SOBRE O BLOGUEIRO

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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Governabilidade e pragmatismo

Em Brasília, 19 horas.

Não sei bem o exato e formal significado mas, por tudo que tenho visto desde 1º de janeiro, pragmatismo pode significar a ação daquele petista que vai logo dizendo, com firmeza e decisão, cara muito feia, de mocinho de novela mexicana, e dando uma porrada cinematográfica na mesa: se necessário eu cedo tudo pro mercado e pro PMDB, e viro os zóinho da governabilidade!

E depois acende um cigarro e diz com voz de travesseiro: Não há o que Temer. Foi bom pra você?

terça-feira, 7 de abril de 2015

Anotações sobre governabilidade, vômitos e ilá-lia-li-lá-rá

Sai Pepe Vargas e entra Michel Temer, e o PMDB agora manda nesta porra.

O PT foi se acocorando, se entregando, se escondendo, foi virando os zóinho na gosma da governabilidade e deu nisso.

Levy põe o ajuste fiscal em nosso rabo, sem cuspe, Temer é o cara da articulação política e fará tabelinha com Renan Calheiros e Eduardo Cunha, patifes notórios e lustrosos.

Haja gel lubrificante, meninos e meninas. 

Haja estômago.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Santa Filomena da Governabilidade, não deixai faltar gel lubrificante!

O Serviço de Alto Falantes Ornitorrinco, ao cumprimentar os presentes nesta patética quermesse em louvor de Santa Filomena da Governabilidade, informa ter descoberto que os fabricantes de gel lubrificante doaram muitos milhões para nossos candidatos.
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Copiei da Andrea Caldas

A CULPA É DA ESQUERDA!


Tenho ouvido insistentes argumentos em favor dos recuos na pauta governamental, sufragada nas ultimas eleições, mais uma vez, com o apelo ao eterno mantra da governabilidade, adicionado de um novo elemento: a meritocracia eleitoral.


Segundo esta lógica, a culpa da nomeação da miss do trabalho escravo, Katia Abreu e do discípulo de Arminio Fraga, Joaquim Levy é da esquerda que não "conseguiu" eleger uma bancada expressiva no Congresso.


Curiosamente, esta cobrança é feita depois da campanha eleitoral mais cara da história brasileira, manietada pelos interesses do agronegócio, dos Bancos e empreiteiras.

Sim, parte expressiva da esquerda foi "incompetente" para jogar segundo as regras do jogo, captar milionários patrocinadores, haja visto a diminuição considerável da bancada de esquerda, na área de educação, por exemplo.

A circularidade argumentativa da "realpolitik" só não responde qual o caminho de saída do labirinto que alimentamos, nestes últimos anos.


Pois se a Reforma Política - tida como panaceia - só pode ser realizada com o apoio do congresso conservador, esta não é uma opção.


A segunda porta mágica, a realização de uma constituinte exclusiva e mesmo o Plebiscito, carece de razoabilidade, de vez que é justo imaginar que sem o fim do financiamento privado, teremos uma nova eleição com "mais do mesmo".


Se não temos correlação de forças para enfrentar o Congresso, o STF e a Mídia (também sustentada com verbas públicas), que esperanças podemos legar aos que votaram numa plataforma que prometia o aprofundamento das mudanças?


Alias, diga-se de passagem, esta propaganda foi intensificada pela candidatura de Dilma, no segundo turno, quando já se conhecia o perfil conservador do Congresso.


O que fazemos agora? Publicamos uma errata, no programa eleitoral? Pedimos mais 12 anos de paciência? Rezamos para que a conjuntura política e econômica altere-se, metafisicamente?


E enquanto isto, continuamos a alimentar adversários e aliados de ocasião, até o ponto em que eles nos sufoquem, de vez?


O decréscimo eleitoral das candidaturas presidenciais do PT sinalizam o resultado desta politica da governabilidade sem enfrentamentos e do recuo de parte da esquerda.


E ainda assim há aqueles que desaconselham a crítica, desautorizam os movimentos nas ruas, pelo medo de "provocar a reação da direita" e o "golpismo".


Ora, a direita nunca deixou de agir - mais silenciosa ou ruidosamente - jamais suportou políticas para além do melhorismo e da democracia de vitrine (e as vezes, nem estas).


Mudanças estruturais, neste país, a favor dos trabalhadores/as, nunca foram conquistadas em silêncio e sem muita mobilização social.

Não será diferente, desta vez.

Os que pedem a calmaria, devem saber que estão escancarando as portas para os setores dominantes, hábeis em operar, sinuosamente, nos bastidores.


Que não arrependam-se, portanto, do script que desenham, por omissão ou opção.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Pinheirinho: Juiz estadual ordenou confronto com força policial federal. Não dá pra fingir que está tudo normal

Copiei do indispensável Gilson Martins

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Se dependesse do despacho de Sartori (foto), poderia ter acontecido ali uma guerra civil, já que o magistrado deu ordens para que sua decisão fosse cumprida, "repelindo-se qualquer óbice  
que venha a surgir no curso da execução, 
inclusive a oposição de corporação policial federal". 

Não dá mais para fingir que não está ocorrendo processo semelhante ao que deu o golpe contra  Hugo Chavez, na Venezuela.  A virulência da máfia midiática reverberando discursos da direita raivosa representada por setores da igreja católica, do exército e do judiciário não deixa qualquer margem para dúvidas quanto a aglutinação e intenção das viúvas da ditadura.
A ordem de confronto com a polícia federal desse juiz irresponsável é uma declaração de guerra, nem mais, nem menos.
Com a publicação do Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Jr, e do re-lançamento do O Brasil Privatizado, de Aloysio Biondi, o representante das forças mais reacionárias de São Paulo, a tucanalhada do PSDB, foi jogado na lixeira da história, sem projeto para o país e divorciado do povo. Daí, não resta outra alternativa para a direita raivosa se não o golpe. Simples, assim.
Basta de governabilidade sem povo.