SOBRE O BLOGUEIRO

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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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quarta-feira, 14 de julho de 2021

Bolsonaro produz tanta merda que as tripas travaram

Bolsonaro, o genocida escroto, está com obstrução intestinal, o que é facilmente explicável: o canalha que nos desgoverna é um emérito e copioso produtor de merda, de modo que, periodicamente, o intestino não dá conta de processar e trava.

Desta vez, com as descobertas cabeludas da CPI, ocorreu um prosaico "tchuk na zorbinha" presidencial, bloqueando tudo, meninos e meninas.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Para Paulo Junior, Luciano e Jean, filhos que amo incondicionalmente mesmo sendo atleticanos

Assisti o jogo e a pungente descrição dos "tchuk na zorbinha" que Jeff Picanço admite ter vivido, com a categoria costumeira, estão perfeitas.
Entretanto, permaneço sendo, piazada rebelde, torcedor do Glorioso Coxa cuja sede fica, não por acaso, no Alto da Glória.
Que ninguém nos ouça, e negarei em juízo para não colocar camarão na empada da concorrência: os prosaicos e inevitáveis "tchuks na zorbinha" se transformaram nesta beleza de texto.
Vocês estão esperando convite especial para visitar diariamente o Urublues? 
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Copiei do Urublues

E QUINDI USCIMMO A RIVEDER LE STELLE...
Dante e Virgílio prestes a escapar do Inferno enquanto o Coisa-ruim, o Sete-peles, o  Sem-Chinelo, faz seu desjejum vespertino (seria algum bugrino ou torcedor do Barueri ali nas garras do Capiroto?). Aqui na frente, a nossa direita, o São Caetano lamenta mais uma Temporada no Brasileirão do B

Estar no inferno é estar no inferno até o fim. Não há saída. No nosso rubro-negro caso, essa foi uma verdade quase cristalina. Ontem, no final da tarde, terminei o jogo de joelhos em frente ao computador (a televisão não transmitiu o jogo pra cá), sob os olhares de pena de minha mulher e de meu amigo Gusano. Uma grande angústia em meu peito me fazia sofrer a cada vez que ouvia um nome de jogador que eu não conhecia, a temer pelo gol que poderia nos precipitar de novo nas profundas do Inferno da Segundona.

Quando vi que acabou o jogo no Ecoestádio, minha mulher me abraçou e me deu parabéns, enquanto Gusano se recolhia ao fundo da garrafa. Não sabia o que pensar, o que falar. Dante Alighieri havia ido ao banheiro pra dar uma aliviada. O ectoplasma de Virgílio ali na sala a olhar os resultados finais do Brasileirão do B não dava refresco na abafada tarde campineira. Corri então até a porta da frente e gritei escancarado para a rua vazia: ”o Furacão voltou!”.  As folhas das árvores começaram a balançar, suavemente, num começo de brisa.
O jogo havia começado com pressão total do Furacão. Parecia que ia ser fácil. Acompanhando o jogo entre São Caetano e Guarani, aqui no Brinco de Ouro, estava tudo sob controle. Quando saiu o gol do menino Cleberson, tudo ficou mais tranquilo. Estávamos inclusive na vice-liderança do Infernal torneio. Dante estava impávido, e menino Arthur, o Rimbaud, saiu pra fazer um sanduíche  A estadia no Inferno estava por terminar.
Mas eis que surge um outro Arthur que começa a nos infernizar. Gol do Paraná. Grito indignado, minha mulher  vem me fazer cafuné. Apesar de colorada dos quatro costados, estava ali amorosamente cuidando do seu bagrinho rubro-negro, que sofria a cada investida tricolor. O carinho dela me confortou por um tempo. Aí o São Caetano acordou e começou o inferno.
Menino Marcelo perde o pênalti. Silêncio na sala. O imortal Paulo Baier dá novo alento ao time, e menino Manoel acerta outra na trave. Um ataque do Paraná e menino Cleberson tira uma bola de dentro do gol. A coisa estava feia. O Inferno dando seus gemidos e arrotos. Parecia que o próprio Coisa-Ruim, o Cata-Piolho, o Xexelento, estava por ali pra azangar nossa saída de seus domínios. Um ronco infernal, um bodum dos infernos, mas eis que o carinha de preto apita o fim. Agora sim!
Dante, logo depois, pôs a mão no meu ombro e me contou que, no passado, para sair do Inferno, ele e Virgílio tiveram que escalar as costas peludas do capeta. Este, mastigando um pobre coitado (seria um bugrino, ou um torcedor do Ipatinga?), não prestou atenção neles. Era um barulho e uma escuridão literalmente infernais, mas havia um pequeno orifício perto da cabeça do Bode preto, do Tisnado e, afinal, Dante e Virgílio “per quel camino ascoso/intramo a retornar nel chiaro mondo” [por aquele caminho asqueroso/voltaram de novo ao claro mundo]. Assim efetivamente foi, quando o juiz apitou o fim daquele inferno.
E o que aconteceu depois? Perguntei eu ao sagaz Florentino. Este me respondeu que, depois de sair daquele infernal pesadelo, “quindi uscimmo a riveder le stelle” [e então saímos a rever estrelas]. Emocionado, pespeguei um forte abraço em meu bravo consultor de série B.
O que vai acontecer ao Furacão, nessa nova fase? Não sei, estou ainda embriagado com a luz daqui de cima. O caminho vai continuar difícil, mas meu rubro-negro voltou. Quem sabe, pra ver algumas estrelas...

