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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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segunda-feira, 29 de julho de 2013

A santa madre e hipócrita igreja católica não quer respeito, quer é silêncio!

Copiei de Juno Cremonini

Vocês assistiram com a gente na aula de história sobre a guerra santa e sobre a inquisição.

Vocês assistiram com a gente na tevê sobre as bruxas queimadas na fogueira e as pessoas pagãs perseguidas e suas religiões aniquiladas.

Vocês leram com a gente nos livros sobre as conexões tão de pertinho dos Papas com os mais abjetos governos da história, incluindo a Alemanha Nazista.

Vocês assistiram com a gente quando o Papa ficou em silêncio diante dos casos de pedofilia.

Vocês assistiram com a gente quando mais um ano virou e a Igreja ainda ativamente fazia lobby contra o aborto.

Vocês assistiram com a gente quando mais um ano virou com a Igreja fazendo firme oposição ao casamento igualitário.

Vocês assistiram quando o pensamento cristão dentro de casa fez a juventude sexodiversa ser agredida, e a mulher ser agredida.

Vocês assistiram com a gente quando mais um ano virou com a Igreja sendo contra o uso do preservativo frente à situação crítica nos países que ela alega ajudar.

Vocês assistiram com a gente quando mais um ano virou e ainda tinham missões cristãs catequizando índios, 513 anos depois do descobrimento.

Vocês assistiram quando mais uma mulher foi relegada à posição de inferior dentro da sua casa por causa do que a religião ensinou ao seu marido e a ela.

Vocês assistiram quando o povo de santo foi estigmatizado pelo cristianismo, demonizado, e teve seus terreiros invadidos.

Vocês assistiram quando a Igreja acumulou a fortuna que acumulou em seu Estado próprio, no seu castelo próprio.

Vocês assistiram com a gente quando mais um ano virou e a Igreja continuava sendo uma instituição riquíssima diante da miséria.

Vocês assistiram com a gente quando o Papa veio ao Brasil e tirou foto com o BOPE, andou de Fiat, e participou da JMJ.

Vocês assistiram com a gente quando essa jornada distribuiu fetos de plástico para fomentar o sentimento misógino anti-escolha nas pessoas que dela participavam.

Vocês assistiram com a gente quando essa jornada distribuiu material educativo transfóbico, binarista e heterossexista.

E quando nós reagimos, vocês disseram que era demais.

Quando nós reagimos, vocês disseram que não era pra tanto.

Disseram que a gente precisa respeitar para ser respeitado.

Vocês assistiram com a gente a cada soco sem justificativa. A cada porrada baseada só no conservadorismo, e sem nenhum motivo de ninguém ter faltado com respeito algum com a religião. Era só dogma. A cada ano a Igreja reiniciou seu trabalho contra nós, e vocês assistiram.

Eis que reagimos, e vocês nos tratam como se fossemos nós quem começamos essa guerra.

Vão à merda vocês.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Feliciano, "cheio de espírito santo", afirma que CDHM era "espaço dominado por satanás"

O Serviço de Alto Falantes Ornitorrinco cumprimenta os anencéfalos presentes nesta grandiosa quermesse em louvor de São Bolsonaro Malafaia do Ódio Vomitado e apresenta a mais recente merda produzida por marco feliciano, um dos mais notáveis trambiqueiros da fé do Brasil.
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Veja o inteiro teor aqui.

Marco Feliciano, pastor picareta, sinistro deputadão federal, notório racista, LGBTT-fóbico e machista, obrou mais esta pérola na sexta-feira à noite, 29, durante um culto num ginásio de Passos (348 km de BH), no sul de Minas Gerais, ao 
comentar um protesto contra ele que ocorria do lado de fora:


"Essa manifestação toda se dá porque, pela primeira vez na história desse Brasil, um pastor cheio de espírito santo conquistou o espaço que até ontem era dominado por Satanás".


domingo, 31 de março de 2013

Tem um negro, ou um ateu ou um gay rondando sua casa? Denuncie, cristão em cristo!

