SOBRE O BLOGUEIRO

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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Vôo da Liberdade: 45 anos hoje

Copiei do FB de Aluizio Ferreira Palmar

Ao completar hoje, 45 anos do Vôo da Liberdade, faço minha homenagem aos companheiros que arriscaram suas vidas para nos libertar dos centros de tortura da ditadura militar.
Minha eterna gratidão aos companheiros, Carlos Lamarca, Inês Etiienne,Ivan Motta Lima e Herbert Daniel (in memorian). Alex Polari, Tereza Ângelo, Zenaide Machado, Gerson Teodoro, Adair Gonçalves, José Carlos Mendes e Alfredo Sirkis e tantos outros heróis anônimos que deram cobertura à ação libertadora.

LEGENDA DA FOTO: Grupo dos setenta presos políticos resgatados dos centros de tortura. Na fileira dos agachados eu sou o sexto da esquerda para a direita (a menina que está me olhando é uma das filhas de Bruno e Geni Piolla.

Por ocasião dos 40 anos do Vôo da Liberdade, meu velho amigo Umberto Trigueiros Lima escreveu esse texto antológico.

"Fazia um calor insuportável no Rio, naqueles dias de janeiro de 1971, 40º à sombra. Lembro que no dia 13, fomos levados para a Base Aérea do Galeão, espremidos em 2 ou 3 camburões pequenos, desde o quartel do Batalhão de Guardas, no bairro de São Cristóvão, onde estávamos recolhidos aguardando o desenlace das negociações do sequestro. Éramos: eu (Umberto), Antonio Rogério, Aluízio Palmar, Pedro Alves, Marcão, Ubiratan Vatutin, Irani Costa, Afonso, Afonso Celso Lana, Bretas, Julinho, Mara, Carmela, Dora e Conceição. Fazia sol a pino e os caras pararam os camburões em algum pátio descampado da Base e deixaram a gente lá torrando dentro daqueles verdadeiros fornos e de puro sadismo e sacanagem riam e gritavam uns para os outros "olha aí cara, os rapazes estão com calor, você esqueceu de ligar o ar, eles vão ficar suadinhos." Um outro dizia "deixa esses filhos da puta esturricarem aí dentro, pode ser que algum deles vá logo para o inferno." A viagem ao inferno não era possível, pois já estávamos nele, ou seja nos cárceres da ditadura, há algum tempo. A temperatura dentro dos carros era altíssima, mal conseguíamos respirar pelas poucas frestas de ventilação, os miolos pareciam que iam estourar. Foi um horror!
Ficamos na Base durante todo o dia 13, onde já estavam muitos outros companheiros vindos de outras prisões e de outros estados e lá nos mantiveram o tempo todo algemados em duplas. Nos deram comida podre, tiraram mais impressões digitais, nos obrigaram a tirar fotos nus em diferentes posições. Alguns deles diziam que era para o futuro reconhecimento dos cadáveres. Perto da meia noite nos levaram para o embarque, nos agruparam do lado do avião, frente a um batalhão de fotógrafos postados há uns 50 metros de distância, atrás de uma corda. Éramos 70, mais as filhas do Bruno e da Geny Piola, as menininhas Tatiana, Kátia e Bruna. Os flashes espocavam e muitos de nós levantamos os punhos, outros fizeram o V da vitória, enquanto os caras da aeronáutica por trás davam socos nas costas de alguns companheiros. Nosso voo da liberdade para o Chile decolou aos 2 minutos de 14 de janeiro. Durante o voo, íamos algemados e os policiais da escolta nos provocavam "Olha aí malandro, se voltar vai virar presunto, nome de rua." A tripulação da Varig, mesmo discreta, foi simpática e afável conosco e quando chegamos a Santiago um comissário de bordo veio correndo me contar que havia uma faixa na sacada do aeroporto que dizia "Marighella Presente".
Foram 2 longos dias, cheios de tensão, de expectativa, de esperança, todos os sentidos em atenção. Talvez, alguns dos mais longos dias das nossas vidas. Tenho a certeza de que nenhum de nós jamais se esquecerá daqueles momentos. Nas últimas horas da madrugada do dia 14 chegamos ao Chile. Depois de 38 dias de negociações muito difíceis, de risco extremo, mas com muita firmeza e equilíbrio por parte do Comandante Carlos Lamarca e dos companheiros da VPR que realizaram a operação de captura do embaixador suíço, aquela que seria a última grande ação armada da guerrilha urbana brasileira terminava vitoriosa. Começava um novo tempo nas nossas vidas.
Fomos descendo do avião, já sem algemas (os policiais brasileiros da escolta foram impedidos de desembarcar), nos abraçando emocionados, rindo, chorando, cantando a Internacional, acenando para os companheiros brasileiros e chilenos que faziam uma carinhosa manifestação para nos recepcionar.
Um general de Carabineros nos reuniu no saguão do aeroporto e fez uma preleção sobre tudo que estávamos proibidos de fazer no país. Logo em seguida, funcionários do governo da UP e companheiros dos vários partidos da coalizão nos disseram ali mesmo para não levar a sério nada do discurso do tal general. Era o Chile de Salvador Allende que íamos viver e conhecer tão intensamente.
Amanhecia o dia 14 de janeiro de 1971 quando saímos do aeroporto de Pudahuel em ônibus, escoltados por Carabineros. Amanhecia também aquele novo tempo das nossas vidas e amanhecia o Chile da Unidade Popular, da imensa liberdade, das grandes mobilizações populares, da luta de classes ao vivo e a cores saltando diante dos nossos olhos todos os dias. Pelas ruas de Santiago, a caminho do Parque Cousiño onde ficaríamos alojados, os operários que trabalhavam nas obras do Metrô acenavam para a gente, outros aplaudiam, alguns levantavam os punhos cerrados. Imagens que ficariam para sempre na memória, fotografias de um tempo.
Aquele dia parecia infindo, ninguém conseguia pregar um olho, foi um dia enorme, cheio de encontros, de descobertas, de luz. Estávamos bêbados de liberdade e ao mesmo tempo ainda marcados pela sombra da prisão, pelas tristes notícias de mais companheiros covardemente assassinados pelos cães da ditadura. Na nossa primeira refeição no Hogar Pedro Aguirre Cerda a maioria deixou os garfos e facas sobre a mesa e comeu de colher, como fazíamos na prisão. Quando íamos para os quartos de alojamento, alguns cometiam o ato falho de dizer "vou para a cela?" Na nossa primeira saída, um grupo se perdeu na cidade e voltou para o Hogar de carona num camburão dos Carabineros, motivo de gozação geral. Lembro da imensa solidariedade e carinho com que fomos recebidos pelos companheiros chilenos e também por estudantes, intelectuais, artistas, operários, pessoas do povo enfim que iam nos visitar, que fizeram coletas para nos arranjar algum dinheiro e roupas, que nos queriam levar para suas casas.
Nas semanas e meses seguintes, pouco a pouco fomos nos dispersando, construindo nossas opções de militância, de vida.
Viveríamos intensamente aquele processo chileno e também nossos vínculos com a luta no Brasil. Nos encharcaríamos com o aprendizado daquela magistral aula de história e de política "em carne viva". Paixões, alegrias, nostalgias, saudade, amores, amizade, solidariedade, companheirismo, tudo junto, ao mesmo tempo.
Muitos de nós estivemos no Chile até o fim, vivendo e testemunhando os horrores do golpe de 11 de setembro de 1973. Em muitos casos, mais uma vez, escapando por pouco, por muito pouco.
Outros companheiros, por diferentes razões de militância e pessoais foram viver em outros países. Alguns trataram de organizar suas voltas clandestinas ao Brasil, na esperança de continuar a luta armada. Uns poucos conseguiram manter-se, mas infelizmente, nessa empreitada de luta, vários companheiros foram assassinados. Honro as suas memórias e me orgulho de termos compartido aqueles momentos tão significativos das nossas vidas.
Foi o tempo que nos tocou viver. Era um tempo de guerra, mas também de uma enorme esperança.
Na passagem dos 40 anos da nossa libertação, acho que deveríamos dedicar a memória desse encontro fraterno, em primeiro lugar aos companheiros do nosso grupo chacinados pelas ditaduras brasileira e chilena, como também aqueles que marcados por sequelas e feridas psicológicas insuportáveis não conseguiram continuar suas vidas : Daniel José de Carvalho, Edmur Péricles Camargo, João Batista Rita, Joel José de Carvalho, Wânio José de Matos, Tito de Alencar Lima, Maria Auxiliadora Lara Barcelos, Gustavo Buarque Schiller. Em segundo lugar, com saudade, a todos os companheiros daquela viagem para a liberdade de 14 de janeiro de 1971, que já nos deixaram. Com eterna gratidão e reconhecimento ao Comandante Carlos Lamarca e aos combatentes da VPR que realizaram aquela ação revolucionária audaz e vitoriosa. E também a todos os brasileiros da nossa geração (e aqui não falo em idade, que pode ter ido dos 12 aos 80) que não se acovardaram, que foram capazes de enfrentar aqueles duros e difíceis tempos, quando dizer não poderia significar a morte, quando falar em árvores era quase um crime.
Enfim, a todos os que OUSARAM LUTAR!"

