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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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domingo, 24 de outubro de 2010

Você lê e acredita na Veja? Azar o seu, meu caro

Você deve visitar o Blog do Miro diariamente

Por Altamiro Borges

Pela sexta vez em menos de dois meses, a revista Veja publica uma capa agressiva contra a candidata Dilma Rousseff. A famíglia Civita está obcecada e aciona os seus capachos - que envergonham o jornalismo - para produzir factóides. A edição desta semana, bem espalhafatosa, traz uma suposta escuta telefônica em que o secretário de Direitos Humanos, ligado ao Ministério da Justiça, teria reclamado das pressões que teria sofrido da ex-ministra para produzir dossiês contra José Serra.

"É grave usar esses métodos"

Dilma Rousseff, irritada, já rebateu as insinuações do panfleto serrista. "Eu nego terminantemente esse tipo de conversa às vésperas das eleições. Gostaria muito que houvesse, por parte de quem acusou, a comprovação e a prova de que alguma vez eu fiz isso. É muito fácil, na última hora, na semana da eleição, criar uma acusação contra a pessoa sem prova alguma. É grave usar esses métodos".

Mais indignado ainda, o secretário de Direitos Humanos, Pedro Abramovay, envolvido criminosamente pela revista no episódio, também repudiou as insinuações. Ele exigiu que a Veja apresente as provas. Já o ex-secretário, Romeu Tuma Junior, exonerado do cargo em agosto passado por suposta ligações com contrabandistas, não se pronunciou sobre o caso. Estranhamente, o seu telefonema é a prova principal da acusação.

Acusações sem prova e ilegais

Até agora, a revista não divulgou o áudio da conversa, não informou a fonte de sua informação - será uma escuta clandestina, ilegal? - e nem se dignou a ouvir os dois principais prejudicados pela acusação (Dilma e Abramovay). Disse apenas que a fita foi periciada pelo "especialista" Ricardo Molina, o mesmo que a TV Globo usou para falar sobre o segundo objeto que atingiu José Serra (além da bolinha de papel) e que ficou famoso por tentar incriminar o MST na chacina de Eldorado dos Carajás.

A matéria lembra outros factóide produzidos pela Veja, como a tal escuta telefônica contra o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Dantas (ou Mendes?), que até hoje não foi comprovada e até já caiu no esquecimento. A revista insiste em produzir material de campanha contra Dilma Rousseff. Não publica nenhuma capa em tom negativo contra o tucano Serra. E olha que não falta assunto - o homem-bomba Paulo Preto, a hipocrisia sobre o aborto de Monica Serra, as brigas Serra-Aécio.

A revista e o mensalão dos tucanos

Mas a Veja resolveu blindar, descaradamente, o demotucano. Até matérias publicadas no passado, com denúncias contra Serra, foram arquivadas. Não aparecem na campanha presidencial. As razões são evidentes. Em primeiro lugar, a revista defende a mesma plataforma política neoliberal. Em segundo, ela deve favores aos tucanos paulistas. Afinal, o governo Serra doou fortunas à Editora Abril, com a compra de assinaturas milionárias e farta publicidade. A promiscuidade lembra o pior tipo de "mensalão".

Na sua nota oficial, o secretário Pedro Abramovay exigiu a imediata apresentação de provas. "Infelizmente a revista se recusou a fornecer o conteúdo da suposta conversa ou mesmo a íntegra de sua transcrição", lamentou. Ele também ameaçou entrar com um processo contra a publicação da famiglia Civita. Não dá mais para aceitar calado os ataques irresponsáveis e criminosos da Veja. Isto só estimula a impunidade. A famiglia Civita precisa ser internada e a revista Veja merece ser processada, já!

sábado, 23 de outubro de 2010

Esgotiva, que porra é essa?

Esgotiva, palavra que somente O Ornitorrinco poderia criar e relacionar com os porões da campanha do patifepulhacanalha do serra significa escoamento de porcarias, ou coisa relativa a mentira produzida de forma torpe e acanalhada com o fim de disputar eleições. Esgotiva quer dizer, ao fim e ao cabo, demonstração exacerbada de preconceito, de mentira, de fraude. Esgotiva quer dizer qualquer coisa relacionada ao patife do josé serra.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Ninguém viu?

