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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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terça-feira, 22 de agosto de 2017

Há quem diga que eu fugi da briga, que marquei bobeira e que Durango Kid quase me pegou

Em 20 de agosto às 21:39, muito modestamente como é praxe, tratei de Botar Meu Bloco na Rua, e postei no FB singela observação e, para minha surpresa, o pau quebrou.
Reproduzo os comentários que pontuaram o bom debate que os compas Leandro Nunes, Maerlio Barbosa, Anízio Garcez Homem, Serginho Athaíde, André Castelo Branco Machado e a companheira Sueli Moraes da Luz fizeram.

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Paulo Roberto Cequinel Tem gente que acredita que sindicato não pode negociar, que cada assembleia tem que ser uma sessão de denúncia do capitalismo. 
Em geral, e no mais das vezes, estão muito comodamente bem pagos pelas academias, com estabilidade no emprego e tudo mais.
O modesto cronista que vos fala, obviamente com meus companheiros de direção, organizou greves que pararam a produção da refinaria de Araucária.
O nome disso tudo é essa porra de vida real. 
Mas eu, ai de mim, não sou um intelectual orgânico.

Leandro Nunes "estão muito comodamente bem pagos pelas academias, com estabilidade no emprego"
Muito bem pagos para passar os dias copiando a cópia da cópia da cópia, e tentando disfarçar o plágio e a desonestidade intelectual ou caçando pelo em ovos. Resolver os problemas da sociedade? Acho que não entendem bem o que é isso.

Maerlio Barbosa Greve só sai quando ela é necessária e a direção consegue entender esse anseio e tem a responsabilidade transformá-lo em ação concreta de luta. E à vezes dá muito trabalho, como nos petroleiros, por exemplo, que para fazer greve trabalham dobrado, pois têm a responsabilidade de ir parando aos poucos para não estragar os equipamentos, desaquecendo as caldeiras, os equipamentos, limpando... Deixando tudo pronto para o retorno. Tem certas coisas que as academias do esquerdismo não ensinam. Esse pessoal adora vomitar teorias em assembleias de cansados trabalhadores em luta por melhoria de vida e trabalho dignos. Talvez apenas não tenham aprendido sobre humanidade.

Anizio Garcez Homem Cequinel, me permita: eu acho que toda a assembleia de trabalhadores tem que ser uma sessão de denúncia do capitalismo (adaptada às circunstâncias, obviamente), pois os sindicatos (ao menos os cutistas, e isso está lá na fundação da Central) lutam pelos interesses imediatos e históricos dos trabalhadores, o que portanto exige inocular, a partir de cada atitude exploradora, opressora, de assédio patronal, por mínima que seja, a ideia de que o sistema é antagônico aos interesses dos trabalhadores. Deixar de fazer isso é incorrer no sindicalismo de corporação, sindicalismo de resultados. Relacionar o programa mínimo ao programa máximo sempre foi uma tarefa a que se deram os socialistas, e que depois os social-democratas conciliacionistas transformaram em apenas falar do programa mínimo e deixar pra mais tarde, quem sabe um dia, tocar no assunto do programa máximo. Outra coisa: sindicato é sim pra negociar o preço da força de trabalho no sistema de assalariamento capitalista, mas sempre tendo como limite a defesa do conquistado e nunca aceitar retrocessos. Uma coisa é o patrão e a classe capitalista imporem retrocessos pela relação de forças de uma luta, outra é a direção do sindicato fazer um acordo em que estes retrocessos - muitas vezes sem qualquer luta - são aceitos pelas partes, isso não é negociar é outra coisa, que alguns chamam "negociação de perdas".

Serginho Athaíde Cequinel, Maerlio e Anísio, a vida concreta é sempre maior que o seu discurso, sua interpretação é sempre uma aproximação pobre, as vezes através de uma falação incompreensível para uma trabalhador ou trabalhadora. Isto fica muito claro no discurso acadêmico, poético e esquerdista do Anísio, um exemplo dado com propriedade aos que estão acompanhando esse post e comentários. As torres da academia e de certa poesia sofisticada não conseguem levar os acadêmicos e esquerdistas a luta concreta e nem subjetiva possível da classe trabalhadora, luta que os sindicalistas, mais próximos ou não muito da realidade do dia a dia dos trabalhadores e trabalhadoras, realizam como práxis concreta contra o capital, como Cequinel e Ceará fizeram no passado, mas que talvez o Anísio nunca a tenha feito um dia.

