingo, ela até poderia ter perdido a presidência,” admite um membro do Ministério Público Federal.

Boa parte da investigação já está pronta. Sabemos qual o lance inicial — uma capa da revista VEJA, intitulada “Eles sabiam de tudo”, dizendo que o doleiro Alberto Yousseff dizia que Lula e Dilma estavam a par do esquema de corrupção. Sabemos que, prevendo uma possível ação judicial, a própria revista encarregou-se de esclarecer que não podia provar  aquilo que dizia que Yousseff havia dito. O próprio advogado de Yousseff também desmentia o que a revista dizia. Mesmo assim, VEJA foi em frente, espalhando aquilo que confessadamente não poderia sustentar.

Seria divulgado, mais tarde, que a referência a Lula e Dilma, uma  suposição (alguma coisa como “é dificil que não soubessem”) sequer fora feita no próprio depoimento a Polícia Federal, mas numa segunda conversa, 48 horas depois.

Se essa hipótese é verdadeira, isto quer dizer que a própria  frase da capa, “eles sabiam de tudo”, pode ter sido obtida artificialmente, sem caráter oficial, apenas para que fosse possível produzir uma manchete na véspera da eleição.

Colocada diante de um fato consumado, Dilma foi levada a gravar um pronunciamento para seu programa político. O  assunto foi tema no debate da TV Globo, na noite de sexta-feira. Também foi tratado pela Folha de S. Paulo, no dia seguinte, e no Jornal Nacional, menos de doze horas antes da abertura das urnas e dos primeiros votos.

Se antecipou a impressão e distribuição da revista em 24 horas, num esforço para garantir de qualquer maneira que a acusação que não podia ser provada contra Dilma e Lula tivesse impacto sobre os eleitores, a revista também fez um esforço especial de divulgação. No sábado, espalhou out-doors pelo país e foi acusada de não acatar decisão judicial para que fossem retirados — pois o próprio texto do anúncio servia como propaganda negativa contra Dilma. Obrigada a publicar um direito de resposta em seu site, a revista respondeu ao direito de resposta, o que é um desrespeito com a vítima.

No domingo, quando o doleiro Alberto Yousseff foi internado por uma queda de pressão, a pagina falsa de um site de notícias de grande audiência circulou pela internet, dizendo que ele fora assassinato num hospital de Curitiba. No mesmo instante, surgiram cidadãos que gritavam em pontos de circulação que Yousseff fora assassinado numa queima de arquivo, numa campanha de mentira que ajudou a elevar a tensão entre militantes, ativistas e cabos eleitorais de PT e PSDB.

O ministro José Eduardo Cardozo teve de intervir pessoalmente para desmentir a mentira.

Talvez não seja tudo.  Olhados em retrospecto, os números risíveis de determinados institutos de opinião, que apontavam para uma vantagem imensa e ridícula de Aécio Neves sobre Dilma, poderiam servir para dar sustentação a trama.

Caso o golpe midiático viesse a ser bem sucedido, produzindo uma incompreensível virada de última hora, estes números de fantasia poderiam ser usados como argumento para se dizer que a candidata do PT já estava em queda e que sua derrota fora antecipada em algumas pesquisas. Verdade? Mentira? Cabe investigar.

Há uma boa notícia neste campo.

No final da tarde de ontem,  era possível captar sinais de que uma investigação oficial sobre o golpe midiático pode estar a caminho. Cabe torcer para que isso aconteça e que ela seja feita com toda seriedade que o caso merece.

O eleitor agradece.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Imagens exclusivas da campanha tucana: a vaca não tossiu e está indo pro brejo!

Copiei as imagens daqui
Eleitor tucano, preocupado com as últimas pesquisas, procura a verdade eleitoral, o sentido da vida e pede papel higiênico porque "deu merda, aécio!"
Senhoras paulistas e paranaenses antes de mais uma Caçada aos Petistas e Nordestinos, tradicional evento realizado pelo tucanato bandeirante
Carreata da Derrota, ontem, em Santa Rita do Pó Sagrado/MG. Ao volante, um sonhático marineiro vira tudo para a direita
Aécio Neves aparecerá assim no seu último programa eleitoral

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Eu respeito incondicionalmente Toni Reis, militante histórico do povo LGBTT

Copiei a imagem daqui



Copiei de Toni Reis

Amigos, amigas e colegas que estão indecisos(as) ou vão votar nulo no dia 26 de outubro de 2014 venho pedir humildemente que leiam e considerem minhas observações para votar na Dilma.

Se você for eleitor do Aécio Neves, não tem problema, nossa amizade continua a mesma.

Dilma representa o lado que sempre defendi: a inclusão, a dignidade humana e a transformação, as pessoas mais vulneráveis, as pessoas mais discriminadas, as pessoas mais pobres e que mais precisam do estado.

1) Dilma pisou na bola – ela também é humana – quando suspendeu o material do projeto da ABGLT "Escola sem Homofobia" que eu e uma enorme equipe fizemos. Quem não erra? Mas passou. Agora ela tem compromissos assumidos com comunidade LGBT, tanto publicamente na ONU quanto em suas propostas de campanha (veja aqui).
No Governo dela tivemos a posse do Conselho Nacional LGBT, se estabeleceu o Módulo LGBT do Disque 100, criou-se o Sistema Nacional LGBT, inclusive com o Termo de Cooperação assinado com 17 estados para combater a violência, e muitas outras políticas para nossa comunidade LGBT, incluindo o nome social em todos os órgãos federais.
Não voto apenas por ser gay. Voto por tudo que o projeto de Dilma fez e fará para todos e todas.

2) Dilma escuta o Luiz Inácio Lula da Silva - meu querido amigo Lula, o homem que mudou a cara do Brasil. Hoje no Brasil ninguém passa fome (se passar, mande procurar o Bolsa Família). Hoje quem quer estudar estuda. Lula é o grande avalista da Dilma. Ele sempre está aberto ao diálogo com os movimentos sociais e quem precisa. É só acioná-lo. E continua fazendo o maior trabalho nacional e internacionalmente. Ele é o cara.

