SOBRE O BLOGUEIRO

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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.

terça-feira, 15 de novembro de 2022

Anotações sobre pintura de meio fio

Com a vitória em segundo turno contra o escroto, estou animado e feliz por mim, por sonia, por nossos filhos e filhas, e netos e netas.

Nós ganhamos, os que acendemos luzes e abrimos portas e janelas, os que cantam e celebram, os que sabemos que, de novo, lá vamos nós lutar contra a fome a miséria. 

Mas estou assustado com a classe mérdia ensandecida, com definitivos problemas cognitivos, ajoelhando-se em rezas histéricas diante muros de quartéis.

Não sei bem como relacionar-me com os evangélicos que permitem-se serem sempre tangidos feitos cordeiros babões, nem com católicos doentios da renovação carismática.

E, sobretudo, não sei como devemos tratar a milicada abjeta. 

Ou, dizendo de outra maneira, se eu fosse o Lula, no dia 1º de janeiro de 2023, no fim do dia, eu reuniria o alto comando da milicada, das 3 armas e, em cadeia nacional, ordenaria o que segue:

1. Todos os milicões abjetos que serviram ao bolsonaro seriam presos e lavados para o presídio da Papuda.

2. Todos os oficiais generais das três forças seriam sumariamente aposentados e proibidos de se manifestarem sobre qualquer assunto ou tema, incluindo batizados.

3. Todos os novos comandantes das forças receberiam, cada um, uma brocha e um balde de cal, para que pintassem o meio-fio dos quarteis, que é, ao fim e ao cabo, o que essa laia talvez saiba fazer.

O problema, meninos e meninas, é que não sou o Lula, e nada sei das suas circunstâncias.

segunda-feira, 31 de outubro de 2022

É engraçado como bolsonaristas safados e canalhas ficam confusos quando a frase não termina do jeito que eles lula vence e governará o Brasil pela terceira vez

É engraçado como bolsonaristas safados e completamente canalhas ficam confusos quando a frase não termina do jeito que eles o vagabundo do bolsonaro está derrotado.
É engraçado como bolsonaristas safados e completamente canalhas ficam confusos quando a frase não termina do jeito que eles a família miliciana, pode demorar um pouco, mas serão apanhados.
É engraçado como bolsonaristas safados e completamente canalhas ficam confusos quando a frase não termina do jeito que tenho nojo derramado e definitivo dos generais safados e canalhas que apoiam o mais vagabundo presidente que jamais tivemos.
É engraçado como bolsonaristas safados e completamente canalhas, como sergio moro e deltan dallagnol ficam confusos quando a frase não termina do jeito que eles formaram uma quadrilha com o objetivo de permitir que o pré-sal fosse entregue aos interesses norte-americanos.

sábado, 8 de outubro de 2022

Carta aberta aos fascistas escrotos

Vocês não sabem fazer maria maria
fascistas de merda
Não sabem fazer nos bailes da vida
fascistas de merda
Não sabem fazer trem das onze nem romaria 
Não sabem fazer bella ciao nem latinoamérica
Não sabem fazer, escrotos que são, 
Não sabem o que tem no lado escuro da lua
E nem ali no clube da esquina
Não estiveram no hotel california
Seus filhos e netos não cantam, 
só vomitam ódio
Fodam-se, fascistas de merda, 
fodam-se bolsonaristas
Seus filhos e netos não cantam 
come together como o meu german
Vocês não fizeram construção
O que os move é o ódio, fascistas escrotos
Quando ouvem every bird that flies
Vocês pensam em abate-los a tiros
Fodam-se, fascistas de merda, 
fodam-se bolsonaristas
Vocês não sabem canções de ninar
Só conhecem os gritos de guerra da meganha
Vocês odeiam o padre julio lancelotti
Que abraça e cuida do povo que vive nas ruas
Vocês adoram picaretas do tipo de 
malafaia e feliciano
E odeiam pastores e padres honestos
Fodam-se todos bolsonaristas fascistas
E tomem nas fuças, bando de escrotos


