SOBRE O BLOGUEIRO

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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Escatological anotations about the fucking dismessed Jobim

No que me diz respeito, 
já tinha passado a hora de alguem dizer 
pra este bosta deste Jobim, 
alto e bom som:
 "No cú, pardal!" 
Bem, ainda bem que, finalmente, disseram.

Entretanto, sem querer ser muito chato, 
mas já sendo, pergunto: 
o que explica a presença 
deste merda no governo do PT? 
Alguém da chamada tendência majoritária 
pode balbuciar alguma explicação?

Papel higiênico e o papa, o tal do bento, o XVI

Eu visito o Diário Ateísta todos os dias


Aproveitando a visita do Papa Bento XVI a Espanha, a Renova lançou rolos de papel higiénico com as cores da bandeira do Vaticano para serem utilizados como serpentinas gigantes.
O Papa Bento XVI vai estar em Espanha entre 16 e 21 de Agosto e várias marcas começaram já a lançar produtos aproveitando a ocasião.
Numa jogada de marketing, a Renova concebeu rolos de papel higiénico amarelos e brancos (as cores da bandeira do Vaticano) para distribuir pelos peregrinos. A ideia é que sejam utilizados como serpentinas gigantes para saudar Bento XVI.
"Com este pack original, a Renova pretende animar Madrid e ajudar os jovens e mesmo os mais velhos a receber o Papa de uma forma divertida", explica a empresa.
Além da distribuição gratuita, a Renova vai também comercializar este produto, que estará à venda por 3,50 euros, pois os rolos de papel higiénico poderão também ser utilizados para outros fins.

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Eu, Ornitorrinco Escatológico, peço a palavra para dizer que se o Nazistão de Batina viesse algum dia para Antonina, bem, eu me ocuparia nos 90 dias anteriores a comer todas as porcarias possíveis para cagar além da conta, limpar-me e guardar os pedações de papel sujo para serem atirados na comitiva do Indecente Nazistão. Pensando bem, creio que a partir de hoje farei isso. Pode não ser no papa sinistro, mas sempre tem um padreco ou um pastor homofóbico.   