3) Dilma e Lula fizeram muito pela saúde: Programa Mais Médicos, Farmácia Popular, Samu, Upas, Brasil Sorridente, processo transexualizador e continuou com o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, (ui) aqui duas pisadas de bola: os vetos das campanhas para gays e para prostitutas. Mas o Departamento continua trabalhando, e muito.

4) Dilma e Lula fizeram muito pela educação e Dilma fará muito mais, apoiou a aprovação do Plano Nacional de Educação com 10% do PIB e 75% dos royalties para a educação. Pela educação criou o maior programa de ensino profissionalizante da história brasileira, o Pronatec (com mais de 8 milhões de matrículas), o Prouni, o Enem, as quotas, 100 mil bolsas para mestrado e doutorado no programa Ciência sem Fronteiras e fez universidades...

5) Lula e Dilma colocaram a assistência social na pauta, o Bolsa Família - hoje, com Dilma, segundo a ONU, o Brasil saiu do mapa da fome -Minha Casa Minha Vida, Luz para Todos, fez 2223 creches, com mais 3.777 em construção.

6) Dilma criou o maior número de empregos da história do Brasil. Hoje temos o menor índice de desemprego da história (5%), mesmo com todas as crises internacionais. Dilma vai garantir as conquistas da classe trabalhadora, mesmo que vaca tussa.

7) Lula conseguiu trazer a Copa do Mundo e Dilma fez a Copa das Copas. Ela não me envergonhou, mesmo contra a vontade de muita gente.

8) Lula e Dilma não toleraram os malfeitos. Não tem sujeira debaixo do tapete. Tem CGU, tem TCU, tem Ministério Público, tem Polícia Federal. Dilma foi implacável com todas as denúncias de corrupção: apoiou as CPIs, não enterrou nenhuma, não interferiu no STF, o MP investigou todas e muita gente foi punida. Dilma é muito exigente sim.

9) Dilma lutou pela democracia, foi guerreira contra a ditadura, e mesmo torturada não entregou seus/suas companheiros(as). Ela tem garra, sobreviveu a todos os ataques da maioria da imprensa brasileira. Ela é boa de briga.

10) Política Internacional - Ela defendeu na ONU a criminalização da homofobia, ela defende o Mercosul e o Brics, (vão até implementar o banco do Brics). Ela apoiará nossos queridos hermanos da América Latina e do Caribe e o sofrido povo africano. Ela defende o diálogo invés da guerra. Ela enfrentou os EUA no caso dos grampos. Dilma tem lado sempre.

11) As populações mais vulneráveis ela defendeu e defenderá, as quotas para negros e negras, e vai manter a SEPPIR. Defendeu as mulheres e manterá a Secretaria de Políticas para as Mulheres. Fez o Viver Sem Limites destinado a pessoas com deficiência, com R$ 7,6 bilhões de investimentos. E vai manter SDH.

12) Cultura - em 12 anos com Lula e Dilma no governo, as políticas de incentivo à cultura avançaram muito. Com Dilma vieram o Vale Cultura, o Cinema Perto de Você, o Brasil de Todas as Telas, o Sistema Nacional de Cultura. Com os Centros de Artes e Esportes Unificados e o Programa Mais Cultura nas Escolas, as comunidades tiveram mais acesso à cultura.

13) Os governos de Lula e Dilma defendem a política da participação social. O governo Dilma até fez o Decreto 8243, sistematizando a participação. Tivemos no governo Lula e Dilma um número extraordinário de Conferências Nacionais (83), há 36 Conselhos Participativos, uma infinidade de comitês de participação cidadã e democrática. Todas as solicitações de audiências com ministros e ministras foram atendidas, foram 18 audiências e 67 reuniões. Dilma defende as grandes reformas que eu também defendo: reforma política, reforma agrária, reforma urbana, reforma tributária e a democratização dos meios de comunicação.

Pelo conjunto da obra, peço seu voto consciente em Dilma para continuar com as mudanças das quais o Brasil precisa. Peço humildemente seu para voto Dilma 13.

*Toni Reis
Fui e sou militante e ativista há 35 anos, do movimento estudantil, movimento educacional, movimento da saúde, do movimento dos direitos humanos e movimento LGBT, entre outras causas. Sou professor, formado em Letras, especialista e mestre. Também sou doutor em educação.Sou gay, sou casado com David Harrrad com a anuência do STF e pai de três filhos, Alyson, Jéssica e Filipe, também por direito garantido pelo STF. Sou filiado ao Partido Comunista do Brasil - PCdoB, faço parte dos Fóruns Nacional, Estadual (Paraná) e Municipal (Curitiba) de Educação, sou diretor executivo do Grupo Dignidade, sou ex-presidente e atual secretário de educação da ABGLT, além de outros trabalhos.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Carta aberta do meu neto German para eleitores do Aécio

Saí para buscar o jantar nas florestas inóspitas do Capão Raso e, quando retorno à caverna com a caça abatida, um balde de frango pornograficamente frito, meu piazote de 10 anos mostra o seu - palavras dele - "maior texto que já escrevi, vô paulo!"
Avô destrambelhado que sou, trato de reproduzir exatamente o que ele escreveu. Gosto disso, meninos e meninas: Germanzito jamais andará pelos lados direitosos e fedidos da direita. 

