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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Eu proclamo: os EUA são governados por um meliante escroto, um gangster internacional, um fascista alaranjado

Devo, antes, pedir desculpas, e admito que vou esquecer de muita gente, por saber que vocês não fazem parte disso, e nunca fizeram:

1. ao povo negro dos EUA, até hoje discriminado e morto pelas polícias brancas.

2. aos povos originários, que estavam lá desde sempre, e que foram chacinados e mandados para reservas onde vivem hoje em situação de miséria e de abandono, exceto, talvez, onde funcionam cassinos criminosos.

3. a Bob Dylan, Martin Luther King, Angela Davis e Roberta Flack, Grateful Dead. Jefferson Starship, Muddy Waters, BB King e a todos os bluesmen, a Janis Joplin, Aretha Franklin, Billie Hollyday, Jack Kerouack, Lou Reed, James Taylor, Carole King, Melody Gardot, todos e todas que lutaram contra a porra da guerra no Vietnam. 

Bem, pedidas as desculpas necessárias, que serão atualizadas, permitam-me: 

Eu proclamo: os EUA são governados por um meliante escroto, um gangster internacional, 
um fascista alaranjado.
Fuck you, Trump!
Fuck you, USA!

terça-feira, 17 de outubro de 2023

Ângela Carrato: Genocídio midiático dos palestinos

Copiei do indispensável VIOMUNDO

16/10/2023 - 17:48 

Arte: Carlos Latuff (@LatuffCartoons)

Por Ângela Carrato*


Os palestinos enfrentam simultaneamente dois genocídios.

O primeiro teve início em 1948, quando a ONU criou o estado de Israel e deixou para depois o estado palestino. Um depois que, até agora, transcorridos 75 anos, não aconteceu.

O segundo, tão terrível quanto privar um povo de espaço para viver, é tentar transformá-lo em “inimigo”, “sanguinário”, “terrorista” e “perigo para a humanidade”, como tem sido feito pela mídia corporativa internacional e brasileira desde então, com o clímax sendo alcançado na última semana, após os ataques do Hamas a Israel.

Há milênios, Sêneca, o filósofo grego, já dizia que “na guerra, a primeira vítima é a verdade”.

Não há, no século XX e nas primeiras décadas do atual século, nenhuma guerra que tenha começado sem ser antecedida por provocações e mentiras da mídia.

No caso em questão, o certo teria sido a criação de dois estados – Israel e Palestina.

Os vitoriosos na Segunda Guerra Mundial, no entanto, se empenharam em resolver só o problema dos judeus que viviam em diáspora pelo mundo e milhões deles acabavam de ser barbaramente perseguidos e mortos pelos nazistas.

Ao criar o estado de Israel, para resolver o genocídio que a própria Europa havia deixado acontecer com os judeus, não foi levado em conta que os palestinos eram os históricos e verdadeiros donos da região.

Os judeus apenas miticamente tinham relação com aquele território.

A ONU autorizou a criação de Israel e milhares de judeus em todo o mundo começaram a se mudar para lá. Desde então, os palestinos passaram a ser perseguidos e expulsos de sua própria terra.

A situação a que foram relegados deixa evidente o racismo por trás das ações dos vitoriosos na Segunda Guerra Mundial, a começar pelo próprio nome com que a região era designada: Oriente Médio.

Geograficamente, não existe Oriente Médio. Trata-se de invenção de países imperialistas como a Inglaterra, para justificar suas antigas colônias na região.

O território que se estende desde o Leste do mar Mediterrâneo até o Golfo Pérsico é uma sub-região da Afro-Eurásia, sobretudo da Ásia, e retirá-lo desta condição foi uma bem sucedida operação semântica para legitimar o neoimperialismo.

Dito de outra forma, o “Ocidente” não estaria interferindo no Oriente (África e Ásia), mas atuando numa região intermediária.

Some-se a isso que por serem árabes e, não ocidentais brancos, com o agravante, aos olhos imperialistas, de praticarem a religião islâmica, os palestinos poderiam ser alvo de todas as atrocidades. E foram.

Há décadas que sofrem privações básicas, mas nada tão grave quanto negar-lhes até a própria condição humana. Como disse há seis dias o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, “estamos combatendo contra animais”.

Um absurdo que foi naturalizado pela maior parte da mídia internacional e nacional.

Tudo isso vem sendo ignorado por esta mesma mídia ao tratar o grupo Hamas, que em tradução livre significa Movimento de Resistência Islâmica, como terrorista pelo atentado a Israel, no sábado (7/10), como se os conflitos tivessem começado ali.

Toda violência merece repúdio, mas não se pode negar a um povo o direito de lutar pela sua libertação.

Essa é a razão pela qual a ONU não considera o Hamas um grupo terrorista, ao contrário do que tem sido repetido à exaustão pela mídia brasileira e internacional. Mídia que tem coberto apenas um lado deste conflito, negando aos palestinos o direito básico de serem ouvidos e exporem suas razões.

A voz que se ouve na mídia Ocidental quando o assunto diz respeito a Israel e palestinos é a de Israel, que tem como aliados, desde sempre, Inglaterra e Estados Unidos.

Foi assim na chamada 1ª Guerra Árabe-Israelense (1948), na crise do canal de Suez (1956), na Guerra dos Seis Dias (1967), na 1ª Intifada (rebelião popular palestina), em 1987, e na 2ª Intifada (2000), além das seguidas ofensivas entre Israel e Hamas em 2008, 2009, 2012, 2014, 2018, 2019 e 2021.

Em todos estes conflitos, Israel contou com o apoio político e bélico dos Estados Unidos.

Apoio político ao negar, através da condição de um dos cinco membros do Conselho de Segurança da ONU com direito a veto, conter a fúria de Israel ou envidar efetivos esforços para a criação do estado palestino.

Apoio bélico ao contribuir decisivamente para Israel ter um dos mais bem armados exércitos do mundo, além de um serviço de espionagem, o Mossad, mais eficiente do que a CIA ou o NSA, seus congêneres estadunidenses.

Diante da disparidade de condições reinantes entre Israel e palestinos, não há nem mesmo como falar em guerra.

Como 2,1 milhões de palestinos, que não dispõem sequer de exército, confinados por Israel na faixa de Gaza, meros 365 quilômetros quadrados (equivalente a um quarto do território da cidade de São Paulo) conseguiriam enfrentar um dos exércitos mais bem equipados do planeta?