Anisio Garcez Homem Serginho Athayde eu nunca fui sindicalista, portanto, nunca tive um papel direto na direção de entidade sindical alguma e, portanto, não há como comparar minha intervenção sindical com a do Paulo Roberto Cequinel. No entanto, como militante socialista e dirigente político foi incontornável me preocupar por incontáveis vezes com problemas de orientação sindical, o que não me torna nem doutor e nem infalível em nada, mas tampouco autoriza você ou quem quer seja a dizer que não tenho nenhuma aproximação com os problemas sindicais. Aliás, eu não sei de onde você tirou esta ideia de práxis "concreta", que muito se parece com aquilo que você diz abominar que são certos exercícios intelectualóides de academia, que aliás, nada têm a ver comigo que nem diploma de terceiro grau tenho. Práxis, para um socialista (isso vem de Marx) sempre incluí a necessária dimensão teórica das coisas na ação, agora você acrescentou ao conceito de práxis um puxadinho que é essa coisa de "concreto" para livrar-se ou enfraquecer o lugar da necessária teoria. Sua finalidade é da dizer: só quem conhece das coisas é quem as pratica. Por exemplo, Marx conhecia mais sobre a classe operária na produção capitalista que todos os operários juntos a emprestar diariamente seus músculos à exploração patronal. Portanto, menos arrogância e desqualificação pessoal e mais atenção aos temas em debate.

Serginho Athaíde Anísio, não sou teórico, nem acadêmico e nem poeta, penso que a filosofia só é um instrumento útil e verdadeiro quando transforma a realidade. Você esta correto quando fala que é um absurdo falar em práxis concreta, só coloquei esta repetição para reforçar, o que não é um absurdo, da importância imperiosa da prática, da participação, da experiência na luta. Quanto a minha arrogância, nada a ver, mas quando leio sua colocação relativa a Marx, me desculpe, não é nenhuma desqualificação pessoal, mas entendo que você esta muito longe de Marx, não só como teórico, mas como militante, pelo que andei lendo, o barbudo participou de movimentos.

Anisio Garcez Homem Serginho Athayde, em primeiro lugar me permita, infelizmente, ter de concordar com você de que estou muito longe de ser um Marx como teórico ou militante. Infelizmente para mim e para o movimento operário mundial nesta hora difícil de uma crise profunda do capitalismo mas na qual a maioria das direções políticas do proletariado abandonaram a perspectiva da luta socialista em prol da humanização do capital (algo cada dia menos explicável). Mas o fato de não ser uma espécie de Marx, não acho que isso invalide minhas críticas feitas à postagem do Cequinel, sobre as quais você ainda não tratou. Me felicito por ter te convencido de que não existe este fenômeno chamado práxis concreta, pois o conceito de práxis inclui obrigatoriamente a prática junto à teoria. Para terminar, você acredita mesmo que em 37 anos de militância política eu não tenha participado de movimentos, greves, manifestações, campanha eleitoral? Eu poderia te apresentar aqui uma extensa lista de tudo que eu já participei, evocando inclusive, em alguns casos, o teu próprio testemunho, mas acho que isso é desnecessário entre nós. Feito os esclarecimentos, voltemos ao tema do sindicalismo.

Serginho Athaíde Anísio, vamos lá! Marx foi contemporâneo de Darwin e Wallace, isso não se pode negar, logo, muito menos que sua teoria econômica, política e ideológica tenha tido como um de seus pilares filosóficos a evolução. E o desconhecimento disso, me impressiona, porque me coloca a dúvida se não acharmos que os nossos velhos livros são bíblias, inquestionáveis e servem para todos os tempos. Estamos assistindo o emergir de uma sociedade pós-humana, vivemos no furacão de uma crise civilizatória em que assistimos valores e conceitos serem desconstruídos da noite pro dia, numa época diabólica em que o conhecimento científico e o avanço tecnológico caminham na velocidade da luz e desencadeiam transformações nas forças produtivas, na produção, na cultura, etc., ou seja, mágicos tempos em que tudo que é sólido se desmancha no ar. Sem nenhuma certeza, acredito que diante dessa realidade caótica o capital se desespera a nível mundial, não entende o que acontece e não controla, por isso, parte para uma busca cega e desvairada pela implantação do retrocesso e conservadorismo político pelos quatro cantos do globo, tenta impedir que seja atropelado pela revoluções que, não tenho nenhuma dúvidas, estão acontecendo. Logicamente, não conseguimos percebe-las, o marxismo ajuda, mas não para compreende-las ampla e profundamente essa realidade. Por isso, pra mim, o buraco é mais embaixo, a esquerda ainda navega no século passado, não entende que a hegemonia não é mais da classe operária, que já estamos vivendo a revolução digital, ou seja, já caminhamos além da era industrial, que a história esta sendo construída de outra maneira. Todos nós da esquerda deveríamos ter a humildade de perceber que os velhos livros, todos, nos transformam em mortos vivos, deformados por uma profunda alienação e cegueira, principalmente quando a cada dia que passa nos tornamos mais operadores do que pensadores, mas tudo bem, no final tudo é uma máquina, não é mesmo Anísio, ou perdôe-me de não ter ficado nos limites da crítica do Cequinel.