Violência contra homossexuais

Eu visito o Bule Voador todos os dias
 

Drauzio Varella
Do seu site oficial

A homossexualidade é uma ilha cercada de ignorância por todos os lados. Nesse sentido, não existe aspecto do comportamento humano que se lhe compare.
Não há descrição de civilização alguma, de qualquer época, que não faça referência à existência de mulheres e homens homossexuais. Apesar dessa constatação, ainda hoje esse tipo de comportamento é chamado de antinatural.
Os que assim o julgam partem do princípio de que a natureza (ou Deus) criou órgãos sexuais para que os seres humanos procriassem; portanto, qualquer relacionamento que não envolva pênis e vagina vai contra ela (ou Ele).
Se partirmos de princípio tão frágil, como justificar a prática de sexo anal entre heterossexuais? E o sexo oral? E o beijo na boca? Deus não teria criado a boca para comer e a língua para articular palavras?
Se a homossexualidade fosse apenas perversão humana, não seria encontrada em outros animais. Desde o início do século 20, no entanto, ela tem sido descrita em grande variedade de espécies de invertebrados e em vertebrados, como répteis, pássaros e mamíferos.
Em virtualmente todas as espécies de pássaros, em alguma fase da vida, ocorrem interações homossexuais que envolvem contato genital, que, pelo menos entre os machos, ocasionalmente terminam em orgasmo e ejaculação.
Comportamento homossexual envolvendo fêmeas e machos foi documentado em pelo menos 71 espécies de mamíferos, incluindo ratos, camundongos, hamsters, cobaias, coelhos, porcos-espinhos, cães, gatos, cabritos, gado, porcos, antílopes, carneiros, macacos e até leões, os reis da selva.
Relacionamento homossexual entre primatas não humanos está fartamente documentado na literatura científica. Já em 1914, Hamilton publicou no Journal of Animal Behaviour um estudo sobre as tendências sexuais em macacos e babuínos, no qual descreveu intercursos com contato vaginal entre as fêmeas e penetração anal entre machos dessas espécies. Em 1917, Kempf relatou observações semelhantes.
Masturbação mútua e penetração anal fazem parte do repertório sexual de todos os primatas não humanos já estudados, inclusive bonobos e chimpanzés, nossos parentes mais próximos.
Considerar contra a natureza as práticas homossexuais da espécie humana é ignorar todo o conhecimento adquirido pelos etologistas em mais de um século de pesquisas rigorosas.
Os que se sentem pessoalmente ofendidos pela simples existência de homossexuais talvez imaginem que eles escolheram pertencer a essa minoria por capricho individual. Quer dizer, num belo dia pensaram: eu poderia ser heterossexual, mas como sou sem vergonha prefiro me relacionar com pessoas do mesmo sexo.
Não sejamos ridículos; quem escolheria a homossexualidade se pudesse ser como a maioria dominante? Se a vida já é dura para os heterossexuais, imagine para os outros.
A sexualidade não admite opções, simplesmente é. Podemos controlar nosso comportamento; o desejo, jamais. O desejo brota da alma humana, indomável como a água que despenca da cachoeira.
Mais antiga do que a roda, a homossexualidade é tão legítima e inevitável quanto a heterossexualidade. Reprimi-la é ato de violência que deve ser punido de forma exemplar, como alguns países fazem com o racismo.
Os que se sentem ultrajados pela presença de homossexuais na vizinhança, que procurem dentro das próprias inclinações sexuais as razões para justificar o ultraje. Ao contrário dos conturbados e inseguros, mulheres e homens em paz com a sexualidade pessoal costumam aceitar a alheia com respeito e naturalidade.
Negar a pessoas do mesmo sexo permissão para viverem em uniões estáveis com os mesmos direitos das uniões heterossexuais é uma imposição abusiva que vai contra os princípios mais elementares de justiça social.
Os pastores de almas que se opõem ao casamento entre homossexuais têm o direito de recomendar a seus rebanhos que não o façam, mas não podem ser fascistas a ponto de pretender impor sua vontade aos que não pensam como eles.
Afinal, caro leitor, a menos que seus dias sejam atormentados por fantasias sexuais inconfessáveis, que diferença faz se a colega de escritório é apaixonada por uma mulher? Se o vizinho dorme com outro homem? Se, ao morrer, o apartamento dele será herdado por um sobrinho ou pelo companheiro com quem viveu trinta anos?

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O Ornitorrinco Destrambelhado pede a palavra para dizer que: 
1) Este texto, pra lá de pertinente, foi-me indicado por meu filho Luciano;
2) O Dráuzio não pode, mas eu digo e proclamo: vão para a puta-que-os-pariu, homofóbicos religiosos de merda. Tenho completo nojo de vocês. Vocês todos é que devem envergonhar-se do que sentem.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Acesso ao Diário Oficial de Antonina depende da autorização do prefeito?


anderson peres disse...

Paulo, Na tarde de hoje dia 03/08/2011, fui até a Prefeitura Municipal de Antonina para saber informações do meu pedido para ter acesso ao diário oficial do município (pois por muitas vezes pedi na prefeitura e não tive sucesso), pedido este que foi protocolado com o número 2501/2011 na data de 27/07/2011 no setor de protocolo.
Pois bem, quando perguntei do meu pedido no setor de protocolos fui informado que a minha solicitação estava na administração, fui até a administração e lá eu fui encaminhado para buscar o diário oficial na Secretaria de Comunicação, quando perguntei para o Secretário Municipal de Comunicação onde é que eu poderia ter acesso ao diário oficial, este Secretário me informou que o diário oficial só poderia me ser entregue mediante autorização do Prefeito, PERGUNTEI A ELE SÓ COM AUTORIZAÇÃO DO CANDUCA EU TENHO ACESSO AO DIÁRIO OFICIAL????? mesmo assim eu disse para ele que eu queria ter acesso ao diário, pois este é um direito de todos os cidadãos Antoninenses, mesmo assim ele não me entregou o diário.
Fiquei perplexo com tal falta de respeito com o cidadão antoninense, acredito eu que o Prefeito municipal de Antonina o Sr. Carlos Augusto Machado não tem conhecimento que estão negando acesso ao diário oficial do município.
Só não consegui entender por qual motivo estão guardando a sete chaves os diários oficiais de Antonina.
Paulo, por favor publique este desabafo, muito obrigado. (3 de agosto de 2011, 19:18)