Israel priva-os de tudo. Entradas e saídas de pessoas na Faixa de Gaza são controladas, o mesmo podendo ser dito de alimentos, medicamentos e combustíveis, muito antes do atentado do Hamas.

Se as tensões entre Israel e palestinos não são de agora, existem fatos recentes que estão na raiz do aumento explosivo da violência na região.

O principal deles é a crescente impopularidade do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

No poder, mesmo que de forma intermitente, há mais de 20 anos, ele, um extremista de direita que enfrenta uma série de processos por corrupção, conseguiu que fosse aprovado pelo Congresso projeto que limita os poderes da Suprema Corte de lá.

A medida vinha provocando críticas dos mais diversos setores e intensas manifestações contra ele.

Possivelmente visando fortalecer-se e conter as críticas, Netanyahu estaria, segundo palestinos, preparando uma espécie de ofensiva final contra a Faixa de Gaza.

É a velha tática de criar o perigo externo para conseguir coesão interna. O Hamas teria ficado sabendo e se antecipou.

Se essa versão é verdadeira, não há como afirmar. Mas não deixa de ser curioso observar que mesmo contando com o Mossad, Israel não tenha conseguido prever o ataque do Hamas.

Vale lembrar que na última semana veio à tona, por setores da própria mídia israelense, que o governo do Egito avisou ao israelense, com três dias de antecedência, sobre esses ataques.

Por que Israel não agiu? Essa é a pergunta que os israelenses não se cansam de fazer e explica por que quatro entre cinco deles reprovam o governo de Netanyahu.

É importante destacar que essa reprovação não ocorre por critérios ideólogos ou humanitários, mas pelo fato de que o governo os decepcionou no quesito que mais prezam: a segurança.

Nada disso aparece na mídia Ocidental e, menos ainda, na brasileira.

Aqui, os fatos foram substituídos por achismos, desinformação, preconceitos da pior espécie e alinhamento automático aos interesses do sionismo internacional.

Emissoras de televisão como a Globo, Globo News e CNN Brasil se transformaram em propagadoras de fake news.

Um dos exemplos mais escandalosos foi a divulgação da mentirosa decapitação de 40 bebês israelenses pelo Hamas.

A mentira foi divulgada inicialmente por um canal de TV de Israel, ligado a Netanyahu. Em instantes, passou a ser reproduzida pelas agências de notícias internacionais, sem qualquer verificação.

Aliado incondicional de Israel, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, chegou a mencionar este suposto episódio em pronunciamento, ao dizer que teria visto imagens de bebês mortos e carbonizados.

Como a própria imprensa de Israel se incumbiu de desmascarar a farsa, Biden voltou atrás, mas o estrago estava feito.

A mentira alastrou-se pelo mundo e no Brasil chegou até comunidades mais distantes, turbinada por igrejas neopentecostais, cujos pastores bolsonaristas fazem de Israel, sem qualquer justificativa concreta, uma espécie de referência única de terra e povo abençoados.

Não por acaso, os primeiros brasileiros resgatados em Israel, por determinação do presidente Lula, eram fieis da Igreja Batista da Lagoinha, cuja sede se localiza em Belo Horizonte (MG). Isso que explica que nenhum deles tenha mencionado o nome de Lula em seus agradecimentos.

A ligação dessas igrejas com o bolsonarismo vem de longe. Basta lembrar que as únicas bandeiras presentes nas manifestações antidemocráticas no país junto com a brasileira nos últimos quatro anos foram as dos Estados Unidos e de Israel.

O Brasil foi o primeiro país a retirar com segurança e rapidez seus nacionais de Israel. A Inglaterra, que se arvora em pátria da liberdade, está cobrando uma fortuna pela passagem de quem quiser voltar para casa.

Também na mídia impressa – em especial em jornais como O Globo, Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo -, a versão que interessa a Israel tem sido a única divulgada.

Para tornar a situação mais grave, até supostos blogs progressistas entraram na linha de frente da condenação aos palestinos e na tentativa de censurar jornalistas e publicações que buscam esclarecer a opinião pública sobre o que realmente acontece e está em jogo.

É o caso do jornalista Breno Altman, diretor do portal e da pós-TV Opera Mundi. Judeu, Altman é um profundo conhecedor da situação palestina e tem se dedicado, há anos, a mostrar os horrores que Israel vem infringindo ao povo palestino.

Em represália às suas análises, foi informado que o YouTube desmonetizou parte do seu canal na web.

A atitude das big techs em relação aos canais que se colocam em posição contrária ao genocídio do povo palestino mereceu nota de repúdio da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

Por meio da Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos, a entidade declarou seu apoio a Altman, que “foi vítima de tentativa de censura por parte da plataforma You Tube, e, lamentavelmente, até mesmo por outro jornalista, por suas posições em defesa do povo palestino”.

A declaração da ABI remete ao posicionamento do jornalista Samuel Pancher, do site Metrópoles, que defendeu que Altman fosse censurado também nas redes sociais.

Ao contrário de ter cessado, tais ameaças ampliaram-se no último fim de semana.

Circula no Whatsapp, por exemplo, lista contendo relação de jornalistas considerados inimigos de Israel e o próprio Altman passou a ser alvo de ataques, com sionistas defendendo que seus dentes sejam quebrados e seus dedos cortados.

O próprio governo brasileiro vem sendo vítima de ataques por parte de sionistas locais e internacionais ao exigirem que condene o Hamas como terrorista.

Ataques que levaram o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reiterar que, sobre esse assunto, acompanha a classificação da ONU, na qual o grupo de resistência palestino nunca figurou como terrorista.

Na última quinta-feira, integrantes da oposição na Câmara dos Deputados (bolsonaristas e ligados às igrejas neopentecostais) protocolaram pedido para que o governo adotasse o termo ao se referir à organização.

A solicitação foi assinada por mais de 60 deputados, o que indica como o lobby pró-Israel está articulado no país.

A pressão interna e externa sobre o governo brasileiro visa, também, inibir as suas ações no plano internacional, uma vez que o Brasil está, ao longo deste mês, no comando do Conselho de Segurança da ONU.

A presidência é rotativa. Além dos cinco membros permanentes, existem os 10 itinerantes.

Até agora aconteceram duas reuniões solicitadas pelo Brasil, na segunda e sexta-feira passadas.

Em ambas, os Estados Unidos nada fizeram para impedir que Israel cumpra o que prometeu: um ataque jamais visto contra a Faixa de Gaza sem poupar civis, mulheres ou crianças.

