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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Mino Carta: Lula é quem mais inquieta a Casa Grande

Copiei do Conversa Afiada

SÓ MESMO POR AQUI

É fato inédito que a mídia em bloco atire contra um líder para impedir, ou enfraquecer, sua eventual candidatura 3 anos depois

Em qual país do mundo civilizado e democrático, a mídia, praticamente em bloco, se uniria para envolver um importante líder político em um escândalo das proporções da Lava Jato? Sem serem convocados, os meus botões assumem a cadência do coro grego e declamam: não há país democrático e civilizado em que um fenômeno deste porte pudesse verificar-se.

Colhido de surpresa, argumento: mas é o que acontece no Brasil neste exato instante. Retrucam: e haveria como comparar o Brasil com países como Grã-Bretanha, França, Estados Unidos, Alemanha etcétera? Cabisbaixo, silencio. O coro grego insiste: a mídia nativa porta-se qual fosse a própria oposição, igual a um partido disposto, para alcançar seu alvo, a forjar pretensas provas. A inventar, omitir, mentir.

Provoco: e a reportagem de capa da revista Época da semana passada? Diz que o ex-presidente Lula intermediou negócios da Odebrecht em Cuba. Até apresentam documentos secretos… Patética reportagem, decreta o coro, embora tenha assumido o tom da velha tia. Revelam-se informados, de todo modo, a respeito do assunto. A chefe de Comércio Exterior do BNDES, Luciene Ferreira Monteiro Machado – dizem pausadamente – esclarece que o financiamento do banco às obras do porto cubano de Mariel já estavam em andamento antes da viagem de Lula a Cuba em 2011, à qual Época se refere. Acrescenta dona Luciene: qualquer pressão do ex-presidente seria impossível, porque os contratos necessitam da aprovação de diversas equipes e comitês do BNDES.

Estranho, comento: João Roberto Marinho foi a Brasília para garantir que a Globo quer, de alguma forma, acalmar os ânimos, e até o Jornal Nacional baixou a bola. E eis que Época, semanal global se sai com essa capa, e além disso, para o horror dos seus leitores, revela que Dilma é amiga de Cuba. Ora, ora, intervêm os botões, o problema Dilma não é o problema Lula, e este, na perspectiva, é muito mais inquietante.

O objetivo de envolver Lula na Lava Jato, ou em outro escândalo qualquer, tornou-se obsessão febril. Um caso patológico, define o coro, de volta à cadência inicial. O motivo é do conhecimento até do mundo mineral: pretende-se, se não inviabilizar, ao menos enfraquecer uma candidatura do ex-presidente em 2018. Vara curta: pela primeira vez em cinco anos longe da Presidência, Lula admite a possibilidade da sua candidatura ao próximo pleito. Se for para impedir uma ascensão tucana.

Quem ganha espaço na mídia, cedido com simpatia e apreço, é um ex-petista de denominação de origem controlada e garantida, o veterano Hélio Bicudo. Salvo melhor juízo, desinteressado da conciliação em andamento, renova a ideia do impeachment de Dilma Rousseff por “crime de responsabilidade”.

Aos meus olhos, a postura de Bicudo configura uma situação peculiar. Na minha mocidade, enxergava nele um conservador, sem, com isso, experimentar irritação. Tempos de ditadura, ele exerceu com honra o papel de tribuno contra os esquadrões da morte. Logo tornou-se petista no começo dos anos 80 ao fazer profissão de fé esquerdista. Não duvidei da sua sinceridade.

Ao longo da existência, sempre desprezei quem começa à esquerda e descamba para a direita, a par de que trafega pela vida com o propósito de amealhar fortuna. Ao abandonar o PT à época do chamado “mensalão”, Bicudo deu crédito a acusações em boa parte mal formuladas e inequivocamente hipócritas, mas seu gesto poderia ter sido ditado por um impulso moral.

Agora não me arrisco a insinuar que Bicudo guinou mais uma vez. Não deixo, porém, de apontar para uma situação nova em relação à minha resistente ojeriza. Começou à direita, foi para a esquerda e não se entende aonde acabou.

sábado, 7 de março de 2015

Tijolaço ao Dr CRM: core diante desta negra !

Copiei do Conversa Afiada
 

"Somos médicos por vocação, não nos interessa um salário, fazemos por amor", afirmou Nelson Rodrigues, 45.

"Nossa motivação é a solidariedade", assegurou Milagros Cardenas Lopes, 61

"Viemos para ajudar, colaborar, complementar com os médicos brasileiros", destacou Cardenas em resposta à suspeita de trabalho escravo. 

"O salário é suficiente", complementou Natasha Romero Sanches, 44.

Poucas frases, mas que soam como se estivessem sendo ditas por seres de outro planeta no Brasil que vivemos.

O que disseram os primeiros médicos cubanos do grupo que vem para servir onde médicos brasileiros não querem ir deveria fazer certos dirigentes da medicina brasileira reduzirem à pequenez de seus sentimentos e à brutalidade de suas vidas, de onde se foi, há muito tempo, qualquer amor à igualdade essencial entre todos os seres humanos.

Porque gente que não se emociona com o sofrimento e a carência de seus semelhantes, gente que se formou, muitas vezes, em escolas de medicina pagas com o imposto que brasileiros miseráveis recolheram sobre sua farinha, seu feijão, sua rala ração, gente que já viu seus concidadãos madrugando em filas, no sereno, para obter um simples atendimento, gente assim não é civilizada, não importa quão bem tratadas sejam suas unhas, penteados os seus cabelos e reluzentes seus carros.