domingo, 28 de novembro de 2010

São Paulo, tucanolândia, maio de 2006. Haverá quem garanta que os Anais - que porra é essa? - justificam o sangue derramado de mais de 400 pessoas

Eu visito o Blog do Luiz Nassif 

todos os dias.

Este post é dedicado aos tais 

Anais do Reginaldo Gouvea

que está a nos garantir que algum sangue 

haverá de correr para que 

nossas vidas sigam em frente.

No que me diz respeito, 

declaro em alto e bom som:

no cú, pardal!

Lembrem-se dos crimes de maio de 2006, 

em São Paulo


Uma das páginas mais vergonhosas de São Paulo foi desenhada nos dias que se seguiram aos ataques do PCC na cidade.
Durante alguns dias, a polícia paulista - sob o comando de um Secretário de Segurança alucinado e de um governador interino - saiu atrás de vingança. Até as transmissões de rádio da polícia foram silenciados, para que o crime se consumasse sem testemunhas.
Mais de 400 pessoas foram assassinadas sumariamente, muitas sem histórico policial.

sábado, 27 de novembro de 2010

Rankor, o rancoroso vermelho. A saga de um sujeito rancoroso mesmo depois de ganhar as eleições e de aplicar uma sova na direita esverdeada


Você pode e deve visitar o
Blog do Reginaldo Gouvea
todos os dias.
É difícil, mas necessário.
Sacrifícios que devemos
todos cumprir, entendem?

De um lado, poucas coisas me comovem mais do que apelos à união, oh, vamos todos juntos, oh, precisamos nos unir, oh, o pau está comendo, oh, uma crise está instalada no Rio de Janeiro, oh, Antonina, Paraná, Brasil está, se não nos unirmos, à beira da completa dominação pelo narcotráfico, oh, só jesus salva e cousa e lousa, ai, que medo, ai, estou com o fiofó na mão.

Poucas coisas, entretanto, me causam mais ânsias e crises de vômito, exceto talvez suflê de chuchu e proteína texturizada de soja, que me deram ontem no almoço. Sonia e Jean, mulher e filho, me fizeram essa inominável sacanagem. E riram, os dois, quando eu comia aquela farofa estranha, sem perceber nada. Um horror, meus amigos, um horror vegetariano.    

Quem pode ser contra os apelos desesperados de Reginaldo, o Gouvea, assustado com as imagens que vê no jornal nacional sobre o Rio de Janeiro, e que imagina que Antonina está hoje quase a mercê das Farc? Quem pode ser contra os apelos sobre a necessidade de nos unirmos todos para combater o narcotráfico, mesmo que isso custe algum derramamento de sangue, que ele considera inevitável, porque isso está escrito nos tais Anais, como ele afirma?

Pai e avô, tenho medo que as drogas alcancem meu filhos e netos e quero que traficantes sejam presos, processados  condenados e, como é lindamente apropriado, adoro unidade, amo união e estamos todos juntos, oh, estamos irmanados e porcarias assemelhadas.