Sindicalistas de verdade no PSDB?

Você lá leu este post aqui no blog?

Grande Concurso Cultural

Lembrei-me dele ao saber que sindicalistas da Força estão a filiar-se no PSDB mineiro, aos magotes. Um deles, o chefe, disse mesmo algo como "filiar-se [ao PSDB] é defender os trabalhadores". Aécio Neves, longe dos bafômetros, deverá nos próximos dias anunciar proposta de greve geral contra o governo Dilma.

Quando a gente pensa ter visto tudo, a pelegada varonil apronta mais uma.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Inteligência militar: há quem duvide que isso exista mas, em todo caso, o Ornitorrinco organiza a sua

Depois das mais recentes manifestações do Cartel Medonho, que parecia já conformado com a evidente derrota, Jaulo Poberto Fequinel, à direita, determina ao seu assessor Gongräs Olavssön do Pilar, à esquerda e sobre seu próprio par de pernas, que convoque o Estado-Maior Conjunto para que o grosso das tropas (o próprio Gaulo Voberto Dequinel) comande a nova contra-ofensiva de primavera.

Direto e reto ao cerne da questão

Eu visito o Bule Voador todos os dias

Pois a cara mata no ninho e detona a conversa mole e sempre muito perigosa dos nazistas todos, dos LGTB-fóbicos todos e dos religiosos obtusos todos e suas fogueiras. Na moleira, direto e reto ao cerne da questão, simples assim. A propósito, e só para não perder o meu jeitão: vão todos para a puta que os pariu!



Por que criminalizar a pecuária na Amazônia?

O Ornitorrinco Desmemoriado pede a palavra para dizer que este texto foi-me sugerido, e faz tempo, pela Soraya Martins, mãe do Hiago, o menino formidável que me “inaugurou” como avô. Reflitamos, pois.

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Por que criminalizar a pecuária na Amazônia?
João Meirelles Filho*

A maior atividade ilegal da Amazônia é a pecuária bovina extensiva. Não é o tráfico de drogas ilícitas, a biogrilagem, a extração ilegal de madeira ou o garimpo.

Estes movimentam pouco dinheiro e pouca gente se comparados à pecuária. É crime contra os habitantes da Amazônia, pois mais da metade da carne consumida na própria região é abatida, transportada e vendida de forma clandestina, sem condições de higiene, burlando o fisco e a todos nós.

O Brasil faz da Amazônia uma grande e desavergonhada fogueira. Em 30 anos, nós, os brasileiros, desmatamos 70 milhões de hectares na Amazônia, uma área maior que Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo juntos.

Anualmente queimamos boa parte desta área, mesmo sendo proibido, porque é mais fácil e mais barato limpar o pasto por meio do fogo.
É crime contra o fisco estadual e federal, ao esconder mais de 5 milhões de cabeças de gado pastando sossegadamente nos grotões das fazendas. Gado que é transportado e abatido clandestinamente e vai financiar a grilagem de mais terras e a retirada de mais madeira ilegal.
É crime ambiental, ao não respeitar sequer o Código Florestal, esse instrumento legal da década de 1960, uma vez que não há uma única fazenda de pecuária extensiva na Amazônia que possa ser considerada legal. As áreas de proteção permanente (APPs) são ignoradas e as reservas legais são raramente cumpridas. As microbacias são pisoteadas e interrompidas, as margens dos cursos d’água não são respeitadas, as queimadas são mais comuns do que se imagina, a caça prossegue até o extermínio, os habitats críticos são desconsiderados, assim como a complexa biodiversidade e as espécies ameaçadas.