sexta-feira, 7 de outubro de 2022

O diabólico mercado da religião

O Ornitorrinco Ateu, hoje a serviço daqueles e daquelas que combatem a nojeira da picaretagem religiosa, declara que lamenta a inexistência de inferno e paraíso. 
Explico. Houvesse um deus qualquer, mesmo que daqueles bem mequetrefes, ele mandaria para os quintos enxofrosos, forever, gente da laia de edir macedo, valdomiro, rr soares, marco feliciano, padre paulo ricardo, malafaia, o tal do kelmon, padre reginaldo manzotti, dentre outros e outras mais ou menos votados, o que seria medida da mais elevada justiça.
Já a inexistência de paraíso impede que a ele sejam alçados Dom Paulo Evaristo Arns, Reverendo James Wright, Dom Helder Câmara, Madre Paulina, Frei Beto, Pastor Natálio, Padre Júlio Lancelotti, e até mesmo um quase-padre como Gilberto Carvalho.

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"O Brasil está sendo transformado em um inferno por pastores e padres embusteiros", escreve Marcia Tiburi

Copiei do indispensável BRASIL 247  

  

Atualmente o que vem sendo chamado de cristo-fascismo cria Fake News em torno do candidato Lula e coloca Deus novamente como uma moeda de troca, obrigando Lula a se defender como cidadão que acredita em Deus. 

Nenhum candidato teria nenhuma obrigação de ser cristão ou acreditar em Deus, mas desde que caímos na armadilha da teocracia e da teologia do enriquecimento, a mistificação corre solta e descontrolada. 

O Brasil está sendo transformado em um inferno por pastores e padres embusteiros que descobriram que podem avançar na direção do poder sem nenhum tipo de controle. 

Os pastores e suas igrejas são abusadores de Deus transformado em uma moeda de troca. Jesus foi igualmente rebaixado a objeto de mercado. 

A política faz parte desse mercado, como vemos em Plano de Poder, livro de Edir Macedo, no qual se veem as bases para se construir uma nação segundo os preceitos de sua empresa religiosa cujos fins lucrativos são ocultados. 

O fundamentalismo de pastores e padres tem objetivos claros: a mistificação para chegar ao poder político e econômico. A mistificação é tanta que um falso padre participou de um debate há poucos dias na condição de candidato à presidência da República. De fato, a democracia se transforma em demagogia rapidamente. 

Não é difícil ver isso para quem tem uma relação lúcida com seu Deus pessoal ou com a religião organizada pelas igrejas fora desse jogo. 

As atuais igrejas neopentecostais funcionam justamente como o mais vil mercado, mas também como movimentos e partidos, e não visam o exercício da religião pura e simples, mas a lavagem cerebral, a saber, processos linguísticos para a dominação de mentes e corpos de seus adeptos. Nesse sentido, a religião se torna um mecanismo de controle de todos e de cada um. 

A dominação está dada. O pastor da igreja define o que as pessoas devem pensar e fazer, inclusive em quem devem votar. 

A subjetividade, a vontade e a capacidade de refletir de cada um é cancelada. 

Ninguém mais tem o direito à própria liberdade. As pessoas esquecem de si mesmas, ao mesmo tempo que se tornam servis. Elas agem a partir de comandos exteriores acreditando que são livres. Mesmo que isso signifique entregar-se ao satanismo político que, na própria religião cristã, significa cair nas mãos dos falsos messias. Por isso, o projeto de poder das igrejas de mercado atuais é totalmente diabólico, não é por acaso que a maçonaria faça parte de toda essa teocracia. 

Rouba-se a alma das pessoas convencendo-as de que elas devem entregar tudo: suas mentes e seus bens. Não há nada mais perverso do que explorar a fé de pessoas simples com o objetivo de ganhar dinheiro. 