O Serviço de Alto Falantes Ornitorrinco cumprimenta os presentes nesta grandiosa e letal quermesse em louvor das trevas, do atraso, do medo e contra a vida e permite-se dizer que, por enquanto, (ainda) é brincadeira. Mas se permitirmos que o acanalhado fundamentalismo cristão, católico e evangélico, continue tomando conta das instituições feito câncer, chegará o dia em que nos lembraremos daquele poema que diz que na primeira noite eles levaram os comunistas, depois aqueles outros, depois aquelas outras, até que vieram pegar aqueles que repetidamente enfiam a cabeça no buraco e, feito avestruzes indigentes, sempre deixam o cuzão à mostra.
Fiquem, pois, muito bem avisados e saibam que seus fiofós estão expostos, meninos e meninas!
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Copiei a imagem de Douglas Donin

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Opus Dei ou a Santa Máfia: que nojo desta tropa do atraso

O Serviço de Alto Falantes Ornitorrinco cumprimenta os presentes nesta letal quermesse em louvor de Nossa Senhora da Patifaria Religiosa de Direita e, por pertinente e indispensável, manda vocês todos para a puta que os pariu até porque, seus lazarentos, vocês fazem parte do processo golpista em marcha no Brasil.
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Copiei imagem e texto do Papo Reto
Altamiro Borges (Miro), jornalista e escritor


O Opus Dei (do latim, Obra de Deus) foi fundado em outubro de 1928, na Espanha, pelo padre Josemaría Escrivá. O jovem sacerdote de 26 anos diz ter recebido a “iluminação divina” durante a sua clausura num mosteiro de Madri. Preocupado com o avanço das esquerdas no país, este excêntrico religioso, visto pelos amigos de batina como um “fanático e doente mental”, decidiu montar uma organização ultra-secreta para interferir nos rumos da Espanha. Segundo as suas palavras, ela seria “uma injeção intravenosa na corrente sanguínea da sociedade”, infiltrando-se em todos os poros de poder. Deveria reunir bispos e padres, mas, principalmente, membros laicos, que não usassem hábitos monásticos ou qualquer tipo de identificação. Reconhecida oficialmente pelo Vaticano em 1947, esta seita logo se tornou um contraponto ao avanço das idéias progressistas na Igreja. Em 1962, o papa João 23 convocou o Concílio Vaticano II, que marca uma viragem na postura da Igreja, aproximando-a dos anseios populares. No seu fanatismo, Escrivá não acatou a mudança. Criticou o fim da missa rezada em latim, com os padres de costas para os fiéis, e a abolição do Index Librorum Prohibitorum, dogma obscurantista do século 16 que listava livros “perigosos” e proibia sua leitura pelos fiéis. “Este concílio, minhas filhas, é o concílio do diabo”, garantiu Escrivá para alguns seguidores, segundo relato do jornalista Emílio Corbiere no livro “Opus Dei: El totalitarismo católico”. 