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

A mulher é culpada, ou a criação do mundo segundo os meakambuts

Este é o relato da criação do mundo segundo os costumes e crenças da tribo nômade dos meakambuts, que vive em remotas cavernas nas florestas de Papua-Nova Guiné.

"No princípio, Api, o espírito da Terra, veio a caverna Kopao e encontrou rios cheios de peixes, o mato repleto de porcos e muitos salgueiros, mas não havia pessoas.
Api pensou: esse seria um bom local para as pessoas, e abriu uma passagem estreita no topo de Kopao.
As primeiras pessoas a sair foram os awins, depois vieram os imboins e outros grupos e finalmente os meakambuts, e estavam todos nus, e se espremeram pela passagem, ofuscados pela luz.
Havia ainda outras pessoas lá dentro, mas depois de os meakambuts saírem, Api fechou a fenda, e os outros permaneceram lá dentro, mergulhados em completa escuridão.
Os awins, os imboins e meakambuts se espalharam pelas montanhas e viveram em abrigos nas rochas. Fizeram machados de pedra, arcos e flechas, e a caça foi boa.
Não havia ódio, nem matanças, nem doenças, e a vida era bela e tranquila, e todo mundo tinha o estômago cheio.
Naqueles tempos, homens e mulheres viviam em abrigos separados e, à noite, os homens iam a uma caverna especial para cantar.
Mas numa noite um deles fingiu que estava doente e não foi, e quando viu os outros cantando se esgueirou até a caverna das mulheres e fez sexo com uma delas.
Ao voltar, os homens sentiram que uma coisa muito errada havia acontecido.
Um deles sentiu inveja, outro sentiu ódio, outro, mais ódio, e outro, muita tristeza.
Foi quando os homens aprenderam todas as coisas ruins, e também quando a feitiçaria começou."
(Revista National Geographic, fevereiro 2012, páginas 124 e 125)

Pois é, cristãos em cristo, sentem aqui ao pé do fogo; isso, sejam bem vindos, se abanquem, meninos e meninas. Vamos lá?