O apoio a Israel começou com o Tio Sam esvaziando ambas as reuniões, ao enviar representantes de terceiro escalão para eventos de tamanha importância. Representantes de terceiro escalão não deliberam.

Mesmo convalescendo de uma cirurgia, o presidente Lula passou os últimos dias mobilizando os meios diplomáticos para estas reuniões e defendendo que seja feito o debate sobre questões humanitárias na Faixa de Gaza e a criação de um corredor ligando a região ao Egito, para facilitar a saída de pessoas e a entrada de alimentos, água e remédios para os palestinos.

A proposta de Lula agradou ao secretário-geral da ONU, Antônio Guterres. Mas, como sempre, desagradou aos Estados Unidos e ao lobby sionista, de olho numa solução final contra os palestinos.

A canalhice da mídia corporativa brasileira é tamanha, que não foram poucos os jornalistas a minimizar os esforços do presidente Lula, com uns chegando a rotulá-los como “ineficazes” ou “desnecessários”.

É importante destacar que nos últimos dias, apesar de proibições a manifestações pró-Palestina por governos europeus e nos Estados Unidos, milhares de manifestantes foram às ruas em Nova York, Londres, Berlim, Amsterdã, Oslo e Paris.

Também a Arábia Saudita, através de seu governo, deixou claro para autoridades diplomáticas dos Estados Unidos, que se a Faixa de Gaza por atacada, todo o mundo árabe se unirá aos palestinos.

Incansável, Lula, junto com diplomatas brasileiros, passou o fim de semana articulando para a nova reunião do Conselho de Segurança da ONU, que acontecerá na noite desta segunda-feira. Em pauta deve estar o cessar-fogo imediato.

Por prudência, o Brasil não irá propor, neste momento, a criação do estado palestino, como defendem a Rússia, a China e a grande maioria do chamado Sul Global, evitando assim o veto dos Estados Unidos.

Se a resolução for aprovada, Israel ficará obrigado a imediatamente cessar fogo, sob pena de incorrer em crime de guerra.

Vale observar ainda que Israel e Estados Unidos podem estar utilizando o ataque do Hamas para desviar o foco do fracasso do “Ocidente” na Guerra na Ucrânia.

Você observou como a Ucrânia e Zelensky sumiram da mídia?

Esse desaparecimento pode ter relação com a impossibilidade de os Estados Unidos e a OTAN derrotarem a Rússia.

Para não admitirem a derrota, nada melhor do que outro conflito para tirar a Ucrânia do foco. O próprio Zelensky está cobrando dos aliados e da mídia este abandono.

Ao posicionar-se ao lado de Israel e disseminar todo tipo de preconceito contra os palestinos, a mídia também se transforma em arma letal.

Uma arma que está chancelando a eliminação física de 2,1 milhões de pessoas, ao jogar ao lado das potências imperialistas em suas ameaças à segurança e à paz mundial.

Ao esconder os fatos, manipulá-los e distorcê-los, a mídia brasileira, também se torna responsável pelo que está acontecendo e pelo que vier acontecer com o povo palestino.

O genocídio também é midiático.

*Ângela Carrato é jornalista e professora do Departamento de Comunicação Social da UFMG. Integra o Conselho Deliberativo da ABI, bem como as Comissões de Ética dos Meios de Comunicação e Relações Internacionais desta instituição.

segunda-feira, 9 de outubro de 2023

Palestina: Apartheid sionista e o colonialismo de Israel são as causas da conflito

Copiei do indispensával BRASIL 247


A ação militar do Hamas é uma resposta aos assassinatos, desmandos e humilhações de homens, mulheres e crianças nos territórios ocupados por Israel

Neste fim de semana Israel foi sacudido por uma ofensiva militar do Hamas, surpreendente e inédita, que lançou mais de 2000 mísseis, impactando fortemente na população israelense que habita nas margens próximas aos territórios palestinos.

A operação batizada de "Tempestade Al-Aqsa" conduzida pelo Hamas demonstrou ampla capacidade de combate, levando o conflito para diversas cidades e aldeias ocupadas por colonos israelenses. Trata-se de um ataque que revelou as fragilidades do Exército e dos serviços de inteligência de Israel.

A reação de israelense foi declarar “estado de guerra”, com um ataque bombardeando o densamente povoado território da Faixa de Gaza, região sob controle do Hamas.

A ação militar do Hamas é uma resposta aos assassinatos, desmandos e humilhações de homens, mulheres e crianças nos territórios ocupados por Israel, com as incursões constantes do Exército israelense.

A questão de fundo da atual escalada do conflito, é o desrespeito aos acordos estabelecidos sobre a criação de um estado nacional palestino soberano, com fronteiras definidas e viabilidade econômica. Vale lembrar que os Acordos de Oslo – que completaram 30 anos de sua assinatura no mês de setembro – não só foram violados, como Israel intensificou o processo de ocupação de territórios na Cisjordânia.

Até mesmo a fórmula política do estabelecimento de “dois Estados” – israelense e palestino – hoje é praticamente inviável. Nos últimos anos, os sucessivos governos israelenses abandonaram qualquer perspectiva de negociação com os palestinos sobre temas como o fim da criação de novos assentamentos, o respeito aos acordos acerca da questão das fronteiras de 1967 e da reivindicação histórica da capital do futuro Estado Palestino ser sediada em Jerusalém Oriental.

As milhares de vítimas – mortas, feridas e mutiladas – são o resultado direto da política terrorista do governo de Bibi Netanyahu, apoiado política e militarmente pelo imperialismo norte-americano. É o terrorismo do estado sionista, o principal responsável pela escalada do conflito. Os palestinos são as vítimas e reagem com as armas do oprimido.

É uma questão de princípio reconhecer o direito de rebelião ao povo palestino. Em artigo publicado, neste sábado(7), na New Left Review, o escritor e ativista político Tariq Ali escreveu: “Israel é um Estado nuclear, armado até aos dentes pelos EUA. A sua existência não está ameaçada. São os palestinos, as suas terras, as suas vidas que são. A civilização ocidental parece disposta a ficar de braços cruzados enquanto são exterminados. Eles, por outro lado, levantam-se contra os colonizadores”.

A ação militar do Hamas recolocou na agenda mundial a “Questão Palestina”, o que demanda dos organismos internacionais e das articulações multilaterais dos países árabes uma solução política para deter a escalada de genocídio praticado pelos sionistas e medidas imediatas no sentido de garantir a existência do estado nacional palestino.