André Castelo Branco Machado Eu já fiz algumas greves, inclusive já ajudei a fazer piquete na refinaria. Já combati o sindicalista pseudo radical, desses que se recusam a negociar, pois pensam que qualquer avanço ou conquista representará uma adaptação do trabalhador ao patrão; e também o sindicalista reacionário, que diz não existir luta de classes ou não aceita "misturar" política nas greves. Tanto um quanto o outro desmobilizam a luta dos trabalhadores. É preciso sempre ter a luta por reivindicações específicas combinadas com denúncias da perversidade do capitalismo, a partir da vida do trabalhador.

Sueli Moraes da Luz Me senti, lendo tudo, em um debate fervoroso, instrutivo, e de formação sindical política de fato. Aprendi mais sobre o sindicalismo e os sindicalistas nestes posts do que vários anos que trabalhei em vários sindicatos. Mas, companheiros, a luta sindical pode e deve ser a mesma entre nós, os socialistas, mas a categoria difere muito. Trabalhei nos Petroleiros, nos Metalúrgicos, e no SIMTAEMA (Sabesp) e CUT, todos de SP, e alem de ver diferenças entre as categorias ainda vejo diferenças regionais. E pra falar a verdade, somente o sindicalista sabe a dor de o ser.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Nota oficial da CUT e da FUP: Anotações sobre a Teologia da Governabilidade e a privatização do Pré-Sal

Aquele meu primo bocudo, Jaulo Foberto Lequinel, o Boquirroto - do qual mantenho prudente distância, devo reconhecer que tem completa razão quando diz esse é mais um dos lamentáveis movimentos relacionados a Teologia da Governabilidade, que significa, em apertada síntese, manter-se acocorado indefinidamente.  
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Copiei da CUT

Nota oficial: CUT e FUP repudiam privatização do pré-sal

O Senado Federal deu na noite desta quarta-feira (24), um dos golpes mais brutais na classe trabalhadora e no povo que mais necessita de investimentos públicos em Educação e Saúde.

Os senadores aprovaram um projeto de José Serra (PSDB-SP) que privatiza o Pré-Sal. Isso significa que o Senado abriu mão da soberania nacional e de todos os investimentos gastos com a pesquisa na área de petróleo e gás nos últimos anos. A luta feita em todo o Brasil para que os recursos oriundos do Pré-Sal sejam investidos na melhoria da educação e da saúde dos brasileiros foi ignorada pelo Senado.

Para garantir a aprovação do Substitutivo ao PLS 131 apresentado pelo senador Romero Jucá (PMDB/RR), o governo fez um acordo com a bancada do PSDB e parte da bancada do PMDB.

O projeto retira a obrigatoriedade de a Petrobrás de ser a operadora única do Pré-Sal e a participação mínima de 30% nos campos licitados, como garante o regime de partilha - Lei 12.351/2010. Se for aprovado pela Câmara e sancionado pela presidenta Dilma Rousseff, a Petrobrás deixará de ser a operadora única do Pré-Sal e terá que provar ao Conselho Nacional de Política Energética se tem condições ou não de manter a exploração mínima de 30% em cada campo que for licitado.

Essa aprovação é um golpe no projeto democrático-popular, voltado para a distribuição de renda, geração de emprego e investimentos em políticas públicas que melhorem a vida dos brasileiros, que vem sendo eleito desde 2002.

Para a CUT-FUP, o governo renunciou a política de Estado no setor petróleo e permitiu um dos maiores ataques que a Petrobrás – única empresa que tem condição de desenvolver essa riqueza em benefício do povo brasileiro - já sofreu em sua história. Fazer acordo para aprovar o projeto de Serra é o sinal mais claro de que o governo se rendeu as chantagens e imposições do Parlamento e do mercado, rompendo a frágil relação que tinha com os movimentos sociais e sindical, criando um constrangimento para os senadores que mantiveram a posição em defesa do Brasil.