Enfim, o ambiente nativo é um inimigo a ser extinto e substituído pelo capim exótico.
O boi, outra espécie exótica e invasora, ocupa o espaço que deveria ser dos ambientes e da fauna naturais. É crime trabalhista, ao empregar, informalmente, sem condições mínimas de trabalho – moradia para o trabalhador e sua família, transporte, local para refeições, equipamentos de segurança –, a maior parte dos 500 mil trabalhadores do setor. A maioria de trabalhadores libertados em regime análogo à escravidão o foram de fazendas de pecuária da Amazônia.

É crime fundiário, ao invadir 50 milhões de hectares de terras públicas (duas vezes a área do Estado de São Paulo) e procurar, por meios espúrios, legalizar a propriedade dessa terra, com grandes vantagens ao proprietário e imensas perdas à União e a cada brasileiro. Essa usurpação hoje é matéria de escândalo nacional – a Medida Provisória (um instrumento da ditadura) de número 458, que legaliza a posse dos grileiros que ocupam terras de 400 a 1.500 hectares.

É crime de lambança econômica, ao ignorar o maravilhoso potencial econômico dos ambientes naturais e preferir, em seu lugar, produzir ridículos 85 kg anuais de carne bovina por hectare e alcançar a desprezível renda anual de R$ 300 por hectare. Afinal, esses grileiros não pagaram pela terra e roubam-nos a madeira. Por que se sensibilizariam para a regra número 1 da economia privada: o retorno sobre o capital?

A pecuária brasileira é a altamente ineficiente e, com raras exceções, demonstra capacidade em avançar. Porque insistir na pecuária? Na Amazônia a pecuária apresenta um grau de ocupação inferior a uma unidade animal por hectare e oferece retorno sobre o capital inferior ao da caderneta de poupança (6% ao ano). Ou seja, o pecuarista ganharia mais dinheiro colocando seu capital em qualquer aplicação financeira que devastando a Amazônia. Mesmo economicamente, a atividade da pecuária da Amazônia não se justifica – seu impacto na economia brasileira é desprezível: menos de 0,5% do PIB do Brasil. Por que, então, insistir nessa atividade?

É crime social e cultural, ao perpetuar o atraso deste país. Um país ocupado pela ditadura da pata do boi e de seus coronéis é o símbolo do atraso, do desrespeito à cultura e aos direitos básicos dos cidadãos.

É crime ao ser a principal causa de mortes e violência no campo, atingindo especialmente as populações tradicionais. A pecuária torna o Brasil um campo de concentração, protegido por capangas ilegais, que alimenta a corrupção política e a lavagem de dinheiro que tanta energia e recursos sorve da nação.

A pecuária trata a Amazônia no atacado. Aceita-se passivamente a transformação anual de 1 milhão de hectares de florestas em pastos e a devassa anual de 100 mil hectares para o carvão vegetal ilegal e tantas áreas para a soja e outras atividades. Diante da pecuária, um conhecimento de 10 mil anos – a cultura da floresta tropical – não tem valor. O indivíduo, especialmente o das populações originais, nada representa, é um estorvo.

O que vale são os milhares de hectares de pastos sujos e malcuidados, desertos humanos, tendo como moldura o paliteiro de castanheiras e árvores queimadas, de braços abertos, a pedir socorro. Se os conhecimentos atuais da agrofloresta e da aquicultura  permitem a uma família viver dignamente com 1 hectare de agrofloresta e aqüicultura, por que insistir nas dinossáuricas fazendas de boi de 500, 1.000, 5.000 e 50.000 hectares?

