SOBRE O BLOGUEIRO

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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
Mostrando postagens com marcador colunistas amestrados do PIG. Mostrar todas as postagens
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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Carta Aberta para JR Guzzo, jaguara sarnento que escreve no esgoto midiático chamado Veja

(o título é o xingamento são de minha integral responsabilidade)

Carta de Repúdio ao artigo de Veja "Parada Gay, Cabras e Espinafre"
Por Maria Claudia Canto Cabral em Mães pela Igualdade

Senhor Editor de Veja:

Nós, Mães pela Igualdade, repudiamos o texto "Parada Gay, Cabra e Espinafre", publicado na edição de 11 de novembro de 2012, e o fazemos no exercício pleno de nossa condição de mães, geradoras de vida, "esteio das famílias", como gostam de nos tratar os conservadores. Portanto, na condição daquelas que defendem diretos, vida e família.

Direito, como bem define Miguel Reale é FATO+VALOR+NORMA. O fato já o temos LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transsexuais e Travestis existem. Valor(es) são vários: dignidade da pessoa humana, igualdade, liberdade, intimidade, ir e vir, segurança, saúde, educação entre outros), faltam apenas as normas, que o Congresso Nacional teima em não votar.

Defendemos a vida DIGNA, para todo ser humano [ou não humano] nascido vivo. Exigimos respeito aos nossos filhos e filhas LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transsexuais e Travestis. Exigimos respeito às nossas famílias, contribuintes do Estado. Exigimos que nossos filhos e filhas e que nossas famílias sejam honradas plenamente, por sermos todxs sujeitxs de direitos.

Somos família, somos célula mater da sociedade. Somos famílias plurais, que como tais acolhem a diversidade e a livre expressão dos seres que a compõem. Nós, as mães, somos genitoras dos humanos e em nossos ventres está a chave da sobrevivência e preservação da espécie.

Os pais, que conosco apoiam filhos e filhas, acolhendo com honra sua orientação sexual, constituem elementos fundamentais não apenas a preservação da vida em sentido estrito – vida no planeta – como também em seu sentido mais amplo: vida digna, com respeito a direitos de todos e todas LGBTH – Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transsexuais, Travestis e Heterossexuais. Não aceitamos tal desrespeito e deboche para com nossxs filhxs.

Defendemos os direitos de nossos filhos e filhas, todos, e em especial xs LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transsexuais, Travestis, que:

Se casem, como todo e qualquer outro humano adulto;

Adotem crianças, antes que as ruas as adotem;

Nossas crianças e adolescentes sejam incluídos e acolhidos plenamente na escola;

Professores e professoras sejam qualificados para lidar com as diferenças de orientação sexual e de identidades de gênero;

A violência física, moral, psíquica perpretada em razão de orientação sexual ou identidades de gênero seja severamente punida; e

Crimes contra a vida sejam agravados quando perpetrados em razão de orientação sexual ou identidades de gênero de suas vítimas.

Não queremos direitos especiais ou privilégios, queremos direitos para nossas famílias e mães são leoas em defesa de suas crias. Nós, Mães pela Igualdade, somos leoas na defesa de nossos filhos e filhas LGBTH – Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Travestis e Heterossexuais e exigimos que a revista se retrate na próxima edição, esclarecendo a população que ainda crê nas letras lidas em seu conteúdo, sobre orientação sexual e identidades de gênero.

Por fim, declaramos que a coragem de nossos filhos e filhas LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transsexuais e Travestis de assumir quem são, andando pelas ruas de cabeça erguida é para nós motivo de muito orgulho.

Mães pela Igualdade

www.maespelaigualdade.blogspot.com

maespelaigualdade@gmail.com

terça-feira, 30 de outubro de 2012

PIG e eleições 2012: a vã tentativa de gozar com o bigolin ou o clitóris alheios

Os colunistas a soldo do PIG, por não poderem admitir que o PT foi o grande vencedor destas eleições municipais, tratam de enfatizar o crescimento - real e consistente, diga-se - do PSB, e não escondem que estão a torcer para que o governador Eduardo Campos, de Pernambuco, migre para a oposição em 2014.
Como o que lhes resta por ora é a cambaleante candidatura de Aécio Neves, que aspira muita coisa, se me permitem a imagem talvez um pouco grosseira, isso é vã tentativa de gozar com o bigolin ou o clitóris alheios.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Para Reginaldo, com meus cordiais cumprimentos: pirulito que bate, bate...