Israel conta novamente com os Estados Unidos e as decadentes potências europeias para continuar a criminosa ofensiva contra os direitos nacionais do povo palestino. O conflito é mais um embate em curso que desgasta a política dos Estados Unidos na região, e isola mais ainda o Estado de Israel.

Portanto, cabe também a esquerda partidária e social no Brasil a urgente tarefa de organizar um efetivo e potente movimento de solidariedade aos palestinos — contra a guerra de extermínio e o apartheid sionista.

Jornalista e escritor. Atua também na imprensa sindical. Militante do Partido dos Trabalhadores (PT), em Curitiba. Autor dos livros ‘Brasil Sem Máscara – o governo Bolsonaro e a destruição do país’ (Kotter, 2022) e de ‘Lava Jato, uma conspiração contra o Brasil’ (Kotter, 2021).


terça-feira, 26 de setembro de 2023

O jumentismo e as quatro linhas, por João Augusto

Copiei do indispensável JORNAL GGN


Os animais falavam, lá no tempo de Dom Corno, e a custo traduzi, um pouco pelos contornos, um jumentês bem autêntico, gutural e sem adornos.

jornalggn@gmail.com

Publicado em 26 de setembro de 2023, 12:59

O jumentismo e as quatro linhas

por João Augusto

(Salvador, 24 de setembro de 2023)


01

Agora trago a vocês,

um cordel mei diferente,

do tempo em que os animais

falavam feito a gente,

e alguns até chegavam

ao posto de presidente.

02

Por exemplo, entre os jumentos,

há uma rígida hierarquia:

quanto mais alto é o urro

então, mais se evidencia

a posição do asinino,

seja no mato, ou coxia.

03

Diz a Jumentologia,

que eles marcam bem as horas,

com uma precisão tamanha,

e sem nunca dar um fora,

que mesmo ante o Rolex,

sua fama mais vigora.

04

Sei que os animais falavam,

lá no tempo de Dom Corno,

e a custo traduzi,

um pouco pelos contornos,

um jumentês bem autêntico,

gutural e sem adornos.

05

Parece voz de comando,

a entonação jumental,

e sua fonética brilhante

é feito a de um general,

quando dá Bom Dia à tropa,

junto a um mourão de curral.

06

O imperador Calígula

do grande Império Romano,

valorizava os muares,

e torturava os humanos,

tanto que pôs Incitatus,

pra ajudá-lo em seus planos.

07

O cavalo Incitatus,

senador prestigiado,

em Roma, teve um mandato

que até hoje é imitado

por senador que, ao manjá-lo,

o acharia desmarcado.

08

O senador da SWAT

É dele que aqui lhes falo -,

já sabia que em Roma

houve um senador cavalo,

e que o imperador, convicto,

vivia sempre a manjá-lo.

09

No tocante a este momento

vivido pela Nação,

muitos jumentos golpistas

tentaram avançar a mão,

fazendo todo o possível

pra melar uma eleição.

10

A eleição de presidente.

em que o jumento perdeu,

deu-se no ano passado,

quando ele corrompeu

as finanças do país

mas, reeleger-se, não deu.

11

Mais de 200 bilhões

foi o gasto irregular,

até aqui descoberto,

pra ele tentar ganhar,

só que o Nordeste, unido,

o impediu de levar.

12

Terminada a eleição

ele fingiu-se de morto,

pra articular, escondido,

um plano bem tosco e torto,

que era anular a eleição,

ao provocar seu aborto.

13

O jumentismo golpista

botou as Forças Armadas

pra fazer um jogo sujo

pro qual não são preparadas,

e a história das quatro linhas,

a isso é que está ligada.

14

A expressão quatro linhas,

refere-se ao campo usado

pra se jogar futebol:

quatro ângulos, quatro lados,

tudo reto e, dentro delas,

nada pode estar errado.

15

Na boca de um político,

isto se estende à Justiça;

mas o que disse o jumento

em sua lógica movediça,

era que o golpe tentado

tinha estrutura maciça.

16

Pra isso dizia estar

dentro das tais quatro linhas

mas, por ser ignorante,

de postura comezinha,

sabia-se ser fake news,

como todas de sua linha.

17

Tic, tac, tic, tac,

o Rolex vai batendo,

e o Ajudante de Ordens,

desordem vai promovendo:

sua delação premiada,

muito já está prometendo.

18

Mas, também, as quatro linhas

podem ter outro conceito,

a partir da delação

que Mauro Cid tem feito:

neste caso representam

um cruzamento perfeito.

19

As grades lá da Papuda,

(e da Colméia, também) ,

têm perfeito cruzamento

de ferros que formam bem

retângulos intransponíveis,

que lá os presos detêm.

20

De modo que as quatro linhas

com que já pode sonhar,

vão botar o Mito preso,

de onde irá enxergar

o sol quadrado, que a Pátria,

logo vai lhe ofertar.

21

Deus, Pátria, Família

e, por fim, a Liberdade

são as quatro linhas dele,

que expõem sua falsidade,

porque a todas desonra,

esta é a grande verdade.

22

Não há qualquer requisito

em que ele se destaque,

tudo que diz é ruim,

tudo que faz é ataque,

acha-se o centro do mundo,

mas sempre dá piripaque.

23

Como diria minha mãe,

ele é cheio de bramura:

tem aparência de macho,

mas é covarde sem cura,

que corre pro hospital,

pra fugir, se a coisa é dura.

24

Não tem princípios, é certo

Mas é firme nos seus fins,

pois entrou na vida pública

só pra amealhar dindins,

q que faz com as rachadinhas,

e corrupções afins.

25

Quem peca é só o inimigo,

Deus adora o que ele faz

e, se ele abandoná-lo,

se alia com satanás;

em sua filosopeia,

as mentiras são normais.

26

Assim, conquista seu gado,

que come qualquer capim,

se um pastor de boa lábia

disser que o não é sim,

e tem um padre Genésio,

seu fiel até o fim.

27

Pra corromper o Centrão

não teve nenhum trabalho:

botou Ciro no governo,

e a Lira deu cascalho,

molhando a mão da imprensa,

para não achincalhá-lo.

28

A confusão que gerou

no curso da pandemia,

provocou um holocausto

que punição não teria,

só porque o Albert Einstein,

era onde se trataria.

29

Agora está provado

que o Oito de Janeiro,

foi inspirado no jegue

corrupto e bem matreiro,

que dá nó em pingo d’água,

só que Xandão dá primeiro.

30

Sabe-se que as Forças Armadas

conheciam as intenções

deste farsante envolvente

que empulhou multidões

e, por um triz, não botou

nossa Pátria em convulsões.