Perceberam que os meakambuts e os cristãos contam o começo do mundo de forma muito semelhante? Um espírito, uma força superior, um diretor de uma agência de publicidade, o deltan dallagnol ou o sérgio moro, sei lá, um belo dia alguém acordou entediado e decidiu criar o mundo, os homens e as flores, a Frente Parlamentar Evangélica e, é claro, tendo criado os coxinhas de merda e os anônimos acanalhados que infestam o blog do tutuca, resolveu dar cabo da corrupção e do PT. 

Api, O Grande Patifão Esfumaçado ou Gervásio, diretor geral de suprimentos, botam a mão no queixo, pensam, franzem o cenho e ó, vou criar isso e vou criar aquilo, e criam, e não chamam nem os estagiários. 

Criado o mundo, no começo é alegria, fartura, cantoria, amor e paz, borboletas e passarinhos e muita comida. Na terra dos meakambuts e no paraíso cristão, atentem, tudo igualzinho.

Mas os meakambuts e vocês, amigos cristãos, acreditam piamente que uma mulher cometeu - ó que horror! -, essa coisa gosmenta chamada pecado e, a partir daí, o mundo destrambelhou: ódio, inveja, guerras, imposto de renda, matanças, proliferação desenfreada de deputadões e senadores golpistas, geraldo alckmin, josé serra, roberto freire, beto richa, rafael greca, roedor pai e ratinho junior, república de curitiba, datenas, coxinhas diversos, jaguarinhas golpistas e sarnentos, etc e tal e cousa e lousa.  

E qual o terrível pecado cometido pela mulher, seja a anônima meakambuts, seja nossa gloriosa Eva? Sexo, ó que horror, tirem as crianças da sala, ó que horror, que coisa suja, sim, a primeira trepada foi uma torpe invenção feminina!

Sendo possível, seja honesto caro cristão em cristo, e trate de reconhecer que as duas alegorias sobre a criação do mundo são meras e patéticas invenções humanas, e são em tudo semelhantes, cada qual inevitavelmente permeada pelas circunstâncias de tempo, lugar, costumes, cultura, modo de vida, etc. 

Seja honesto e reconheça que a alegoria cristã é tão "consistente" quanto a dos meakambuts, povo primitivo e nômade que vive nas florestas remotas da Papua-Nova Guiné.

E, por favor, não ouse proclamar-se superior, prezado cristão, àquele povo. 

Eles, ainda que vivam em plena floresta, onde imagino existam muitas cobras, nos pouparam da inacreditável conversa mole da pérfida serpente falante que engambelou a pobre da Eva e, veja que legal, pelo menos dividiram a invenção do pecado entre o homem curioso e literalmente muito metido, e a mulher que resolveu experimentar a coisa.

Mas numa coisa os neakambuts são muito, mas muito superiores aos cristãos: não escreveram nenhuma porcaria de bíblia ou livro sagrado e, portanto, não andam a matar em nome de Api, não têm intermináveis horas de programas religiosos na televisão e entre eles não existe nenhum picareta como o Valdomiro, o Edir Macedo, o Silas Malafaia, nenhum padreco da renovação carismáticas e, aleluia!, nenhuma banda de gospel gosmento.

Ó glória, ó Api!
O sanque de Api tem poder!
Ó glória, ó menezes!

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Poema tardio para presos despedaçados

Não vejo não existe.
Não existe não vejo.
Não vejo não existe.
Não existe não vejo.
Não vejo não existe.
Não existe não vejo.
Não vejo não existe.
Não existe não vejo.
Não vejo não existe.
Não existe não vejo.
Não vejo não existe.
Não existe não vejo.
Não vejo não existe.
Não existe não vejo.
Não vejo não existe.
Não existe não vejo.
Não vejo não existe.
Não existe não vejo.
Não vejo não existe.
Não existe não vejo.

Os presos não existem, eu não os vejo.
As presas não existem, eu não as vejo.

Nunca vi essa gente.
Não quero ver essa gente.
Essa gente não existe.
Eu odeio essa gente.

O que faço com a cabeça decepada?
O que faço com meu ódio?
O que faço com meu medo?
O que faço com minhas conveniências?
O que faço se prefiro jamais saber deles?

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Barbárie e "gente de bem"

O portal G1 informa que "30 presos morrem na penitenciária de Roraima" (veja aqui).
Eis o nível dos comentários aportados, o que mostra que o fascismo está solto nesse país, e babando pela boca fedorenta. 
Vou ali nos fundos para uma vomitada básica. 

Edu
HÁ 3 MINUTOS
Deus que me perdoe mas to achando lindo isso

Eraldo.a
HÁ 4 MINUTOS
Só 30! Da-lhe Amazonas! Na liderança (tirando o Carandiru).

Leonardo
HÁ 12 MINUTOS
animals killing animals

Daniel Silva
HÁ 11 MINUTOS
isso sim é uma noticia boa, tinha que morrer 1000

Rodrigo Binhara
HÁ 4 MINUTOS
2017 é só noticia boa! Que tenhamos mais notícias assim durante o ano.

Tomate Bh
HÁ 4 MINUTOS
Pelas contas aqui só faltam uns 30.000. Depois vamos para o planalto.

