SOBRE O BLOGUEIRO

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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Um patife só faz mesmo é patifaria. Mais uma deste patife chamado serra


Serra ofendeu o povo e a história da Bolívia
A boliviana Ivana Colombo enviou este depoimento ao blog 

e pediu pra repassar. Aí vai.


Peço o favor de fazer circular esta mensagem, que é fruto da indignação de uma cidadã boliviana que assistiu ao debate da Rede TV! de domingo passado, quando o candidato José Serra ofendeu acintosa e deliberadamente o povo boliviano, sem ter demonstrado qualquer gesto de respeito ou gratidão pelo país que o acolheu em julho de 1964 e graças ao governo democrático da época, que lhe concedeu um documento de viagem nacional (negado pela embaixada brasileira de La Paz a todos os exilados, por orientação da ditadura) lhe foi possível o seu asilo político na França.

Quero manifestar meu protesto veemente pela falta de postura de uma pessoa que, depois de ter se beneficiado da solidariedade de um país, o condena, ainda mais conhecendo (ou, pior, deveria conhecer) a verdadeira história da expansão da produção das drogas em escala industrial, durante a ditadura sanguinária de Hugo Banzer Suárez, com dinheiro do BID (mais de meio milhão de dólares) que deveria ter sido destinado à cultura de algodão, em 1976, para atender à demanda do mercado dos Estados Unidos ("La veta blanca", de René Bascopé Aspiazu, 1983; "Com a pólvora na boca", de Julio José Chiavenatto, 1984), mas acabou desviado para atender aos interesses dos comparsas do ditador, ávidos de virar milionários, da noite para o dia, com a conivência dos governos aliados (inclusive dos Estados Unidos).

Uma pessoa dessas, aliás, jamais reconhecerá qualquer tipo de débito pessoal ou político, portanto, não merece credibilidade alguma, seja qual for a sua formação ideológica ou sua posição política, já que serve aos interesses de quem lhe convier na ocasião.

Sou filha de um ex-exilado político boliviano, o sindicalista Juan Colombo Vargas, que peregrinou contra a sua vontade por diversos países latinoamericanos nas décadas de 1960 e 1970 enquanto sua família passava dificuldades e corria riscos de vida em La Paz. Quando o saudoso presidente Hernán Siles Zuazo (da Unidad Democrática Popular - UDP) assumiu democraticamente o mandato constitucional conquistado nas urnas (outubro de 1982), depois de uma sucessão de generais assassinos e vinculados ao narcotráfico, todos patrocinados pelo governo dos Estados Unidos e pelas ditaduras que na época executavam o Plan Cóndor (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile e Uruguai), graças a isso pude voltar a conviver, mesmo que por poucos anos, com meu saudoso pai, falecido em 1989, por problemas cardíacos.

Foi ele que me ensinou que, independentemente de gostarmos ou não do presidente eleito democraticamente do país que por ventura nos acolhesse, devêssemos guardar sempre gratidão a essa nação, ao seu povo e sobretudo à sua história. Nunca morei no Brasil, mas leio e escrevo o português por ser casada há duas décadas com um professor brasileiro que escolheu a Bolívia para formar sua família. E assim estamos educando nossos três filhos, com profundo amor pela Bolívia, pelo Brasil e pelo povo latinoamericano, que tem a mesma história de lutas e tragédias, e os mesmos sonhos de liberdade, justiça social e solidariedade.
Ivana Colombo
O ORNITORRINCO pede a palavra para dizer que é este patife que quer governar o Brasil. Eu nunca vi um político tão desqualificado - sob qualquer ponto de vista - como o pulha do serra. Chega a ser completamente nojento ver um homem assim tão apodrecido moralmente. Eu devo respeito aos meus filhos, meus netos, à minha família e a mim mesmo. Jamais votaria num calhorda que desrespeita o povo das Bolívia, que o acolheu, protegeu e lhe salvou a vida.    

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Preparativos


Eleições 2010
Ao fundo, o grupo que irá caçar essa pobrada metida que agora inventou de ir para a universidade, comprar carro e viajar de avião e, ainda pior, acha que ter casa própria é melhor do que fazer puxadinho; à direita, aliás bem na extrema-direita, o grupo que fará piquetes em hospitais para impedir que mulheres pobres que ousem abortar sejam atendidas no SUS, levando-as imediatamente para a excomunhão a ser proferida pelo padreco da paróquia e, após, para a delegacia mais próxima; ainda na extrema-direita e mais atrás nos tempos, grupo do fogaréu da fé, que não sabe bem do que tem medo, mas se borra de medo de qualquer coisa, e o tempo todo; logo ao lado, grupo de medrosos e cagões dos mais diversos tipos e origens, prontos para repetir qualquer merda que padres e pastores apatifados mandem repetir; em destaque, com a cruz, José Canalha Serra dizendo que nunca esteve nesta reunião. 
O pior é que, fora do alcance da lente, há grupos de esquerda em profundo processo de meditação e discussão e há militantes esverdeados exigindo que Dilma venha para a reunião de bicicleta, trazendo sacolas de pano reciclável e usando produtos ambientalmente corretos de uma certa natura. O tenis pode ser da nike, não há nenhum problema.