Quando penso nisso, lágrimas escorrem em meu rosto vincado pelo sol, pelo sal, pelas lutas todas, e pelas porras das contas a serem pagas nas porras de cada final de mês.

Ocorre que a vida, ela mesma, a porra da vida, meus caros, mostra-nos que não somos e nunca fomos, aliás e ainda bem, capazes de construir essa balela de pensamento único, de única direção, de isso e aquilo. Ainda bem, repito e reafirmo.

Ainda bem que não consigo e nunca consegui construir unidade e união e ajuntamento com gente de direita, esse povo que é capaz de dizer que, para combater o narcotráfico algumas gotas de sangue serão derramadas, mesmo que de gente inocente. Os Anais, dizem e vociferam, provam que isso é inevitável.

Que porra de Anais são esses, Reginaldo? A Bíblia, o Secreto Programa de Governo do Serra, as Promessas Engomadinhas do Beto “Desconforto Psicológico” Richa? De que merda de Anais, meu filho, você está a falar? 

De qual sangue derramado você está falando, RG? Do seu sangue, do sangue da sua companheira, do sangue do seu filho? Do sangue do seu irmão, do sangue do filho do seu vizinho? Do meu sangue, do sangue dos meus filhos, do sangue dos meus netos?

Não, meu caro, o sangue que você considera inevitável e necessário derramar é, como sempre, o sangue de gente pobre, da periferia, das vilas, das favelas, dos morros, dos negrinhos e dos pobres de merda, sangue de gente que você nunca verá e que, no mais das vezes, é quem toma no rabo quando a classe média exige que aviões e porta-aviões, e tanques, e jatos voem e destruam tudo por lá, no Rio de Janeiro, longe daqui, mas que se vierem fazer por aqui as mesmas coisas, desde que não atirem em mim, no meu filho e na minha família, tudo bem, umas porras de gotas de sangue, segundo os Anais do Reginaldo, serão inevitavelmente derramadas.

Não, não tenho opinião formada, completa e sólida sobre os acontecimentos do Rio. Desconfio, entretanto, que a bandidagem está a responder a boas ações que têm sido implementadas, como as UPPs, as Unidades Policiais Pacificadoras, o que não significa, imagino aqui de Antonina, a solução das coisas todas.

Agora, não me venham com alarmismo de quem acredita no Jornal Nacional e é leitor de Veja, meus caros, não tentem transformar Antonina numa espécie de subúrbio do Rio de Janeiro ou coisa assim.

Sim, é certo que há responsabilidades de diferentes níveis de governo, inclusive do governo Lula, mas, pai e avô, não gostaria de ser um dos atingidos, não gostaria que meus filhos, meus netos, que as pessoas que me são caras e essenciais derramassem o sangue previsto nos anais desse sujeito, porque ele fala é do sangue derramado pelos outros, é óbvio.

Conheço o tipo, manjo o discurso, e vou ao banheiro para uma vomitada básica.

Por último, Reginaldo Gouvea, o que precisamente você sugere, quando vem com essa conversa cerca-lourenço, meu filho, de “Pessoas de bem da nossa cidade vamos acordar, vocês não podem ficar omissos as bandalheiras e mazelas que ocorrem em nosso município, lembre-se sempre "nós somos a MAIORIA."

Você pode ser mais claro? Você pode ser explicitamente claro? Você pode relacionar as tais bandalheiras e mazelas? Quem está a cometer bandalheiras e mazelas? O prefeito, o vice, eu, os vereadores, o juiz, o delegado, meu filho Jean, meu vizinho, algum blogueiro sujo ou limpo, quem, afinal de contas, RG, está a cometer bandalheiras?  

Que conversa é essa de “nós somos a maioria”? É uma ameaça, um alerta, um aviso, uma lembrança? Maioria? O que vocês ganharam, rapazes? Quando, onde? Que porra de maioria é essa? Que furdunço é esse, RG?  

Para que tudo fique claramente assentado: sou uma das pessoas de bem desta cidade, nem melhor nem pior que você, Reginaldo.

Mas quero conveniente e higiênica distância de quem considera que os anais justificam algumas gotas de sangue. 

No cú, pardal!

PAULO ROBERTO “RANKOR” CEQUINEL
THE “BIG MAJORITY” ORNITORRINCO COMPANY