O governo precisa aprender que é preferível perder com dignidade do que ganhar fazendo concessões de princípios.

A CUT, a FUP e os movimentos sociais estarão nas ruas para lutar contra este projeto que entrega a maior riqueza do povo brasileiro as multinacionais estrangeiras.

Vagner Freitas 

Presidente Nacional da CUT

terça-feira, 3 de março de 2015

Uma nova lógica obtusa: nota rápida a partir de um texto trotskista sobre o 13 de março

O Serviço de Alto Falantes Ornitorrinco Renegado informa que LBI é a Liga Bolchevique Internacionalista (veja o blog deles aqui), flamejante seita fundamentalista de subúrbio cujos membros, punheteiros delirantes, sem exceção, no máximo esfolam seus diminutos pintinhos e clitóris com sua "revolucionária" gritaria ungida. 
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Copiei do Cesar Margolin

Não pretendo aqui discutir qual seria a melhor opção para o cardápio de manifestações marcadas para março, embora tenha posição sobre isso. O que motiva o texto é apenas uma reflexão, ainda que rápida, sobre as loucuras que vivemos. Falo das curiosas posições das organizações de esquerda diante do ato convocado pela CUT para o dia 13 de março.

Meu ponto de apoio será um texto da LBI (pra quem não sabe, um dos grupos trotskistas atuantes no Brasil, responsável por uma das muitas “quartas internacionais”).

O texto tem como título “nem o 6 do PSTU, nem o 13 do PT” e diz, em síntese, mais ou menos o seguinte: há uma “briga” (coloco entre aspas e em itálico expressões do próprio texto) entre as organizações da esquerda sobre as manifestações. O PSTU, que não participará das manifestações do dia 13, convoca sua própria manifestação para o dia 06 e lhe dá o nome pomposo de um “dia de greve geral”. O PCB anunciou que não vai “endossar” manifestações governistas e não diz o que pretende fazer. O PCO, “travestido de antigolpista”, participará das manifestações do dia 13. O PSOL não é citado no referido texto. O autor do texto tem a lucidez temporária de afirmar que “somente no país imaginário “sonhado” pelos revisionistas do PSTU poderá ocorrer uma greve geral de verdade no final desta semana” e reconhece que a “divisão de forças no campo da esquerda neste momento só irá fortalecer a direita tucana”.

Dito tudo isso, a esperança que bate no coração de qualquer um que mantenha os pés no chão e o raciocínio lógico (mesmo que de lógica formal!), é esperar por uma proposta unificadora, que reconhecendo os limites conjunturais e numéricos das organizações que cita, seja capaz de propor a participação, ao lado dos trabalhadores, das manifestações do dia 13, sabendo defender da sanha golpista as liberdades democráticas e, ao mesmo tempo, capaz de pressionar o governo contra medidas que afetam diretamente os trabalhadores… Enfim, o ato convocado pela CUT terá a presença de movimentos populares importantes (MST, MTST, CMP…), enfim, quem tem conseguido, no final das contas, arrastar multidões às ruas. Não me parece que o MTST e o MST possam ser tratados como meros braços do governo. Quem diz isso é a direita reacionária. Entristece ver gente de esquerda engrossando esse coro.

Mas não… a conclusão é que “só nos resta convocar o proletariado para boicotar as duas inócuas manifestações da esquerda reformista (06 e 13) no sentido de apontar a necessidade de organizar um plano de lutas das principais categorias rumo a uma greve geral de 48 horas que contemple como eixo a derrubada das medidas provisórias palacianas e por uma política de reposição salarial diante da crise inflacionária que se avizinha com a abrupta elevação da cotação do Dólar em relação ao Real.”…. Ai carai... 

Meeeeu!!! O sujeito deveria ser diretor de filme! Faria sucesso, porque é capaz de tirar conclusões imprevisíveis e surpreenderia demais seu público! Apenas me responda o seguinte: se alguém aí está em condições para organizar um plano de lutas que nos leve a uma greve geral, por que não fez anda? Está esperando o que??? Mesmo que seja a greve geral com horário para começar e acabar… Parece que ninguém tem força alguma, embora o discurso seja pomposo… Isso pode ser resultado das contradições da conjuntura em que vivemos, sem dúvida, mas é também resultado da burrice esquerdista e infantil que assola todas as organizações citadas. Aliás, se tivéssemos condições de uma greve geral de 48 horas, faríamos a revolução e não reivindicação salarial…

Mas não pára por aí, há uma conclusão triunfalista, que pelo menos manifesta alguma preocupação com a organização da direita!