O Ornitorrinco, enquanto isso, vomita.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Ninguém viu?

Lambido do Blog do Mirgon


Não sou daqueles que acha que a política, para ser qualificada, precisa ser feita de forma amena. Algumas vezes a polarização e o tensionamento de posições são o único caminho, devido à natureza das candidaturas colocadas.
O que não é admissível, de forma alguma, é a mentira, a alimentação do ódio e o desrespeito à história dos oponentes e da própria população do país, histórias muitas vezes de muita dor e sofrimento.
Em seu primeiro programa de TV no segundo turno, Serra é mostrado na luta pelas Diretas Já. Antes disso, a narradora afirma: “Serra se opôs à ditadura e por isso precisou viver no exílio. E Dilma? Ninguém sabe, ninguém viu…”.
Quando ouvi o programa de Serra, pela primeira vez nesta eleição eu senti repugnância por alguém. Quando ouço “Serra precisou viver no exílio. E Dilma? Ninguém sabe, ninguém viu…”, lembro de tantos e tantas Dilmas que tombaram combatendo corajosamente a ditadura, enquanto Serra vivia em segurança e confortavelmente no Chile, com uma bela mesada que recebia como asilado, pacientemente esperando que as centenas de Dilmas que desafiavam o regime conquistassem a abertura política no Brasil.
Não há demérito algum na opção de Serra em não confrontar diretamente o regime e optar pelo asilo. O que é profundamente desrespeitoso em Serra é perguntar onde estava Dilma nesse período. Dilma optou em permanecer em solo brasileiro, confrontando diretamente o regime. Enquanto Serra casava e tinha duas filhas no Chile, no conforto de sua nova vida, Dilma era torturada das piores maneiras possíveis nos porões e masmorras da ditadura militar. Dilma niguém sabe, ninguém viu, porque estava amarrada, amordaçada, levando todo tipo de choque, pancada, tortura física e mental.
Serra estava no exílio. E Dilma? Ninguém sabe, ninguém viu… E os milhares de estudantes que desapareceram misteriosamente por contestar o regime? Ninguém sabe, ninguém viu… E as milhares de mães que por anos percorreram todas as delegacias e órgãos da repressão atrás de seus filhos e que até hoje esperam por seus corpos ou pelo menos informação de seus destinos? Ninguém sabe, ninguém viu… E os torturados, mutilados, enloquecidos, esquecidos, desaparecidos, engolidos pela tirania, violência e barbárie do regime militar? Estes, ninguém sabe ninguém viu… Mas José Serra estava no exílio… Este, segundo ele mesmo, foi quem combateu a ditadura…
Serra voltou ao Brasil durante as Diretas Já, quando o regime estava enfraquecido, já não oferecia grandes riscos e a abertura total e o retorno da democracia era algo já irrevogável. Serra voltou ao Brasil para aparecer nas “fotos da vitória”. Mas os verdadeiros anos de chumbo foram combatidos por milhares de Dilmas, muitos inclusive, que jamais viram chegar o momento das “fotos da vitória”, sequer tiveram a oportunidade de dizer adeus às suas famílias, ou a chance de construir uma família. Esses são aqueles que ninguém sabe, ninguém viu…
Serra não consegue sequer respeitar a história do Brasil em seu período mais doloroso, respeitará o que, como presidente do Brasil?
E fora isso tudo, fora a falta de respeito, fora as mentiras, fora a deformação da história, fora toda a difamação contra Dilma, o que mesmo Serra apresenta como políticas que realmente façam o Brasil avançar mais e melhor do que com Lula e Dilma? Isso sim, ninguém sabe, ninguém viu…

O Ornitorrinco pede a palavra para dizer, de novo, com completa e meridiana clareza que serra é um CALHORDA, um PATIFE, um PULHA.
E quem não gostar do meu jeitão que se mande mesmo daqui. O ORNITORRINCO é sujo, é fedido mas  joga limpo, não fica fingindo-se educado e boa praça diante dessa sujeirada toda. 
Essa falsificação cometida contra Dilma, mulher de fibra e coragem que foi barbaramente torturada pelos milicos da ditadura militar, transforma José Serra em lixo abjeto da história. Eu não aceito isso. Filho da puta nenhum pode falar isso sem que eu faça de conta que não ouvi. Filho da puta nenhum, eu repito. Não gostou, madame, ficou escandalizado, burguesão cagão? Pois saiam já daqui!