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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Mais patifaria religiosa: Câmara pode garantir direito de igrejas recusarem gays


Projeto de Lei da Câmara permite que igrejas neguem 
entrada de pessoas homossexuais

Washington Reis pretende ser candidato a Prefeitura de Duque de Caxias na Baixada Fluminense

Está em tramitação na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1411/11, de autoria do deputado federal Washington Reis (PMDB-RJ). O texto estabelece que não é crime a recusa, por parte de clérigos de templos religiosos, de efetuar casamento em desacordo com suas crenças – incluindo-se aí a união entre pessoas do mesmo sexo. O mesmo projeto garante ainda às igrejas o direito de não permitir pessoas homossexuais em suas celebrações como missas e cultos.

O deputado alega que a prática homossexual é vista em muitas doutrinas religiosas como algo que não pode ser aceito, daí o direito dessas mesmas doutrinas não quererem pessoas com essas práticas em seus espaços. Segundo o parlamentar, o objetivo da proposta garantir às organizações religiosas "o direito de liberdade de manifestação”.

“Não obstante o direito que assiste às minorias, na legítima promoção do combate a toda e qualquer forma de discriminação, há que se fazê-lo sem infringir outros direitos e garantias constitucionais e sem prejudicar princípios igualmente constitucionais”, argumenta Washington, que terá sua proposta, de caráter conclusivo, terá de ser analisada pelas comissões de Direitos Humanos e Minorias e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
O projeto dele acrescenta dispositivo à Lei 7.716/89, que define os crimes resultantes de preconceito e atualmente diz que praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional é crime, sujeito à pena de reclusão de um a três anos e multa.
 
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E querem que eu respeite religiões!  
 
No que me diz respeito, declaro que este pulha federal, Washington Reis, não passa de um completo e acabado filho-da-puta, ele e quantos outros pulhas federais apóiem esta imundície. De outra banda, espero que meu menino Jean, que resolveu viver sua sexualidade abertamente, jamais entre numa igreja de merda qualquer: nenhum lugar que o discrimine e ameace pode merecer sua atenção e respeito. Essa tropa de LGBT-fóbicos que trate de enfiar, e sem cuspe, sua fé religiosa obtusa precisamente no meio dos seus rabos intolerantes, perigosos e letais. Tenho completo, definitivo e transbordante nojo dessa gente abjeta. Será que são incapazes de perceber que a intolerância e o ódio vomitados em nome de um deus inexistente coloca a vida do meu filho em evidente risco? Será que não entendem que meu filho estuda, trabalha, e é sem tirar nem por, um jovem igualzinho a qualquer outro, que quer apenas viver sua vida e ser feliz? Como podem afirmar que ele é uma ameaça ou uma abominação? Como podem proclamar que vocês são titulares do "direito" de humilhar e de constranger meu filho e, ainda mais, de legitimar socialmente as mortes e a violência praticadas contra o povo LGBT? É claro que não entendem, nunca entenderão e isso me obriga, como pai, a defender meu filho e minha família da ameaça representada pela intolerância religiosa. Comigo, bando de cagões em cristo, a LGBT-fobia será tratada é no cacete! Não dou a outra face porra nenhuma, não perdôo, não relevo, não esqueço. Tenho nojo de vocês todos, repito. Nojo infinito!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Jair Bolsonaro, notório jaguara e patifão federal, obra comentário em postagem deste insalubre blog. Veja o pensamento vivo do pulha. Sim, pode vomitar em seguida, prezado internauta


Aqui e aqui fiz considerações a respeito de um sujeitinho de merda, professor carioca que desejou a morte de Lula pelo câncer que, agora sabemos, já diminuiu 75%.
Hoje recebi o comentário que reproduzo a seguir (e que está publicado na primeira postagem) e, quando li o nome do autor pensei ser algum imbecil fazendo-se passar pelo deputadão acanalhado e igualmente imbecil, além de notório defensor dos torturadores e das imundícies da ditadura militar mas, - putaqueospariu! - ao clicar sobre o nome fui diretamente remetido ao Facebook do milicão jaguara que atende pelo nome de Jair Bolsonaro: pois é, para meu completo espanto, o autor do comentário é mesmo o deputadão carioca, meus caros.
Leiam as reveladoras palavras obradas pelo patife federal e, depois, minhas considerações a respeito.

“Jair Bolsonaro disse...
Caro Medina,
Um "VELHO CONHECIDO" do Dep. José Genuíno, aquele mesmo que eu levei na CPI, me disse que esse futuro sexagenário é um "maricas" que quando estava pendurado no pau-de-arara chorou igual a uma menininha. Ele só vive ali escondido no Paraná, pq depois do Araguaia ele quis se esconder de VERGONHA de ter tido o rabicó todo estourado nos porões. O problema, meu caro Medina, é que nossos torturadores não tinham autonomia para matar. Senão esse velhinho aí, nem a presidente Dilma, nem José Genuíno, nem o Lula e nem nenhum daqueles comunistazinhos de merda estariam enchendo o nosso saco.
Att,
Dep. Federal Jair Bolsonaro
16 de dezembro de 2011 00:51”

Não sei se o vagabundo federal lerá esta resposta mas, em todo caso, vamos lá:

 

1. De plano, quero render aqui minha modesta homenagem aos combatentes do PCdoB e a todos os  homens e mulheres valorosos que, em diferentes organizações, deram suas vidas generosamente e inscreveram seus nomes no panteão dos lutadores do povo brasileiro. Nunca fui militante do PCdoB, não estive no Araguaia e não fiz parte, nos anos de chumbo da ditadura militar, de nenhuma organização de esquerda mas, que fique muito bem assentado, teria orgulho se a militância me tivesse levado tão longe. 
2. Como não fui preso resulta que, afortunadamente, não sofri tortura como milhares de brasileiros e brasileiros sofreram, pelas mãos dos amiguinhos fardados do vira-latas federal. De todo modo, não sendo fanfarrão nem metido a valentão como o calhorda federal, creio que não suportaria a tortura e provavelmente choraria: sou apenas ser humano limitado mas jamais desceria ao nível de degradação moral dos milicões torturadores, que eram valentes apenas quando em bandos armados e tinham, sim, mentiroso federal filho-da-puta, permissão para assassinar. 
3. Naqueles tempos, com meus vinte e poucos anos, começo dos anos 70, trabalhava na Copel e, a partir de 1975, na Petrobrás. Do ponto de vista político era, e isso nos meus melhores momentos, um zero à esquerda e minha militância, da qual me orgulho, tem início apenas em 1983, no Sindicato dos Petroleiros PR/SC e, depois, na CUT/PR e PT.
4. O professor Marcio Nasser Medina e o pulha federal Jair Bolsonaro (também calhordão federal, homofóbico federal, racista federal, machista federal) se merecem, e com clareza solar: são patifes que não valem coisa alguma e, ambos, padecem do mesmo tipo de câncer que lhes devastou o caráter e são, desde sempre, cadáveres insepultos fedendo no meio da rua e da vida.