Paulo Jeremias
HÁ 4 MINUTOS
algum SANTO ???

Jeferson Almeida
HÁ 4 MINUTOS
É uma pena ver que isso ainda não esta acontecendo em SP:'(

Pietro
HÁ 5 MINUTOS
Opa... não para de chegar boas notícias! Tomará que isso vire moda e acontece em todos presídios do Brasil....

Sergio Vidal
HÁ 5 MINUTOS
SO TEM SANTO

Ana Silva
HÁ 7 MINUTOS
Que pena. Só 33?

Diego Cruz
HÁ 5 MINUTOS
seleção natural... os mais "fortes" sobrevivem...

Paulo Davi
HÁ 5 MINUTOS
Acordar e ver essa maravilha, não tem preço, tomara que vire moda, e que DOBREM A META.

Carioca Detector
HÁ 6 MINUTOS
Sería isso um concurso? Quem mata mais? Quem ganhará o record nacional? Vamos presídiários!!!

Fuckyoug1
HÁ 6 MINUTOS
eita coisa boa! tô adorando esse comecinho de 2017! kkkkkkkk

Robson Souza
HÁ 7 MINUTOS
Agora temos que dobrar a meta

Loretto
HÁ 7 MINUTOS
Cada detento da penitenciária que ocorreu a chacina custava $ 4.709,78 por mês, morreram 56 presidiários, uma economia de $ 263.747,68 por mês. Melhor eles se matarem lá dentro, do que destruindo vidas inocentes aqui fora.

Dona Mim
HÁ 8 MINUTOS
Seleção natural e social.

Kurotsuchi Mayuri
HÁ 9 MINUTOS
Ah q notícia boa logo pela manha!!! espero q o número aumente ao longo dia!!!

Renan Martins
HÁ 12 MINUTOS
Espero que desçam mais pro colo do tio Luci

Márcio C.v
HÁ 9 MINUTOS
Concordo contigo!!!

Márcio C.v
HÁ 10 MINUTOS
Eu quero é mais noticias dessas kkkkkkkkkkkkkkk essa raça tudo indo pro colo do tinhoso!!!

Fuckyoug1
HÁ 8 MINUTOS
eita coisa boa! tô adorando esse comecinho de 2017! kkkkkkkk

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Deputado evangélico apresenta projeto de lei que cria a Polícia Religiosa Federal (PRF)

Do correspondente em Brasília

O deputado Feliciano Bolsonaro (PQP-RJ) apresentou projeto de lei que cria a PRF - Polícia Religiosa Federal. Ao discursar na Comissão de Defesa da Família, da Propriedade, do Combate à Ditadura Gay e da Prevenção da Masturbação, Feliciano Bolsonoro alertou as autoridades sobre a gravidade da situação vivida pelas famílias brasileiras em face do que denominou a "ofensiva gay de verão". Discorreu com a serenidade que o caracteriza sobre o crescimento "da atividade solerte daqueles que não têm deus em seu coração", destacando que realizou pesquisa que apontou números estarrecedores, vez que desde 2011 "aumentou exponencialmente a prática imoral da masturbação por varões e varoas, os quais, tangidos pelo diabo, passam horas vendo pornografia nas redes sociais", notadamente em Antonina do Cacete A Quatro e no Capão Raso.

A PRF terá poderes para prender em flagrante onanistas de qualquer origem e extração, mulheres que mostrem qualquer parte do corpo, ou mesmo ousem pensar ou falar em público, e enviará pessoas LGBTT para campos de reeducação religiosa e de cura gay em cristo, e poderá fechar spas, templos de religiões não ocidentais e cristãs e quaisquer lugares não ungidos em cristo, segundo o entendimento de qualquer autoridade evangélica local e, ainda, poderá invadir - com mandados expedidos por qualquer pastor ungido - domicílios sobre os quais recaia suspeita de práticas libidinosas. 

O senador Crivella Malta(PQP-ES), presidente ungido da Comissão, encerrou a sessão com singela oração ao espírito santo e ao acre. Dois milagres urgentes foram registrados pelas taquígrafas e um estagiário, supostamente petralha e muito pálido, foi detido por apresentar a mão completamente peluda.

Fonte: O Estado de Antonina 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Massacre de Manaus: a tragédia do punitivismo

Manifesto, de plano, minha irrestrita e integral solidariedade ao Juiz de Direito Luis Carlos Valois (da Vara de Execuções Penais do Amazonas), que conheço desde 2005, quando trabalhei como voluntário no Conselho Comunitário da Comarca de Antonina, que tem como uma das suas funções a assistência aos presos da 7º DRP.
De outra banda, depois da nota da AJD, reproduzo partes da legislação aplicável aos presos, que tem sido sistematicamente descumprida pelas autoridades todas desse país.
No Brasil, o ódio dos linchadores e a gosma fedida do "senso comum", resultam na sórdida concepção de que os presos não são titulares de direitos.