Se existisse inferno, certamente esse seria o destino de todos os pastores demoníacos que mistificam e enganam, e enriquecem por meio disso. 

O Brasil só será uma democracia quando a laicidade for garantida.  

É preciso proteger a laicidade, é preciso impedir que a religião avance para dentro da política e que religiosos sejam candidatos.  

terça-feira, 27 de setembro de 2022

Pequena e dispensável proclamação de um velhote cheio de filhos, filhas, netos e netas

Em tempos tão assustadores

Deixo de lado a razão e gosto 

E quero ser tocado direto no coração

Para emocionar-me sem limites

Chorar em face de um discurso do 

Casagrande que vi hoje

Ou para ouvir de novo a canção Lula-lá

Penso nos filhos, os seis, 

Nos netos, os oito, e nos dois que estão vindo

E me penduro na mais derramada esperança

Menos por mim que já estou indo

E mais pelos filhos, os seis

Paulo, Jean, Soraya, Nayre, Luciano, Eivor

E pelos netos, os oito,

Hiago, Luna, German, João, 

Catarina, Mariana, Francisco e Miguel

E Joaquim e Tereza

Que logo chegarão 

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Inspirou-me, creio, o clássico Clube da Esquina

Da noite escura de muito susto
Haverá de amanhecer, eu sei
Da noite escura do ódio
Sei que amanhecerá nosso abraço
Da noite escura de muitas armas 
Amanhecerão meus netos invencíveis
Da noite escura dos assaltos 
Amanheceremos inteiros 
Da noite escura de gritos 
Amanheceremos sussurros
Da noite escura de ameaças
Amanheceremos serenos
Da noite escura de bolsonaros
Amanheceremos plenos de LULA

domingo, 25 de setembro de 2022

Meu ódio será minha vingança e herança, bolsonaristas escrotos!

Copiei de Brasil Notícias

(Texto de Tati Barnardi)


Olá, progressistas analisados, espiritualizados e adeptos de dietas ayurvédicas para harmonizar o fígado. Eu acho lindo quando vocês contam que se utilizam de muita generosidade e até mesmo respeito intelectual para conversar com bolsonaristas. Fico me perguntando o que vocês carregam em suas almas e o que a infância lhes ofereceu em abundância. Eu, da realidade profunda abrigada em meus signos de fogo e terra, gostaria apenas de incendiar os pelos pubianos desses espécimes e jogar terra em seus olhos já anuviados pela insciência. Não tenho orgulho disso e nem acho que estou certa.

Ontem mesmo, parada em um farol do Itaim, me deparei com duas moças loiras entregando adesivos e bandeiras do gabiroto. Abri a janela do carro para dizer: "Faz isso não, amiga, ele odeia mulher. Quer conversar um pouco?". Mas, assim que descolei os lábios ouvi emanar da minha faringe sempre inflamada algo como: "Ah, vá apoiar fascista na %&*, imbecil!". Eu não tenho maturidade para essas eleições. Não existe sororidade possível para mulheres que apoiam o Bolsonaro. Eu não sei virar voto. Eu quero é virar um chute no queixo das pessoas.

Ainda na região do Itaim, um Eclipse Cross vermelho fez questão de deixar a bunda do meu carro atrapalhando um cruzamento. Eu buzinei para que ele fosse um tantinho para a frente, para que eu não atrasasse a vida de dezenas de trabalhadores e pudesse, não que isso seja importante para o resto da humanidade, me proteger do risco de falecimento. O cara não se movia e ria. Ele não se movia, me olhava pelo espelhinho e RIA. Eu podia ter respirado fundo, entoado um mantra e pedido ajuda aos meus anjos da guarda? Podia ter pensado que estou do lado da campanha presidencial que prega o amor em detrimento do ódio? Podia concluir que lançar minhas flamas ao vento só jogaria ainda mais cortisol em minha corrente sanguínea e não mudaria em nada a vida do miserável?

