SOBRE O BLOGUEIRO

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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A história da homofobia

O Serviço de Alto Falantes Ornitorrinco pede aos cristãos que coloquem o cérebro no modo "ligado" e deixem de lado a pregação de ódio e de intolerância contra o povo LGBTT que muitos padrecos e pastores vomitam em missas, cultos e pronunciamentos diversos. Vocês descobrirão maravilhas, meus amigos. Pra começar bem a semana, leiam este belo texto de Maju Giorgi.
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Copiei de Todos Iguais

O Livro do Gênesis foi escrito quando o povo de Israel era cativo na Babilônia. A frase “crescei e multiplicai-vos” não era um incentivo a explosão demográfica no ano de 2012, mas sim, uma forma de lá no começo dos tempos, proteger o povo, a cultura e a religião de Israel. Durante a civilização greco-romana, a sexualidade, era apenas SEXUALIDADE, não existia nenhuma classificação, Jesus, todos se lembram era judeu, e dessa forma se criou a chamada tradição judaico cristã, duas religiões que se misturam na história.
Quando os apóstolos foram escrever a Bíblia, existia um deles, Paulo que era um inculto guerreiro romano, acostumado a crueldade e carnificina e que passou algumas mensagens misóginas e homofóbicas em seus salmos ou versículos. Ai, a sodomia vira pecado. No final do Império Romano, e seguindo pela Idade Média, o cristianismo se torna a religião dominante e a sodomia foi criminalizada e passa a ser punida com a pena de morte. Isso tudo se estende até o século XVIII. No século XIX, para que se retirasse o homoerotismo do âmbito religioso e moral, foi criado o termo HOMOSSEXUALISMO, então a homossexualidade deixa de ser pecado e passa a ser patologia. Nessa época, até os anos 70, os gays eram internados em hospícios e tratados com choque elétrico. FINALMENTE, nos anos 90, praticamente ontem, a Organização Mundial de Sãúde sabiamente tira o homossexualismo da lista de doenças e ele passa a se chamar homossexualidade. Estão aí fatos históricos que fazem os LGBTT serem perseguidos até hoje. Por esse resumo histórico de 2500 anos, podemos entender porque os gays pairam no imaginário coletivo até hoje como pecado, doença e perverção.
Para tudo existe uma explicação. Só que acontece que até hoje, enquanto na Holanda por exemplo, 80% dos Padres Católicos Apostólicos Romanos e os Pastores Luteranos e Anglicanos por exemplo nem se fala, casam os gays DENTRO dos templos e ninguém rasga as vestes por isso, aqui no Brasil, ainda temos que conviver com um fundamentalismo do quilate de Silas Malafaia e derivados. Fundamentalismo? Não, acho que extremismo mesmo, só que aqui amarram a bomba no corpo dos outros, no caso os coitados dos gays, que são a cortina de fumaça dessa bancada evangélica e seus desmandos. Enquanto isso Dona Dilma para não perder o apoio da BANCADA EVANGÉLICA, vai falando que seu governo não faz propaganda de opção sexual, veta o Kit homofobia, não dá educação nem internet pro povo, para que eles pudessem fazer essa pesquisa rápida e esclarecedora sozinhos. Aí o único lugar que essas pobres almas tem para se instruir é a igreja .
É claro que não podemos generalizar, mas para quem é como eu leitora assídua do Blog do amigo Paulo Lopes, e outros, logo se tem uma noção da escolaridade dos professores. Um fala com a galinha, em aramaico suponho, e o galo é o tradutor das mensagens divinas, o outro diz que viemos do papagaio e não do macaco, o outro pede para condenarem Piggy e Caco o sapo, personagens infantis dos Muppets à morte porque são a favor da nossa causa, o outro diz que faz crescer anão. PARA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER! Quase 500 anos depois que Galileu Galilei e Giordano Bruno morreram pra provar que a terra é redonda e gira, os brasileiros, ainda estão aprendendo que é fixa e chata como esta escrito na Bíblia. Gente, Jesus era um homem amante da liberdade, era livre diante da lei, e o primeiro defensor do Estado Laico da humanidade (Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus).
Foi Jesus quem disse: AMAI-VOS UNS AOS OUTROS. É injusto que por ignorância dos escritores e interpretes da Bíblia, tantos e tantos entre pais, mães, filhos, famílias inteiras sofram. Para vocês que necessitam do sagrado e que tem todo direito a ele, cidadãos livres que são, procurem conforto para seus corações em pessoas sérias e instruídas. Posso sugerir para os católicos, o Padre Franciscano Luís Corrêa Lima, para os evangélicos o Pastor Ricardo Godim, para os judeus, o Rabino Nilton Bonder. Vocês não precisam escolher entre seus filhos e suas crenças, podem continuar amando os dois quando a palavra vem através de pessoas instruídas e verdadeiramente caridosas, que conseguem interpreta-la na cena de 2012 e não de 2500 anos atrás. Fujam dos galos, papagaios e sapos. Se quiserem recorrer ao lúdico mundo animal, enquanto o governo não se mexe para combater a homofobia, vamos nós mesmos ensinar as nossas crianças desde sempre que existe homossexualidade em 450 espécies de animais e homofobia em uma só e vamos contar a eles O SEGREDO DE BROKEBACK ICEBERG, a real história de Pedro e Buddy, os pinguizinhos gays! E vamos refletir sobre a frase do Padre Luís Corrêa Lima: “A Igreja é um microcosmo dentro de um universo muito maior”.

