não existem balas perdidas
a meganha não comete excessos
as balas sempre encontram os alvos
pobres pretos negros
a meganha não comete excessos
são treinados condicionados
e entrega o que dela se espera
a meganha me dá medo
nem voar mais posso
embora arriscar
nem sonhar mais ouso
embora estatelar-me
nem mais cantar
mesmo que gritar
nem mais chorar devo
lágrimas escorrem fluem
nem mais viver eu penso
mesmo que quase morto
nem mais desistir
nem menos retornar
mesmo antes mais
Bom saber que o tranqueira canalha do Trump foi derrotado, meninos e meninas, mas, permitam-me a dura franqueza, Joe Biden será presidente do império genocida e nada mudará: aquela porra toda é controlada pelo financismo - o tal do mercado - e pela economia de guerra, que sustenta a presença dos gringos em todos os quadrantes do mundo.
De Joe Biden não compro uma bic novinha em folha.
tenho feito uns poemas
e neles vagas lembranças
aparecem-me do nada
ou da fumaça dos incêndios
surgem imprecisos
invadem-me nebulosos
e cheiram carnes queimadas
os poemas que me ocorrem
nunca são completos
são pedaços de memórias
lembranças sem muito sentido
os poemas entretanto
sempre me acodem e não fazem nada