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Resultado de imagem para fotos do massacre em Manaus compaj

Copiei do Milton Alves

As mortes em Manaus configuram a tragédia anunciada do punitivismo

A Associação Juízes para a Democracia (AJD), entidade não governamental e sem fins corporativos, que tem dentre suas finalidades o respeito absoluto e incondicional aos valores jurídicos próprios do Estado Democrático de Direito, diante das dezenas de mortes ocorridas no privatizado Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) de Manaus, em 02 de janeiro de 2017, vem a público manifestar-se nos seguintes termos:

O massacre sucedido na capital do Amazonas somente ocorreu em razão de uma histórica política de Estado brasileira, consistente no tratamento dos problemas sociais de um dos países mais desiguais do mundo como caso de polícia. É assim que se deve entender o crescente processo de encarceramento em massa, que inseriu o Brasil à posição de quarta maior população carcerária do mundo, formada basicamente pelos excluídos dos mercados de trabalho e de consumo, jogados, em abandono, para as redes de organizações criminosas que comandam estabelecimentos penitenciários que se assemelham a masmorras medievais.

A tragédia do Compaj corrobora a necessidade da sociedade e do Estado brasileiro refletirem sobre tal política punitivista. É necessário desvencilhar-se da crença no Direito Penal como solução de problemas estruturais, como a violência decorrente da pobreza e das desigualdades. É necessário também cessar a irracional “guerra contra as drogas”, que vem causando a morte de milhares de pessoas socialmente excluídas em todo o mundo, o que, a propósito, tem levado a seu paulatino abandono até mesmo nos países que mais a incentivaram.

A tragédia do Compaj corrobora, ainda, a importância do respeito à independência de juízas e juízes, como imperativo democrático. É o caso da fundamental atuação do Juiz da Vara de Execução Penal de Manaus, Luis Carlos Valois, que, coerentemente com o que defende em sua carreira acadêmica e conforme se espera de um magistrado no Estado de Direito, exerce controle rigoroso sobre o poder punitivo oficial, priorizando as liberdades públicas sobre o encarceramento: por tal motivo, desagrada os donos do poder, acomodados com o tratamento prevalentemente repressivo dos problemas sociais do país.

Por tudo isso, a AJD reitera sua histórica crítica ao crescimento do punitivismo estatal e clama para que a sociedade e o Estado brasileiro atentem que velhos problemas sociais do país não se resolvem com o encarceramento ou com a intimidação de juízas e juízes que exercem seu dever funcional de controlar o aparelho repressivo oficial.

Do contrário, a tragédia de Manaus continuará a não ser caso isolado.

São Paulo, 3 de janeiro de 2017.

A Associação Juízes para a Democracia


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CONSTITUIÇÃO FEDERAL
Artigo 1º. A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
(...)
II - a cidadania
III - a dignidade da pessoa humana.
Artigo 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante.
(...)

XLVII - não haverá penas:
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX;
b) de caráter perpétuo;
c) de trabalhos forçados;
d) de banimento;
e) cruéis;
(...)

XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral.
---xxx---
LEI.7.210 (LEI DE EXECUÇÃO PENAL), 11/07/1984
Artigo 1º. A execução penal tem por objetivo efetivar as disposições de sentença ou decisão criminal e proporcionar condições para a harmônica integração social do condenado e do internado.
(...)
Artigo 3º. Ao condenado e ao internado serão assegurados todos os direitos não atingidos pela sentença ou pela lei.
(...)

Artigo 10. A assistência ao preso e ao internado é dever do Estado, objetivando prevenir o crime e orientar o retorno à convivência em sociedade.
Parágrafo único. A assistência estende-se ao egresso.
Artigo 11. A assistência será:
I - material;
II - à saúde;
III -jurídica;
IV - educacional;
V - social;
VI - religiosa.
(...)

Artigo 40. Impõe-se a todas as autoridades o respeito à integridade física e moral dos condenados e dos presos provisórios.
Artigo 41. Constituem direitos do preso:
I - alimentação suficiente e vestuário;
II - atribuição de trabalho e sua remuneração;
III - Previdência Social;
IV - constituição de pecúlio;
V - proporcionalidade na distribuição do tempo para o trabalho, o descanso e a recreação;
VI - exercício das atividades profissionais, intelectuais, artísticas e desportivas anteriores, desde que compatíveis com a execução da pena;
VII - assistência material, à saúde, jurídica, educacional, social e religiosa;
VIII - proteção contra qualquer forma de sensacionalismo;
IX - entrevista pessoal e reservada com o advogado;
X - visita do cônjuge, da companheira, de parentes e amigos em dias determinados;
XI - chamamento nominal;
XII - igualdade de tratamento salvo quanto às exigências da individualização da pena;
XIII - audiência especial com o diretor do estabelecimento;
XIV - representação e petição a qualquer autoridade, em defesa de direito;
XV - contato com o mundo exterior por meio de correspondência escrita, da leitura e de outros meios de informação que não comprometam a moral e os bons costumes.
XVI – atestado de pena a cumprir, emitido anualmente, sob pena da responsabilidade da autoridade judiciária competente. (Incluído pela Lei nº 10.713, de 2003)
Parágrafo único. Os direitos previstos nos incisos V, X e XV poderão ser suspensos ou restringidos mediante ato motivado do diretor do estabelecimento.
Artigo 42. Aplica-se ao preso provisório e ao submetido à medida de segurança, no que couber, o disposto nesta Seção.
Artigo 43. É garantida a liberdade de contratar médico de confiança pessoal do internado ou do submetido a tratamento ambulatorial, por seus familiares ou dependentes, a fim de orientar e acompanhar o tratamento.
Parágrafo único. As divergências entre o médico oficial e o particular serão resolvidas pelo Juiz da execução.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Essa é pra vocês, "cidadãos de bem" e anônimos de merda do blog do tutuca

Em chacina na noite de réveillon, o técnico de laboratório Sidnei Araújo matou a ex-mulher, o filho de 8 anos e mais 10 pessoas da família dela. Em carta, ele já revelava seu plano e que queria "pegar o máximo de vadias da família juntas".
O texto a seguir desvenda o que passa pela cabeça da extrema direita brasileira, e eu o dedico aos anônimos de merda do Blog do Tutuca, de Antonina, valhacouto fedorento de "homens de bem" que, sempre escondidos nas dobras do anonimato, só fazem fuzilar reputações lançando acusações e ilações, especialmente contra os petistas, cutistas e a esquerda em geral.
Tenho nojo de vocês todos, bando de covardões acanalhados, e tenho pena dos filhos que vocês estão a criar porque, sendo pulhas absolutos, farão dos seus filhos e filhas igualmente pulhas absolutos.
Vão para a puta ianque e golpista que os cagou no mundo, linchadores sem nome e sem caráter.