Majú Giorgi
Uma Mãe pela Igualdade

terça-feira, 14 de agosto de 2012

LGBTT-fobia em nome do patifão barbudo que vive nas nuvens

Copiei de Nossos Tons



Como queríamos demonstrar, prezado Julio Marinho.
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Copiei a imagem de Homofobia Não
  

E querem que eu tenha paciência, que seja educado e que ofereça a outra face para esta tropa de obtusos, de ignorantes, de abjetos e preconceituosos fanáticos religiosos.
Qualquer católico que tenha repetido esta oração de merda ofendeu, desrespeitou e colocou meu filho em perigo porque, seus anormais, é assim que se constroi a violência contra o povo LGBTT, é assim que se legitima a aceitação social que fecha os olhos e aceita a matança em curso.
Vocês rezam, anormais de merda, e a cada 26 horas um LGBTT é assassinado no Brasil.
Tenho definitivo e derramado nojo de gente como vocês.
Por meu filho, por minha família, proclamo o meu direito de lutar contra tais manifestações.
Tenho, como pai, o dever incontornável de defender meu filho, e o faço nos meus termos.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

A salvação pela palavra

Este bloguezinho mequetrefe sente-se e proclama ser integralmente parte das ações em defesa dos direitos LGBTT.
Meu filho precisa de mim.
Meus filhos todos precisam de mim.