O Ornitorrinco pede a palavra para explicar que nosso formidável Reginaldo Gouvea proclama, em êxtase gozoso, que Dilma, descaradamente, está a copiar o xoque de jestão do bosta do Beto Engomadinho Richa. 

Com umas duzentas pulgas atrás da orelha, já que o autor da notícia é ninguém menos que o conhecido pulha Fábio Campana, obrei aquela pesquisa básica e, no Blog do Nassif, descobri onde o notório colunista de aluguel foi bebericar. 

Quem tiver curiosidade e paciência para ler todo o texto originalmente publicado no Estadão, e que serviu de base para Campana, verá que o inútil piá de prédio criado a todinho sabor morango, que hoje supostamente nos governa, não é citado uma única e miserável vez, nem mesmo indiretamente. 

Fábio Campana é um manjado patifão, prezado Reginaldo, inclusive funcionário fantasma da Assembléia Legislativa, e dele eu não compraria um pirulito de framboesa, mesmo lacrado na embalagem e garantido pela Anvisa.

Aliás, entre Fábio Campana e o picaretão do apóstolo Valdomiro, sei não, mas sou capaz de ficar com o segundo.   

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

VEJA quer calar a democracia

Eu visito o Sem Juizo todos os dias
  
Descompromisso com razão nem é o que mais ressalta no artigo - a foto gigantesca de pupilos de Hitler, só se explica como um ato falho.

Tolice suprema, coleção formidável de bobagens, condoreirismo cafona.

Com esses e outros adjetivos ainda piores, o jornalista Reinaldo Azevedo iniciou, em seu blog, uma onda de ataques da revista VEJA à Associação Juízes para a Democracia (AJD).

Nos posts que buscavam detonar a associação por uma nota crítica à ação da Polícia Militar na USP, sobrou até para os educadores que seguem Paulo Freire: "idiotas brasileiros e cretinos semelhantes mundo afora".

O nível do artigo já se responde por conta própria.

Todavia, na edição impressa que veio às bancas no sábado último, o editor-executivo da revista subscreveu um texto que, sem qualquer constrangimento ou escrúpulo político, comparou a associação a um tribunal nazista.

O descompromisso com a razão nem é o que mais ressalta no artigo -a foto gigantesca de pupilos de Hitler, fora de tom ou propósito, só se explica como um ato falho. No artigo, Carlos Graieb utiliza expressões que se encaixariam perfeitamente no ideário nazista: propõe dissolver a associação "política" ou impedir que seus membros usem a toga.

Reinaldo Azevedo, com ainda menos pruridos no mundo virtual, explicitou, numa ação que evoca o macarthismo, os nomes de todos os diretores, representantes e membros de conselhos da entidade, alertando leitores para que jamais aceitem ser julgados por estes juízes.

Que competência ou legitimidade para a posição soi-disant de corregedor ele tem não se sabe. Mas seus seguidores foram instados a identificar os juízes associados pelo próprio colunista, que deu status de artigo a mensagem de um advogado falando do desembargador 'liberal' apreciador de samba.

VEJA está aturdida e indignada com a afirmação de que existe direito além da lei. Os nazistas também ficavam, porque as barbáries escritas no período mais negro da história da humanidade eram legais. Jamais deixaram de ser barbáries por causa disso.

A prevalência dos princípios constitucionais é o que propunha, sem grandes novidades, a nota da Associação Juízes para a Democracia. Se juízes não podem fazê-lo em um estado democrático de direito, na tutela da Constituição que prometeram defender, algo definitivamente está errado.

Mesmo para quem conhece a linha editorial de VEJA, cuja partidarização na política é sobejamente criticada, espanta que o interesse em calar quem pensa de outra forma, parta justamente de um órgão de imprensa.