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essa postagem aqui é uma carta aberta para alguns amigos meus que votam no aécio neves, (foram meus avós que me ensinaram sobre política!) hahah. 
Continuando o que eu ia falar vocês sabem o quanto ele é um idiota mas continuam, acham que ele vai mudar alguma coisa mas ele só vai fazer merda, vocês tucanos, devem estar achando que o que eu estou falando é merda mas se enganaram! é um dos melhores textos que eu escrevo, simplesmente quero saber porque vocês votam no aécio, tem muitos amigos meus que quando eu posto coisas sobre política não comentam "porque eu sou criança" ou "porque é meu amigo do colégio" mas não! eu quero que vocês debatam comigo sobre política quero saber mais sobre porque você votam no aécio ou porque você é anti-dilma, me responda. 
Simples assim! (agora, só não me venha falar sobre o porto de cuba e que a dilma emprestou dinheiro para eles e isso é um crime... porque eu german, sim eu mesmo! sei que o FHC emprestou dinheiro para cuba) ok você não comentou mais pelo menos 
leu!, vamos lá gente vocês tem medo de debater é simples quando debatemos ninguém te morde você não vai preso não cai pedaço, simples seja você mesmo e fale você não é proibido de falar.
Até que eu mesmo comento a pessoa não tem coragem de me responder, mas quando é com um outro adulto fala até de mais, AGORA você tem outro motivo para não me responder? é simples, deixa de ser cagão e fala com o seu coleguinha do pré 1.
Nossa olha só como o meu avô Paulo e minha avó Sonia me criaram mal! de repente você se pergunta nossa! ele está falando mal do avô e da avó, senhor ou senhora se você pensou isso mesmo volte ao começo da postagem e leia novamente obrigado pela a atenção e tchau!.

Alberto Goldman: tucano jaguara, ex-comunista, golpista

Via Contextolivre

Tucanos flertam com golpismo

Breno Altman

O ex-governador Alberto Goldman, coordenador da campanha de Aécio Neves em São Paulo, leva seu ódio antipetista ao paroxismo.

Leiam com atenção o título de seu artigo mais recente, no site do PSDB: “O Brasil rejeitou o PT. Dilma não teria condições de governar o Brasil.”

Do que está falando esse cavalheiro que um dia já foi de esquerda?

Que o resultado eleitoral não deve ser acolhido? Que os tucanos irão desconhecer a vontade das urnas, a partir da noite do dia 26, agindo como a pior parte da oposição venezuelana e tentando virar a mesa?

Goldman parece ter finalmente concluído sua adesão ao lacerdismo e seu bordões.

O que pensa parece inspirado no que foi escrito sobre Getúlio Vargas nos anos 50. Dilma não pode vencer. Se vencer, não pode governar. Se governar tem que cair.

Esta é a linha do prócer tucano?

O álibi para tal raciocínio é aberração que fere a Constituição. “Dilma recebeu 41,5% dos votos válidos no primeiro turno das eleições. Os restantes são 58,5%”, diz o ex-comunista.

Ora, por esta tese, qualquer vitória em segunda volta é ilegítima. Afinal, só há nova votação quando o primeiro colocado recebe menos sufrágios que a soma de seus adversários.

Vejam, por exemplo, a situação de Aécio Neves. Teve apenas 33,55% dos votos válidos na primeira rodada. Os demais foram 66,45%. Sua eventual vitória em segundo escrutínio, portanto, deveria ser politicamente impugnada?

Se Dilma vencer no próximo dia 26, com 50% mais um dos votos, como manda a carta maior, terá sido eleita pela aliança entre os petistas e o veto ao retrocesso conservador, e seu mandato terá plena legitimidade.

Caso venha a ser Aécio o vitorioso, na união entre os votos tucanos e a rejeição antipetista, seu triunfo também será legítimo e o neto de Tancredo teria “condições de governar”.

O resto é conversa golpista.

Mas Goldman vai além.

“A votação do PT se sobrepõe”, afirma, “quase que com absoluta perfeição, no mapa da distribuição dos programas assistenciais, em especial do bolsa família. Abstraídos os votos dessas áreas, que deram a Dilma mais de 50% dos votos, a derrota para a oposição é muito mais expressiva”.

O impressionante é sua conclusão. “O Brasil do trabalho formal, produtivo, dos seus trabalhadores e empresários, no campo e na cidade, o Brasil da cultura e da tecnologia – essa é, de fato, a elite brasileira – rejeitou, por ampla maioria, o PT e sua candidata.”

Quer dizer que o voto dos brasileiros que ganham menos de dois salários mínimos, entre os quais Dilma teve 52%, vale menos que a “elite brasileira” identificada pelo ex-governador?

Qual seria a sugestão de Goldman para resolver esta situação que o incomoda? O voto censitário? A concessão do título de eleitor apenas aos cidadãos do que considera ser “o Brasil da cultura e da tecnologia”?

Seu discurso não é apenas antidemocrático. Apela também para o preconceito social e a fúria de classe contra os pobres. Na pior tradição da direita brasileira.

Vergonhoso outono de um homem público que caminhou entre as forças progressistas antes de saltar o alambrado.

sábado, 18 de outubro de 2014

Poema sobre o sangue nos meus olhos

O sangue que está nos olhos deles, os que estão no outro lado, é muito diferente do sangue que está nos meus olhos.

Explico, se me permitem.

Eles sangram os brasileiros tem mais de quinhentos anos.

Eles matam os brasileiros de fome tem mais de quinhentos anos.

Eles roubam os brasileiros tem mais de quinhentos anos.

Fazem isso com os brasileiros, as brasileiras, com os negros e as negras, com os índios e as índias, com os invisíveis sem nome.

Nós, os que estamos aqui deste outro lado, conseguimos (talvez) diminuir a hemorragia de quinhentos anos.

Eles têm sangue nos olhos, sangue nas mãos e sangue nas suas contas bancárias.

Eles pretendem continuar saqueando o Brasil.

Em verdade não temos sangue nos olhos e nenhum sangue suja nossas mãos: somos a nossa luta, temos os olhos sempre alumiados por nossa esperança mais louca, temos as mãos espalmadas por nosso espanto com as injustiças.

Temos, sim, o sangue fervido por nossa indignação.

Somos de sangue, de luta.