“se impõe a defenestração política destas marchas direitistas planejadas para o dia 15, contando com a mais ampla unidade de ação no campo da esquerda popular para esmagar a reação. Este é a melhor senda política para reforçar o moral do proletariado, colocando sempre o norte do programa socialista e o combate a política de colaboração de classes.”    Mas, ai carai, de novo…

Não é um raciocínio maluco esse??? Mais acima, tudo indica que vão concluir pela necessidade da unidade, contra a direita mais reacionária e pelos direitos dos trabalhadores; daí concluem que não devem participar nem de uma, nem de outra manifestação; por fim, conclamam a unidade da esquerda por um programa minimo que reforce “o moral” (?????) do proletariado, seja lá o que isso queira dizer…

Vou parar por aqui… Quem tem um tanto de bom senso ainda, pense um pouco nessa loucura toda e nessas organizações muito boas em lançar  “notas políticas” e nada mais…

Deixemos que os mortos enterrem seus mortos…

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Confissões de um petista renegado: as águas da minha modesta militância jamais serviram aos moinhos da direita.

Sou um renegado, defensor da criminalização dos movimentos sociais, um mantenedor da ditadura.
Sou um burro virtual e não sou cineasta, muito menos ativista. Ativista, como se sabe agora, é nível superior da espécie humana: basta-se a si mesmo e não deve explicações a ninguém.
Sou um merda de um ex-sindicalista. E da CUT, pode isso? Fiz todas as greves, todas as passeatas, as caminhadas, os protestos, todos os panfletaços, as pichações todas nas madrugadas.
Ocupei refinaria de petróleo, meu sindicato apoiou e apóia o MST e, mais de uma vez, levamos alimentação para os sem-terra quando ocuparam prédios públicos em Curitiba. E durante uns dois meses, creio que em 2003, nossa sede abrigou dezenas de famílias sem teto que foram desalojadas em plena madrugada.
Mas não aceito violência em manifestações, não quero coquetel molotov, não quero rojões disparados ao rés do chão.
Como posso, aos 62, admitir que numa porra de uma manifestação tenhamos um monte de feridos e um ou dois mortos? 
Sou um burro virtual.
Mas tem uma coisa que não faço agora e nunca fiz: as águas da minha modesta militância jamais serviram aos moinhos da direita.
Não sou fashion, não sou moderno e me recuso a ser liderado por gente que não conheço e, não bastasse, usando máscara.
E vão completamente à merda, "ativistas"! Com ou sem crase!"

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

CUT, trinta anos de luta!

 

Em 28 de agosto de 1983, em São Bernardo do Campo, nascia a Central Única dos Trabalhadores.
Este velhote não esteve no congresso de SBC mas, em maio de 1985, no salão de assembleias do Sindicato dos Petroleiros PR/SC, foi um dos delegados ao congresso que fundou a CUT/PR de modo que, muito modestamente, faz parte desta história.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Trabalhadores e trabalhadoras não se escondem, mostram a cara e lutam!

Copiei as imagens da Regina Cruz, presidente da CUT/PR
Registro das mobilizações de 11/07/2013 em Curitiba/PR

Homens e mulheres de cara limpa 
na luta de todos os dias e na vida.
Nós não nos escondemos!
Não somos anti-partidários!
Não somos tangidos pelo 
aparato midiático e golpista!
Somos de todas as cores, 
mas nosso coração é vermelho!
Vão para a puta ianque que os pariu, coxinhas da classe média!
VIVA A LUTA DOS TRABALHADORES!
VIVA A LUTA DAS TRABALHADORAS!
VIVA A CUT!
VIVA O MST!
 

 

  

 

  

 

 

 








quarta-feira, 1 de maio de 2013

1º de Maio, Dia do Trabalhador



Tudo igual é o cacete!
Enquanto a Farsa Sindical faz shows e distribui prêmios (de onde vem a grana que paga casas, carros, motos e as coisas todas?), a CUT tem como palavra de ordem a Democratização das Comunicações.
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Perguntas de um operário
Bertold Brecht 

Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos reis,
mas foram os reis que transportaram as pedras?

Babilônia, tantas vezes destruída,
quem outras tantas a reconstruiu? 

Em que casas
da Lima Dourada
moravam seus obreiros?