---xxx---  

Copiei do DCM

O pensamento de extrema direita brasileiro moderno produziu sua primeira chacina.

A carta do técnico de laboratório Sidnei Ramis de Araújo, que matou doze pessoas num réveillon em Campinas, é um catálogo de boçalidades bolsonarianas típicas.

A missiva é dirigida ao filho João Victor, de 8 anos — que o pai acabaria matando na festa, juntamente com a mãe Isamara Filier.

Segundo relatos, ele pulou o muro da casa e abriu fogo. Suicidou-se em seguida com um tiro na cabeça. Carregava ainda dez bombas caseiras.

O caso foi registrado como homicídio consumado e pensado e suicídio. Sidnei premeditou tudo. Estava inconformado com a separação.

Araújo se transformou numa caixa de comentários do G1. Um jorro de ódio patológico em cada linha, em cada vírgula.

Ele afirma que não tem medo de ser preso porque não precisará acordar cedo para trabalhar. "Vou ter representantes dos direitos humanos puxando meu saco, tbm (sic) não vou perder 5 meses do meu salário em impostos", escreveu.

"Estou sendo presos por ajudar bandidos né? Paizeco de bosta".

"Não sou machista", avisa. Em seguida, fala que "a vadia [Isamara Filier] foi ardilosa e inspirou outras vadias a fazer o mesmo com os filhos, agora os pais quem irão se inspirar e acabar com as famílias das vadias."

Mulheres, ele assegura, se beneficiam da lei "vadia da penha".

É certo que a inclinação política de Sidnei não explica, sozinha, a tragédia. Mas é absurdo desconsiderar seu consumo desse lixo e como isso o ajudou a articular o crime.

No Facebook do Estadão, que publicou a mensagem de Sidnei, há várias manifestações de solidariedade — ao criminoso.

"Sim, texto de revolta de um pai, SIM, mulheres são capazes de tudo pra destruir um pai de família, simplesmente por não ser o homem delas... Agora, cabe a você julgar...", afirma um certo Douglas Benvenutti.

Uma mente perturbada que encontrou eco, conforto e coragem em todos os clichês da indigência direitista.

Um "cidadão de bem" inconformado com a degradação do Brasil, de sua família e das mulheres e que resolveu fazer justiça com as próprias mãos.

Feliz 2017.

"Não tenho medo de morrer ou ficar preso, na verdade já estou preso na angustia da injustiça, além do que eu preso, vou ter 3 alimentações completas, banho de sol, salário, não precisarei acordar cedo pra ir trabalhar, vou ter representantes dos direito humanos puxando meu saco, tbm não vou perder 5 meses do meu salário em impostos.

Morto tbm já estou, pq não posso ficar contigo, ver vc crescer, desfrutar a vida contigo por causa de um sistema feminista e umas loucas. Filho tenha certeza que não será só nos dois quem vamos nos foder, vou levar o máximo de pessoas daquela família comigo, pra isso não acontecer mais com outro trabalhador honesto. Agora vão me chamar de louco, más quem é louco? Eu quem quero justiça ou ela que queria o filho só pra ela? Que ela fizesse inseminação artificial ou fosse trepar com um bandido que não gosta de filho.

No Brasil, crianças adquirem microcefalia e morrem por corrupção, homens babacas morrem e matam por futebol, policiais e bombeiros morrem dignamente pela profissão, jovens do bem (dois sexos) morrem por celulares, tênis, selfies e por ídolos, jornalistas morrem pelo amor à profissão, muitas pessoas pobres morrem no chão de hospitais para manter políticos na riqueza e poder!

Eu morro por justiça, dignidade, honra e pelo meu direito de ser pai! Na verdade somos todos loucos, depende da necessidade dela aflorar!

A vadia foi ardilosa e inspirou outras vadias a fazer o mesmo com os filhos, agora os pais quem irão se inspirar e acabar com as famílias das vadias. As mulheres sim tem medo de morrer com pouca idade.

Aproveitando, peço aos amigos que sabem da minha descrença, que não rezem e por mim, se fazerem orações façam por meu filho ele sim irá precisar! Quero ser enterrado com a cabeça para baixo se garante que assim posso ir pro inferno buscar a velha vadia (que era até ministra de comunhão na igreja) que morreu antes da hora. Demorei pra matar ela pq me apaixonei por um anjo lindo!

(...)

Ela não merece ser chamada de mãe, más infelizmente muitas vadias fazem de tudo que é errado para distanciar os filhos dos pais e elas conseguem, pois as leis deste paizeco são para os bandidos e bandidas. A justiça brasileira é igual ao lewandowski, (um marginal que limpou a bunda com a constituição no dia que tirou outra vadia do poder) um lixo!