31

Ele que é doido por joias,

ele que mata por ouro,

vai ser preso, e eu desejo

que habite junto com Moro,

mesma cela na Papuda,

com muriçoca e besouro!

32

Aqui termino, minha gente

mais um cordel atual,

que acompanha a conjuntura

quase que em tempo real,

divulgue, se gostar dele,

edicetra e coisa e tal.


sábado, 6 de agosto de 2022

O juiz ladrão sergio moro foi escrachado hoje em Curitiba!

Sérgio Moro, notório canalha,  declarado juiz ladrão pelo STF e pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU, foi exemplarmente escrachado neste sábado, numa feira de rua no bairro do Juvevê, em plena República de Curitiba.
A coisa foi tão retumbante que o pulha, ó, cercado por seguranças, tratou de escafeder-se, fazendo uns quác-quác ridículos e tentando chamar a conge.

Veja as imagens no Blog do Esmael.


 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Carta aberta a Deltan Dalagnol, pulha absoluto, e Sergio Moro, canalha inconteste

Tenho pena dos seus filhos e filhas, deltan e sergio.

Explico, sem trololós, seus jaguaras togados.

Vocês dois são completos a absolutos pulhas e canalhas, e, como é próprio, educarão seus filhos e filhas para serem pulhas e canalhas.

Se não for assim, um dia, descobrirão que seus pais não valem nada.

Resulta que, desde o berço, serão treinados para serem canalhas.

Exatamente como os pais são.

Tenho nojo incontido de vocês todos, e ânsias recorrentes de vômito.

Vão para o pato amarelo, ianque e golpista, que os cagou no mundo.

Desatenciosamente, seus lazarentos.

Paulo Roberto Cequinel
(69 anos, 6 filhos, 8 netos confirmados e mais 2 a caminho)

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

É pior que 7 a 1. Na Justiça, a lei perde de 13 a 1. Veja o voto corajoso contra absurdos de Moro

Copiei do Tijolaço
favretto


POR FERNANDO BRITO (25/09/2016)

Não é possível, e em escala muito mais grave, esconder o sentimento de vergonha ao ver um tribunal referendar, por 13 votos a um, a ação ilegal de um magistrado, como foi a de Sergio Moro ao divulgar as escutas ilegais que recebeu da Polícia Federal, onde não apenas extrapolou aquilo que tinha autorizado , mas coonestou a escuta ilegal do telefone da então Presidenta da república, Dilma Rousseff.

No entanto, foi o que fizeram os desembargadores federais do TRF-4, dando licença para que, a critério de Moro, este possa decidir agir ilegalmente quando achar que isso é para “o bem” da Lava Jato. Ou, melhor dizendo, para o bem dos seus inescondíveis desejos políticos.

Ao menos, embora de pouco consolo sirva, houve o “gol de honra” – honra, mesmo – de um único desembargador, que não se vergou à ditadura linchatória que parece ter se instalado no Judiciário. O desembargador federal Rogério Favreto,  único membro da Corte Especial daquele tribunal  a votar pela abertura de processo disciplinar contra o juiz Sergio Moro, merece, por isso, ter trechos do voto solitário transcritos, com grifos meus.

Para que, pelo menos, a gente possa achar que ainda há juízes no Brasil.


O magistrado [Sergio Moro], como se vê, defende posição contrária à proibição em abstrato da divulgação de dados colhidos em investigações. Todavia, essa tese, conquanto possa ser sustentada em sede doutrinária, não encontra respaldo no ordenamento jurídico pátrio no tocante a conversas telefônicas interceptadas, cuja publicização é vedada expressamente pelos arts. 8º e 9º da Lei 9.296/1996.

O debate doutrinário é saudável. Todavia, não pode, porém, converter em decisão judicial, com todos os drásticos efeitos que dela decorrem, uma tese que não encontra fundamento na legislação nacional.

Ao assim agir deliberadamente, pode o magistrado ter transgredido o art. 35, I, da Lei Orgânica da Magistratura Nacional.

Outrossim, a tentativa de justificar os atos processuais com base na relevância excepcional do tema investigado na comentada operação, para submeter a atuação da Administração Pública e de seus agentes ao escrutínio público, também se afasta do objeto e objetivos da investigação criminal, mormente porque decisão judicial deve obediência aos preceitos legais, e não ao propósito de satisfazer a opinião pública.

Um segundo fator externo ao processo e estranho ao procedimento hermenêutico que pode ter motivado a decisão tem índole política. Mesmo sem juízo definitivo, posto que se está diante de elementos iniciais para abertura de procedimento disciplinar, entendo que seria precipitado descartar de plano a possibilidade de que o magistrado tenha agido instigado pelo contexto socio­-político da época em que proferida a decisão de levantamento do sigilo de conversas telefônicas interceptadas.

São conhecidas as participações do magistrado em eventos públicos liderados pelo Sr. João Dória Junior, atual candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSDB e opositor notável ao governo da ex-­Presidente Dilma Rousseff.

Vale rememorar, ainda, que a decisão foi prolatada no dia 16 de março, três dias após grandes mobilizações populares e no mesmo dia em que o ex­-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi nomeado para o cargo de Ministro da Casa Civil.

Além disso, a decisão, no quadro em que proferida, teve o condão de convulsionar a sociedade brasileira e suas disputas políticas. Aliás, no dia dos protestos contra o Governo da Ex-­Presidente Dilma (13/03/2016), o próprio magistrado enviou carta pessoal à Rede Globo e postou nota no seu blog, manifestando ter ficado “tocado” pelas manifestações da população e destacando ser “importante que as autoridades eleitas e os partidos ouçam a voz das ruas”.

Ora, esse comportamento denota parcialidade, na medida em que se posiciona politicamente em manifestações contrários ao Governo Federal e, ao mesmo tempo, capta e divulga ilegalmente conversas telefônicas de autoridades estranhas à sua competência jurisdicional. O Poder Judiciário, ao qual é própria a função de pacificar as relações sociais, converteu-­se em catalizador de conflitos.

Não é atributo do Poder Judiciário avaliar o relevo social e político de conversas captadas em interceptação e submetê-­las ao escrutínio popular. Ao fazê-­lo, o Judiciário abdica da imparcialidade, despe-­se da toga e veste-­se de militante político.