Somos o povo brasileiro!

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Pela Virgencita Botinuda! Aécio comendo na mão de Fidel!

Crendiospai, tucanalhas, tá tudo dominado! 

Vejam o que os barbudos horrrrrrorrrrrozzzzos de Cuba - e comunistas, pela virgencita botinuda! - conseguiram fazer com o bostinha do aécio! 

O jaguarinha está comendo na mão do Fidel! 

Na mão do Fidel, o satanás do caribe!

Corram paras igrejas mineiras, chamem os curas, os padres, os bispos, as beatas e as carpideiras! 

Ajoelhem-se em orações, novenas e romarias!

Façam tchuks nas zorbinhas e calçolas!


 
Fidel, o cramulhão barbudo, explica para o inocente playboy: primeiro eu vou eleger Lula e Dilma, depois é com você! 

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Se você não consegue explicar porque vota em Aécio Aspirator, eu ajudo

Copiei do Gilson Sampaio

Dez boas razões para votar em Aécio

Via Boitempo
Michael Löwy

1. Se você acha que o que é bom para os bancos é bom para o Brasil, vote em Aécio.

2. Se você acha que o que é bom para Exxon, Texaco, Goldmann & Sachs e J.P. Morgan (o banco do Armínio Fraga) é bom para o Brasil, seu candidato é o Aécio.

3. Se você pensa que os Estados Unidos são os protetores da paz no mundo e que o Brasil deve se alinhar com a política americana, tem mesmo de votar em Aécio.

4. Se você acha que a educação e a saúde estariam em bem melhor situação se fossem privatizadas, apoie Aécio.

5. Se você acha que o salário mínimo está alto demais, agravando o “custo Brasil”, vote sempre em Aécio.

6. Se você acha que o lugar de criança delinquente é no Carandiru, não deixe de votar em Aécio.

7. Se você acha que os ricos, os fazendeiros, os empresários e os donos de supermercados pagam impostos demais, Aécio é seu candidato.

8. Se você acha que o neoliberalismo demonstrou, na Europa, sua eficácia para enfrentar a crise econômica e o desemprego, Aécio é seu homem.

9. Se você acha que a taxa de juros esta baixa demais, prejudicando os detentores da dívida pública, seu candidato é mesmo Aécio.

10. Se você acha que a Reforma Agrária é coisa do passado e que o futuro de um Brasil moderno é o agronegócio produtor de commodities, por favor, vote em Aécio.

Se entretanto, por alguma razão obscura – ignorância, preconceito anticapitalista, esquerdismo, falta de confiança em nossas elites – você não acredita em nada disso, provavelmente votará na Dilma...

sábado, 11 de outubro de 2014

Números contradizem onda de pessimismo com a economia brasileira

O Serviço de Alto Falantes Ornitorrinco não vê Clemente desde o século passado, quando foi para São Paulo. Neste breve artigo, ele alumia o debate sobre o pessimismo que a grande mídia infunde todos os dias, com o objetivo de ajudar a tucanada.
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Copiei de 247

Clemente Ganz Lúcio 
(Diretor técnico do DIEESE)

Os números da atual conjuntura evidenciam que ainda estamos em pé, gerando empregos, com preços caindo e variação positiva do PIB

Há algum tempo, dados e declarações que procuram demonstrar que há no Brasil grande crise e descontrole da economia ganharam destaque: o país está em recessão (técnica!), a inflação, descontrolada, o desemprego chegou, o déficit comercial subiu etc.

A vida não anda fácil no mundo e no Brasil, é verdade. A partir de 2007/2008, as economias desenvolvidas provocaram a mais grave crise do capitalismo desde 1929. "A grande recessão", segundo economistas, trouxe aos países desenvolvidos alto desemprego, arrocho salarial, perda de direitos e da proteção social como remédio para a crise.

A atividade econômica caiu nos países em desenvolvimento e a China passou a mostrar seu poder econômico. Com políticas anticíclicas, o Brasil permaneceu em pé, garantindo empregos, preservando salários e políticas sociais, bem como protegendo e incentivando a atividade produtiva. É muito difícil enfrentar essa crise. Há acertos e erros que fazem parte do risco de quem governa e decide diante de tantas incertezas.

O Brasil enfrenta inúmeros desafios de curto prazo: a pressão dos preços internacionais de alimentos; a severa seca, a mais grave dos últimos 60 anos, que comprometeu a safra agrícola, elevando preços de insumos, alimentos e energia elétrica; a Copa do Mundo, que reduziu a quantidade de dias úteis, com impacto sobre a atividade econômica; a desvalorização do Real (R$ 1,6 para R$ 2,3 por dólar), que ajuda a proteger a indústria, mas tem impactos sobre preços; a queda na receita fiscal do governo; a redução na venda de manufaturados para a Argentina; a China ganhando espaço comercial na América Latina e no nosso mercado interno; a enorme pressão dos rentistas pelo aumento dos juros, entre outros.

Apesar disso, os números da atual conjuntura evidenciam que ainda estamos em pé, senão vejamos:

· No primeiro semestre de 2014, houve aumento salarial em 93% das Convenções Coletivas, com ganhos reais entre 1% e 3%;

· O preço da cesta básica caiu nas 18 capitais pesquisadas pelo DIEESE, entre julho e agosto (-7,69% a -0,48%).

· O Índice do Custo de Vida do DIEESE, na cidade de São Paulo, variou 0,68% em julho e 0,02% em agosto, arrefecendo.

· O mercado de trabalho formal criou mais de 100 mil postos de trabalho em agosto.

· O comércio calcula que serão criadas mais de 135 mil vagas no final do ano.

· O BC estimou a variação positiva do PIB para julho em 1,5% e indicou trajetória de queda da inflação.

· A atividade produtiva da indústria cresceu 0,7% em julho.