Que a falta de pluralismo de suas páginas já fosse, por assim dizer, um oblíquo atentado à liberdade de expressão, o explícito intuito de extirpar opiniões contrárias não deixa de ser aterrorizador. Sob esse prisma, lembrar o nazismo não é mais do que medir o outro com a própria régua.

A Associação Juízes para a Democracia tem vinte anos de serviços prestados ao debate institucional na magistratura e fora dela - e eu me orgulho de fazer parte dessa história quase por inteiro.

A AJD tem entre seus objetivos o respeito incondicional ao estado democrático de direito e jamais deixou de denunciar quando este se fez ameaçado. Bate-se sem cessar pela independência judicial e é militante na consideração do juiz como um garantidor de direitos.

A promoção permanente dos direitos humanos, compartilhada com inúmeras outras entidades da sociedade civil, sempre incomodou aos que se candidatam a porta-voz dos poderosos. Mas recusamos o propósito de quem quer fazer da democracia apenas uma promessa vazia.

A associação nunca se opôs a criticar o elitismo no próprio Judiciário, nem temeu se mostrar favorável à criação de um órgão para exercer o controle externo. Tudo por entender que desempenhamos, sobretudo, um serviço essencial ao público - o que levou a AJD a participar da Reforma do Judiciário propondo, entre outros temas, o fim das sessões secretas e das férias coletivas.

Anticorporativista, a associação jamais defendeu valores em benefícios próprios, o que pode ser incompreensível em certos ambientes. Recentemente, bateu-se pela legalidade da instauração de processos administrativos contra juízes pelo Conselho Nacional de Justiça, na contramão de interesses de classe.

Em vinte anos, seus membros têm sido convidados a participar de vários debates no Poder Judiciário, no Congresso Nacional e também na mídia.

O exercício contínuo da liberdade de expressão, que fascistas de todo o gênero sempre pretenderam mutilar, não vai ceder ao intuito de quem pretende impor sua visão e seus conceitos como únicos.

VEJA não está em condições de ensinar estado de direito, se desprestigia a liberdade de expressão.


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O Ornitorrinco pede a palavra para conclamar as viuvinhas sem porvir em geral: isso, meninas de pernas peludas, leiam sempre e acreditem nas imundícies da Veja.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Legítimas aspirações


Aspiramos tudo: esquerda, direita, meio, atrás, até de fianco.

Eu aspiro trocar meu carro
Tu aspiras uma gravata colorida
Ele aspira a presidência da república
Nós aspiramos um sociedade mais justa
Vós aspirais o retorno de jesus e do adriano

Pois eles aspiram um pó branco muito estranho e,  
sempre que puderem, 
avançam sobre  nossos indefesos fiofós.

Eis que em Cequinel 32:13-28 a revelação é clara e deve a palavra ser observada: eu vos digo que o aspirador de pó está apenas quebrado e tem conserto, mas o pig não morreu-rreu-rreu e dona chica-cá, ó, aleluia, ó, graças globais, ó, graças da abril, se cagou-se-se, como diria o profeta com dificuldades ortográficas, gramaticais e políticas. Eu determino em verdade que tomem para vós em santas aquisições aspiradores de pequenas coisas e de águas e de sólidos de pequenos tamanhos, e de insetos e de licitações públicas, e de governadores com aprumados topetes e de censuras obtidas, e de senadores com caras lisas milagrosamente esticadas, e de colunistas e jornalistas amestrados que alegres abanam caudas e rabos para quem lhes paga a ração.

Entretanto, em Cequinel 34:14-38, como é próprio, a resolução da celestial instância é de direta e meridiana clareza, e deveis vós, ó crentes, cumpri-la sem tugir, balir ou mugir, ou escafeder-vos de fininho ou, como muitos de vós fazeis, sairdes assoviando como se a conversa toda não fosse da vossa conta.

Lembrai-vos que em Serra 21:45, FHC, o ungido melecado, proclamou e determinou vosso imediato afastamento do povão fedido, de modo que tudo posso naquele que me paga as contas, inclusive a fatura gorda do cartão de crédito.