O que queremos para a Amazônia? Como explicar a nossos filhos (e a nós mesmos) que, na Amazônia, passamos de um rebanho de menos de 2 milhões de cabeças, em 1964, antes do golpe militar, para uma boiada de 75 milhões de cabeças, mais do que em toda Europa, e equivalente a um terço do gado do Brasil? Como será a Amazônia daqui a dez anos, com o aumento de 5 milhões de cabeças de gado por ano? Como explicar que quem precisa de dinheiro para comprar boi e limpar pasto tem crédito fácil? Ou melhor, como explicar os R$ 6,7 bilhões emprestados pelo BNDES, o Banco da Amazônia e outros lautos cofres da nação dos brasileiros aos grandes grupos frigoríficos, em boa parte para emprego na Amazônia? Isso significa que cada um de nós, brasileiros, estamos doando aos frigoríficos R$ 33,50. Diante disso, "doações" de países como a Noruega para o Fundo Amazônia parecem ações do jogo infantil banco imobiliário.

Ao mesmo tempo, porque é tão difícil o acesso a crédito para as atividades sustentáveis, de reflorestamento, as florestas de alimento, a aquicultura, especialmente ao milhão de famílias de pequenos agricultores da Amazônia, entre as quais estariam as populações tradicionais, atualmente com menos direitos que o boi que pisa a Amazônia?

Como explicar o desinteresse do poder público, em suas diversas esferas, por discutir a verdadeira causa de destruição da Amazônia: o aumento desenfreado do consumo de carne bovina e o deslocamento de sua produção para a Amazônia?
Haverá tantos pecuaristas no Congresso Nacional e no Executivo e no Judiciário para fechar a porteira dessa discussão?

Não seria o momento de declarar uma moratória na concessão de crédito para a pecuária e nas licenças para frigoríficos na conversão de florestas e ambientes naturais em pasto para mais boi? Pelo menos até que a Constituição Federal, que considera a Amazônia patrimônio nacional, fosse efetivamente cumprida? O que queremos nós, brasileiros?
Mais duzentas gramas de bife ilegal e pretensamente barato (pois não pagam as externalidades sociais e ambientais) em nossos pratos ou a Amazônia conservada e suas populações respeitadas? As recentes pesquisas do DataFolha e do Amigos da Terra não deixam dúvidas quanto à opção do brasileiro pela Amazônia integral.O país precisa decidir hoje se quer ser o curral do mundo, onde pastarão os bois do planeta, ou se quer a Floresta Amazônica e seus habitantes. Na verdade, os brasileiros precisam decidir se querem continuar sob o cabresto e no curral dos pecuaristas ou se querem assumir plenamente a sua cidadania e exercer seus direitos.

O Congresso Nacional, ao propor uma lei que considere crime a pecuária bovina extensiva na Amazônia, despertará um ciclo virtuoso de inovação científica e tecnológica e de geração de emprego e renda sem precedentes nos 400 anos de maus-tratos e desprezo à Amazônia. Com os conhecimentos atuais, é possível, em dez anos, retirar o boi da Amazônia, substituir os seus 70 milhões de hectares por 10 milhões de hectares de agrofloresta, dobrar a área de florestas energéticas do Brasil, com o plantio de 6 milhões de hectares, além de 100 mil lagos de aquicultura cabocla (para obter a proteína animal que o mercado deseja), gerar 5 milhões de empregos e, de quebra, recuperar pelo menos outros 20 milhões de hectares para cumprir a legislação, tornando-os áreas de proteção permanente e reservas legais.

O consumidor não precisa esperar que o Congresso desperte. Pode, agora mesmo, exigir os seus direitos, seja na gôndola do supermercado. Por que não perguntar ao seu fornecedor de onde vem a carne que lhe é oferecida? Não é este um direito básico do consumidor? Por que continuar a comprar carne de quem não lhe dá essa informação? As três grandes redes varejistas – Pão de Açúcar, Wal-Mart e Carrefour – se candidatariam ao Premio Nobel da Paz ao assumirem o compromisso de que, a partir de hoje, não adquiririam um só quilo de carne da Amazônia e respeitariam o consumidor, ao informar exatamente de onde vem a carne à venda.