A ciência dos números é insubstituível para dar qualidade ao debate público e apoiar um olhar criterioso sobre a dinâmica da realidade. O desafio é correlacionar as informações para produzir o conhecimento e compreender o movimento do real.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Permitem-me um aparte?

Copiei a imagem daqui

Permitem-me um aparte? Obrigado.

Há eleições a cada dois anos, meninos e meninas.

Distintas visões de mundo e, portanto, diferentes propostas para arrumar as imperfeições do mundo serão postas. 

Tão diferentes podem ser que, amiúde, são inconciliáveis.

Não é um mero passeio no parque, nem rivalidade futebolística. 

Eu, obviamente, não vou brigar com um amigo que não queira correr no parque comigo, ou que torça para outro time.

Mas sou militante do PT desde 1982 e não posso aceitar quieto - dando a outra face - quando nos chamam de petralhas, ou de quadrilha que está no poder.

Não posso manter amizades que espalham mentiras e acusações sem qualquer fundamento. 

Que tipo de amigos são esses?

Tenho barbas brancas, seis filhos e sete netos e modesta história de militância.

Meus amigos de verdade - mesmo quando discordamos - respeitam isso.

Não manterei amizades com quem acha que pode fazer tábula rasa da luta do Partido dos Trabalhadores.

Prefiro mandar essa gente toda para a puta ianque e golpista que os pariu, simples assim.

Obrigado pelo aparte. 

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Jean Wyllys nunca me enganou, meninos e meninas: Carta para além do muro (ou por que Dilma agora)

jean votação.jpg

O muro não é meu lugar, definitivamente. Nunca gostei de muros, nem dos reais nem dos imaginários ou metafóricos. Sempre preferi as pontes ou as portas e janelas abertas, reais ou imaginárias. Estas representam a comunicação e, logo, o entendimento. Mas quando, infelizmente, no lugar delas se ergue um muro, não posso tentar me equilibrar sobre ele. O certo é avaliar com discernimento e escolher o lado do muro que está mais de acordo com o que se espera da vida. O correto é tomar posição; posicionar-se mesmo que a posição tomada não seja a ideal, mas a mais próxima disso. Jamais lavar as mãos como Pilatos – o que custou a execução de Jesus – ou sugerir dividir o bebê disputado por duas mães ao meio.

Sei que cada escolha é uma renúncia. E, por isso, estou preparado para os insultos e ataques dos que gostariam que eu fizesse escolha semelhante às suas.

Por respeito à democracia interna do meu partido, aguardei a deliberação da direção nacional para dividir, com vocês, minha posição sobre o segundo turno. E agora que o PSOL já se expressou, eu também o faço.

Antes de mais nada, quero dizer que estou muito feliz e orgulhoso pelo papel cumprido ao longo de toda a campanha por Luciana Genro. Jamais um(a) candidato(a) presidencial tinha assumido em todos os debates, entrevistas e discursos – e, sobretudo, no programa de governo apresentado – um compromisso tão claro com a defesa dos direitos humanos de todos e de todas. Luciana foi a primeira candidata a falar as palavras "transfobia" e "homofobia" num debate presidencial, além de defender abertamente o casamento civil igualitário, a lei de identidade de gênero e a criminalização da homofobia nos termos em que eu mesmo a defendo; mas também foi a primeira a defender, sem eufemismos, as legalizações do aborto e da maconha como meios eficazes de reduzir a mortalidade da população pobre e negra, a taxação das grandes fortunas, a desmilitarização da polícia e outras pautas que considero fundamentais. O PSOL saiu da eleição fortalecido.

Agora, no segundo turno, a eleição é entre os dois candidatos que a população escolheu: Dilma Rousseff e Aécio Neves. E eu não vou fugir dessa escolha porque, embora tenha fortes críticas a ambos, acredito que existam diferenças importantes entre eles.

A candidatura de Aécio Neves – com o provável apoio de Marina Silva (e o já declarado apoio dos fundamentalistas MAL-AFAIA e Pastor Everaldo; do ultrarreacionário Levy Fidélix; da quadrilha de difamadores fascistas que tem por sobrenome Bolsonaro e do PSB dos pastores obscurantistas Eurico e Isidoro) – representa um retrocesso: conservadorismo moral, política econômica ultraliberal, menos políticas sociais e de inclusão, mais criminalização dos movimentos sociais, mais corrupção (sim, ao contrário do que sugere parte da imprensa, o PT é um partido menos enredado em esquemas de corrupção que o PSDB), mais repressão à dissidência política e menos direitos civis.

Mesmo com todos as críticas que eu fiz, faço e continuarei fazendo aos governos do PT, a memória da época do tucanato me lembra o quanto tudo pode piorar. Por outro lado, Aécio representa uma coligação de partidos de ultradireita, com uma base ainda mais conservadora que a do governo Dilma no Parlamento. Esse alinhamento político-ideológico à direita entre Executivo e Legislativo é um perigo para a democracia.

Vocês, que acompanham meus posicionamentos no Congresso, na imprensa e aqui sabem o quanto eu fui crítico, durante esses quatro anos, das claudicações e recuos do governo Dilma e do tipo de governabilidade que o PT construiu. Mas sabem, também, que tenho horror a esse antipetismo de leitor da revista marrom, por seu conteúdo udenista, fundamentalista religioso, classista e ultraliberal em matéria econômico-social. Considero-o uma ameaça às conquistas já feitas, que não são todas as que eu desejo, mas existem e são importantes, principalmente para os mais pobres. As manifestações de racismo e classismo que vi nos últimos dias nas redes sociais contra o povo nordestino, do qual faço parte como baiano radicado no Rio, mais ainda me horrorizam.

Por isso, aderindo à posição da direção nacional do PSOL, que declarou "Nenhum voto em Aécio", eu declaro que, neste segundo turno das eleições, eu voto em Dilma e a apoio, mesmo assegurando a vocês, desde já, que farei oposição à esquerda ao seu governo (logo, uma oposição pautada na justiça, na ética, nas minhas convicções e no republicanismo), apoiando aquilo que é coerente com as bandeiras que defendo e me opondo ao que considero contrário aos interesses da população em geral e daqueles que eu represento no Congresso, como sempre fiz.