No dia em que ficou pronta a Muralha da China 
para onde foram os seus pedreiros?

A grande Roma
está cheia de arcos de triunfo. 
Quem os ergueu? 
Sobre quem triunfaram os Césares? 

A tão cantada Bizâncio
só tinha palácios
para os seus habitantes? 

Até a legendária Atlântida
na noite em que o mar a engoliu
viu afogados gritar por seus escravos.

O jovem Alexandre conquistou as Índias sózinho?

César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?

Quando a sua armada se afundou 
Filipe de Espanha chorou. 
E ninguém mais?

Frederico II ganhou a guerra dos sete anos.
Quem mais a ganhou?

Em cada página uma vitória
quem cozinhava os festins?
Em cada década um grande homem.
Quem pagava as despesas?

Tantas histórias.
Quantas perguntas.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O assédio moral na Samsung de Campinas




Por Mario Blaya

Olha, é meio fora do assunto, mas acho importante dar destaque para a decisão da justiça de proibir a Sansung de Campinas a não mais humilhar seus funcionarios. Recentemente na unidade de Taubate ocorreu um incidente semelhante o que mostra ser um padrão 

Do Última Instância

Da Redação - 10/12/2010 - 14h06
A Justiça do Trabalho de Campinas concedeu liminar determinando que a Samsung deixe de utilizar métodos de punição aos funcionários que não estejam previstos em lei, como gritos e tratamento humilhante. A decisão, que prevê o fim do assédio moral dentro da empresa, atende os pedidos de ação civil pública proposta pelo MPT (Ministério Público do Trabalho). O órgão decidiu processar a multinacional depois de constatar abusos praticados pela chefia na fábrica da Samsung em Campinas.
gundo investigações conduzidas pelos procuradores, ficou constatado que os chefes coreanos da Samsung tratavam empregados de forma vexatória, por meio de conduta desrespeitosa e agressiva. Em depoimentos, ex-trabalhadores afirmaram que eram tratados de forma agressiva pelos supervisores e que estes chamavam a atenção dos funcionários com gritos e palavrões. 
Um dos ex-empregados disse em depoimento que as agressões verbais proferidas pelos gerentes e supervisores coreanos eram rotineiras no ambiente de trabalho. Duas depoentes afirmaram que era comum presenciarem trabalhadoras chorando nos banheiros e que os supervisores ameaçavam de demissão os funcionários com produção atrasada. Segundo apurado no inquérito, houve afastamentos em razão de problemas de saúde - entre eles: depressão, estresse e síndrome do pânico - justificados pelas humilhações impostas pelos superiores.
Os procuradores fizeram diligência na empresa e tomaram depoimentos no local. O MPT constatou a forte pressão exercida sobre os trabalhadores para o alcance das metas de produção, com a afixação de placas e painéis por toda a fábrica.
Em audiência, a representante do sindicato da categoria esclareceu que as situações relatadas "de fato acontecem na empresa, especialmente quando há treinamento realizado por coreanos". Além disso, foi dito que os supervisores dos setores advertem pessoalmente e em sala pública os funcionários que cometem algum tipo de falha. Nessas ocasiões o esmpregado também sofre ameaças de demissão.
Em sua defesa, a Samsung sustentou que cumpre rigorosamente a legislação vigente, recusando-se a firmar um acordo extrajudicial perante o MPT.
Decisão
A liminar concedida pelo juiz André Augusto Ulpiano Rizzardo, da 8ª Vara do Trabalho de Campinas, determina que a Samsung deixe de utilizar meios de punição senão os previstos na lei. Se descumprir as determinações liminares, a empresa pagará multa de R$ 10 mil por trabalhador que for vítima de assédio moral.
No mérito, o MPT pede o comprometimento da Samsung em estimular o respeito mútuo entre superiores e subordinados, no sentido de promover ações internas que coíbam o assédio moral, além da condenação por danos morais coletivos no valor de R$ 20 milhões.

Este xexelento Ornitorrinco, modesto mas orgulhoso sindicalista petroleiro que esteve presente no congresso que, em maio de 1985, fundou a CUT/PR, lembra dos blogueiros de direita que, empenhados em eleger o patife do serra, vociferavam contra uma tal república sindicalista, lembram disso, poltrões de merda?
Sindicatos, bando de abostados, servem também para isso, para civilizar as relações entre patrões e empregados, mas não apenas para isso, que fique bem claro.
Viva a luta dos trabalhadores e do povo brasileiro!
Viva a CUT!