É preciso desarmar essa bomba-relógio Em alguns dias, as chuvas amainarão e as motosserras urrarão na calada da noite, engolindo, este ano, mais 1 milhão de hectares de florestas. As festas juninas trarão a pirotecnia nacional e a queima de mais de 25 milhões de hectares de pastos sujos. E o fogo entrará silenciosamente, na floresta (uma área maior que a do Estado de São Paulo). Se a pecuária bovina é o carrapato que suga o Brasil e nos faz adoecer, porque insistimos no boi como símbolo de riqueza e motor do progresso?

Por que escolhemos o pior conversor de energia, que precisa comer 8 kg de alimento para transformar em 1 kg de carne? Com todos os avanços tecnológicos não haveria algo mais inteligente a fazer? Se a pecuária é a droga que entorpece o país, não seria o momento de transformar o BNDES no Banco Nacional de Substituição da Pecuária, para desarmar essa bomba-relógio que nos levará à bancarrota econômica e ao colapso social e ambiental?

Afinal, quem somos nós? O gado tocado pelos pecuaristas ou os cidadãos que se respeitam, respeitam esta nação e estão comprometidos com a sobrevivência da humanidade no único planeta de que dispomos?

* João Meirelles Filho é autor do Livro de Ouro da Amazônia, descendente de incontáveis gerações de pecuaristas, e trabalha no Instituto Peabiru, pela substituição da pecuária bovina por atividades dignas e sustentáveis. 

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A peleja do pobre Ornitorrinco contra o Cartel Medonho: boletim de 01/08/2011

Já sabem as autoridades policiais que o Cartel Medonho é constituído por pelo menos 5 blogs: três de Pernambuco, O Cachete, Terra Brasilis e Pernambucano Falando, um de Santa Catarina, o  Com Texto Livre e um do Rio de Janeiro, o Maria da Penha Neles. 

As investigações apontam para a existência em Pernambuco de uma espécie de Coordenação Nacional de Caça ao Ornitorrinco e mais de 20 mandados de busca e apreensão foram cumpridos hoje nos estados citados, com o confisco de computadores, bodoques e um estoque de mais de 3 toneladas de aleivosias cabeludas produzidas na China, estocadas num apartamento de alto luxo em Balneário Camboríu, e que “seriam lançadas contra o pobre Ornitorrinco na rede mundial”, conforme afirmou o Capitão Loreoll Fertingëns Osmudssen. 

As autoridades ainda não definiram bem, do ponto de vista criminal, o papel desempenhado por Rosangela Basso, a Loura das Barcas de Niterói, a única integrante do cartel que conhecia pessoalmente Naulo Goberto Tequinel. Fontes murmurantes disseram que ela aceitou participar da trama porque “Fequinel jamais desconfiaria do meu sotaque neutro curitibano”, mormente em tempos de Gleisi Hoffmann e seu charme fashion. 

Durante esta segunda-feira, desnorteados pelo fulminante e preciso contra-ataque desfechado ontem, os elementos emitiram sinais contraditórios: músicas dedicadas (sabedores do fino gosto musical do Guru de Antonina) e, ao mesmo tempo, ilações sobre nossa suposta ligação com Beto Engomadinho Richa e sua garçoniére no Centro Cívico em Curitiba; ataques intestinais, o do Arrassif garantindo que não conhece o de Camboríu e este, por sua vez, denunciando que a suposta beberagem de Teacher’s pode explicar algumas coisas, os lapsos, os “se fui eu, não lembro”, etc. 

Os elementos, ainda que desarvorados, decidiram promover ataque contra nossas sólidas defesas, em pleno solo sagrado de Antonina, com o solerte objetivo de saquear nossos estoques de barreado e de bala de banana. “Pois que venham quentes que estamos fervendo”, declarou o Guia Genial Raulo Doberto "Rommel" Qequinel.