Hoje, antes de dividir estas palavras com vocês, entrei em contato com a coordenação de campanha da presidenta Dilma para antecipar minha posição e cobrar, dela, um compromisso claro com agendas mínimas que são muito caras a mim e a todas as que me confiaram seu voto.

E a presidenta Dilma, após argumentar que pouco avançou na garantia de direitos humanos de minorias porque, no primeiro mandato, teve de levar em conta o equilíbrio de forças em sua base e priorizar as políticas sociais mais urgentes, garantiu que, desta vez, vai:

1. fazer todos os esforços que lhe cabem como presidenta para convencer sua base a criminalizar a homofobia em consonância com a defesa de um estado penal mínimo;

2. fazer todos os esforços que lhe cabem como presidenta para mobilizar sua base no Legislativo para legalizar algo que já é uma realidade jurídica: o casamento CIVIL igualitário (ela ressaltou, contudo, que vai tranquilizar os religiosos de que jamais fará qualquer ação no sentido de constranger igrejas a realizarem cerimônias de casamento; a presidenta deixou claro que seu compromisso é com a legalização do CASAMENTO CIVIL – aquele que pode ser dissolvido pelo divórcio – entre pessoas do mesmo sexo);

3. realizar maior investimento de recursos nas políticas de prevenção e tratamento das DSTs/Aids, levando em conta as populações mais vulneráveis à doença;

4. dar maior atenção às reivindicações dos povos indígenas, conciliando o atendimento a essas reivindicações com o desenvolvimento sustentável;

5. e implementar o Plano Nacional de Educação (PNE) de modo a assegurar a todos e todas uma educação inclusiva de qualidade, sem discriminações às pessoas com deficiências físicas e cognitivas, LGBTs e adeptos de religiões minoritárias, como as religiões de matriz africana.

Por tudo isso, sobretudo por causa desse compromisso, eu voto em Dilma e apoio sua reeleição. Se ela não cumprir serei o primeiro a cobrar junto a vocês.

Emiliano Cunha: O meu voto não é para mim. O meu voto é para o Outro.


Eu sou o negro/pardo/pobre tingindo de pluralidade as castas alvas classes do Ensino Superior.
Eu sou a assinatura na carteira de trabalho dos mais de 4 milhões de novos trabalhadores formais.
Eu sou a primeira conversa do primeiro contato do Invisível Social com um médico cubano/argelino/alemão/australiano/uruguaio/marciano.
Eu sou a comida na boca de um povo que, pela primeira vez na história, saiu da linha da fome, mas que não saiu nos jornais.
Eu sou a mãe que recebe auxílio para alimentar os filhos e garantir o mínimo de cidadania e humanidade.
Eu sou a inflação controlada e a economia firme durante um terremoto econômico mundial.
Eu sou a empregada doméstica com sua profissão regulamentada.
Eu sou a certeza da corrupção se tornar crime hediondo.
Eu sou a esperança clara da Reforma Política.
Eu sou a desigualdade atingindo os menores índices da história do Brasil.
Eu sou os cofres públicos revigorados depois de uma desenfreada e desastrosa abertura para o capital estrangeiro.
Eu sou o dólar em patamares mais realistas.
Eu sou a Classe C invadindo shoppings, comprando carros e exercendo, pela primeira vez, o poder da escolha.
Eu sou a criança dormindo em um quarto de verdade pela primeira vez, a família jantando em uma sala e depois assistindo à TV a cabo num canal qualquer.
Eu sou o churrasco de domingo com os vizinhos ao lado, que também têm sua casa agora.
Eu sou a viagem ao exterior do pesquisador sem fronteiras.
Eu sou o cinema e a arte brasileira recebendo importante e fundamental investimento em todos elos da cadeia produtiva.
Eu sou a arte também entendida como exercício da cidadania, da diversidade, como bem simbólico e não só material.
Eu sou o jovem que pode optar por uma ampla oferta de formação técnica.
Eu sou o Estado forte e presente.
Eu sou 13 por essas e muitas outras razões.
Eu sou o meu voto.
O meu voto não é para mim.
O meu voto é para o Outro.
Emiliano Cunha

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Junho 2013 x Outubro 2014

O Serviço de Alto Falantes Ornitorrinco cumprimenta os presentes nesta quermesse em louvor de Nossa Senhora das Dúvidas e, esclarecendo que não concorda integralmente, divide com nossos quase 8 leitores diários esta interessante análise porque, sendo Cesar Sanson um militante que eu respeito, quebrar o pau é preciso.
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Copiei de Cesar Sanson