Lambido do Blog do Mirgon


Não sou daqueles que acha que a política, para ser qualificada, precisa ser feita de forma amena. Algumas vezes a polarização e o tensionamento de posições são o único caminho, devido à natureza das candidaturas colocadas.
O que não é admissível, de forma alguma, é a mentira, a alimentação do ódio e o desrespeito à história dos oponentes e da própria população do país, histórias muitas vezes de muita dor e sofrimento.
Em seu primeiro programa de TV no segundo turno, Serra é mostrado na luta pelas Diretas Já. Antes disso, a narradora afirma: “Serra se opôs à ditadura e por isso precisou viver no exílio. E Dilma? Ninguém sabe, ninguém viu…”.
Quando ouvi o programa de Serra, pela primeira vez nesta eleição eu senti repugnância por alguém. Quando ouço “Serra precisou viver no exílio. E Dilma? Ninguém sabe, ninguém viu…”, lembro de tantos e tantas Dilmas que tombaram combatendo corajosamente a ditadura, enquanto Serra vivia em segurança e confortavelmente no Chile, com uma bela mesada que recebia como asilado, pacientemente esperando que as centenas de Dilmas que desafiavam o regime conquistassem a abertura política no Brasil.
Não há demérito algum na opção de Serra em não confrontar diretamente o regime e optar pelo asilo. O que é profundamente desrespeitoso em Serra é perguntar onde estava Dilma nesse período. Dilma optou em permanecer em solo brasileiro, confrontando diretamente o regime. Enquanto Serra casava e tinha duas filhas no Chile, no conforto de sua nova vida, Dilma era torturada das piores maneiras possíveis nos porões e masmorras da ditadura militar. Dilma niguém sabe, ninguém viu, porque estava amarrada, amordaçada, levando todo tipo de choque, pancada, tortura física e mental.
Serra estava no exílio. E Dilma? Ninguém sabe, ninguém viu… E os milhares de estudantes que desapareceram misteriosamente por contestar o regime? Ninguém sabe, ninguém viu… E as milhares de mães que por anos percorreram todas as delegacias e órgãos da repressão atrás de seus filhos e que até hoje esperam por seus corpos ou pelo menos informação de seus destinos? Ninguém sabe, ninguém viu… E os torturados, mutilados, enloquecidos, esquecidos, desaparecidos, engolidos pela tirania, violência e barbárie do regime militar? Estes, ninguém sabe ninguém viu… Mas José Serra estava no exílio… Este, segundo ele mesmo, foi quem combateu a ditadura…
Serra voltou ao Brasil durante as Diretas Já, quando o regime estava enfraquecido, já não oferecia grandes riscos e a abertura total e o retorno da democracia era algo já irrevogável. Serra voltou ao Brasil para aparecer nas “fotos da vitória”. Mas os verdadeiros anos de chumbo foram combatidos por milhares de Dilmas, muitos inclusive, que jamais viram chegar o momento das “fotos da vitória”, sequer tiveram a oportunidade de dizer adeus às suas famílias, ou a chance de construir uma família. Esses são aqueles que ninguém sabe, ninguém viu…
Serra não consegue sequer respeitar a história do Brasil em seu período mais doloroso, respeitará o que, como presidente do Brasil?
E fora isso tudo, fora a falta de respeito, fora as mentiras, fora a deformação da história, fora toda a difamação contra Dilma, o que mesmo Serra apresenta como políticas que realmente façam o Brasil avançar mais e melhor do que com Lula e Dilma? Isso sim, ninguém sabe, ninguém viu…

O Ornitorrinco pede a palavra para dizer, de novo, com completa e meridiana clareza que serra é um CALHORDA, um PATIFE, um PULHA.
E quem não gostar do meu jeitão que se mande mesmo daqui. O ORNITORRINCO é sujo, é fedido mas  joga limpo, não fica fingindo-se educado e boa praça diante dessa sujeirada toda. 
Essa falsificação cometida contra Dilma, mulher de fibra e coragem que foi barbaramente torturada pelos milicos da ditadura militar, transforma José Serra em lixo abjeto da história. Eu não aceito isso. Filho da puta nenhum pode falar isso sem que eu faça de conta que não ouvi. Filho da puta nenhum, eu repito. Não gostou, madame, ficou escandalizado, burguesão cagão? Pois saiam já daqui!  

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Demora só mais um pouco, mas vai amanhecer

No debate da Band, ontem, Dilma denunciou que a mulher de serra, mônica, afirmou no Rio de Janeiro que ela, Dilma, era a favor de "matar criancinhas". Serra fez que não ouviu e não disse uma única palavra em defesa de sua mulher. Atitude típica de quem não joga limpo, de quem gosta mesmo é das sombras e da sujeira como método de disputa política. Comportamento de quem é covarde.

Depois tem gente que me chama de grosso ou de exagerado quando afirmo que serra á um pulha, um calhorda, um patife. Se não defende a própria mulher vai defender quem? Os tucaninhos esverdeados podem oferecer-me alguma pista?

Por falar nisso, vamos lá, meus prezados tucaninhos esverdeados, vamos lá: tentem, por gentileza, defender o patife no qual vocês votarão sem atacar o PT, o Lula ou a Dilma. 