Perto desta negra aí da foto, que para vocês só poderia servir para lavar suas roupas e pajear seus ricos filhinhos, criados para herdar o "negócio" dos pais, vocês não passam de selvagens, de brutos.

Vocês podem saber quais são as mais recentes drogas, aprendidas nos congressos em locais turísticos, custeados por laboratórios que lhes dão as migalhas do lucro bilionário que têm ao vender remédios. Vocês podem conhecer o último e caro exame de medicina nuclear disponível na praça a quem pode pagar. Vocês podem ser ricos, ou acharem que são, porque de verdade não passam de uma subnobreza deplorável, que acha o máximo ir a Miami.

Mas vocês são lixo perto dessa negra, a Doutora – sim, Doutora, negra, negrinha assim!- Natasha é, eu lhes garanto.

Sabem por que? Por que ela é capaz de achar que o que faz é mais importante do que aquilo que ganha, desde que isso seja o suficiente para viver com dignidade material. Porque a dignidade moral ela a tem, em quantidade suficiente para saber que é uma médica, por cem, mil ou um milhão de dólares.

Isso, doutores, os senhores já perderam. E talvez nunca mais voltem a ter, porque isso não se compra, não se vende, não se aluga, como muitos dos senhores, para manter o status de pertenceram ao corpo clínico de um hospital, fazem com seus colegas, para que dêem o plantão em seus lugares.

Os senhores não são capazes de fazer um milésimo do que ela faz pelos seres humanos, desembarcando sob sua hostilidade num paìs estrangeiro, para tratar de gente pobre que os senhores nao se dispõem a cuidar nem querem deixar que se cuide.

Os senhores nao gritaram, não xingaram nem ameaçaram com polícia aos Roger Abdelmassih, o estuprador, nem contra o infeliz que extorquiu R$ 1.200 para fazer o parto de uma adolescente pobre, nem contra os doutores dos dedos de silicone, nem contra os espertalhóes da maternidade paulista cuja única atividade era bater o ponto.

Eles não os ameaçaram, ameaçaram apenas aos pobres do Brasil.

Estes aí, sim, estes os ameaçam. Ameaçam a aceitação do que vocês se tornaram, porque deixaram que a aspiração normal e justa de receber por seu trabalho se tornasse maior do que a finalidade deste próprio trabalho, porque o trabalho é um bem social e coletivo, ou então vira mero negócio mercantil.

É isto que estes médicos cubanos representam de ameaça: o colocar o egoísmo, o consumismo, o mercantilismo reduzidos ao seu tamanho, a algo que não é e nem pode ser o tamanho da civilização humana.

Aliás, é isso que Cuba, há quase 55 anos, representa.

Um país minúsculo, cheio de carências, que é capaz de dar a mão dos médicos a este gigante brasileiro.

E daí que eles exportem médicos como fonte de receita? Nós não exportamos nossos meninos para jogar futebol? O que deu mais trabalho, mais investimento, o que agregou mais valor a um país: escolas de medicina ou esteiras rolantes para exportar seus minérios?

É por isso que o velhíssimo Fidel Castro encarna muito mais a juventude que estes yuppies coxinhas, cuja vida sem causa cabe toda dentro de um cartão de crédito.

Eu agradeço à Doutora Natasha.

Ela me lembrou, singelamente, que coração é algo muito maior do que aquele volume que aparece, sombrio, nas tantas ressonâncias, tomografias e cateterismos porque passei nos últimos meses.

Ele é o centro do progresso humano, mais do que o cérebro, porque é ele quem dá o norte, o sentido, o rumo dos pensamentos e da vida.

Porque, do contrário, o saber vira arrogância e os sentimentos, indiferença.

E o coração, como na música de Mercedes Sosa, una mala palabra.

Por: Fernando Brito

sábado, 9 de julho de 2011

Santa Marina Esverdeada, Batman!



Vendo a coletiva xaroposa de Marina Silva anunciando sua saída do cada vez menos sustentável PV, pude entender porque membros do partido aqui de Antonina, visivelmente desarvorados, vagavam ontem à noite nas proximidades do Trapiche: a carola esverdeada está muito bem no papel de vítima, vocês não acham, amiguinhos? Como sofre a nossa candidata a santa, como sofre.

Primeiro, a carpideira foi vítima do petismo búlgaro, abortivo, ateu e defensor da ditadura gay, e nesta semana o mundo toma ciência dos horrores aos quais a santarrona esverdeada foi submetida pelos malvados integrantes do PV. Pobre e infeliz Marina, sofreu tanto que já é, oficialmente, forte concorrente ao Prêmio Madre Tereza de Calcutá, Categoria “Ai, Como Eu Sofro”.

E ficamos sabendo que a beata verdejante, também indicada ao Prêmio Myrian Rios 2011, diz que vai “metabolizar uma nova forma de fazer política” e que, “o mundo inteiro não sabe como a nova política é...”, estando ela própria, “... em uma expectativa”.

O Ornitorrinco propõe que o PPS aceite a moça em seus quadros e, em 2014, na hora agá, lance o Roberto Freire como candidato à presidente, só pra sacanear a beata, de modo que ela continue seu processo metabólico em nova e lacrimosa entrevista coletiva.

A propósito, no Conversa Afiada, Paulo Henrique Amorim mostra como a santa marina esverdeada foi, desde sempre, linha auxiliar do Cerra.

Aproveite e clique aqui para saber porque o Verdismo é “o último reduto dos neoliberais”.