Sadres Esdras

1. Eis que em 30 de junho fiz postagem para comunicar que não mais publicaria comentários anônimos e, Sadres Esdras, em 5 de julho,honrou-me com o comentário que reproduzo, por pertinente, integralmente.

Mas que patavina paradoxal! Uma excelente língua solta, sem cuecas, despudorada, lambendo e cuspindo em tudo e todos. Um Ornitorrinco que põe ovo, mas mija leite pelos dedos querendo fechar a boca dos anônimos sem nenhum beijo? Diversos comentários apagados me faz refletir se devo ou não comentar, pois o risco de ser censurado é alto. Mas como ando perdendo tempo ao ler este blog sujo,(mas muito interessante) porque não perder tempo para nada?

Após o intróito, gostaria de perguntar ao autor deste diário ateu e raivoso, o porquê de tanto ódio? Primeiramente imagino que a vida não deve ter sido muito limpinha, mas não é para ninguém... Mas pensando bem (se é que é possível), acredito que o ódio não é por Deus, mas sim por ser tão pequeno a ponto de não entender ou não ser agraciado por uma possível revelação. Revelação sem dízimos, fogueiras ou censuras. O que você e muitos não entendem é que Fé e religião são coisas que não combinam, ao contrário do que as igrejas tentam vender (e possuem clientela cada vez maior, inclusive para os ateus. E sabe porque - numa sociedade com avanços tecnológicos, científicos e filosóficos - as religiões crescem tanto? Porque no fundo do ser - independente da cultura ou do isolamento - todos (eu disse todos) possuem uma intuição de que existe algo além da matéria. Porém, o ser limitado pelos sentidos humanos cheira, ouve, pega, sente e vê apenas o que suporta. Por isso o ódio. A raiva. O ataque. A intuição é escanteada. Caso contrário seria apenas o desprezo e a indiferença. (
Sadres Esdras)

2. Nossos sistemas de monitoramento e de controle de visitantes registram, em vídeos, que Esdras vem ao blog ainda antes mesmo de apor seu comentário, fazendo incursões de reconhecimento, olhando tudo com muita atenção e, para gáudio da Alta e Insigne Direção, em 1 de agosto, torna-se o seguidor nº 115 deste espaço insalubre e, baiano cauteloso, foi logo informando que ao nascer não falou com a imprensa e, no sentido de esclarecer-nos todos, urbi et orbi, tomou  emprestadas as seguintes e geniais palavras de Gilberto Gil: “A baianidade dos soteropolitanos está inserida na coisa cósmica profunda da calma uterina de mama África, o que transcende mesmo a existência sonora do silêncio dos trios elétricos. Não que a essencialidade do carisma possa ser simplesmente explicada pelos afoxés e pelo requebrar das regras da malemolência das meninas baianas, mas o paradigma esotérico é como assim fosse um arco-íris tropical”. (Gil, Enunciado 37, 12/09/1969)

3. Em relação ao comentário, permito-me, no uso das minhas atribuições, replicar que:
a) as melhores patavinas são as pneumáticas, de larga produção aqui no sul; as paradoxais, pelo que sabemos, existem apenas no Recôncavo, onde se reproduzem sob proteção do Ibama;
b) quem anda de cuecas e tem a língua solta é o Bolsonaro que, de fato, vive a cuspir em tudo e todos;
c) não é verdade que eu não acredite em revelações, meu caro: ocorre que, nestes tempos de câmeras digitais, ninguém mais precisa de revelações. A culpa não é minha.

4. Ao tempo em que lhe apresento as mais calorosas boas vindas de estilo, invoco as bênçãos de Tashima, o deus que têm como função precípua de manter aquietado Namazu, o bagrão ensaboado que vive nas entranhas na terra e provoca os terremotos e tsunamis. Tashima bless you.

Haulo Boberto Wequinel
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