Mas não tive dúvida. Assim que pude, alcancei o Eclipse Cross vermelho, emparelhei o carro e berrei: "Só pode ser bolsonaristaaaaa". Ele assentiu, altivo. Foi quando peguei pela mão a ladeira abaixo que vive em mim, e juntas descemos até o mais rebaixado andar da conduta social. Me esgoelei: "Seu misógino, seu desonra útero de mãe, seu playboy fascista de merda, pare de usar a santa cor vermelha em vão!". E depois disso fugi, porque obviamente fiquei com medo de ele estar armado.

Ah, Lula, não sei que marqueteiro falou pra você não pegar muito pesado no debate da Band, mas fico com vontade de te lembrar que você não está em primeiro lugar exatamente porque o amor que vive dentro de nós vai vencer o ódio. Você está na frente porque o ódio que vive dentro de nós não aguenta mais essa gente odiosa, odiável e odienta. Para além da minha capacidade de adorar o país, eu tenho é uma capacidade gigantesca de execrar quem quer destruí-lo. E eu espero, com a humildade de quem não sabe fazer aliterações dignas, que o nosso ódio do ódio vença o ódio. Eu não consigo virar voto. Eu quero é virar a mão na face dessas pessoas.

Se tem uma coisa que eu gosto é reunião em apartamentos cheios de livros, tocando músicas do Caetano, repleta de seres festivos e transantes. Esquerda amor. Esquerda poética. Esquerda coração quentinho. Meu cu. A gente faz isso depois. Agora eu quero é ver gente com muita raiva pensando estratégias de redes sociais pra você, Lula. Gente com muito asco pensando discursos pra você. E você, sobretudo, indo a um debate lembrando dos seus dias na cadeia, de seres abjetos comemorando a morte do seu neto, de pessoas repulsivas comemorando a morte da Marisa, de você sem poder se despedir do seu irmão no caixão. Tem horas que o ódio precisa vencer o ódio.

Atenção escória bolsonarista: está acabando, faltam só sete dias!

 Família Passos, Talquei?

(Veja aqui)

sábado, 17 de setembro de 2022

"Hino" ao inominável ou, como diria meu primo Jaulo Foberto Tequinel, fuck you brochanaro!

 "Hino" ao inominável

(Carlos Rennó, Chico Brown, Pedro Luís & Artistas Brasileiros)


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Vejam o mais recente cagalhão expelido pela boca fétida de 
brochanaro (aconteceu ontem, em Londrina)
 

Copiei do indispensável Tijolaço
(Fernando Brito)

Jair Bolsonaro sempre se supera. Em Londrina, ontem, mostrou toda a extensão da irracionalidade e do ódio que carrega.

“O Brasil é um país que não tem problemas outros. O único problema que nós temos aqui é o PT, composto de pessoas que vieram dos rincões, dos grotões, daqueles locais onde nada poderia sair dali a não ser esse tipo de gente”.

Esqueça o atraso, esqueça a fome, o déficit de educação, as precariedades da Saúde, as queimadas na Amazônia e no Pantanal, a falta de moradias, esqueça tudo: o problema é o PT, viu?

O problema é essa gente que saiu dos “rincões” e dos “grotões”, do interior e de lugares distantes. Como por exemplo, você, que veio – ou seus pais, ou seus avós vieram – do interior, à procura de trabalho e progresso para a sua família.

Que nojo para um país que se construiu com gente que veio de longe, dos rincões e grotões daqui e de fora, para os que vieram fugindo da pobreza de todas as partes do mundo.

Como fez, aliás, aliás, a própria família do ex-capitão, filhos de imigrantes e que rodaram com ele por por pequenas cidades do interior paulista. Será que serve para ele a ideia de que “nada poderia sair dali a não ser esse tipo de gente”?

Quem quiser ajudar a manter alguém que pensa assim no comando de um país formado por gente que veio de rincões e grotões daqui ou de todo o planeta, o faça, renegue suas origens e esbofeteie seus antepassados.