Tenho lido muitas interpretações que afirmam que as ‘Jornadas de Junho 2013’ não serviram para nada. Além de não terem tido nenhuma repercussão nas eleições de 2014 no sentido de uma inflexão à esquerda, pior ainda, teriam engrossado o caldo da direita. 
O caso mais citado é a reeleição de Alckmin em São Paulo – um dos principais focos dos protestos – e a quase nula renovação no Congresso Nacional. 
Não faço essa leitura, mas ressalvo que é um debate em aberto.
Primeiro, há ‘pautas’ que retornaram à agenda política do país devido as manifestações. A mais evidente é a Reforma Política. O Plebiscito Popular ganhou força após Junho 2013. Outro tema que ganhou força é o da mobilidade. Seguramente Haddad em São Paulo não teria o ‘atrevimento’ de ampliar os corredores exclusivos para os ônibus, assim como as ciclovias não fosse o ‘empurrão’ que recebeu das ruas.
Ainda mais. O Programa ‘Mais Médicos’ só saiu da ‘prateleira’ depois que o tema da saúde foi um dos mais gritado nas manifestações. O Programa estava no Ministério da Saúde cozinhando faz tempo. Foram as ruas que ajudaram o governo enfrentar as corporações médicas. Alguém imagina o governo trazendo médicos cubanos para o país sem o Junho de 2013?
Tem mais. Foram as ruas que forçaram o Congresso a aprovar o uso dos royalties do petróleo – pré-sal – para a educação e para a área da saúde. As Jornadas de Junho empurraram o governo à esquerda. A presidente depois de receber o MPL, em cadeia nacional se comprometeu em ampliar investimentos em agenda social.
Agora, o mais importante. 
Junho de 2013 foi um contundente não à democracia representativa. O que se viu foi um fosso entre as ruas e a representação política e institucional. O “vocês me representam” foi substituído pelo “eu me represento”. 
É a partir dessa leitura que muitos esperavam que as eleições de 2014 fosse uma caixa de ressonância das ruas e aguardava-se um voto de mudança contra os mesmos que sempre estiveram aí.
A pergunta delicada: Mas onde estava o novo – a mudança – para se exprimir como o representante das ruas? Marina num primeiro momento foi beneficiada pelo ‘espírito’ das ruas porque se apresentava como ‘novidade’, mas logo foi desmascarada e viu-se que era mais do mesmo.
Sob a perspectiva das ruas – e isso é polêmico – é preciso que se diga que o PT já faz tempo deixou de ser novidade. Isso porque se orienta pela ‘política da representação’ nos moldes dos partidos tradicionais. Basta lembrar aqui, para ficar num exemplo, do aliancismo que ressuscitou o que há de pior na política brasileira. É duro, mas é preciso que se diga: Quando muitos petistas acusavam Marina de ser o “Collor de saias”, é bom lembrar que o verdadeiro Collor integra a base de sustentação do governo. 
Ainda mais. As ruas revelaram que a luta não é apenas pela igualdade, mas também pelo reconhecimento à diversidade nas condições e opções de gênero raciais e étnicas. Aqui, também o governo do PT se mostrou muitas vezes covarde. Basta lembrar da questão indígena, do kit anti-homofobia, etc.
O mal-estar das ruas sinalizou ainda que o modelo neodesenvolvimentista de inclusão via mercado de consumo – a aposta lulista/dilmista – se tornou insuficiente. 
O ‘muito mais que 0,20 centavos’ das ruas exprime o caldo latente de um clima de frustração dos que não se sentem incluídos. Dos que estão fora da sociedade de consumo, dos milhares que trabalham em empregos precários. Daqueles que estudam e trabalham e precisam se deslocar nas metrópoles carrocentristas, mas também dos que não estudam e não trabalham e se dão conta de que o prometido atalho à sociedade de consumo não chegará pela educação e menos ainda pelo emprego de salário mínimo. 
Logo e, concluindo, o paradoxo entre a agitação das ruas e a indiferença com o processo eleitoral na realidade não é uma antítese, mas sim expressão das próprias ruas que manifestaram o desencanto com os políticos e o sistema político. 
Portanto, como o sistema político não exprime nada e não pode ser mudado por dentro – via eleições, sem que se radicalize outra forma de política – votar, deixar de votar, ou votar em ‘A’, ‘B’ ou ‘C’ pouco altera a dinâmica viciada do que não se quer.

Quem xinga os nordestinos? Eleitores de Aécio, é claro!

Copiei de Conversa Afiada

No mapa, tem burro no Brasil inteiro…
O Conversa Afiada reproduz, do Tijolaço, texto de Fernando Brito:

COXINHAS XINGAM OS NORDESTINOS NO TWITTER POR DAREM VITÓRIA MACIÇA PARA DILMA

Cada nordestino ou descendente de nordestino no Brasil deveria ver o mapa acima antes de decidir o seu voto.

A mancha vermelho-escura, significa, MUNICÍPIO POR MUNICÍPIO, onde houve uma votação de mais de 50% para a Dilma Rousseff.

É o o desenho de uma metade do Brasil que, finalmente, fez ouvir sua voz neste país.

Pois se cada homem ou mulher que teve o pai e a mãe tangido pela seca, pela miséria, pelo coronelato mandão, olhasse o que seus irmãos estão dizendo, duvido tivesse coragem de condená-los, de novo, ao jugo das elites que os empobreceram e das que os receberam, de nariz torcido, por onde a sina de retirante os espalhou.


É, como diz a turma do bucho cheio que se reúne com Aécio, “o pessoal que vota com o estômago”.

Os que ele diz que estão felizes com os “empreguinhos de dois salários mínimos”.

Gente que se reproduz na mediocridade de um imbecil, agora, na fila do banco que disse que paga imposto para dar marmita a nordestino vagabundo.

Que os chama de “paraíba”, de “baiano” e que faz até, como está mostrando o TERRA, uma página na internet para os xingar ainda mais, porque votaram em Dilma.

ESSES NORDESTINOS é o nome da manifestação de ódio.

É, esses nordestinos, que construíram o prédio onde eles moram, que abriram a estrada onde eles passam, que fizeram a escola onde seus filhos estudam, ergueram a ponte que atravessam.

Que fizeram um pedaço imenso deste Brasil rico e egoísta, da gente que é capaz de morrer de fome não porque não tem comida, mas por falta de uma empregada ou um restaurante – cheios de nordestinos na cozinha, aliás – que lhes sirva.

Esses nordestinos, essa gente que sofre mas não odeia, muito melhor do que esta, que não sabe o que é sofrer, mas sabe muito bem o que é odiar.