Com efeito, o resultado da divulgação dos diálogos ­ possibilitada sobretudo pela retirada do segredo de Justiça dos autos, ­ foi a submissão dos interlocutores a um escrutínio político e a uma indevida exposição da intimidade e privacidade. Mais ainda, quando em curso processo de impedimento da Presidenta da República, gerando efeitos políticos junto ao Legislativo que apreciava o seu afastamento.

Penso que não é esse o papel do Poder Judiciário, que deve, ao contrário, resguardar a intimidade e a dignidade das pessoasvelando pela imprescindível serenidade.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Adeus, facebook

Carta Circular 0001/18

Curitiba, 16 de julho de 2018

Prezados, prezadas:

Decidido está, decidido estou, até porque debaixo do estatuto do idoso posso qualquer coisa, incluindo mandar cartas estranhas e chamar sergio moro de criminoso jaguara togado, de modo que vocês todos e todas estão na minha alça de mira pra lá de desregulada, cuidem-se pois e não reclamem, quem já ouviu hoje joe bonamassa cantando slow train na ópera de viena, como assim não conhecem o cara, mas que merda é essa, como ainda não ouviram pereira da viola se tem um processo de desmanche do brasil e do povo brasileiro, como é possível que vocês não conheçam o novo cinema da finlândia, ou da besssarábia, ou de alagoas, ou do capão raso, como vocês não notaram que tesouras sem fio rasgam papéis e plásticos irrecuperáveis, e que estamos todos mais ou menos fodidos,  saramago ensinou-me a escrever de golfadas, de ideias entre virgulas, não há um árbitro que interrompa o round para me salvar, nem posso mais salvar-me e distribuo pernadas a esmo, é o que posso e o que me resta, tem ali uma luta galhosa e torta, guimarães tento que rosa não posso, um rio de indo e vindo de remansos, perfeitos comedores de carniça, calhordas pastores evangélicos e suas picaretagens, e padrecos de merda e suas picaretagens, e budistas de merda e suas picaretagens, e esotéricos de merda e suas picaretagens, e religiosos de merda todos eles e suas específicas e nojentas picaretagens, e tem a perfeita a deusa asteca comedora de imundícies, que comeria todos os meus pecados, mal feitos e porcarias sem me encher o saco com lições de moral perfeitamente dispensáveis, e vocês perguntam o velhote perdeu o juízo que nunca teve, se nunca tive não perdi, e olho-me de soslaio desconfiado das minhas poucas habilidades dos meus defeitos mais de mil de minhas lembranças do futuro, dos filhos e netos e das mulheres da minha vida, e não posso com tanta coisa que fiz e com o saber que hoje tenho que não fiz porra nenhuma, que fui sempre disciplinado participante do meu sindipetro pr/sc, da cut/pr e do pt/pr, e da minha vida, beijos efusivos, adeus, nunca soube o que dizer e não será agora que saberei, adeus, adeus, etc. 

segunda-feira, 30 de abril de 2018

É que você é Lula

É que você, Lula, fala com pessoas de verdade, as que sempre estão a margem de tudo, como você mesmo já esteve.

É que você, Lula, não está aprisionado em cercadinhos de teses e teorias de luminosas palavras e de incontáveis citações nos rodapés.

É que você, Lula, é imperfeito.

É que você é Lula.

Lula Livre.
Lula Inocente.
Lula Presidente.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Que fique árabe (ou claro)

Copiei do FB do genial Zé Carota
ana amélia (se quiser ser chamada senadora, faça por merecer, comportando-se como tal), sei que você acorda cedo - e como sei, explicarei ao longo do texto -, então, em virtude da xenofobia que revelou ter (e mais grave: incitar) para com o povo árabe, na condição de neto de libaneses, me vejo num misto de direito e dever de lhe educar a tempo de evitar mais um dia de hipocrisia.

quando for tomar seu banho, não use sabão.
além de ser uma invenção árabe, não limpa preconceito, cujo fedor, por vir de dentro, também não poderá ser eliminado por outra invenção árabe: a água de colônia.

certamente, usa ambos há anos, e isso não impediu, além da já citada xenofobia, a expressão de seu sadismo naquele vídeo saudando seus conterrâneos que promoveram verdadeiros e criminosos - atenção à palavra a seguir - atentados contra a caravana do ex Presidente e agora PRESO POLÍTICO Lula no Sul.

no desjejum, seja odiosamente coerente, e nada de café nem queijo, pois ambos não são criações do agronegócio que adora, mas dos "terroristas" a que aludiu para instilar medo e ódio em milhões de seus pares em ignorância.

um dos melhores cafés do mundo é produzido pela muçulmana Etiópia, onde, séculos atrás, um pastor reparou que suas cabras ficavam mais animadas após o consumo dos grãos e das folhas daquele frutinho vermelho, do qual colheu um punhado e entregou a um monge que dele fez uma infusão, gerando a bebida tal como a consumimos e adoramos.

já o queijo foi criado por um berbere que transportava leite de cabra em um alforje, e tal alimento, após um dia inteiro sob calor intenso, coalhou, resultando, uma parte, num líquido ralo e opaco (soro) e a outra, numa pasta cuja produção foi aprimorada ao longo do tempo, gerando toda uma variedade de queijos.

permita-se, portanto, outros repastos, preferencialmente transgênicos, pra legitimar a defesa que tanto faz destes.

você usa o twitter e o facebook com enorme assiduidade, e deve isso não aos nerds norte-americanos que criaram tais redes e faturam bilhões de dólares com elas, especialmente com a criminosa venda da privacidade de seus usuários para todo tipo de finalidade, nenhuma prestável, para ainda maiores e piores bandidos capitalistas (releve o pleonasmo - se souber o que significa...).

não fosse um matemático persa (iraniano - bum! -, logo, árabe) do século IX, criador do algoritmo, palavra inspirada em seu sobrenome, Al-Khwarizmi, essas redes simplesmente não existiriam.

assim, dada a sua xenofobia, você deveria encerrar seus perfis imediatamente.
questão, de novo, de odiosa coerência - e, mesmo, pra espalhar mentira e ódio já tem gente (sic) demais.

sabe, é gente (sic duplo) com essa sua mentalidade (sic ao cubo) que forçou imigrantes árabes, como meus avós e tios, a mudarem de nome, no início do século XX, quando aqui chegaram sem eira nem beira, numa tentativa meio débil de, ocultando suas origens (com toda ruptura cultural e humana a que isso corresponde), não sofrerem a perseguição violenta que discursos, repetindo, xenófobos como o seu, ontem, incitam.