Se os presidentes do país são bandidos, quem será por nós?"

Filho, não sou machista e não tenho raiva das mulheres (essas de boa índole, eu amo de coração, tanto é que me apaixonei por uma mulher maravilhosa, a Kátia) tenho raiva das vadias que se proliferam e muito a cada dia se beneficiando da lei vadia da penha!

Não posso dizer que todas as mulheres são vadias! Más todas as mulheres sabem do que as vadias são capazes de fazer!

Filho te amo muito e agora vou vingar o mal que ela nos fez! Principalmente a vc! Sei o qto ela te fez chorar em não deixar vc ficar comigo qdo eu ia te visitar. Saiba que sempre te amarei! Toda mulher tem medo de morrer nova, ela irá por minhas mãos!

(...) eu ia matar as vadias (eu já tinha a arma e raspei a numeração pra não prejudicar quem me vendeu, ela precisava de dinheiro). Família de policial morto não recebe tantos benefícios com a família de presos. Cadê os ordinários dos direitos humanos? Estão sendo presos por ajudar bandidos né? Paizeco de bosta.

Sei que me achava um frouxo em não dar uns tapas na cara dela, más eu não podia te dizer as minhas pretensões em acabar com ela! Tinha que ser no momento certo. Quero pegar o máximo de vadias da família juntas.

A injustiça campineira me condenou por algo que não fiz! Espero que eles sejam punidos de alguma forma.

Chega!! Ela tem que pagar pelo que fez.”

domingo, 1 de janeiro de 2017

Planetários, modos de avoar e de pousar

Tamiris é minha sobrinha e seus textos sobre sua mente me impactam e me emocionam. O título acima é meu. 
---xxx--- 
Copiei do FB de Tamiris Belli

Escrevi para a Isa, pode ser útil a mais pessoas do face e skype, nos quatro dias que antecederam minha injeção de antipsicótico dialoguei com muitas pessoas, e tive muitas iniciativas para iniciar diálogos, o que é muito atípico, em geral respondo ao me abordarem, o desejo de abordar pessoas para expressar qualquer coisa é muito raro em mim.

Ainda não tive tempo de ler o que escrevi para ti na crise que gerou o internamento. Escrevi de madrugada, virei noite com dor e enjôo da enxaqueca e em mania/psicose em função da dose muita alta de antidepressivo. A psicose foi leve dessa vez (é a terceira vez que entro em mania em função de doses altas de antidepressivo para tratar enxaqueca, estresse pós trauma ou sonolência), não houve delírio e cheguei à mania de forma mais lenta que nas outras duas (foram dois meses de sertralina seguido de três meses de escitalopram), em mai/2014 cheguei a esse quadro com vinte dias usando amitriptialina, em ago/2015 novamente cheguei à mania com psicose com apenas vinte dias usando razapina... a psicose, dessa vez... foi apenas fala excessiva compulsiva e uso esquisito de vocabulário, esquecimento de que a linguagem deve ser utilizada pensando no significado que ela tem para o outro... minhas falas e textos soavam inteligíveis para mim mas não para os outros, relê-las tem sido interessante, elas continuam inteligíveis para mim (embora muitas vezes precise de longa reflexão para compreendê-las) mas para explicar ao outro o que eu tentava dizer com elas preciso de muito mais palavras, muito mais tempo. Eu estava acelerada, aglutinando ideias similares com uma facilidade absurda, com frequência rindo de aglutinações absurdas que aconteciam de forma espontânea, tentando me comunicar numa linguagem simples e rápida demais, inadequada ao conseguir comunicar ao outro a sequência lógica e o porquê de existir as ideias que surgiam. Existiram diálogos, mas eu tinha tantas ideias e elas surgiam de forma tão rápida que para dar um feedback a alguém eu usava 90% do dialogo falando e dez ouvindo. Eram tantas ideias surgindo que não havia capacidade de analisar cada ideia que surgia, verificar se ela era ou não adequada ao contexto do dialogo, reprimir a fala de pensamentos pouco relevantes à construção do dialogo e formatar os pensamentos numa "linguagem-universal" antes de expô-los. Não havia capacidade de parar o surgimento de tantas ideias para refletir sobre alguma delas. O momento mais risível foi quando minha fala começou a ser métrica e rimada, no ritmo de alguns versos de Gonçalves Dias, os últimos que eu lera, dias antes de entrar em mania. Escrevi minha justificativa pelos blocos de Kumon não terem sido preenchidos em função dos quatro dias seguidos de enxaqueca atípica usando essa fala cheia de rima e métrica rsrsr, horas antes do horário do Kumon eu já estava no hospital recebendo uma injeção de antipsicótico (falo pouco com a instrutora do Kumon, quando não faço os atividades de casa apenas deixo a justificativa anexa aos blocos não preenchidos na mesa dela e começo a fazer a atividade que ela deixa na pasta, seguindo a ordem da pilha que ela constrói dias momentos antes do horário da aula). E quando fiz um desabafo explicando porque eu abandonara as seções do Planetário do Colégio Estadual do Paraná, explicitando meu tédio durante as seções, a aparente ausência de preocupação dos organizadores daquilo de usarem o tempo da seção de modo mais objetivo, explicando mais fenômenos numa mesma seção, tornando o estar lá tão produtivo quanto ler qualquer coisa sobre astronomia na Scientific American, meu desabafo foi parar na Secretaria de Educação e nos emails dos dirigentes do curso de astronomia oferecido pelo CEP rsrss.