Querem saber? Vocês não têm um único e mísero argumento. Você não votam a favor de nada, votam é contra o PT, votam é no atraso. 

O resto é conversa mole pra bois babões e cristãos cagões dormirem.    

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Anotações sobre calhordas e patifes. Logo, considerações sobre José Serra

Lambido de Conversa Afiada, que comenta o vídeo da vereadora Josete, do PT de Curitiba (ver meu post anterior) 

"É uma posição a favor da vida.  Mas vida para todas e todos, sem hipocrisia nem preconceito.

O aborto auto-provocado, desassistido ou clandestino é a terceira maior causa de mortes entre mulheres pobres entre 16 e 18 anos.

Usar eleitoralmente essa questão, tão séria, é repugnante.

É uma baixaria que mostra até que ponto algumas pessoas chegam,  para tentar ganhar o poder.

Colocar a questão da forma primária, baixa, dantesca como se está fazendo é voltar à Idade Média."

O Ornitorrinco pede e palavra e diz: digamos que seja possível entender os pronunciamentos de alguns patifes travestidos de padres e de pastores evangélicos. Afinal, no mais das vezes, essa gente nasceu e viveu em ambientes de escuridão de idéias, de medo, de intolerância, de fé doentia. Assim, até posso entende-los, ainda que os tenha como patifes, o que mantenho.

Agora, quando um sujeito que pretende ser presidente da República contamina o debate político com a escuridão, com o preconceito, com o atraso e com o fogaréu que queima quem pensa diferente, aí não tem jeito, meus caros. José Serra torna-se pulha e patife em níveis insuperáveis, por estar perfeitamente consciente da opção imunda que faz ao usar isso com propósitos eleitorais. Serra passa a ser parte inseparável da própria imundície que sua campanha produz.   

Nossa, como esse Cequinel é grosso!

Bom dia.  Após tranquila noite de sono, acordo com o sol nos dizendo, oh!, como é bela a vida, como são bonitinhos os passarinhos, como são formosas as estrelinhas, oh!, como a pobre marina sofreu nas mãos dos malvados petistas.

Os tucanos-esverdeados - e não apenas os de Antonina - até agora não foram capazes de reunir sequer três razões positivas que possam fundamentar sua opção pelo patife do serra, e não o farão porque não existem estas tais três razões.

Não tendo como defender seu candidato atacam raivosamente Dilma, Lula e o PT, de modo que o maior partido do país segue sendo alvo de ódio irracional e de preconceito gosmento.

Mas agora no segundo turno há uma variação desta tática imunda. Transformaram marina silva numa espécie de santa, uma pobre mulher que foi expulsa do partido por aquela gente malvada e horrorosa que quer matar criancinhas e derrubar todas as árvores da floresta. 

Pois se a candidata do PT hoje fosse marina, e não Dilma, os mesmos ataques virulentos produzidos nos esgotos do PSDB/DEMO/PPS seriam contra ela, Lula e o PT, e os tucanos-esverdeados alegremente os repetiriam. 

A mim, com minhas poucas e fracas luzes, essa gente não engana: estão tentando é gozar com o pau dos outros.

Lamento, rapazes, vocês não conseguirão e, no máximo, vão ficar com as mãozinhas esfoladas.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

E por falar em atraso...


Lambido de Diário Gauche

O texto ensina militantes a divulgar na web que plano de Dilma inclui perseguir cristãos, legalizar o aborto e a prostituição

Participantes da reunião de cúpula da campanha de José Serra (PSDB) hoje (6), em Brasília, receberam um panfleto com instruções sobre como propagar uma campanha anti-Dilma na internet. Num dos trechos, recomenda aos militantes visitarem o site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, um dos fundadores da TFP
(Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade), uma das mais conservadoras agremiações do País.

O panfleto basicamente se refere ao PNDH-3 (Programa Nacional de Direitos Humanos), lançado pelo governo Lula, no final do ano passado. A informação é do blog do jornalista Fernando Rodrigues, da
FolhaUol, portanto insuspeito. 

1. O ORNITORRINCO acaba de postar texto falando dos porões do fundamentalismo religioso e eis que aparece nada mais nada menos que a patifaria medieval da TFP. Esta organização prega, entre outras coisas, que seja proibido o uso de camisinha, que seja revogada a lei do divórcio, que só seja praticado sexo para fins reprodutivos, que as mulheres sejam submissas ao homem por lei, que cultos religiosos de origem africana sejam proibidos no Brasil. A TFP também dissemina preconceito contra as demais religiões não católicas, defende que o ensino religioso seja obrigatório no ensino público. 
2. Rapaz, se eu fosse religioso diria: deus me livre e guarde!