O poder no Vaticano
Josemaría Escrivá faleceu em 1975. Mas o Opus Dei se manteve e adquiriu maior projeção com a guinada direitista do Vaticano a partir da nomeação do papa polonês João Paulo II. Para o teólogo espanhol Juan Acosta, “a relação entre Karol Wojtyla e o Opus Dei atingiu o seu êxito nos anos 80-90, com a irresistível acessão da Obra à cúpula do Vaticano, a partir de onde interveio ativamente no processo de reestruturação da Igreja Católica sob o protagonismo do papa e a orientação do cardeal alemão Ratzinger”. Em 1982, a seita foi declarada “prelazia pessoal” – a única existente até hoje –, o que no Direito Canônico significa que ela só presta contas ao papa, que só obedece ao prelado (cargo vitalício hoje ocupado por dom Javier Echevarría) e que seus adeptos não se submetem aos bispos e dioceses, gozando de total autonomia. O ápice do Opus Dei ocorreu em outubro de 2002, quando o seu fundador foi canonizado pelo papa numa cerimônia que reuniu 350 mil simpatizantes na Praça São Pedro, no Vaticano. A meteórica canonização de Josemaría Escrivá, que durou apenas dez anos, quando geralmente este processo demora décadas e até séculos, gerou fortes críticas de diferentes setores católicos. Muitos advertiram que o Opus Dei estava se tornando uma “igreja dentro da Igreja”. Lembraram um alerta do líder jesuíta Vladimir Ledochowshy que, num memorando ao papa, denunciou a seita pelo “desejo secreto de dominar o mundo”. Apesar da reação, o papa João Paulo II e seu principal teólogo, Joseph Ratzinger , ex-chefe da repressora Congregação para Doutrina da Fé e atual papa Bento 16, não vacilaram em dar maiores poderes ao Opus Dei. Vários estudos garantem que esta relação privilegiada decorreu de razões políticas e econômicas. No livro “O mundo secreto do Opus Dei”, o jornalista canadense Robert Hutchinson afirma que esta organização acumula uma fortuna de 400 bilhões de dólares e que financiou o sindicato Solidariedade, na Polônia, que teve papel central na débâcle do bloco soviético nos anos 90. O complô explicaria a sólida amizade com o papa, que era polonês e um visceral anticomunista. Já Henrique Magalhães, numa excelente pesquisa na revista A Nova Democracia, confirma o anticomunismo de Wojtyla e relata que “fontes da Igreja Católica atribuem o poder da Obra a quitação da dívida do Banco Ambrosiano, fraudulentamente falido em 1982”. O vínculo com os fascistas Além do rigoroso fundamentalismo religioso, o Opus Dei sempre se alinhou aos setores mais direitistas e fascistas. Durante a Guerra Civil Espanhola, deflagrada em 1936, Escrivá deu ostensivo apoio ao general golpista Francisco Franco contra o governo republicano legitimamente eleito. Temendo represálias, ele se asilou na embaixada de Honduras, depois se internou num manicômio, “fingindo-se de louco”, antes de fugir para a França. Só retornou à Espanha após a vitória dos golpistas. Desde então, firmou sólidos laços com o ditador sanguinário Francisco Franco. “O Opus Dei praticamente se fundiu ao Estado espanhol, ao qual forneceu inúmeros ministros e dirigentes de órgãos governamentais”, afirma Henrique Magalhães. Há também fortes indícios de que Josemaría Escrivá nutria simpatias por Adolf Hitler e pelo nazismo. De forma simulada, advogava as idéias racistas e defendia a violência. Na máxima 367 do livro Caminho, ele afirma que seus fiéis “são belos e inteligentes” e devem olhar aos demais como “inferiores e animais”. Na máxima 643, ensina que a meta “é ocupar cargos e ser um movimento de domínio mundial”. Na máxima 311, ele escancara: “A guerra tem uma finalidade sobrenatural... Mas temos, ao final, de amá-la, como o religioso deve amar suas disciplinas”. Em 1992, um ex-membro do Opus Dei revelou o que este havia lhe dito: “Hitler foi maltratado pela opinião pública. Jamais teria matado 6 milhões de judeus. No máximo, foram 4 milhões”. Outra numerária, Diane DiNicola, garantiu: “Escrivá, com toda certeza, era fascista”. Escrivá até tentou negar estas relações. Mas, no seu processo de