o sobrenome de minha família é Butros, que eles tiveram que traduzir (literalmente) para o português Pedro.
lá, Butros é um sobrenome tão comum quanto o é da Silva por aqui, e o seu preconceito persecutório tanto para com o mais emblemático da Silva brasileiro, um migrante, quanto para com árabes em geral - com perigosas consequências para os imigrantes de lá aqui chegados -, revela um só motivo: ódio de classe, que despreza fronteiras.

afirmo isso com base na razão de eu saber, como disse no início do texto, porque acorda cedo.

durante 8 meses de 2015, de abril a dezembro, eu cobri no Senado a CPI do CARF, desencadeada a partir das investigações da PF na Operação Zelotes, perto da qual a Lava Jato que você tanto adora é coisa de amadores - afinal, a Zelotes trouxe à luz os nomes dos CORRUPTORES sem os quais não existiriam os corruptos da Lava Jato, e mais: escancarou a sonegação dos CORRUPTORES que, em apenas 5 anos, de 2009 a 2014, totalizou R$ 2 TRILHÕES (ou, 1,5 Orçamento Anual da União, à época), conforme apurado por auditoria internacional (dados e fatos poderão ser comprovados nas atas das sessões, no site do Senado).

as sessões começavam às 10h, eu chegava bem antes, às 8h30, pra garantir lugar, trocar informações com colegas etc.
você, que se autoproclama tão interessada no fim da corrupção, NUNCA foi a uma sessão da CPI do CARF, pois, eu via pelas tvs nos corredores, já estava presidindo comissões de interesse do agronegócio.

pena.
seria interessante ver sua atuação nas votações dos requerimentos intimando à prestação de depoimentos, dentre outros, os donos da "sua" rbs e de seu conterrâneo gerdau, o maior sonegador do país, seguido de perto pelo dono do banco safra - que é libanês.

nunca foram intimados, graças a um sem fim de habeas corpus concedidos regularmente por gilmar mendes e cármen lúcia, numa velocidade ainda maior com a qual esta última se debruçou sobre o processo de Lula, mas para fins inversos.

e você, em seu discurso de ontem, saúda o judiciário, é claro (que, a propósito é o que significa a palavra "árabe").

autor: Zê Carota

#SalamLula #LulaPresoPolítico #LulaLivre #AlJazeera

sábado, 27 de janeiro de 2018

Lula precisa morrer

Copiei do FB de Fernando Horta

A classe média brasileira já decidiu isto. Se a morte for real tanto melhor, mas a morte política deve ser levada a efeito. E isto porque Lula é um arquivo ambulante. Lula é uma ofensa que anda e fala para este grupo.
Lula é a prova que a classe média brasileira não consegue melhorar de vida sem auxílio do governo. Uma classe média que só tem carro por programa de redução de impostos e concessão de crédito via bancos públicos. Uma classe média que só tem seus filhos na universidade por causa do ProUni e Fies. Uma classe média que só financiou casa pela abertura de linhas de crédito com juros subsidiados. Que só tem um emprego melhor por causa de um governo que distribuiu riqueza. 
O bar que vive majoritariamente de vender víveres para o dinheiro do bolsa família. A lojinha de celular que vive de atender demanda da classe baixa com dinheiro, graças ao pleno emprego e à programas sociais. O salão de beleza que aumentou a freguesia e recebe pessoas cujo emprego foi garantido pelo aquecimento das linhas de produção da construção civil, estaleiros, petróleo e etc.. A revenda de carro que só aumentou suas vendas quando os mais pobres puderam colocar seus filhos em universidades financiadas pelo governo.
Para esta gente, Lula é a testemunha do fracasso da sua meritocracia. Tudo o que ganharam nos últimos anos - e não o tinham feito no tempo de Collor ou FHC - depõe contra sua auto-estima. Não foi Deus, não foi o seu "esforço" ... não, não foi. Foram programas de governo de um metalúrgico que cresceu - este sim - por si só.
É a vergonha do "meritocrata" que monta negócio com linha de financiamento especial para pequena empresa criada pelo metalúrgico, que leva ao ódio. Aquele que não aceita e esconde que sua melhora de vida não é fruto majoritário do seu trabalho. Se assim o fosse, como ele sempre trabalhou, porque a melhora seria só nos últimos anos? Lula é o símbolo de que tudo o que esta gente sempre falou e se conveceu é uma mentira.
Cada vez que Lula fala, a classe média reconhece sua mediocridade. Cada palara é uma lembrança de que ela, classe média, só é hoje mais rica por causa do "analfabeto" que gerenciou um país.
O ódio a Lula é um misto de inveja, vergonha, baixa auto-estima uma grande dose de ignorância. A casa da praia é financiada pelas linhas da Caixa, o carro pelo Banco do Brasil com redução de imposto, o filho está na universidade com financiamento do governo e o emprego era por causa das desonerações e programas de incentivo do governo. Mas Lula e Dilma nunca fizeram nada. Foi Deus. Deus e o trabalho de quem parece que não trabalhou antes de 2003 e já está vendo que seu trabalho sozinho não sustenta seus sonhos. Mas não foi Lula ...

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O PT, os Beatles, eu e German

German nasceu em 2004 e vive comigo desde então, é meio filho e meio neto, e ocorre que o piazote sabe tudo dos Beatles. 

Vale dizer que, nascido 34 anos depois do fim da banda, German é, aos 13 anos, alcançado pelas musicas geniais dos caras.

O PT, a geni disponível para receber bosta de tudo quanto é lado - incluindo da esquerda purinha e virginal - é meio que uma banda que não toca mais nas paradas oficiais de sucesso mas que - oh, que horror! - permanece sendo ouvido nas quebradas, e muito respeitosamente, porque foi além das teorias perfumosas e tascou o sambão da melhoria concreta da vida das pessoas, coisa que a esquerda-sândalo denuncia como mero "melhorismo".

De modo que cantem comigo, please, dando pulinhos e batendo as mãos em elevado extase revolucionário:

- Don't let me down, tiramos o brasil do mapa da fome, you say yes, I say vai votar na luciana genro, yesterday eu fiz teorias que nunca foram testadas, all my troubles was escolher o sabor da porra do iogurte. 

Não sei o que German fará da sua vida, mas tem sido uma aventura mágica viver e aprender com ele, come together, i wanna hold your hand!

Viva o PT! 

Viva a CUT!

domingo, 8 de outubro de 2017

A classe média apoia Bolsonaro

Copiei do FB de Miguel Rios

A força eleitoral de Bolsonaro está na classe média.