E por falar em golpe, meninos e meninas, vale a pena repetir alguns números

Copiei do blog do bourdoukan
O golpe foi por conta dessa imagem e dos números abaixo


2002 X 2013

1. Produto Interno Bruto
2002: R$ 1,48 trilhões
2013: R$ 4,84 trilhões

2. PIB per capita
2002: R$ 7,6 mil
2013: R$ 24,1 mil

3. Dívida líquida do setor público
2002: 60% do PIB
2013: 34% do PIB

4. Lucro do BNDES
2002: R$ 550 milhões
2013: R$ 8,15 bilhões

5. Lucro do Banco do Brasil
2002: R$ 2 bilhões
2013: R$ 15,8 bilhões

6. Lucro da Caixa Econômica Federal
2002: R$ 1,1 bilhões
2013: R$ 6,7 bilhões

7. Produção de veículos
2002: 1,8 milhões
2013: 3,7 milhões

8. Safra Agrícola
2002: 97 milhões de toneladas
2013: 188 milhões de toneladas

9. Investimento Estrangeiro Direto
2002: 16,6 bilhões de dólares
2013: 64 bilhões de dólares

10. Reservas Internacionais
2002: 37 bilhões de dólares
2013: 375,8 bilhões de dólares

11. Índice Bovespa
2002: 11.268 pontos
2013: 51.507 pontos

12. Empregos Gerados
Governo FHC: 627 mil/ano
Governos Lula e Dilma: 1,79 milhões/ano

13. Taxa de Desemprego
2002: 12,2%
2013: 5,4%

14. Valor de Mercado da Petrobras
2002: R$ 15,5 bilhões
2014: R$ 104,9 bilhões

15. Lucro médio da Petrobras
Governo FHC: R$ 4,2 bilhões/ano
Governos Lula e Dilma: R$ 25,6 bilhões/ano

16. Falências Requeridas em Média/ano
Governo FHC: 25.587
Governos Lula e Dilma: 5.795

17. Salário Mínimo
2002: R$ 200 (1,42 cestas básicas)
2014: R$ 724 (2,24 cestas básicas)

18. Dívida Externa em Relação às Reservas
2002: 557%
2014: 81%

19. Posição entre as Economias do Mundo
2002: 13ª
2014: 7ª

20. PROUNI: 1,2 milhões de bolsas

21. Salário Mínimo em dólares
2002: 86,21
2014: 305,00

22. Passagens Aéreas Vendidas
2002: 33 milhões
2013: 100 milhões

23. Exportações
2002: 60,3 bilhões de dólares
2013: 242 bilhões de dólares

24. Inflação Anual Média
Governo FHC: 9,1%
Governos Lula e Dilma: 5,8%

25. PRONATEC: 6 Milhões de pessoas

26. Taxa Selic:
2002: 18,9%
2012: 8,5%

27. FIES: 1,3 milhões de pessoas com financiamento universitário

28. Minha Casa Minha Vida: 1,5 milhões de famílias beneficiadas

29. Luz Para Todos: 9,5 milhões de pessoas beneficiadas

30. Capacidade Energética
2001: 74.800 MW
2013: 122.900 MW

31. Criação de 6.427 creches

32. Ciência Sem Fronteiras: 100 mil beneficiados

33. Mais Médicos (Aproximadamente 14 mil novos profissionais): 50 milhões de beneficiados

34. Brasil Sem Miséria: Retirou 22 milhões da extrema pobreza

35. Criação de Universidades Federais
Governos Lula e Dilma: 18
Governo FHC: zero

36. Criação de Escolas Técnicas
Governos Lula e Dilma: 214
Governo FHC: 0
De 1500 até 1994: 140

37. Desigualdade Social
Governo FHC: Queda de 2,2%
Governo PT: Queda de 11,4%

38. Produtividade
Governo FHC: Aumento de 0,3%
Governos Lula e Dilma: Aumento de 13,2%

39. Taxa de Pobreza
2002: 34%
2012: 15%

40. Taxa de Extrema Pobreza
2003: 15%
2012: 5,2%

41. Índice de Desenvolvimento Humano
2000: 0,669
2005: 0,699
2012: 0,730

42. Mortalidade Infantil
2002: 25,3 em 1000 nascidos vivos
2012: 12,9 em 1000 nascidos vivos

43. Gastos Públicos em Saúde
2002: R$ 28 bilhões
2013: R$ 106 bilhões

44. Gastos Públicos em Educação
2002: R$ 17 bilhões
2013: R$ 94 bilhões

45. Estudantes no Ensino Superior
2003: 583.800
2012: 1.087.400

46. Risco Brasil (IPEA)
2002: 1.446
2013: 224

47. Operações da Polícia Federal
Governo FHC: 48
Governo PT: 1.273 (15 mil presos)

48. Varas da Justiça Federal
2003: 100
2010: 513

49. 38 milhões de pessoas ascenderam à Nova Classe Média (Classe C)

50. 42 milhões de pessoas saíram da miséria

FONTES:
47/48 - http://www.dpf.gov.br/agencia/estatisticas
39/40 - http://www.washingtonpost.com
42 – OMS, Unicef, Banco Mundial e ONU
37 – índice de GINI: www.ipeadata.gov.br
45 – Ministério da Educação
13 – IBGE
26 – Banco Mundial

Você ainda tem dúvidas das razões dos golpistas?
Não se tratou de afastar a Dilma, ou por conta da corrupção, mas, simples assim, para acabar com as conquistas sociais. 

         E essa é a imagem do Brasil que eles querem deixar