ascensão no Vaticano, ele contou com a ajuda de notórios nazistas. Como descreve a jornalista Maria Amaral, num artigo à revista Caros Amigos, “ao se mudar para Roma, ele estimulou ainda mais as acusações de ser simpático aos regimes autoritários, já que as suas primeiras vitórias no sentido de estabelecer o Opus Dei com estrutura eclesiástica capaz de abrigar leigos e ordenar sacerdotes se deram durante o pontificado do papa Pio XII, por meio do cardeal Eugenio Pacelli, responsável por controverso acordo da Igreja com Hitler”. Outro texto, assinado por um grupo de católicas peruanas, garante que a seita “recrutou adeptos para a organização fascista ‘Jovem Europa’, dirigida por militantes nazistas e com vínculos com o fascismo italiano e espanhol”. Pouco antes de morrer, Josemaría Escrivá realizou uma “peregrinação” pela América Latina. Ele sempre considerou o continente fundamental para sua seita e para os negócios espanhóis. Na região, o Opus Dei apoiou abertamente várias ditaduras. No Chile, participou do regime terrorista de Augusto Pinochet. O principal ideólogo do ditador, Jaime Guzmá, era membro ativo da seita, assim como centenas de quadros civis e militares. Na Argentina, numerários foram nomeados ministros da ditadura. No Peru, a seita deu sustentação ao corrupto e autoritário Alberto Fujimori. No México, ajudou a eleger como presidente seu antigo aliado, Miguel de La Madri, que extinguiu a secular separação entre o Estado e a Igreja Católica. Infiltração na mídia Para semear as suas idéias religiosas e políticas de forma camuflada, Escrivá logo percebeu a importância estratégica dos meios de comunicação. Ele mesmo gostava de dizer que “temos de embrulhar o mundo em papel-jornal”. Para isso, contou com a ajuda da ditadura franquista para a construção da Universidade de Navarra, que possuí um orçamento anual de 240 milhões de euros. Jornalistas do mundo inteiro são formados nos cursos de pós-graduação desta instituição. O Opus Dei exerce hoje forte influência sobre a mídia. Um relatório confidencial entregue ao Vaticano em 1979 pelo sucessor de Escrivá revelou que a influência da seita se estendia por “479 universidades e escolas secundárias, 604 revistas ou jornais, 52 estações de rádio ou televisões, 38 agências de publicidade e 12 produtores e distribuidoras de filmes”. Na América Latina, a seita controla o jornal El Observador (Uruguai) e tem peso nos jornais El Mercúrio (Chile), La Nación (Argentina) e O Estado de S.Paulo. Segundo várias denúncias, ela dirige a Sociedade Interamericana de Imprensa, braço da direita na mídia hemisférica. No Brasil, a Universidade de Navarra é comandada por Carlos Alberto di Franco, numerário e articulista do Estadão, responsável pela lavagem cerebral semanal de Geraldo Alckmin nas famosas “palestras do Morumbi”. Segundo a revista Época, seu “programa de capacitação de editores já formou mais de 200 cargos de chefia dos principais jornais do país”. O mesmo artigo confirma que “o jornalista Carlos Alberto Di Franco circula com desenvoltura nas esferas de poder, especialmente na imprensa e no círculo íntimo do Geraldo Alckmin”. O veterano jornalista Alberto Dines, do Observatório da Imprensa, há muito denuncia a sinistra relação do Opus Dei com a mídia nacional. Num artigo intitulado “Estranha conversão da Folha”, critica seu “visível crescimento na imprensa brasileira. A Folha de S.Paulo parecia resistir à dominação, mas capitulou”. No mesmo artigo, garante que a seita “já tomou conta da Associação Nacional de Jornais (ANJ)”, que reúne os principais monopólios da mídia do país. Para ele, a seita não visa a “salvação das almas desgarradas. É um projeto de poder, de dominação dos meios de comunicação. E um projeto desta natureza não é nem poderia ser democrático. A conversão da Folha é uma opção estratégica, política e ideológica”. A “santa máfia” Durante seus longos anos de atuação nos bastidores do poder, o Opus Dei constituiu uma enorme fortuna, usada para bancar seus projetos reacionários – inclusive