É homem, tem carro divido no carnê a perder de vista, curso superior e mora em prédio com brinquedoteca, churrasqueira e piscina na cobertura.

É o cara que odeia o PT e a esquerda porque acha que cota racial e bolsa família trouxeram o comunismo bolivariano para o Brasil.

É o cara que tem amigos gays, mas desde que não levantem bandeiras e saibam que ele é que sabe o que é homofobia e o que não é.

É o cara que não é racista porque diz que a empregada doméstica é da família.

É o cara que tem trocentos grupos no WhatsApp para se informar sobre a política nacional e compartilhar notícias-memes sobre Jean Wyllys.

É o cara a favor do armamento para matar bandido, que se julga um kingsman, de pontaria infalível e jura inexistir a possibilidade de apontá-la em discussões de trânsito ou nas reuniões de condomínio.

É o cara que ensina menino a ser o bodinho solto atrás das cabritas é menina a ser recatada princesa Disney, mas combate ideologia de gênero nas escolas para não sexualizar as crianças.

É o cara que vê doutrinação nas ciências sociais, nos livros, nos museus, nas galerias de arte e fará boicote ao que nunca daria audiência mesmo.

É o cara que reclamava de tudo ser homofobia e racismo, mas que agora vê pedofilia em tudo.

É o cara que se fez altamente presente no Fora Dilma é completamente ausente no Fora Temer, mas que se diz totalmente combativo à corrupção.

Conhece esse cara? Ele te dá bom dia no elevador, publica selfies exibindo privilégios, aparece nas TLs pra ficar sempre do lado oposto às pautas dos movimentos sociais e não larga de ficar preso em engarrafamento só pra exibir o status de ter carro do ano.

sábado, 7 de outubro de 2017

A BOSTA NA GENI VAI SOBRAR PARA TODOS

Copiei do FB de Ademir Assunção

A imagem pode conter: atividades ao ar livre

Não quero mais voltar ao assunto. Porque já me baixou o astral demais. Porque tenho achado inútil. Minha vontade, neste momento, é ir-me embora daqui. Gastar os anos que me restam em um lugar onde a dedicação de uma vida inteira ao pensamento, à reflexão, à curtição, à linguagem artística, seja um pouco mais respeitada. E, principalmente, porque o cenário que está se montando é terrível. E a reação a isso será débil.
Não quero mais voltar ao assunto, mas me espanta ver pessoas, que considerava referencias importantes, ainda insistirem na ideia de que os escândalos de corrupção foram o motivo da queda da coligação de esquerda.
Me espanta, neste momento, ver pessoas que considerava referencias importantes lançarem toda a culpa na coligação de esquerda por não ter demarcado mais terras indígenas, não ter enfrentado com mais vigor os rentistas, não ter feito a reforma agrária.
Como se fosse isso que a tivesse derrubado.
Não consigo entender como essas pessoas não conseguem enxergar que a coligação de esquerda foi derrubada não pelo que não fez, mas pelo que fez.
Não consigo entender como essas pessoas não conseguem enxergar que a coligação de esquerda foi derrubada por ter profissionalizado o trabalho das empregadas domésticas, por ter colocado negros nas universidades públicas, inclusive nos cursos de medicina, por ter possibilitado que pobres viajassem de avião, inclusive para o exterior, por ter criado mecanismos para que pobres, negros, gays, mulheres, tivessem seus direitos mais respeitados, por ter criado 12 novas universidades federais, por ter criado políticas culturais que chegaram em periferias onde jamais chegaram, por ter tentado, ao menos, discutir um modelo mais democrático de comunicação de massas. E, finalmente, por ter fortalecido os mecanismos de investigação da corrupção.
Foi contra isso que a medíocre e mesquinha classe dominante do Brasil se rebelou, com o apoio dos medíocres que se espalham em todas as classes sociais.
Foi esse o motivo de todo o ódio.
Foi isso o que derrubou a coligação de esquerda. Ou você acha que esses cidadãos de bem que já votaram a reforma trabalhista, que vão votar a reforma da previdência, que vão implantar o modelo da escola sem-partido, mas com religião, que já fecharam exposições, que vão queimar livros, que vão vender para os gringos tudo o que puderem, querem realmente um novo país, livre, soberano e Incorruptível?
Alguém ainda se lembra o motivo da derrubada de Dilma Rousseff? Pois eu lembro: pedaladas fiscais. Prosaicas pedaladas fiscais.
Os cidadãos de bem que se insurgiram contra as pedaladas fiscais vão roubar mais terras indígenas, vão matar mais indígenas e pequenos agricultores, vão concentrar mais rendas, mais terras, vão sufocar mais os escravos, vão acabar com qualquer indício de inteligência e liberdade.
Vão, não. Já estão fazendo isso.
Não era melhor manter o pacto democrático, ainda que débil, pressionar e fortalecer a coligação de esquerda, ainda que cheia de tranqueiras, para que avançasse mais, para que enfrentasse com mais vigor os seculares problemas dessa sociedade podre e desigual, que prendesse os corruptos e os corruptores, que acumulasse forças para repartir melhor os meios de difusão do conhecimento?
Eram dias perfeitos? Óbvio que não. Havia um monte de tranqueiras? Óbvio que sim. Cagadas homéricas. Por supuesto que sí.
Mas era a Geni possível. Era a Geni que foi ter com o capitão do Zepelim. E ao jogar bosta na Geni, entregaram de bandeja o país ao prefeito de joelhos, ao bispo de olhos vermelhos e ao banqueiro com um bilhão.
Agora estamos vendo cada vez mais a volta da sombra do Zepelim Prateado crescendo sobre as cidades.
E ainda escuto o coro nas alcovas da grande rede social: maldita Geni!

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

DECISÕES

Vou-me embora pro psol
Lá baterei no PT
Dia sim outro também
Lá no psol
Cheirarei teses gourmet
E socarei o PT
Dia sim outro também
Lá provarei
Que o PT
E o lulo petismo
São e sempre foram
As verdadeiras ameaças
Aos trabalhadores
Vou-me embora pro psol
Lá serei limpinho virginal
E jamais errarrei
Lá serei revolucionário luminoso
E beberei teses gourmet
Vou-me embora pro psol
Mas estarei de olho
Numa vaguinha no pstu
Que igualmente soca o PT
Dia sim outro também
Mas soca a esquerda toda
E é contra Fidel e Maduro
E foi contra Allende e os sandinistas
Fico assim, pois
Vou-me embora pro psol
Mas com um ticket to ride
Direto pro pstu