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Copiei de Política Ativa 

Conta a lenda que Sherazade contou muitas histórias para salvar a própria vida. Ao final, acabou salvando muito mais: a si mesma, várias outras mulheres e o próprio sultão, seu fiel ouvinte de todas as noites. Sherazade foi capaz de mudar tanto, modificar tanta gente, alterar o percurso de tantas vidas. E, então, é fantástico saber que todos os dias, em todo o mundo, também LGBTs salvam vidas pela força da palavra. Salvam vidas falando que o outro pode se assumir, pode viver, pode amar. Salvam vidas afirmando que aquela fase de opressão extrema, em que o outro pensa em se matar, é transitória, que um dia tudo irá melhorar. Seja com um blog, ou uma parada com milhões, milhares, centenas ou com poucas dezenas de pessoas, salvamos vidas ao tornar o mundo possível para quem é tido como diferente. Salvamos vidas quando tornamos a vida possível de ser vivida. Salvamos vidas quando entendemos a rede da qual fazemos parte e ajudamos em sua costura.
Salvamos vidas quando aquela pessoa oprimida por seus pais, por seus familiares, pelos amigos, na escola, na igreja, na vizinhança, pode contar somente com nossa palavra ou apenas com a noção de que não está sozinho, de que somos muitos e que sobrevivemos e somos felizes, que o mundo gira, a história avança e nossos direitos e qualidade de vida correm ao lado deles. Salvamos vidas quando uma das tantas pessoas que pensam em se suicidar, o deixa de fazê-lo por uma palavra, uma imagem, uma multidão nas ruas, alegre, cantando, pulando, dizendo ao mundo que nossa vida vai muito bem - obrigada! -, apesar de tudo e de todos que são contra. Quando mostramos seja através do que for, que não somos invisíveis, que jamais seremos, pois não nos cabem nenhum gueto e nenhuma capa mágica que nos faça desaparecer. Quando mostramos que vivemos, trabalhamos, amamos, trepamos, nos divertimos. Quando mostramos o quanto somos fortes. Cotidianamente fortes e por toda uma vida.
E não desanime, não pense nem por um minuto que sua militância é desimportante, que não tem valor, que pode ter um efeito muito pequeno e um alcance limitado. Qualquer que seja sua atuação lembre-se sempre que ela pode fazer total diferença entre a vida e a morte - física ou social – de alguém. Sempre haverá quem tente reduzir o significado deste ou daquele trabalho, seja ele qual for. E sempre haverá o fantasma do desalento de ver tanta coisa ruim ao redor, mas segure-se você também nas palavras de outros. Afinal, pense bem, podemos nos abater realmente com isso, quando um simples texto ou uma conversa on-line pode salvar uma vida? Enquanto tantos criam um universo impossível para LGBTs viverem plenos e felizes, mesmo apenas através do que falamos e escrevemos, podemos criar todo um outro mundo: um espaço de salvação do que corrói por dentro, do que não deixa respirar lá fora. Portanto, fale, escreva, publique, tenha um blog, um vlog, um site, mergulhe nas redes sociais, divulgue idéias, produza, partilhe informações, converse, chegue até as pessoas, promova ligação entre elas. É fantástico irmos às ruas, protestarmos, fazermos passeatas, paradas, reivindicações públicas, mas nada impede ou diminui a importância da propagação de palavras e idéias e sua força inegável na mudança de mundos e perspectivas de vida. Que nos diga Sherazade!
@ivonepita

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Ditadura gay? O que está em construção é uma ditadura evangélica


 
O Serviço de Alto Falantes Ornitorrinco (SAFO), ao cumprimentar os presentes nesta grandiosa quermesse em louvor de Nossa Senhora da Intolerância Religiosa, declara - mais uma vez - que considera Silas Malafaia um completo e acabado filho da puta. Simples assim. 

sábado, 24 de março de 2012

Eles odeiam? Nós amamos!

Vi o vídeo no Maria da Penha Neles

 

Os obtusos religiosos apagam a luz? 
Nós acendemos de novo!
Eles fecham portas e janelas? 
Nós escancaramos!
Eles odeiam? 
Nós amamos!
Eles se borram de medo? 
Nós aceitamos!
Eles se benzem? 
Nós acarinhamos!
Eles ameaçam?
Nós lutamos!
Eles são muitos?
Nós somos o mundo!

Para Jean, meu filho. 
Sou seu pai, menino, 
incondicionalmente.
Amo você.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Eu não como e não dou porrada em jiló

O original vi aqui.
As coisas são simples assim, ou deveriam ser. Quer ver?

Eu não gosto e não como jiló, aliás, detesto, mas nem por isso ando pelo mundo dando porrada em jiló.

Se você não gosta de gays, ou se os odeia, não precisa comer e, muito menos, dar porrada!

Você entendeu, LGBTT-fóbico de merda?