seus planos eleitorais. Os recursos foram obtidos com a ajuda de ditadores e o uso de máquinas públicas. “O Opus Dei se infiltrou e parasitou no aparato burocrático do Estado espanhol, ocupando postos-chaves. Constituiu um império econômico graças aos favores nas largas décadas da ditadura franquista, onde vários gabinetes ministeriáveis foram ocupados integralmente por seus membros, que ditaram leis para favorecer os interesses da seita e se envolveram em vários casos de corrupção, malversação e práticas imorais”, acusa um documento de católico do Peru. A seita também acumulou riquezas através da doação obrigatória de heranças dos numerários e do dizimo dos supernumerários e simpatizantes infiltrados em governos e corporações empresariais. Com a ofensiva neoliberal dos anos 90, a privatização das estatais virou outra fonte de receitas. Poderosas multinacionais espanholas beneficiadas por este processo, como os bancos Santander e Bilbao Biscaia, a Telefônica e empresa de petróleo Repsol, tem no seu corpo gerencial adeptos do Opus. Para católicos mais críticos, que rotulam a seita de “santa máfia”, esta fortuna também deriva de negócios ilícitos. Conforme denuncia Henrique Magalhães, “além da dimensão religiosa e política, o Opus Dei tem uma terceira face: da sociedade secreta de cunho mafioso. Em seus estatutos secretos, redigidos em 1950 e expostos em 1986, a Obra determina que ‘os membros numerários e supernumerários saibam que devem observar sempre um prudente silêncio sobre os nomes dos outros associados e que não deverão revelar nunca a ninguém que eles próprios pertencem ao Opus Dei’. Inimiga jurada da Maçonaria, ela copia sua estrutura fechada, o que frequentemente serve para encobrir atos criminosos”. O jornalista Emílio Corbiere cita os casos de fraude e remessa ilegal de divisas das empresas espanholas Matesa e Rumasa, em 1969, que financiaram a Universidade de Navarra. Há também a suspeita do uso de bancos espanhóis na lavagem de dinheiro do narcotráfico e da máfia russa. O Opus Dei esteve envolvido na falência fraudulenta do banco Comercial (pertencente ao jornal El Observador) e do Crédito Provincial (Argentina). Neste país, os responsáveis pela privatização da petrolífera YPF e das Aerolineas Argentinas, compradas por grupos espanhóis, foram denunciados por escândalos de corrupção, mas foram absolvidos pela Suprema Corte, dirigida por Antonio Boggiano, outro membro da Opus Dei. No ano retrasado, outro numerário do Opus Dei, o banqueiro Gianmario Roveraro, esteve envolvido na quebra da Parlamat. “A Internacional Conservadora” O escritor estadunidense Dan Brown, autor do best seller “O Código da Vinci”, não vacila em acusar esta seita de ser um partido de fanáticos religiosos com ramificações pelo mundo. O Opus Dei teria cerca de 80 milhões de fiéis, muitos deles em cargos-chaves em governos, na mídia e em multinacionais. Henrique Magalhães garante que a “Obra é vanguarda das tendências mais conservadoras da Igreja Católica”. Num livro feito sob encomenda pelo Opus Dei, o vaticanista John Allen confessa este poderio. Ele admite que a seita possui um patrimônio de US$ 2,8 bilhões – incluindo uma luxuosa sede de US$ 60 milhões em Manhattan – e que esta fortuna serve para manter as suas instituições de fachada, como a Heights School, em Washington, onde estudam os filhos dos congressistas do Partido Republicano de George W.Bush. Numa reportagem que tenta limpar a barra do Opus Dei, a própria revista Superinteressante, da suspeita Editora Abril, reconhece o enorme influência política desta seita. E conclui: “No Brasil, um dos políticos mais ligados à Obra é o candidato a presidente Geraldo Alckmin, que em seus tempos de governador de São Paulo costumava assistir a palestras sobre doutrina cristã ministradas por numerários e a se confessar com um padre do Opus Dei. Alckmin, porém, nega fazer parte da ordem”. Como se observa, o candidato segue à risca um dos principais ensinamentos do fascista Josemaría Escrivá: “Acostuma-se a dizer não”.