São eles os “limpinhos e cheiros”, mas como fedem, meu deus!
Em tempo: sobre quem estigmatiza quem supostamente vota com o estômago, vejahttp://www.conversaafiada.com.br/politica/2014/04/02/aecio-bomba-no-glamurama/ – PHA

domingo, 28 de setembro de 2014

Melancólico fim da revista “Veja”, de Mino a Barbosa

Copiei do Balaio do Kotscho

Publicado em 27/09/14 às 17h31

Uma das histórias mais tristes e patéticas da história da imprensa brasileira está sendo protagonizada neste momento pela revista semanal "Veja", carro-chefe da  Editora Abril, que já foi uma das maiores publicações semanais do mundo.

Criada e comandada nos primeiros dos seus 47 anos de vida, pelo grande jornalista Mino Carta, hoje ela agoniza nas mãos de dois herdeiros de Victor Civita, que não são do ramo, e de um banqueiro incompetente, que vão acabar quebrando a "Veja" e a Editora Abril inteira do alto de sua onipotência, que é do tamanho de sua incompetência.

Para se ter uma ideia da política editorial que levou a esta derrocada, vou contar uma história que ouvi de Eduardo Campos, em 2012, quando ele foi convidado por Roberto Civita, então dono da Abril, para conhecer a editora.

Os dois nunca tinham se visto. Ao entrar no monumental gabinete de Civita no prédio idem da Marginal Pinheiros, Eduardo ficou perplexo com o que ouviu dele. "Você está vendo estas capas aqui? Esta é a única oposição de verdade que ainda existe ao PT no Brasil. O resto é bobagem. Só nós podemos acabar com esta gente e vamos até o fim".

É bem provável que a Abril acabe antes de se realizar a profecia de Roberto Civita. O certo é que a editora, que já foi a maior e mais importante do país, conseguiu produzir uma "Veja" muito pior e mais irresponsável depois da morte dele, o que parecia impossível.

A edição 2.393 da revista, que foi às bancas neste sábado, é uma prova do que estou dizendo. Sem coragem de dedicar a capa inteira à "bala de prata" que vinham preparando para acabar com a candidatura de Dilma Rousseff, a uma semana das eleições presidenciais, os herdeiros Civita, que não têm nome nem história próprios, e o banqueiro Barbosa, deram no alto apenas uma chamada: " EXCLUSIVO - O NÚCLEO ATÔMICO DA DELAÇÃO _ Paulo Roberto Costa diz à Polícia Federal que em 2010 a campanha de Dilma Rousseff pediu dinheiro ao esquema de corrupção da Petrobras". Parece coisa de boletim de grêmio estudantil.

O pedido teria sido feito pelo ex-ministro Antonio Palocci, um dos coordenadores da campanha da então candidata Dilma Rousseff, ao ex-diretor da Petrobras, para negociar uma ajuda de R$ 2 milhões junto a um doleiro que intermediaria negócios de empreiteiras fornecedoras da empresa.

A reportagem não informa se há provas deste pedido e se a verba foi ou não entregue à campanha de Dilma, mas isso não tem a menor importância para a revista, como se o ex-todo poderoso ministro de Lula e de Dilma precisasse de intermediários para pedir contribuições de grandes empresas. Faz tempo que o negócio da "Veja" não é informar, mas apenas jogar suspeitas contra os líderes e os governos do PT, os grandes inimigos da família.

E se os leitores quiserem saber a causa desta bronca, posso contar, porque fui testemunha: no início do primeiro governo Lula, o presidente resolveu redistribuir verbas de publicidade, antes apenas reservadas a meia dúzia de famílias da grande mídia, e a compra de livros didáticos comprados pelo governo federal para destinar a esc0las públicas.

Ambas as medidas abalaram os cofres da Editora Abril, de tal forma que Roberto Civita saiu dos seus cuidados de grande homem da imprensa para pedir uma audiência ao presidente Lula. Por razões que desconheço,  o presidente se recusava a recebe-lo.

Depois do dono da Abril percorrer os mais altos escalões do poder, em busca de ajuda, certa vez, quando era Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República, encontrei Roberto Civita e outros donos da mídia na ante-sala do gabinete de Lula, no terceiro andar do Palácio do Planalto."

"Agora vem até você me encher o saco por causa deste cara?", reagiu o presidente, quando lhe transmiti o pedido de Civita para um encontro, que acabou acontecendo, num jantar privado dos dois no Palácio da Alvorada, mesmo contra a vontade de Lula.

No dia seguinte, na reunião das nove, o presidente queria me matar, junto com os outros ministros que tinham lhe feito o mesmo pedido para conversar com Civita. "Pô, o cara ficou o tempo todo me falando que o Brasil estava melhorando. Quando perguntei pra ele porque a "Veja" sempre dizia exatamente o contrário, esculhambando com tudo, ele me falou: `Não sei, presidente, vou ver com os meninos da redação o que está acontecendo´. É muita cara de pau. Nunca mais me peçam pra falar com este cara".

A partir deste momento, como Roberto Civita contou a Eduardo Campos, a Abril passou a liderar a oposição midiática reunida no Instituto Millenium, que ele ajudou a criar junto com outros donos da imprensa familiar que controla os meios de comunicação do país.

Resolvi escrever este texto, no meio da minha folga de final de semana, sem consultar ninguém, nem a minha mulher, depois de ler um texto absolutamente asqueroso publicado na página 38 da revista que recebi neste final de semana, sob o título "Em busca do templo perdido". Insatisfeitos com o trabalho dos seus pistoleiros de aluguel, os herdeiros e o banqueiro da "Veja" resolveram entregar a encomenda a um pseudônimo nominado "Agamenon Mendes Pedreira".

Como os caros leitores sabem, trabalho faz mais de três anos aqui no portal R7 e no canal de notícias Record News, empresas do grupo Record. Nunca me pediram para escrever nem me proibiram de escrever nada. Tenho aqui plena autonomia editorial, garantida em contrato, e respeitada pelos acionistas da empresa.

Escrevi hoje apenas porque acho que os leitores, internautas e telespectadores, que formam o eleitorado brasileiro, têm o direito de saber neste momento com quem estão lidando quando acessam nossos meios de comunicação.