SOBRE O BLOGUEIRO

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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Veneno


"A religião é um veneno em nosso sangue. O hábito de invocar a autoridade divina para legitimar preconceitos, perseguições e atrocidades é muito antigo, mas ressurgiu com força nos últimos tempos. A meu ver, é o problema central do mundo contemporâneo e não está de maneira nenhuma restrito ao universo islâmico". 
  Salman Rushdie

domingo, 1 de abril de 2012

Só isso e tudo isso

O Serviço de Alto Falantes Ornitorrinco (SAFO), ao cumprimentar os presentes nesta grandiosa quermesse em louvor da vida, da tolerância e das diferenças, reafirma o seu compromisso de luta e de apoio à causas do povo LGBTT. 
Aqui, neste blog e na minha casa, somos todos gays.
Se você se incomoda com isso, sem problemas: enfie-se numa porra de uma igreja e vá viver por lá sua intolerância, consuma-se doentiamente em seu ódio.
Mas não reclame se reagirmos.
Enquanto eu puder lutarei por querer meu filho vivo e bem, como ele e qualquer outra pessoa merecem. 
Só isso e tudo isso.
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 Copiei da minha amiga Maju Giorgi

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segunda-feira, 26 de março de 2012

Carta aberta a Aluízio Mercadante, Ministro da Educação que se borra de medo da imundície da Bancada LGBTT-fóbica Evangélica

De: prcequinel@yahoo.com.br
Para: acsgabinete@mec.gov.br
Aluizio Mercadante - Ministro da Educação
A/C Nunzio Briguglio Filho
(Assessoria de Comunicação Social)
(Enviado às 18:53 horas)

Li, coisa de uns dez dias, esta inacreditável declaração do Ministro Aluízio Mercadante: 

“Precisamos fazer uma pesquisa mais aprofundada e cuidadosa sobre como construir um diálogo que respeite a diversidade em todas as suas formas, a pluralidade. Vamos ter que estudar mais a fundo a homofobia e como dialogar [com os setores da sociedade], porque o enfrentamento direto, eu acho que não vai ajudar. Simplesmente lançar um material didático, produzir um vídeo e lançar na escola, isso não vai resolver”. 

Quer pesquisas, ministro?

Mande um dos seus assessores que pesquise e lhe apresente os números mais recentes e constate que todos os dias, religiosamente (se me permite a ironia), um integrante do povo LGBTT é assassinado, no mais das vezes com requintes de extrema crueldade.

Quer diálogo, ministro?

Eu também gostaria de conversar com as imundícies que se reúnem na frente parlamentar do ódio religioso, inclusive e especialmente com os petistas, para entender porque meu filho mais novo, que é gay e decidiu viver sua sexualidade aberta e publicamente, constitui ameaça às famílias e mesmo à nossa existência, mas não há tempo para sentar-me com quem não quer dialogar, ministro: meu menino pode ser alcançado pelo ódio de origem religiosa a qualquer momento.

Quer estudar mais a fundo e compreender a homofobia, ministro?

Pois eu não tenho nem tempo e muito menos paciência para aprender o que já sei: o ódio de origem religiosa está a discriminar, humilhar, ameaçar e a matar o povo LGBTT, e no Brasil a matança é diária, e eu tenho o dever incontornável de amar e defender meu filho.

Quer mesmo saber mais sobre homofobia, ministro?

É simples, basta chamar as famílias atingidas pela tragédia da violência LGBTT-fóbica, as entidades e militantes LGBTTs e meninos e meninas adolescentes que abandonaram a escola por conta da intolerância e do preconceito.

Se um governo do PT é incapaz de enfrentar a bancada do ódio religioso, se o governo que ajudei a eleger se borra de medo diante dos arreganhos de imundícies como Garotinho, Marco Feliciano e João Campos, trate, ministro, de chamar a CUT, as bases do PT, a militância LGBTT de esquerda, convoque as famílias atingidas pela violência endêmica praticada contra o povo LGBTT, chame homens e mulheres de fé e de boa vontade que não são intolerantes: nós os enfrentaremos, ministro.

Eles é que devem envergonhar-se do que pregam e fazem, eles é que devem ficar acuados, eles é que devem temer a lei, a justiça e a nossa luta, mas permita-me a dura e necessária franqueza, ministro: o governo que ajudamos a eleger tem o dever de levantar-se e encarar essa gente obtusa. De frente!

Eles são muitos? Nós somos o mundo!

Paulo Roberto Cequinel

(Para Jean, meu filho. Sou seu pai, menino, incondicionalmente. Amo você.)

segunda-feira, 12 de março de 2012

Eu não como e não dou porrada em jiló

O original vi aqui.
As coisas são simples assim, ou deveriam ser. Quer ver?

Eu não gosto e não como jiló, aliás, detesto, mas nem por isso ando pelo mundo dando porrada em jiló.

Se você não gosta de gays, ou se os odeia, não precisa comer e, muito menos, dar porrada!

Você entendeu, LGBTT-fóbico de merda?