sábado, 20 de outubro de 2012

O racismo também está escrito na bíblia

O discurso abaixo foi traduzido de uma intervenção num debate numa cidade americana sobre introduzir LGBT nas minorias protegidas contra discriminação. Ouça/leia até o fim.



"Boa tarde, meu nome é Reverendo Dr. Phil Snyder, nasci e fui criado em Springfield, no Missouri, e me levanto diante de vocês nesta tarde em apoio a esta ordem.

Preocupo-me com o futuro de nossa cidade. Qualquer leitura correta da bíblia deveria deixar claro que os direitos gays vão contra a pura verdade da palavra de Deus.

Como um pastor adverte, o homem está excedendo os limites que Deus determinou. Ao criar direitos especiais para gays e lésbicas, deu mais um passo na direção de convidar o juízo de Deus sobre nossa terra.

Esse passo dos direitos gays é nada mais que um trampolim para a imoralidade e ausência da Lei que será peculiar dos últimos dias.
Esta ordem representa a negação de tudo em que acreditamos e ninguém deveria força-la sobre nós.


Não é que não nos importemos com homossexuais, mas é que nossos direitos nos serão retirados, e visões de mundo não-cristãs serão impostas sobre nós e sobre nossas crianças, já que seremos forçados a ir contra nossa moral pessoal.

Agentes do governo de fora estão se empenhando em perturbar a ordem estabelecida por Deus e não estão alinhados à bíblia, não deixem as pessoas lhes enganarem.

Os liberais que lideram esse movimento não acreditam mais na bíblia, mas todo bom cristão ortodoxo inteligente e crente na bíblia pode ler a palavra de Deus e saber que o que está acontecendo não é de Deus.

Quando você está em conflito com a ordem estabelecida por Deus, você tem problemas, você não produz harmonia, você produz destruição e problemas e nossa cidade está no maior perigo em que já esteve em sua História.

A razão é que nos afastamos da bíblia de nossos antepassados.

Veja, o direito de segregar...

Desculpe, espere...

O direito... de segregar é... claramente estabelecido pelas escrituras sagradas, tanto por preceito quanto por exemplo.

[voz feminina]: Um minuto.

[Phil:] Desculpe, eu trouxe as anotações erradas comigo nesta tarde. Eu peguei meu argumento emprestado do século errado. E acontece que o que eu estava lendo para vocês este tempo todo são citações diretas de pastores brancos dos anos 50 e 60, todas apoiando a segregação racial. Tudo que fiz foi simplesmente tirar a frase 'integração racial' e substituir por 'direitos gays'.
Acho que os argumentos que tenho escutado aqui em Springfield ultimamente pareciam tão similares a esses que eu os confundi.
Espero que não cometam o mesmo erro. Espero que coloquem-se no lado correto da história.
Obrigado."

[Tradução de Ale GM.]

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Maria Mijona fundamentalista quer grupo de oração na Câmara

Copiei a imagem de ATEA
  

Esta cavalgadura fundamentalista com cara de maria mijona é ligada à Canção Nova, manjada seita católica barra pesada, foi eleita pelo PHS e é, a meu sentir, como dizem os ministros do STF que condenam sem provas,  evidência irrefutável de que fé obtusa desidrata o cérebro fazendo-o escorrer pelas orelhas.

Fiscalizar os atos do prefeito? Que nada, vamos orar para que o deus do impossível não o deixe roubar!

Apresentar projetos de lei que beneficiem o povo? Que nada, vamos orar pro patifão esfumaçado que vive nas nuvens!

Transformar o mandato em espaço privilegiado da luta dos movimentos sociais? Que nada, vamos orar muito que a virgem emprenhada pelo ricardão alado nos redimirá!

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Gazeta do Povo: no máximo, uso para forrar o cagadouro do meu cachorro. E olhe lá!


Copiei a imagem de Gustavo Bitencourt


Não leio, e tem muito tempo, este pasquim pretensioso e notório integrante da série B do PIG. 
Nos últimos tempos arriscou um botox editorial aqui, uma liposapiração política ali, uma limpeza de cravos ideológicos acolá, mas continua o mesmo seboso jornaleco que sempre esteve na contramão dos interesses populares, tanto que tornou-se valhacouto de jaguara LGBT-fóbico, misógino e intolerante chamado Carlos Ramalhete, católico fundamentalista, filósofo e vocalizador dos piores preconceitos especialmente contra as mulheres e contra o povo LGBTT.
Cansados da sua recorrente prática de vomitar e incitar violência, um grupo de pessoas de Curitiba criou um evento - Fora Carlos Ramalhete: Preconceito na Gazeta do Povo - que está dando o que falar e deve, espero, culminar com a realização de um ato público em frente a sede do jornal lá na Praça Carlos Gomes.
Não use a Gazeta do Povo nem mesmo pra embrulhar peixe, embora a edição dominical tenha lá alguma utilidade para forrar o cagadouro do seu cachorro.
Mas peça desculpas ao guapeca, é claro!